The mine word
14 Capitulo 13: Águas passadas.
Notas iniciais
—Finalmente te achei. –Disse uma figura de cabelos claros montada em um cavalo.
—Tempestade?! –Digo meio assustado.
—Eu vim aqui pra me vingar de você, Pompo. Devo admitir que foi difícil encontrar vocês depois que perdi o rastro na floresta de pinheiros, mas agora vocês não escapam... Especialmente você, Pompo!
—Desculpa, mas quem é você? –Diz ela com cara de confusa.
—Como pode ter se esquecido de mim tão rápido assim?! –Diz ele mais confuso ainda.
—Ela perdeu a memória. –Digo.
—Então quer dizer que eu atravessei meio mundo até aqui pra nada?!
—Acredito que sim.
Um pequeno silêncio fica no ar por alguns segundos, o Tempestade deve estar puto da vida por essa situação. –Espera um pouco, esse cavalo é meu! –Grita Pompo apontando pro cavalo.
—Eu o achei no meio da floresta então ele é meu!
Pompo corre em sua direção e dá uma voadora que o derruba do cavalo. –Devolve o meu cavalo seu ladrão esquisito!!! –Ela começa a dar socos e chutes nele como se não houvesse amanhã.
—Para com isso, invocada! –Digo a agarrando e tirando de cima dele. –Tudo bem com você?
—Tudo. –Ele se levanta. –Podem ficar com o cavalo, eu vou embora.
—Por quê? –Pergunto.
—Se ela não se lembra de nada então essa vingança não tem sentido. –Ele limpa a terra das roupas e começa a ir embora.
—Espera você não quer vir com a gente?
—Porque eu deveria?
—Nós temos uma passagem de volta pra ela e podemos negociar uma pra você também, afinal de contas você veio até aqui pra lutar com ela e a melhor forma de isso acontecer é ficar perto dela. E cá entre nós é muito bom ter outro homem por perto pra variar.
—Oque você está dizendo seu idiota?! Nem morta que eu vou deixar esse ladrão de cavalos vir com a gente!
—Fica quieta que você já causou muitos problemas! –Ela aperta o meu braço. –Eai, você vem ou não?
(Pensamento do Sekka: Essa era a chance que eu estava esperando). –Tudo bem, eu aceito o convite.
—Me deixa apresentar o resto do grupo, essa é a Pompo, como você deve saber, essa de cinza é a Hedyps, essa gigante é a Pheal e eu me chamo Steve.
—Quem você chamou de gigante?! –Disse Pheal irritada.
—A Pompo que não foi!
—Está dizendo que eu sou baixinha?! –Insinua Pompo.
—Não, eu apenas quis dizer que... AH!! Isso é muito complicado!
—Vocês parecem ser bons amigos. –Disse ele rindo.
—Valeu Tempestade.
—Pode me chamar de Sekka, Tempestade é só um nome de lutador.
—Entendo. Vamos colocar oque conseguirmos no cavalo e seguir viaje antes que anoiteça.
Arrumamos as coisas e seguimos pelo leito do rio. Após muita briga e choro Pompo conseguiu seu cavalo de volta e está se achando a rainha do mundo montada nele.
—Em frente meus serviçais. –Diz ela apontando pra frente.
—Fica quieta! –Disse Sekka.
—Eu estou com frio, eu não posso colocar a minha roupa normal agora? –Diz Pheal abraçando os braços.
—Nós já conversamos sobre isso.
—Eu sei, mas eu estou com frio!
Eu tiro a minha blusa verde e dou pra ela vestir. –Assim seria melhor?
—S-Sim... Obrigada. –Ela fica tão vermelha que não sei se fico feliz ou se estranho.
Posso sentir o olhar de ciúmes da Pompo atrás de mim. –Eu também estava com frio, sabia?
—Eu só tinha aquela blusa.
—Então me dá a sua camisa!
—Aí quem vai sentir frio vai ser eu!
—E quem se importa com você? –Ela vira o rosto pro lado.
—Olha, eu não gostaria de entrar na conversa, mas eu também estou com um pouco de frio, nós podemos parar aqui e fazer uma fogueira? –Pergunta Hedyps.
—Por mim tudo bem, alguém quer continuar?
—Não! –Dizem os quatro juntos.
