The mine word
20 Capitulo 19: Um velho conhecido.
Notas iniciais
Nós passamos uma semana naquele navio (Mais do que eu havia previsto), mas finalmente chegamos ao território dos esqueletos.
—Eu não esperava que estivesse nevando aqui. –Digo.
—O reino dos esqueletos fica muito ao norte, então neva quase o ano todo. –Explica Pompo.
—Vamos parar de papo furado? Se não começarmos a andar não chegaremos a fortaleza antes de escurecer. –Disse Sekka.
—Então vamos. –Pompo monta em seu cavalo e começamos a andar seguindo um mapa que o Slen havia nos dado.
O frio estava de rachar a pele, essa roupa de enderman está dando pro gasto, mas a Pompo está de short e camisa e deve estar morrendo de frio.
—Aqui. –Digo colocando minha blusa verde sobre seus ombros.
—Obrigada. –Ela tira a blusa dos ombros e a verte por cima de seu colete. –Será que falta muito?
—Só mais alguns quilômetros, o lugar fica no alto de um pequeno morro, então deve ser fácil de ser avistado.
—Assim espero. –Digo.
Não sei qual é a noção de direção da Pheal, mas não está longe do da Pompo. Ficamos caminhando por horas com apenas uma pausa pra comer alguma coisa e voltar ao caminho. Anoiteceu e já estávamos cansados de andar. Pompo trocou de lugar com a Hedyps pra ela ficar no cavalo já que ainda estava se sentindo mal pela viajem de navio.
—Onde está à porcaria da fortaleza, Pheal?! –Grita Pompo balançando os braços.
—Calma! É difícil ler um mapa no escuro.
—Isso não é desculpa! Vamos apenas acampar aqui e...
—CUIDADO!!! –Pompo me empurra no chão.
—Oque foi isso?! –Digo irritado.
—Olha. –Ela aponta pra alguma coisa.
Uma flecha está cravada na árvore, meu coração vai a mil ao pensar que isso poderia estar na minha cabeça agora. –D-De onde veio isso?!
—De lá. –Ela aponta pra dentro da mata onde uma fraca luz pode ser avistada.
—Eu sabia que estávamos no caminho certo! –Disse Pheal.
—Pode deixar de ser convencida e cuidar da situação?! –Digo.
Outra flecha vem em nossa direção. Pheal se posiciona na nossa frente abrindo os braços, um tipo de barreira como a da cidade dos endermans surge e barra a flecha. –Não sabia que vocês podiam fazer isso. –Disse Sekka.
—Isso é só uma das coisas que podemos fazer. –Disse ela olhando pra traz.
—Tem mais alguém vindo. –Disse Pompo.
—Quem? –Pergunta Pheal.
Uma garota pula na barreira com algo que parece ser uma espada. –Matar! Matar! Matar! Matar! –Gritava ela enquanto batia na barreira com a espada.
—E-Eu não vou conseguir segurar por muito tempo! –Pheal começa a curvar seu corpo e a barreira começa a rachar gradativamente.
Flechas continuam a acertar a barreira e a garota continua a tentar quebrá-la a qualquer custo. –Abra a barreira quando eu der a ordem. –Disse Pompo.
—Mas...
—Apenas faça!
Pheal fica em silencio esperando a ordem da Pompo. Pompo começa a sussurrar varias palavras que eu não consigo entender, uma pequena esfera de energia surge na palma da sua mão direita e vai aumentando conforme ela continua a sussurrar palavras.
Uma flecha atinge a barreira ao mesmo tempo em que a garota levanta o braço pra dar o próximo ataque. –AGORA! –Pheal desativa a barreira e no mesmo instante a Pompo mete a esfera de energia no peito da garota causando uma grande explosão.
—POMPO! –Pheal havia nos protegido bem a tempo com outra barreira, mas a Pompo havia ficado do lado de fora. Pheal desativa a barreira novamente e eu corro pra procurar a Pompo em meio à fumaça da explosão.
—Uma explosão daquele nível não poderia matá-la, mas ela com certeza desmaiou com o impacto. –Disse Sekka.
