The mine word

19 Capitulo 18: Arco de osso.


Notas iniciais
Eai galera, beleza? Sem muito o que falar do capitulo já que o titulo entrega sobre oque vai acontecer kkkk... Bora lê?

Visão do Skel:

É tão confortável aqui dentro, é quentinho, macio, gostoso de mexer... Macio? –Ahhhhh... Oque você veio fazer na minha cama, Kabi?!

Ela abre os olhos e me olha com cara de sono. –Eu estava com frio... –Ela volta a dormir.

—Levanta logo sua golem preguiçosa! –Grito puxando as cobertas.

—Kyaaaa! –Ela cai no chão. –Isso doeu, Skel.

—Ninguém mandou você se enfiar na minha cama!

—Mas eu estava me sentindo sozinha na minha cama.

—Sua cama fica ao lado da minha! –Digo apontando pra cama.

—Mas você estava todo animado e se esfregando em mim, vai dizer que não gostou. –Ela faz uma cara pervertida.

—C-Cala a boca e vai pegar o meu café.

Ela sai do quarto. Desde que eu a invoquei no meu ultimo aniversario ela não tem me dado sossego. Eu abro o meu armário e pego minha calça cinza de tecido groso, minha camisa cinza escuro, meu casaco branco e meu colete de pele de lobo.

—Voltei com o seu café! –Disse Kabi entrando no quarto com uma bandeja de comida. –Coma bastante pra ficar bem forte.

—Você é minha mãe por acaso? –Digo sarcasticamente.

—Não, os seus pais morreram, esqueceu?

Eu paro de comer por um momento e fico olhando para o pão na bandeja. Meus pais haviam morrido durante a guerra enquanto eu era apenas um bebe, meu Avô vem me criado desde então.

Eu me levanto da cama e fico parado em frente à Kabi. –Idiota! –Digo batendo na sua cabeça.

—Você me machucou de novo! –Reclama ela.

—Leve a bandeja pra cozinha e me encontre na sala de arcos.

Saímos do quarto. Eu fui até a sala de arcos e pego o meu arco de madeira de carvalho escuro e coloco algumas flechas com pontas de ferro na minha aljava e espero a Kabi aparecer pra começarmos o nosso treinamento da manhã.

—Voltei! Pronto pra ir? –Disse Kabi entrando na sala. Ela trocou de roupa e colocou o seu casaco marrom de capuz com detalhes pretos de “V” nos braços e por cima o seu casaco-vestido branco sem mangas que cobria até o seu tornozelo, mas era aberto do lado direito da perna pra ajudar na locomoção.

—Só estava esperando você.

Nós começamos a andar pelos corredores. –Porque você está tão bravo logo de manhã?

—Será que é porque uma nanica sem noção se enfiou na minha cama sem a minha permissão? –Digo olhando pra ela de uma forma que a faz enfiar o rosto dentro do capuz.

—Você é malvado...

Nós continuamos andando até chegar aos portões da fortaleza.

—Vocês já vão treinar assim tão cedo? –Diz um soldado que está vigiando a porta.

—Quanto mais cedo melhor. –Digo.

—Só não vão muito longe. –Grita ele fechando o portão.

Nós atravessamos um pequeno campo até chegarmos ao portão das muralhas onde outro guarda fez as mesmas perguntas e nos deixou passar. Nós caminhamos um quilômetro até uma clareira no meio da floresta. Ela cria um muro de gelo ao redor da clareira.

—Está pronta?

—Essa pergunta é minha. –Disse ela estalando o pescoço.

Eu pego uma flecha e a coloco no arco lentamente enquanto fazemos um circulo sem desgrudar os olhos um do outro. Eu começo a correr e atiro uma flecha em sua direção, ela desvia e transforma sua mão direita em um espeto de gelo. Eu continuo correndo e atirando flechas tentando acertá-la, mas ela é muito rápida.

—Você está distraído hoje, Skel. –Disse ela saltando pra tentar me acertar com o braço. Eu desvio do ataque e corro pra longe a fim de ganhar tempo de encantar minha flecha.

—Ahu bow fire cross! –A ponta da flecha fica em chamas. Eu atiro a flecha na direção da Kabi, ela cria um pequeno muro de gelo que acaba derretendo com a explosão que a flecha causa. –Nada mal. – Elogio ela.

—Estou apenas aquecendo. –Ela corre novamente na minha direção e enfia o espeto de gelo no chão. Uma trilha de espinhos de gelo começa a surgir sobre meus pés.

—Espertinha. –Eu salto e encanto outra flecha de fogo. –Segura essa!

A flecha atinge o chão e cria um circulo de fogo a sua volta. –Truque novo? Bom, mas... –Ela começa a girar e um pequeno tornado de neve surge e apaga o fogo. –Eu também tenho meus truques. –Disse ela rindo.

—Ahu bow bone cross! –A flecha brilha em verde. Eu a atiro no chão e varias raízes de planta começam a perseguir a Kabi.

—Kyaaa! Você sabe que eu não gosto disso! –Grita ela enquanto corre.

—Problema seu. –Eu carrego outra flecha de fogo e a atiro a sua frente criando uma parede de fogo.

Ela se desespera e tropeça em uma das raízes. –Kyaa! –Ela cai no chão e é presa pelas raízes. –Eu perdi, eu perdi, me tira daqui!

