The mine word
23 Capitulo 22: Banho.
Notas iniciais
Meu pescoço dói, minhas costas doem talvez dormir na cadeira não tenha sido uma ideia muito inteligente.
—Vamos acordar! –Gritou Kabi entrando na enfermaria.
—Vai acordar os outros no inferno! –Reclamou Pompo jogando o travesseiro nela.
—Calma Pompo. –Digo. Eu me levanto e estalo todas as articulações do meu corpo. –Eu preciso relaxar de verdade depois disso. Estou todo quebrado.
Pompo levanta da cama e espreguiça os braços. –Tem oque pro café? –Perguntou ela.
—O senhor Lhelt me pediu pra chamá-los a cozinha. Seus amigos já estão lá.
—Vamos antes que a Pheal coma tudo! –Pompo agarra meu braço e corre na direção da cozinha com a ferocidade de um cão faminto.
—A comida não vai fugir não! –Digo enquanto tento não tropeçar.
Chegamos à cozinha e encontramos o Sekka e a Pheal comendo junto do Lhelt. –Oque tem pra comer, senhor?! –Pergunta Pompo.
—Temos pão e caldo de carne de coelho, mas se quiser você pode comer com geléia também.
—Eu quero os dois!
—Ha ha ha... Igualzinha ao pai. Traz uma porção, Rhoj. –Disse ele chamando o cozinheiro.
A comida chegou e Pompo devorou tudo em um piscar de olhos. –Você vai passar mal assim. –Digo.
—Eu não como nada desde ontem, eu preciso de energia. –Disse ela enquanto comia.
—Nós creepers precisamos repor a energia que perdemos com as explosões e depois daquela de ontem ela deve estar esgotada. –Disse Sekka.
—E pensar que um dia eu estaria comendo o meu café junto de dois creepers e dois endermans. A vida é mesmo imprevisível. –Disse Lhelt.
—E-Eu não sei como dizer isso, mas eu não sou um enderman. Eu apenas estou vestindo roupas de enderman por serem mais quentes que as minhas normais. –Digo.
—Podia ter dito antes. A qual raça você pertence então?
—Eu não pertenço a nenhuma raça.
—Mas isso é impossível!
—É uma longa história.
—Adoraria ouvi-la qualquer hora.
As conversas continuaram até que todos estivessem satisfeitos. Pheal foi com o Sekka pra ver como a Hedyps estava enquanto eu e Pompo fomos procurar o Skel e a Kabi. Chegamos ao quarto deles e batemos na porta.
—Oque foi? –Perguntou Kabi abrindo a porta.
—Eu queria perguntar se há algum lugar pra se tomar banho aqui. –Pergunto.
—Temos uma fonte termal que fica no subsolo da fortaleza, você pode ir lá se quiser. –Disse ela.
—Porque vocês estão se arrumando? –Perguntou Pompo.
—Nós vamos lá fora treinar.
—Eu posso ir com vocês?
—Claro. –Ela se vira. –A Pompo pode vir conosco?
—Pode. –Respondeu Skel.
—Então eu vou tomar banho. Até depois. –Digo me despedindo da Pompo.
Eu peço a um dos guardas e ele me leva até o lugar, era grande e todo iluminado por tochas. Havia duas portas com escritas diferentes em cada uma. O guarda me disse que um estava escrito homens e outro mulheres. Eu entrei no lugar e coloquei minhas roupas dentro de uma bacia de madeira e entrei na água.
—Ahh... Isso que é um banho. A água daqui é muito mais quente que a dos banhos da cidade da Hedyps.
Eu fico um tempo na água apenas pra descontrair da noite passada. Em um canto havia uns potes de madeira com algo que parecia ser um sabonete liquido feito de ervas dentro. Eu me lavo e volto pra água quente. –Está curtindo o banho?
—AHH! Como você chegou aqui?!
—Desculpe, eu não queria assustá-lo. –Era um homem grande e forte de cabelos negros e com olhos brancos que davam certo arrepio.
—O-Oque você veio fazer aqui?
—Vim pra tomar banho é claro. Eu adoro as fontes termais que existem nesse lugar. –Disse ele encostando-se na parede e apoiando a cabeça com as mãos.
—Sei... E como se chama?
—Meus amigos me chamam de Brine. Na verdade só tem uma pessoa que me chama assim, mas é um nome que eu gosto.
—Eu sou o Steve. –Digo estendendo minha mão.
—Eu sei Steve. Eu sei de tudo que você tem feito desde que chegou aqui no meu mundo.
—S-Seu mundo?! Então v-você é o...
—Sim... Eu sou o Herobrine.
Ele não demonstra reação alguma enquanto conversa. Ele parece ser bem confiante. –E oque você quer comigo?
—Sinceramente eu não me importo com você, mas a Ender quer usá-lo contra mim e isso é um problema.
—Então não tem problema pra você se eu continuar aqui nesse mundo?
—Claro que não. Se tivesse algum problema eu poderia simplesmente te matar agora mesmo e você nem saberia oque aconteceu. –Minha espinha congelou na mesma hora. –Eu só queria curtir o banho e te dar esse aviso. –Ele se levanta. –Não se relacione muito com aquela dragão ou a coisa vai ficar feia pra você e pra sua amiguinha creeper.
—E-Eu só vou fazer uma entrega pra ela e depois nunca mais vou vê-la de novo.
