The mine word

26 Capitulo 25: O último dia.


Notas iniciais
Eai galera, tudo bem? Trouxe hoje oque deve ser o penúltimo capitulo dessa parte da estória. Eu explico melhor nas notas finais. Bora lê?

Visão da Pheal:

Eu estou no telhado de uma das torres de vigia junto com o Sekka. Ele disse que seria bom testar as minhas asas, mas eu estou com muito medo. –V-Vamos tentar de um lugar mais baixo? –Pergunto olhando pra queda que me aguarda.

—Se qualquer coisa der errado é só você se teleportar de volta pra esse lugar, é muito simples. –Disse ele.

—Só se for pra você.

—Você passou dois dias deitada naquela cama, precisa de algum exercício.

—Então porque nós não começamos com uma caminhada? –Digo olhando pra ele.

—Para de ser frouxa e vai logo! –Gritou ele.

—Está certo, mas não grita comigo! –Eu respirei fundo e abri os braços. Lentamente as asas começaram a se abrir até o seu volume máximo. –E-Eu preciso de um tempo pra aprender a controlar essas coisas.

—Só mete a cara e vai.

Eu caminho até a beirada e fecho os olhos. –Eu consigo! Eu consigo! Eu consigo... –Disse para mim mesma. Eu lentamente impulsionei meu corpo pra frente e dei uma batida de asas seguida de outra e outra até abrir os olhos. –E-E-Eu consegui! Eu estou voando, Sekka! –Disse toda empolgada.

—Muito bem. Agora tente dar umas voltas.

—Você está sendo muito mandão! –Disse mostrando a língua pra ele.

Eu começo a pegar impulso e com o tempo eu aprendo a como voar. Eu fico dando várias voltas ao redor da fortaleza e isso chama a atenção de uma porção de gente. –Isso mesmo. Agora tente pousar aqui.

Pousar? Eu ainda não havia pensado em como que eu desceria daqui. –E como eu faço isso? –Perguntei a ele.

—Tente vir em minha direção como se fosse me chutar e antes de atingir o telhado você bate as asas pra diminuir a velocidade. –Disse ele. Acho que isso pode dar certo.

Eu giro no ar e começo a cair em sua direção. O vento está muito forte, espero que... Não pode ser... A minha saia está... –Não olhe!! –Grito enquanto cubro a minha saia.

—Oque você... –Eu caio com toda força em cima dele.

—Ai! Você está bem, Sekka? –Pergunto esfregando a minha cabeça.

—E-Eu acho que sim, mas você pode sair de cima de mim? –Disse ele meio sujo de poeira.

—C-Claro! –Eu me levanto e o ajudo a se levantar. –Desculpa.

—Tudo bem, eu deveria ter previsto isso. –Ele olha pro buraco que ficou no telhado. –Espero que o senhor Lhelt não fique bravo com a gente.

—Vamos pro quarto. –Eu o agarro antes de ele responder e nos teleporto pro nosso quarto.

—Você pode avisar antes de fazer isso?! –Disse ele furioso.

—Desculpa, mas nós tínhamos que sair dali!

—Por quê?!

—Eles iam saber que foi a gente que fez aquilo!

—E você acha que ninguém viu você voando por toda parte?! Acorda!

Agora que ele disse isso a minha ideia pareceu bem estúpida. –Vocês podem calar a boca de deixar os outros dormirem?! –Gritou Pompo ainda deitada na cama.

—Pensamos que todos já haviam acordado. Agora que a Pheal melhorou é hora de ir embora daqui. –Disse Sekka.

—Eu só quero me despedir dessa cama super confortável. –Ela se embrulha nos edredons.

—Fique a vontade. –Eu agarro o braço do Sekka e nos teleporto pra mesa de jantar. –Chegamos. –Digo cumprimentando todo mundo.

—Seja bem vinda de volta. –Disse Hedyps.

—Que bom te ver de pé, Pheal. –Disse Steve.

—Eu quero saber se você vai concertar o telhado da minha torre. –Disse Lhelt bebendo alguma coisa.

—Ah! É que... Sabe, nós... Sabe... –Tentei enrolar, mas não funcionou. –Como você descobriu tão rápido?

—Eu sou o chefe, todos os tipos de coisas são reportadas a mim a toda hora. –Ele toma outro gole de seja lá oque fosse aquilo. –E digamos que não é muito comum ver uma garota voando por essa região.

Eu olhei pro Sekka e ele fez uma cara de “Eu te disse” que me fez entrar em pânico. –Eu peço desculpas pelo ocorrido, senhor. Eu prometo que não se repetirá novamente.

—Isso é fato. Se vocês vão embora hoje então não tem como nada acontecer. –Ele se levantou. –Eu quero todos vocês no salão principal incluindo a Pompo.