Montamos o acampamento perto de umas árvores e Pompo foi tentar pescar alguma coisa no rio junto da Hedyps. Sekka usou o seu craft pra ascender a fogueira e por conta disso ela ficou azul.
—Isso é tão lindo. –Pheal parece hipnotizada pelas chamas azuis.
—Isso é fácil de fazer, e além do mais o fogo azul é mais quente que o normal.
—Pheal, se não for muito incômodo eu gostaria de pegar a minha blusa de volta.
— Ah... Pode pegar sim, desculpa. –Ela desenrola a blusa e me entrega.
—Eu não ia falar nada, mas vocês podem parar de fingir?
—O-Oque você quer dizer com isso? –Pergunto.
—Eu sei que a Pheal é uma enderman e eu não me importo com isso, mas ver vocês fazendo esse teatrinho ridículo é um saco!
—Eu concordo com você, mas a Pompo odeia os endermans, elas brigavam como cão e gato antes dela perder a memória. –Digo.
—Eu entendo que é pro bem dela, mas quanto mais isso durar mais difícil será pra ela aceitar.
—Eu concordo, eu vou contar pra ela depois com mais calma. –Disse Pheal.
—Agora uma duvida minha, porque você não se teleporta daqui?
—É que a Pompo machucou a minha perna na floresta de pinheiros. –Ela mostra o curativo a ele. –Até que isso esteja curado eu não posso teleportar sozinha.
—Você precisa trocar esse curativo, isso está horrível. –Diz ele olhando a ferida.
—Não temos ataduras aqui e eu não quero incomodar vocês com bobagens.
—Isso não é uma bobagem! Fique aqui que eu vou pegar umas ataduras que eu trouxe. –Ele se levanta e vai até o cavalo procurar as ataduras.
—Olha só oque nós conseguimos! –Grita Pompo enquanto carrega um peixe enorme com a ajuda da Hedyps.
—Isso é impressionante, mas como vamos cozinhá-lo? –Pergunto.
—Eu dou o meu jeito. Empresta-me a tua espada, Steve, e você pode pegar alguma coisa pra colocarmos ele em cima, Pheal?
Pheal pega um lençol e o estica no chão colocando algumas folhas sobre ele. Eu pego a minha espada de diamante e entrego a Pompo.
—Oque você vai fazer? –Pergunto.
—Você vai ver. –Ela começa a cortar o peixe e a tirar as entranhas enquanto Hedyps o segura pela calda. Após limpar o peixe ela cava um buraco na areia e faz uma pequena fogueira dentro dele, ela coloca algumas pedras e embrulha os pedaços de peixe em folhas grandes e os coloca sobre elas tampando o resto com mais algumas folhas. Algum tempo depois ela os desembrulha e nos serve.
—Isso está uma delicia! Onde você aprendeu isso? –Pergunto.
—O meu pai que me ensinou isso. Eu sou uma boa cozinheira ou não sou? –Ela está se achando pelo peixe, mas dessa vez eu dou um desconto por ele estar muito bom.
—Como ficou o novo curativo, Pheal? Está apertado?
—Não, obrigada, Sekka.
—Eu ia te perguntar antes, mas porque você tem esse curativo na perna? –Pergunta Pompo.
Todos nos entreolhamos e eu balanço a cabeça positivamente pra Pheal.
—Bem... A verdade é que eu... EU SOU UMA ENDERMAN!
Pompo congela por um instante enquanto segura um pedaço de peixe na mão. –Eu vou dormir. –Ela se levanta.
—Pompo, espera! –Digo tentando convencê-la.
Ela se enfia debaixo dos cobertores e fica em total silêncio.
—Será que foi cedo demais? –Diz Pheal se arrependendo.
—Não, como disse ela teria que aceitar uma hora ou outra. –Disse Sekka.
Meu apetite havia acabado e aparentemente o de todos também, Hedyps coloca oque sobrou pendurado em uma árvore e todos vão dormir. No meio da noite eu acordo com um pequeno barulho no rio, eu pego a minha espada e me aproximo lentamente.
—Pompo? –Ela está sentada em uma pedra a beira do rio com seus pés descalços dentro da água. Oque está fazendo?
—Não é óbvio? –Ela me olha com os olhos cheios de lagrimas. –Eu estou chorando.
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