—Eu acho bom mesmo. –Ele olha de repente pro lado. –Melhor eu ir, eu não quero atrapalhar a sua visitinha particular.
—Oque você... Ele sumiu?
Um barulho de uma porta se abrindo chama minha atenção de que tem alguém no vestiário. A pessoa parece tirar as roupas e se aproximar da porta que leva a fonte. –S-Steve? Você está ai?
É a voz da Pompo. –Sim, sou eu. O-Oque você quer?
—E-Eu estou entrando. –No mesmo instante a porta se abre e revela o corpo da Pompo. Ela está completamente nua cobrindo o corpo apenas com uma pequena toalha. –T-Tudo bem se eu tomar banho com você?
—Bem... Esse é o banho masculino e... –Ela se aproxima e me deixa sem reação.
—Eu sinto que a sua dor nas costa é culpa minha então eu quero te ajudar de alguma maneira. –Ela está tão envergonhada que chega a mudar de cor.
—Mas eu já me lavei. É! Eu já me lavei então já estou de saída. –Enquanto tentava sair ela agarrou meu braço.
—Você me acha suja?
—Que tipo de pergunta é essa?
—V-Você fala que me ama, mas fica evitando ter qualquer relação comigo. Eu sei que sou pavio curto e sempre te causo problemas, mas só dessa vez eu queria tentar te ajudar com alguma coisa que não fosse uma luta.
E não sabia que ela estava se sentindo assim. Momentos desesperados pedem medidas desesperas! Eu a puxo pelo braço e encaro seus olhos. Eu me aproximo lentamente do seu rosto enquanto observo seu nervosismo e vergonha.
Nossos lábios se juntam e tudo a nossa volta parece ficar mais lento. Ela fecha seus olhos e solta a sua toalha revelando seu corpo desnudo. –Agora você está mais calma?
—E-Eu estou ainda mais nervosa. –Disse ela apertando as bochechas e balançando a cabeça.
Ela olha pra baixo e logo em seguida pro meu rosto e percebe que estou admirando seu corpo oque a deixou mais nervosa. Era uma linda visão, ela tinha uma pele meio bronzeada com leves marcas do short e da blusa e seus seios não eram muito grandes, mas chamavam a atenção com seus bicos rosados.
—Q-Quanto tempo você planeja ficar me olhando? –Perguntou ela me chamando pra realidade.
—Desculpa. É que você é tão linda que eu não pude resistir.
—Bobo. –Ela olha em volta. –Sente-se ali e vire-se de costas.
Eu obedeci e esperei seja lá oque ela fosse fazer. Eu escuto o barulho dos potes de sabão de da toalha sendo pega do chão. De repente ela encosta a toalha cheia de sabão nas minhas costas. –Oque você esta fazendo?!
—Você não deve ter conseguido lavar as suas costas sozinho então eu vou lavá-las pra você. –Disse ela enquanto esfregava.
Não vou dizer que a sensação é ruim, mas se alguém entrar aqui pode gerar uma grande confusão. –D-De onde veio essa ideia de vir aqui?
—Eu estava lutando com a Kabi quando acabei caindo e me sujando com as cinzas das minhas explosões.
—Então as suas roupas estão sujas também?
—Sim, eu vou entregá-las a Kabi pra ela lavar depois. –Ela para de esfregar e caminha até o canto do banheiro novamente e pega uma bacia de madeira. Ela vai até a banheira, enche a bacia de água e despeja nas minhas costas pra tirar o sabão. –Tudo pronto.
—Não, ainda falta uma coisa.
—Oque? –Eu pego a toalha do chão e coloco nas suas costas. –Kyaa!
—Agora é a minha vez de te lavar. –Digo rindo enquanto ela treme os lábios de medo e vergonha.
Depois do banho eu deixo a Pompo no vestiário feminino e levo suas roupas até a Kabi pra serem lavadas enquanto eu pego alguma coisa pra ela vestir. Eu vou até o quarto e começo a procurar por alguma coisa que ela possa usar. Eu encontro o vestido cinza da Hedyps que a Pheal estava usando e levo a minha blusa verde por via das duvidas.
—Que demora! –Reclamou ela.
—Eu poderia ter te largado aqui nua, então não reclame. –Eu entrego as roupas e saio do vestiário.
Ela sai alguns minutos depois usando o vestido e a blusa verde por cima. –Esse vestido fica muito folgado em mim.
—É oque tem por hora. Vamos voltar pro quarto e descansar um pouco.
—Vamos.
Nós voltamos pro quarto e encontramos a Pheal e o Sekka conversando sobre alguma coisa. –Qual é a boa? –Pergunto de brincadeira.
—Nada de mais, é que eu estou com uma dor nas costas e vim conversar com o Sekka sobre isso. –Disse Pheal.
—Deve ser stress, tente tomar um banho nas fontes termais daqui, elas são ótimas. –Disse Pompo.
—Talvez eu vá dar uma olhad... –Antes de completar a frase ela cai no chão se contorcendo.
—Pheal! –Sekka segurou em seu ombro e ela começou a gritar de dor. –Pheal! Pheal! Calma! Nós vamos te ajudar. –Ela continuava gritando e contorcendo o corpo, mas todos ficamos muito preocupados e assustados quando vimos que sua roupa estava começando a ficar coberta de sangue.
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