—Só acaba quando eu faço isso... –Eu atiro uma flecha em seu peito. –Agora acabou.

As raízes a soltam e ela cai no chão. –M-Mesmo que eu não morra isso ainda machuca. –Diz ela enquanto se levanta e tira a flecha do peito.

—Você só vai morrer quando eu morrer, então pare de reclamar.

—Sim... –Disse ela com uma voz triste.

Nós começamos a lutar assim a alguns meses atrás, o corpo da Kabi é capaz de se regenerar então ela é um bom alvo de treinamento. Mesmo que pareça que eu a odeie eu gosto muito dela, foi à primeira amiga que eu tive e eu gosto muito dela.

—Eu estou com fome.

—Eu disse pra você comer o café da manhã, Skel.

—Eu sei, eu sei amanhã eu como.

—Você diz isso todo dia.

—Mas agora é sério.

Ela me olha com cara de séria. –Se você está dizendo.

Voltamos pra fortaleza. Eu deixo o meu arco e as flechas na sala de arcos e corro pra cozinha junto da Kabi. –Oque nós temos pro almoço hoje, Vô?

—Não chegue assim de repente, menino! –Ele bate com a bengala na minha cabeça.

—Ai! Desculpa.

—Muito bem. O Rhoj está fazendo coelho hoje.

—Mal posso esperar. –Digo pensando no coelho assando lentamente no forno a lenha da cozinha.

Uma hora se passou e eu já não aguentava mais esperar, eu e outros jovens soldados juntos de suas golens estávamos loucos pelo almoço. –A espera acabou! –Grita Rhoj passando pela porta da cozinha segurando duas travessas de carne de coelho. O cheiro é ótimo e o gosto deve estar melhor ainda.

—Antes de comer nós vamos orar pelos coelhos que morreram para que nós tivéssemos oque comer hoje. –Diz meu Avô que está sentado na cadeira principal da mesa. Meu povo tem grande apreço pela vida, então antes de uma refeição nós rezamos pros espíritos dos animais que caçamos. –Agora podem comer.

Não pensei duas vezes e já meti o dente, a carne estava tão macia que chegava a derreter na boca. Kabi está olhando com uma cara de desejo, mas golens não precisam comer. Todo esqueleto que atinge certa idade é convidado para o ritual de invocação, que consiste em fazer um boneco de neve e conjurar um feitiço muito antigo e complicado durante a lua cheia. Esse ritual só pode ser feito uma vez e se qualquer palavra for dita errado o feitiço não fará nada.

Acabamos de comer e como de costume eu fiquei sozinho com a Kabi e o meu Avô. –Não liguem pra eles. –Disse Kabi.

—Sua golem tem razão, você será o próximo a ser general após a minha morte e todos eles vão se curvar a você. –Disse meu Avô.

—Assim espero. –Eu me levanto da mesa e vou pro meu quarto me jogar na cama.

—Calma aí, não precisa ficar assim. –Disse Kabi.

—O nosso turno é só à noite, porque não vai dar uma volta?

—Eu prefiro ficar aqui ao seu lado, as outras golens são... Sem graça.

Um golem adquire parte da personalidade do seu invocador, então faz até sentido a Kabi não querer falar com os golens dos outros.

Ela se deita ao meu lado. –Você está muito fria.

—Você que me fez assim... Cada pedacinho de mim foi você quem fez.

—Quer parar de ser tão pervertida!

—Isso é um reflexo da sua personalidade, no fundo você quer falar com garotas e fazer...

—Eu não estou ouvindo, eu não estou ouvindo...

—Você que sabe, eu estou aqui se precisar. –Ela se levanta e deita na sua cama.

Essa relação não daria certo, golens não possuem órgãos genitais e o relacionamento com eles é proibido. Eu apenas caio no sono e espero até a noite.

Algo está me sacudindo. –Acorda logo, Skel! Temos de ir pra torre ficar de vigia.

—Oque? Ah! Sim, sim, vamos lá. –Digo meio tonto e sonolento.

Eu pego meu arco e as flechas novamente e troco de lugar com o soldado que estava lá.

—Tudo parece bem quieto, não acha? –Pergunta Kabi.

—Não há muita coisa a ser vigiada, mas fique de olhos abertos.

—Sim, senhor!

Algum tempo se passa e o tédio diário começa a atacar novamente, não há nada pra se fazer aqui em cima. Eu pego uma flecha e a puxo até a orelha pra ativar a visão de longo alcance.

—Nada de mais, apenas neve, árvores, neve, pessoas, árvores... Pessoas?!

—Onde, onde?! Eu posso matá-los?

—Calma, são cinco pessoas, dois homens e três mulheres e eles não parecem ser esqueletos. Eu vou atirar em um e você pega o resto.

—Estou indo! –Ela pula pela pequena janela da torre.

—Espera! Mas que menina apressada. –Eu volto a mirar. –Peguei você, cara. –Eu disparo a flecha na direção da sua cabeça.

Notas finais
Gostaram? Talvez a parte dos golens tenha ficado meio confusa, mas eu prometo que vou ir explicando mais aos poucos pois se eu me focasse em explicar eles daria um capitulo inteiro assim como se eu explicasse as outras raças detalhadamente. Comentem oque vocês acham que vai acontecer no próximo capitulo, quem acertar ganha um biscoito.