Steve foi até o quarto chamar a Pompo enquanto o resto de nós seguiu para o salão. Lhelt se aproximou de seu trono e abriu um pequeno baú que havia ao seu lado. Ele retira uma besta do pequeno baú e a segura com as duas mãos. Era quase que inteiramente feita de ossos exceto o cabo, o gatilho e a esteira que eram feitos de ferro.

—Essa é a arma de maior grau que um esqueleto pode receber, a besta. Durante gerações essa besta tem sido passada de general para general desde a sua obtenção. –Disse ele andando de um lado para o outro.

—E oque isso significa? –Perguntou Steve abrindo a porta junto da Pompo. –Não é apenas uma arma como qualquer outra?

—Não, essa é uma das dez armas de sangue puro.

Eu quase desmaiei quando ele disse aquilo. As armas de sangue puro foram às primeiras armas criadas durante a guerra dos dragões que foi quando as raças foram criadas. Quem diria que esse velho possuía um poder tão extremo guardado bem debaixo do meu nariz?

—E-Eu pensei que todas haviam sido destruídas. –Disse Pompo.

—Esse é um engano que muitos têm, elas não foram destruídas e sim escondidas. Elas estão espalhadas pelo mundo e cada uma com o seu portador. Essas armas possuem um potencial de extremo poder e devem ser usadas apenas por quem domina completamente o craft.

Aonde esse cara quer chegar com isso? Ele não mostraria isso para nós sem razão nenhuma.

—Isso é loucura. –Disse Sekka se levantando. –Porque o senhor nos diria todas essas coisas? Nós não somos pessoas de alto escalão e muito menos pessoas da sua raça.

—Sekka! –Reclamo com ele. –Você não deve falar assim com alguém que foi tão amigável conosco.

—Não, ele tem toda a razão de duvidar de mim e de fazer esse tipo de afirmação. Oque eu queria dizer com tudo isso é que eu queria que vocês a levassem.

—OQUE?! –Todos inclusive os guardas gritaram de surpresa.

—Imaginei essa situação. –Disse ele rindo.

—Oque quer dizer com isso, Vô? A quem você vai entregar essa coisa? –Perguntou Skel.

—A você é claro. –Meu queixo foi parar chão assim como o de muitos outros na hora que ele disse aquilo. –Você é o próximo da linhagem e herdeiro legitimo dessa arma.

—Mas eu ainda não consigo nem invocar crafts de nível três. Como vou usar essa coisa? –Disse Skel.

—Deixe o tempo te guiar, filho. Eu mesmo nunca disparei uma flecha com essa coisa, mas se esse é o caminho que quer seguir você vai precisar dela mais do que tudo.

Skel olhou para nós e se virou para o seu avô. –Isso tem haver com os portões de fogo?

—Sim, receio que não seja possível de vocês chegarem ao Nether sem se meterem no meio da guerra que está acontecendo lá. Por isso eu quero que você leve isso e use contra qualquer um que tentar fazer mal a você ou a eles.

—É muita responsabilidade.

—Eu sei, mas olhe para todos que estão aqui presentes, todos tem alguma função e alguns deveres que exigem responsabilidade, mas se todos resolvem não fazer nada e apenas desistissem nós não teríamos comida, roupas e nem exército para nos proteger. A questão é que todos têm um papel e o seu será portar essa arma. Agora a segure. –Ele fica meio receoso no inicio, mas acaba pegando a arma. –Agora repita: Ahu Huruhur Incent No Prosperit.

A tensão está muito alta entre nós, todos estão quietos esperando oque vai acontecer. Skel respirou fundo e repetiu as palavras do avô. –Ahu Huruhur Incent No Prosperit!

A arma brilhou em um branco tão forte que tivemos que tapar os olhos. Quando a luz diminuiu todos os olhares foram direcionados para Skel, que estava brilhando junto da arma emanando uma energia muito alta.

—O ritual está concluído. –Lhelt se senta em seu trono. –Agora ela é oficialmente sua até que você morra.

Skel está parado sem demonstrar nenhuma reação. De repente a Hedyps levantou e correu em sua direção o abraçando. –Está tudo bem... Está tudo bem... Tudo bem... –Dizia ela enquanto o abraçava. De repente ele se virou e a abraçou também deixando algumas lágrimas rolarem enquanto o brilho diminuía e sumia.

—N-Nós vamos embora daqui a algumas horas. –Disse Skel. –E nós vamos conseguir passar pelo portão de fogo nem que nós o coloquemos no chão a força!

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Como disse no inicio eu vou explicar o porque do próximo capitulo se o último. A estória não vai acabar de vez, eu apenas vou terminar essa parte no próximo capitulo e continuar ela em outro "livro" digamos assim. Motivo: A história está tomando um rumo diferente do que a sinopse deixa a entender, então eu vou começar outra parte, com outra sinopse e com um novo objetivo. Espero que entendam e que comentem oque acham da ideia. Até mais.