The mine word
24 Capitulo 23: Essência de anjo.
Notas iniciais
Visão do Sekka:
Pheal está perdendo muito sangue. Se não fizermos nada ela pode morrer.
—Precisamos tirar o casaco dela! –Disse Pompo.
—C-Claro! Ajude-me aqui, Sekka! –Disse Steve. Eles pareciam bem preocupados com ela. Ele segurou o braço direito e eu segurei o esquerdo enquanto a Pompo retirava o casaco dela.
Ela usava uma tira de pano em volta dos seios e eu admito que fiquei tentado a olhar enquanto a Pompo desenrolava ela. –Pronto! Eu vou pegar umas toalhas na enfermaria enquanto vocês tentam estancar a ferida com alguns lençóis. –Disse Pompo enquanto saia correndo pela porta.
Ela tinha dois grandes rasgos nas costas por onde o sangue estava saindo. Steve e eu pegamos uns lençóis e começamos a apertar a ferida pra tentar manter o sangue dentro dela, mas ela só aumentava e alguma coisa estava se movendo dentro dela.
Visão da Ender:
—Fico pensando se eles terão problemas durante a travessia. –Digo ao Slen assim que ele volta do navio.
—Eu garanto que tudo correrá bem, Senhora. –Disse ele com a mão no peito. –Eles têm um dos nossos melhores navegadores e a Pheal ao lado deles.
—Pheal, Pheal, Pheal... Uma figura realmente. Sempre procurando confusão. –Digo de braços cruzados e balançando a cabeça.
—Se pensa dessa maneira porque permitiu que eles a levassem? Poderia ter escolhido alguém mais competente.
—Tem coisas que nem eu te contei Slen. –Ele fez uma cara de surpresa.
—O-Oque isso quer dizer, Senhora?
—A Pheal não é uma enderman qualquer, pode até se dizer que ela é única.
—Se ela não é uma enderman, então... Oque ela é?
Eu dou uma risada de leve. –Ela é a chave de todo o meu plano, uma...
Visão do Sekka:
Pompo retornou com as toalhas a tempo dos lençóis ficarem ensopados de sangue. A ferida não parava de aumentar e já cobria quase que toda a extensão das suas costas.
—FAÇAM PARAR! FAÇAM ISSO PARAR! –Ela gritava isso entre um urro de dor e outro.
—S-Segurem ela de novo! –Gritou Pompo. Nós agarramos seus braços novamente enquanto a Pompo tentava resolver o problema. O chão já estava todo sujo assim como nossas roupas e eu sentia que se aquilo não parasse, ela morreria com a perda de sangue.
De repente ela arqueou as costas e gritou mais alto que qualquer barulho que eu já tivesse escutado, era um grito de dor estrema que chegava a alcançar o coração de quem ouvia. E finalmente duas grandes estruturas saíram de dentro das suas costas e nos jogaram pra longe dela.
—Q-Que merda foi essa?! –Gritei após bater com as costas na parede. –I-Isso são duas...
—Inacreditável... –Disse Steve.
Pompo também estava perplexa. Eram duas enormes asas de dragão que estava batendo como loucas enquanto a Pheal perdia lentamente a consciência.
Quando ela finalmente desmaiou as asas desabaram cobertas por sangue no chão. –Vamos levá-la pra enfermaria rápido! –Disse enquanto me levantava e ia até ela.
Nós a levamos com a ajuda de alguns guardas e logo o doutor chegou pra avaliar o estado dela.
—Bem... Eu nunca trabalhei com endermans antes, mas vou ver oque posso fazer. –Disse o doutor.
Todos saíram da sala incluindo o Steve e a Pompo que parecia tremendamente assustada com a situação. Apenas eu permaneci junto a ela enquanto o doutor parava o seu sangramento e fechava a ferida com linha e um tipo de gel.
Algumas horas depois o doutor terminou a cirurgia e me autorizou a tocar nela. Eu peguei em sua mão e ela estava fria como as paredes de pedra desse lugar. –Ela perdeu muito sangue então deve ficar alguns dias sem acordar. –Disse ele limpando as mãos.
—E quanto às asas?
—Como eu havia dito eu não sei nada sobre os endermans então não tem como eu saber de onde elas vieram ou como funcionam, mas se elas forem naturais ela deve ser capaz de viver com elas normalmente.