—E quanto à outra garota? –Pergunto.
—Ela deve ter sido feita em pedaços, a explosão acontece pra frente, mas o choque vai pra todas as direções, então a Pompo está bem, mas a garota nem viu a morte chegando. –Disse ele.
Quando a fumaça abaixou nós encontramos o corpo da Pompo, ela estava viva, mas desmaiada como o Sekka falou. Não havia sinal de sangue da outra garota, então ela foi reduzida a cinzas pela explosão. –Será que ainda somos bem vindos? –Pergunto de uma forma sarcástica.
—Acho que não, amigo. –Pela voz deve ser um homem. –Levantem as mãos ou eu meto uma flecha na cabeça desse cara! –Todos levantam as mãos, a situação está tensa. –Onde está a Kabi?
—Kabi? Fala da garota com a espada? –Pergunto.
—Sim, oque fizeram com ela?!
—Ela está espalhada por todos os cantos desse lugar, nossa amiga a fez em pedaços. –Disse Sekka.
Eu senti a flecha entrando na minha cabeça quando ele disse aquilo, mas outra coisa chamou a minha atenção. Pequenos montes de neve começaram a se mover e a se agrupar tomando a forma de uma pessoa. –Aí está ela. –Disse o homem. O monte de neve finalmente assume uma forma, a da garota que a Pompo havia explodido.
—Me desculpe pelo meu erro, Skel. –Disse a garota. Ela está completamente nua, mas não possui mamilos, umbigo ou vagina. Eu não sabia se ficava assustado com o estado da garota ou com o estado da Pompo.
—Toma, veste isso. –Ele entreva seu casaco pra ela. –Vocês vêm comigo ou querem se entender com a Kabi?
A mão da garota se transforma em um enorme espinho de gelo. –Com você! Nós vamos com você! –Digo morrendo de medo.
Ele manda a garota amarrar as mãos de todos e nos leva até a fortaleza. Era uma enorme construção que lembrava os castelos da idade média, era todo iluminado com tochas e enfeitado com quadros e escudos de vários tamanhos e cores. Ele nos leva até um grande salão onde vários guardas estavam parados formando um corredor que levava até um trono de madeira, onde um senhor bem velho estava sentado.
—Esses são os invasores? –Perguntou o senhor.
—Sim, eles estavam vindo na direção da fortaleza.
O senhor se ergueu do trono e caminhou até nós. –Uma aranha, uma enderman, um creeper, outro enderman e... Oque houve com essa garota?
—Ela desmaiou. –Digo.
—Eu não falava com você. –Ele volta a se sentar no trono. –São apenas jovens, deixe-os no calabouço por alguns dias até decidirmos oque fazer.
O homem que aparentemente se chama Skel junto de outros guardas começa a nos puxar a força. –Espera! Espera! Espera! Eu tenho algo que pode mudar a situação! –Grito tentando argumentar com o senhor.
—Acho pouco provável.
—Espera! Você é amigo do pai dessa garota creeper!
—Parem! –Ele pediu aos guardas. –Oque você disse?
—Essa garota que está desmaiada, o pai dela é seu amigo!
—Você sabe o nome dele?
—O nome dele? –Qual era o nome do pai da Pompo? Agora que penso nisso ela nunca me disse o nome do seu pai. –E-Eu não sei, mas o nome dela é Pompo, isso parece familiar?
—Pompo você diz? Pompo... Pompo... Seria ela filha do Ponko?
—Talvez, ele é o único creeper que você conhece?
—Eu conheci vários creepers durante a guerra, mas o único a quem posso chamar de “amigo” é o Ponko. –Ele pensa por alguns segundos. –Os deixem no quarto dos fundos e levem a garota ao doutor pra ser examinada.
—Mas... –Disse Skel.
—Sem “mas”, ordens são ordens e eu quero que sejam cumpridas. –Antes de sermos levados do salão ele olhou e piscou pra mim, talvez não estejamos tão ferrados assim.
Fale com o autor