The little rabbit
2 The eyes
Notas iniciais
Eleanor havia retornado a escola mas tal atitude não mudou muito sua vida, a criança continuava quieta, continuava preocupada com os relógios que estavam em lugares públicos como a escola, uma certa manhã ela estava sozinha no jardim observando a paisagem, tudo estava calmo e normal até a irmã mais velha aparecer vagarosamente e sentar-se ao lado da menina.
– Bom dia, minha loirinha. — Lucinda deu um beijo na testa dela.
– Bom dia, minha Luh. — Eleanor deu um breve sorriso para a irmã e voltou a encarar a paisagem.
– O que vê? — Lucinda perguntou um pouco curiosa e após um breve silêncio Eleanor deu um longo suspiro e respondeu.
– No momento nada, é complicado luh... — A menina fez uma pausa. — Sabe quando você ver algo mas aquilo não faz sentido algum?
– O que quer dizer?
– A mulher não se foi, Luh, ela continua aqui e ela diz que não sou daqui... Nada mais tem sentindo. — A criança começou a chorar e recebeu um forte abraço da irmã.
– Essa mulher não existe Eleh, você é daqui, você pertence a essa família e nada mudará isso.
Lucinda continuou com a menina ali no jardim, a criança continuou contando o que a mulher misteriosa dizia e contou que a mesma insistia dizendo que se mostraria através de um relógio, a mulher ficou em silêncio apenas abraçou forte a irmã que insistia em chorar. Após algumas horas Eleonor adormeceu no colo da irmã, Lucinda estava levando a criança para dentro de casa quando encontrou Julian.
– Julian, diga aos outros que precisamos conversar na sala. — Lucinda disse interrompendo o passei do rapaz.
– O que aconteceu, ela está bem? — Julian perguntou fazendo carinho no cabelo da menina.
– Não, precisamos conversar sobre a bruxa.
– Dei-me a Eleanor eu a levo para o quarto, e você avise aos outros... — Julian pegou a menina no colo e caminhou lentamente para dentro da casa.
Lucinda saiu a procura dos outros membros da famíli, Julian subiu com a pequena chegando no quarto deitou ela na cama e sentou do seu lado.
– Isso não deveria acontecer, você deveria está protegida aqui, mas eu prometo que nada vai lhe acontecer. Eu te amo, minha pequena. — Julian deu um beijo na testa da menina e desceu para a sala.
Schmidt e Dean já estavam na sala jogando cartas e se assustaram com a entrada do resto da família, todos os Whitellen's estavam ali menos a mais nova.
– Lucinda, pode nos contar agora o motivo desta reunião. — Louis falou sentado no sofá.
– Precisamos ajudar Eleanor, a mulher continua falando com ela.. — Lucinda ia terminar a frase quando foi interrompida pela mãe.
– Ela deveria ter sumido, não está certo... Viemos para esse lugar com o intuito de defender Eleanor dessa mulher.
– Annelise se acalme amor, sabemos que a Rainha vermelha não deixaria nossa família em paz. — Louis disse num tom triste.
– Por que ela demorou tantos anos, por que ela não infernizou a mim ou à alguém mais forte? — Julian desejou que a bruxa estivesse ouvindo aquilo e que parasse de perturbar sua irmã mais nova.
– Ela esperou todo esse tempo, pois Eleanor é a única igual a mim... — Louis baixou o rosto parecendo fraco e envergonhado. — Eu implorei para que nenhum de vocês fossem igual o pai, meu pedidos foram atendidos sempre. Quando Eleanor nasceu eu pensei " Uau ela é idêntica a mãe", mas não, ela é igual na aparência e só.
– Então em Wonderland ela seria..- Annelise quase não conseguia pronunciar e não foi preciso Louis respondeu a pergunta mesmo estando incompleta.
– Um pequeno coelho, qualquer pai ficaria feliz pelo filho seguir a linhagem, mas eu... Eu me sinto um fracasso, minha menininha pode pagar pelos meus erros. — Louis não conseguia mais esconder as lágrimas, o homem descobriu que a filha era como a alguns dias... A criança se mostrava cada dia mais parecida com ele nas habilidades, os vícios eram idênticos e o olfato era incrível.
– A culpa não é sua pai, qualquer um de nos poderíamos ser como o senhor. — Dean disse abraçando o pai tentando acalma-lo.
– Eu vou concertar isso meus filhos, nada vai acontecer com ela. — Louis disse com firmeza.
– E nos ajudaremos. — Os filhos disseram todos juntos como se houvessem combinado tal coisa.
O silêncio havia pairado sobre aquele abraço coletivo, a família estava decidida a ajudar Eleanor. A menina estava no mais tranquilo sono quando um barulho a despertou.
– Eleanor. — A voz feminina que Eleanor conhecia muito bem estava novamente a chamando.
– Vai embora, você não é real!!
– Sou sim pequena, sou real e em breve me mostrarei por inteiro. — Eleanor se sentou na cama e encarou o quarto inteiro, um barulho no seu baú de brinquedos chamou sua atenção.
– Vá Eleanor, abra o baú. — A voz disse friamente.
– Quem é você, por que não me deixa em paz? — Eleanor perguntou entre as lágrimas.
– Abra o baú e te darei a paz, só abra o baú. — A criança estava apavorada mas não podia mais aguentar tal situação, ela levantou-se e caminhou até o baú.
– Prometa. — Eleanor quase implorou com as mãos pousadas sobre a tampa do baú.
– Dar-te-ei a paz, só abra esse baú. — A mulher disse em um tom calmo.
Eleanor abriu o baú e um pequeno objetivo fazia barulho lá.
– Tic toc, tic toc, acho que conhece tal barulho não? — A voz perguntou sorridente.
Eleanor ficou tremula e procurou o relógio afim de joga-lo fora como os outros, quando o encontrou e ergueu-o viu dois grande olhos dentro dos mesmos. Sem pensar duas vezes, a menina jogou o relógio no chão e começou a gritar, Louis e Julian subiram as escadas correndo e quando chegaram no quarto encontraram a menina dentro do armário e o relógio completamente quebrado no chão.
Uma risada maquiavélica tomou conta do quarto, Julian pegou a irmã no colo e foi em direção aos outros. Louis pegou um grande pedaço do vidro do relógio e viu o rosto da mulher que havia assustado a filha.
– Eu fugi de você uma vez, mas desta vez lutarei... Você não pode machucar uma criança, rainha vermelha! — Louis gritou sabendo que a mulher estava ouvindo, ela por sua vez apenas gargalhou como se dissesse "Isso é o que veremos", depois o silêncio invadiu a casa.
O silêncio para muitos representa paz, mas para os Whitellen's aquilo representava o pior.

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