Ele saiu da sala e logo em seguida o Steve apareceu. Ele estava usando a camisa branca e a calça azul de quando foi ao torneio com a Pompo. –Como ela está? –Perguntou ele.
—O doutor disse que ela vai ficar bem, mas que provavelmente não vai acordar por um tempo. –Digo ainda segurando a mão dela.
—Quem diria que isso ia acontecer. Eu vou querer uma explicação da Ender quando isso terminar.
—Se isso for culpa dela eu vou pessoalmente arrancar as asas daquela dragão metida a besta escama por escama!
Steve pareceu se assustar um pouco com a minha frustração e eu mesmo não consigo entender o motivo de estar tão bravo e preocupado com a Pheal.
—Você precisa descansar um pouco, eu te levo pro quarto.
—Não! Eu não vou sair do lado dela até que ela acorde. –Não sei de onde isso veio, mas eu sinto que preciso ficar ao seu lado nesse momento.
Ele fez uma pequena pausa. –Eu entendo. Se precisar de alguma coisa nós ajudaremos. –Ele saiu da sala e fechou a porta.
Os próximos três dias foram longos, eu não saí do quarto por nem um momento sequer. Os outros vinham e traziam comida, roupas entre outras coisas pra tentar ajudar. Hedyps até tricotou um par de luvas e um gorro pra Pheal que ficaram lindos nela. No fim a única que não veio ver a Pheal foi a Pompo, muito embora o Steve trouxesse recados dela.
Uma tarde eu estava lendo um livro que o Skel havia me emprestado quando ouvi um barulho debaixo dos cobertores. –Será que são as... –Eu levantei as cobertas e vi que suas asas estavam se mexendo levemente.
—S-Sek-kka? –Disse ela com a voz fraca e rouca.
Eu fiquei sem fala na hora e minha única reação foi deixar algumas lagrimas rolarem enquanto eu pegava em suas mãos.
—E-Eu devo estar horrível.
—De modo algum, você está linda.
Ela fechou os olhos e deu um leve sorriso. Seu rosto estava pálido, mas ganhara uma leve cor avermelhada. –E-Eu sinto sede.
—Eu vou chamar alguém. –Eu vou até a porta e a abro. –ELA ACORDOU!!! –Gritei o mais alto possível para que todos escutassem.
Não demorou muito pro Steve aparecer junto da Hedyps e do Skel. –E-Ela acordou mesmo? Ela está bem? –Eles perguntavam freneticamente.
—Sim, sim, ela está bem, mas quer um pouco de água.
—A Kabi já vai trazer. –Disse Skel.
—Obrigado, vocês podem entrar se quiserem.
Eles entraram e foram direto falar com a Pheal. Ela parecia tão feliz que parecia que ela estava no paraíso. Kabi chegou com a água e eu imediatamente a dei pra Pheal tomar.
—Deve ser meio difícil beber de barriga pra baixo, mas tente só um pouco.
Ela acabou derramando quase metade do copo no travesseiro enquanto bebia. –D-Desculpa.
—Não tem problema, nós só precisamos virar ele assim. –Eu viro o travesseiro de cabeça pra baixo. –E pronto.
—V-Você é tão atencioso, Sekka. –Disse ela encostando a cabeça no travesseiro.
—Só fiz oque achei certo. –Alguém bate na porta e eu vou ver quem é. –Olha só se não é a senhorita sumida. –Digo ao descobrir que era a Pompo que estava ali na porta.
—E-Eu posso entrar? –Perguntou ela.
—Porque você não veio aqui antes?
—Eu estava... Eu estava... Eu estava com medo.
—Medo do que?
—Você vai me deixar entrar ou não?
—Pode entrar.
Ela entra e vai direto até a Pheal. Eu fico esperando junto à porta enquanto elas conversam sobre algo que não deu pra ouvir direito. No fim elas se despedem e ela sai da sala sem olhar pra minha cara.
—Sobre oque vocês conversaram? –Perguntei.
—Segredo de garotas. –Ela disse sorrindo. Um silêncio toma a sala e eu cheguei a pensar que ela tivesse dormido. –Eu gosto de você. –Disse ela em um tom baixo quase sussurrando.
—Oque? –Eu pergunto, mas ela não responde. Ela disse que... Não, isso é impossível.
Fale com o autor