The little rabbit

1 The mysterious woman.


O dia já havia acabado quando Mary tocou a campainha da casa de Louis, o alto homem de cabelo negro e olhos castanhos abriu a porta e convidou-a para entrar.

- Mary que surpresa agradável, entre, não podemos nos atrasar para o jantar.

- Louis eu não quero incomodar, só vim comunicar...

Mary foi interrompida pelo som de alguns de relógios que começaram a bater juntos, o som era terrivelmente sincronizado e irritante, Mary ficou esperando até que o barulho acabasse e quando ia tentar falar novamente a frase Louis a puxou para sala de jantar.

- Boa Noite Mary, acho que é nossa primeira visita desde que chegamos a Storybrooke.

Annelise sorriu levemente para Mary enquanto preparava a mesa para o jantar, enquanto arrumava tudo Anne explicou que os relógios avisavam que era a hora da refeição e que aquilo era mais fácil do que ficar gritando para que as crianças descessem... Mary ouviu tudo com calma até que pediu a Louis e Annelise que a ouvissem.

- Precisamos conversar sobre Eleanor. — Mary iniciou a frase tranquilamente esperando não assustar o casal.

- Tudo bem, você quer que ela venha aqui também? — Louis perguntou apontando para a escada.

- Não, não será necessário, sentem-se por favor. — Annelise e Louis sentaram lado a lado encarando Mary com uma certa tensão.

- O que aconteceu com nossa Eleanor? — Annelise finalmente criou coragem para perguntar.

- Eleanor não vai à escola a duas semanas, antes ela ia e ficava um pouco isolada e agora desapareceu, Queria saber o que está acontecendo com ela, se me permitem é claro.

- Não pode ser, Elle sai daqui todos os dias para a escola. — Annelise não queria simplesmente aceitar aquilo, sua filha de apenas 5 anos estava enganado-a.

- Calma Anne, não podemos ficar nervosos precisamos pensar em algo que possa ajudar a pequena, e ela retornará a escola amanhã Mary, não precisava se preocupar tanto. — Louis disse tranquilamente até ser interrompido pelos passos fortes das crianças que desciam as escadas, então ele foi com Mary até a porta.

- Louis não pode tentar viver normalmente aqui, em breve todos descobriram quem realmente somos... Não pode esconder isso de sua família. — Mary sussurrou como se tivesse mais alguém ali.

- Mary esconderei enquanto for necessário, não quero parecer um ser inútil para meus filhos... Eu agradeço pela preocupação, amanhã levarei Eleanor para à escola, tenha uma boa noite, Mary. — Louis forçou um sorriso, o homem estava visivelmente chateado com o rumo que a conversa havia tomado. Ele observou a mulher ir embora e retornou a mesa de jantar, ele observou todos os 6 filhos Lucinda, Schmidt, Dean, Julian, Arriela e a pequena Eleanor, ele sorriu ao observar a bela família que tinha e se perdeu em seus pensamentos até que ouviu sua noiva Annelise perguntar algo aos filhos.

- Como foi o dia hoje? — Annelise perguntou animada.

- Ótimo, um pouco monótono. Concordo Julian? — Lucinda respondeu e virou-se para o irmão, eles eram os dois mais velhos ambos tinham 21 anos, eram gêmeos e incrivelmente parecidos, ambos tinham o cabelo negro e os olhos azuis, a pele era incrivelmente pálida e eles sempre faziam tudo juntos desde a infância.

- Foi bom sim. — Julian concordou brevemente e voltou a comer.

- Eu andei de Skate e Schmidt jogou basquete . — Dean disse em um tom tranquilo porém apressado ele tinha 17 anos de idade e o Schmidt tinha 15, Dean era um pouco mais parecido com a mãe ele tinha o cabelo castanho e os olhos da mesma cor, era alto e adorava esportes. Schmidt como os outros havia puxado a aparência do pai o cabelo negro, olhos claros e pele igualmente clara.

- E joguei muito bem por sinal. — Schmidt sorriu ao lembrar do jogo, ele realmente era bom.

- Eu brinquei com meus amigos e foi ótimo. — Arriela respondeu entre as garfadas, ela tinha 10 anos e como o irmão Dean tinha o cabelo castanho, porém seus olhos eram azuis como o do pai.

O silêncio invadiu a sala o único som que se ouvia era o barulho dos talheres nos pratos, Louis encarou Annelise por alguns segundos e sabia exatamente o que tinha que fazer.

- E o sou Eleonor, como foi? — Ele fitou a pequena que estava sentada ao seu lado.

- Normal. — Ela respondeu dando de ombros, a menina era a mais parecida com a mãe tinha o cabelo loiro, e grandes olhos verdes, elle tinha 5 anos e era a única que não sabia o que seus pais eram, por ser a mais nova Louis e Anne decidiram criar ela como uma criança "normal" e até o momento parecia está dando certo.

- E o que um bebê da sua idade julga como normal? — Annelise perguntou com um tom curioso.

- Eu fui à escola e brinquei, só isso mamãe. — A menina disse de cabeça baixa, Louis encarou ela de uma forma preocupada, mas não questionou a criança.

Após o jantar Louis e Anne discutiram por horas, o casal não conseguia entender sua filha mais nova, a cada dia ela falava menos e agora não ia a escola que ficava praticamente ao lado da casa. O pai da criança então decidiu que seguiria a filha no dia seguinte e descobriria o que estava acontecendo.

O sol invadiu o quarto da pequena Elle, ela levantou-se e colocou o pequeno uniforme escolar, ela desceu as escadas e encontrou seu pai tomando café sozinho na cozinha.

- Todos já foram, papai? — Ela perguntou sentando ao lado do pai.

- Oh sim minha pequena, queria companhia?

- Não, eu queria cereal.

- Isso eu mesmo posso lhe dar. — Louis levantou-se e pegou uma pequena vasilha, colocou cereal e leite, então entregou a filha. Eleonor comeu com pressa e se retirou da cozinha.

- Tenha um bom dia, papai! — A menina gritou da porta da frente e bateu-a rapidamente, normalmente Louis pensaria que a filha estava indo em direção a escola, mas não desta vez, ele saiu pela porta dos fundos e seguiu a pequena. O homem viu a filha entrar em um pequeno bosque que ficava totalmente fora do caminho escolar, ela sentou-se num tronco de árvore que estava caído no caminho e ficou aparentemente quieta.

- Eu sei, sei que está ai. — a menina exclamou sem virar para encarar o pai.

- Como? — Louis se aproximou e se abaixou na frente da filha.

- Seu cheiro.

- Eleanor, por que não vai a escola?

- Tenho medo, tenho sonhado com uma mulher ela disse que me levaria de volta para meu lugar, toda noite ela diz que não sou deste lugar. — Louis quase caiu para trás ao ouvir aquilo, ele tentou parecer calmo perante a filha e prosseguiu.

- Como essa mulher é?

- Eu nunca a vi, ela disse que se mostrará através do relógio, você tem tantos dele papai.

- Jogarei todos fora se isso a deixará mais calma, filha olha pro papai. — Louis ergueu o pequeno rosto da filha. — É só um sonho, ninguém levará você de mim.

A criança abraçou forte o pai e ele a levou de volta para casa, quando Anne voltou Louis contou a história a mulher ficou apavorada e tirou todos os relógios que haviam na casa... Louis por sua vez não exerceria a profissão de relojoeiro dentro de casa, ele alugaria um pequeno quartinho e trabalharia no mesmo. Eleanor observou tudo quieta e no fim do dia abraçou os pais como agradecimento. Tudo parecia bem, só que a família não sabe que as aparência sempre enganam.