The mine word
13 Capitulo 12: Vingança.
Notas iniciais
Visão do Sekka:
Depois do que acorreu hoje a minha vida já era. Eu precisava do dinheiro do prêmio pra pagar a divida do meu pai e agora ele se foi. –É tudo culpa dela! Quem aquela tal de Pompo pensa que é pra me vencer de uma forma tão suja como aquela?! –Com esses pensamentos fervendo dentro de mim eu chego à minha casa, uma velha cabana que pertencia ao meu pai. Meu pai fugiu de casa antes de eu nascer e minha mãe morreu quando eu tinha dez anos de idade após trabalhar tanto pra pagar a divida que meu pai deixou, desde então eu luto em torneios ou faço uns trabalhos aqui e ali pra poder pagar a divida que meu pai deixou pra minha mãe e que agora é minha.
—Isso é mau, isso é muito mau mesmo! De que serve um poder ancestral se ele não pode derrotar uma simples garota?! –Eu dou um soco na parede. –Ela vai pagar... Ela vai pagar caro por tudo isso!
No dia seguinte eu havia me acalmado, mas continuava com desejo de vingança. Sai de casa e fui até a cidade procurar a garota, andar pelas ruas com esse capuz chama muita atenção, mas ser reconhecido como um creeper azul chamaria mais ainda. Entro em um beco e encontro meu amigo e informante, Jojo.
—Tudo bem, Jojo? –Ele está usando uma roupa verde tão escura que chega a parecer preto, parece um quimono de ancião tirando o fato de possuir um capuz e estar amarrado por um cinto de couro cheio de explosivos.
—Vou levando cara, e você? Conseguiu o dinheiro que queria?
—Não, eu fui tentar me exibir e acabei perdendo pra uma garota.
—Sério? Eu tinha que estar lá só pra ver a sua cara.
—Não tem graça!
—Certo, certo... Oque você quer comigo então?
—Quero uma informação, você sabe alguma coisa sobre um zumbi que está nessa cidade?
—Zumbi? Bem... Eu ouvi que um zumbi estava remexendo em algumas coisas nos arredores da cidade, isso serve?
—Talvez, mas você não teria outra informação?
—Você acha que eu sou um livro velho que você pode pegar e tirar coisas dele sem pagar nada? Eu vivo disso, sabia?
—Desculpa, é que eu estou com tanta raiva daquela garota e tudo que sei é o nome dela e o fato de ela estar andando com um zumbi.
—Você tem o nome dela? Eu posso tentar descobrir algumas coisas e a gente se acerta depois.
—Feito. O nome dela é Pompo, isso basta?
—Sim, eu vou ver oque consigo achar e você volta amanhã pra buscar.
Eu ponho meu capuz novamente e vou pra casa pensar sobre isso. Mesmo que Jojo seja meu amigo isso não muda o fato de ele ser o informante de muitas pessoas incluindo alguns membros do exército da cidade, oque o coloca em grande posição de poder.
Deito em minha cama e paro pra pensar o quanto essa vingança vai me custar, talvez seja melhor desistir e tentar arrumar outro trabalho.
—Que pensamentos fracos você tem.
Eu dou um pulo de susto. –Q-Quem é você?
—Eu? Por enquanto você pode me chamar de “Brine”.
Esse cara me parece meio suspeito. –Então... Oque você quer aqui, Brine?
—Eu estou com um pequeno problema e esperava que você o resolvesse pra mim.
—Que tipo de problema? –Isso está ficando mais estranho.
—Eu preciso que você capture um rapaz pra mim, ele se veste como um zumbi e está viajando com uma creeper.
Ele? Oque esse cara quer com aquele zumbi? –Bem... Não posso dizer que recuso, mas...
—É claro que também há o pagamento, se trouxer ele eu lhe dou cem pedras de diamante.
—C-C-C-C-Cem pedras?!
—Correto, mas só se você o trouxer vivo até mim. –Ele caminha até a porta.
—Espera, onde é o ponto de encontro?
Ele abre a porta e para. –Você saberá quando chegar à hora. –Ele sai da casa.
—Espera! –Eu abro a porta, mas ele não está mais lá.
Eu fecho a porta e sento no chão. Oque será que esse cara quer com aqueles dois? Ou melhor, quem é aquele cara?! Ele aparece do nada e some sem mais nem menos! Mas isso pode ser uma oportunidade, eu vou poder ter a minha vingança, pagar a divida do meu pai e ainda sobra muito dinheiro pra comprar uma casa ou qualquer outra coisa que eu queira, mas antes eu preciso das informações do Jojo, assim que tiver uma direção eu irei atrás deles.
Amanhece e eu vou novamente me encontrar com o Jojo. –Conseguiu a informação?
—Consegui, mas você tem certeza? Quer gastar tempo e dinheiro com vingança?
—Não se trata mais de vingança e sim de negócios, pode mandar a informação e depois eu lhe pago.
—Tudo bem então... Uma pessoa com o nome de Pompo deixou um registro de compra em uma loja de roupas e um registro na pousada da Floo. Eles foram vistos saindo da cidade e seguindo pro norte a cavalo ontem.
—Então eles já foram embora. Obrigado pela ajuda cara.
—Que nada, tudo pra ajudar um amigo e conseguir uma grana.
Ao voltar pra casa eu mecho na minha crafting table. –Já faz um tempo. –Eu coloco areia e pólvora sobre ela. – Ahu harvack crafting exhoo! –Um forte brilho surge e me faz cobrir os olhos por um instante, quando os abro eu vejo explosivos sobre a crafting table.
Eu coloco um antigo casaco de guerra do meu pai, equipo os explosivos nele junto com duas pequenas espadas de ferro, coloco comida em uma pequena bolsa de couro e saio à procura deles. Depois de dois dias os rastros já estava velhos e embaralhados, mas ainda era possível segui-los. No caminho eu encontro uma fogueira e resquícios de um craft no chão, eu olho em volta, mas não consigo ver sinal de ninguém, eu acampo ali mesmo e continuo a segui-los no dia seguinte passando pelas montanhas e chegando a floresta de pinheiros.
—Ocorreu uma explosão aqui... Isso é sangue?! –Digo olhando a base de uma árvore. –Oque houve aqui? Bem, os rastros continuam.
Volto a seguir os rastros, mas eles não vão muito longe, após sair da floresta eu encontro os cavalos deles e algumas coisas largadas no chão.
—Agora eu fiquei mais confuso ainda, oque diabos esses caras estão fazendo? Esse lugar está abandonado a pelo menos um dia e os cavalos parecem mortos de sede! –Eu liberto um cavalo e pego o outro pra mim. –Vou ascender à fogueira e tentar entender a situação amanhã.
Amanhece e eu recolho tudo deles que pude achar e paro pra olhar o mapa deles. –Muito bem, vamos descobrir onde vocês estavam indo. –É um mapa que cobre apenas os reinos dos creepers e das aranhas, mas uma marcação de tinta sobre a cidade dos endermans chama a minha atenção. –Eh... Vocês estão mexendo com coisas que não deveriam...
Eu fecho o mapa e tomo a direção da cidade dos endermans, não sei oque aconteceu com eles, mas se seguir por essa direção eu vou com certeza achar eles. –Eu vou encontrar vocês!
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