The last Key

3 Decimo Terceiro


Notas iniciais
Dae galera. Valeu pelo apoio para aqueles que sabiam de minha cirurgia. Agora estou bem e posso retomar a fic. Então mais uma vez obrigado e aqui está o capítulo. Ah o nome do personagem principal agra é Menma.

É triste, mas como o esperado eu fui deixado de lado quando os grupos começaram a ser formados. Todos possuíam alguma habilidade única, útil, por outro lado o minha era compreensão. Eu conseguia compreender tudo sobre algo que eu olhasse, ouvisse ou tocasse. As informações apenas vinham em minha mente. Diferente dos outros eu era o único que conseguia entender a escrita desse mundo e reproduzi-la com perfeição, mas mesmo eu podendo entender qualquer idioma e compreender qualquer objeto isso não poderia ser usado em lutas ou poderia?

Havia apenas uma guilda em Noria que possuía diferentes filiais espalhadas pelo reino. O nome era simples “Gold Wyvern”, mas parecia ser muito bem conhecida e respeitada. Ela ficava na área leste de Idris em um bairro um tanto suspeito. O prédio era algo estranho para uma área tão sombria. Ele era completamente pintado de branco tendo um letreiro pintado com cores berrante tendo uma espécie de lagarto voador dourado segurando um arpão entre os dentes. Entrei no local vendo o que mais parecia ser uma hospedaria diferente da imagem que eu tinha de uma guilda. Havia um balcão de atendimento do outro lado do hall, a direita uma passagem que levava para um refeitório e a esquerda uma porta fechada. Caminhei até o balcão onde uma jovem pouco mais velha do que eu estava me olhando, ela estava junta de outras recepcionistas. Minha roupa deve chamar muita a atenção aqui já que elas estavam me encarando. Eu estava usando um tênis preto, calça jeans azul, camiseta preta e uma blusa cinza escuro com capuz. Por sorte minha mochila viera junto comigo e tinha algumas roupas nela.

– Bom dia em que posso ajuda-lo? – perguntara a recepcionista. Ela era morena, olhos verdes, pele clara com algumas e usava um uniforme azul de recepcionista de hotel.

– Gostaria de fazer o registro como aventureiro – disse com as mãos no bolso.

– Ah, sim tem bastante gente se registrando hoje. Aqui estão as regras... precisa que eu leia para você? – perguntara a recepcionista que vi se chamar Chloe pelo que estava escrito em seu crachá.

– Não, obrigado – disse pegando a prancheta.

Haviam varias regras sobre conduta durante o cumprimento de missões, penalidades, itens, materiais, comportamento e etc. Não havia nenhuma regra sobre conflitos com outros aventureiros, mas a guilda garantia a proteção do aventureiro em casos envolvendo a justiça desde que ele tenha respeitado as regras. Em todo não houvera algo que tenha me incomodara nas regras, mas eu tomaria cuidado com outros aventureiros a partir de agora. Eu sabia muito bem como a mente humana funcionava, pelo menos o lado sombrio dela.

– Não vejo problemas nas regras. O que eu preciso para me inscrever? – perguntei devolvendo a prancheta.

– Preencha essa ficha, pague a taxa de cinquenta dris e realize uma entrevista com uma de nossas avaliadoras – dissera Cléo me entregando uma ficha. Preenchi meus dados deixando moradia atual em branco e entreguei para ela junto com o dinheiro – Vejamos... tudo certo. Agora preciso que se dirija para a sala ao lado onde conversara com uma de nossas avaliadoras.

A sala a esquerda era o local onde os materiais trazidos pelos aventureiros eram avaliados. Dependendo do resultado da avaliação a guilda pagaria o valor estimado pelos materiais bem como a recompensa pela conclusão da missão. A sala também era usada para entrevistas realizadas pelos avaliadores da guilda. As entrevistas poderiam ser para a entrada de novos membros a guilda, comprovar a veracidade de missões e irregularidades. Eu havia ouvido que avaliadores tinham a capacidade de avaliar não apenas materiais e objetos como também pessoas. Ninguém conseguia enganar um avaliador. Por esse motivo eles eram tão importantes na guilda e no reino.

Na sala haviam quatro avaliadores, estando um em cada parede da sala. A sala era repleta de estantes com prateleiras tendo os mais diversos tipos de objeto. Notei que os quatro pararam o que estavam fazendo, olharam para mim por um longo e demorado momento. Em seguida três deles voltaram a seus afazeres rapidamente, era como se não quisessem ter contato comigo. A única pessoa que não parecia estar ocupado na sala era uma garota ruiva, pele clara, um olho verde e o outro azul, aparentando ter em torno de quatorze anos. Ela vestia uma roupa branca parecida com a dos outros – lembrava um pouco as vestes de um juiz, mas brancas em vez de pretas.

– Me disseram que eu deveria vir aqui falar com um avaliador. Seria a senhorita? – perguntei vendo ela olhar para mim.

– Sim, sente-se. Eu me chamo Elísia, sou uma das avaliadoras da guilda. A partir de agora eu lhe farei uma serie de perguntas. Como eu possuo uma habilidade que me permite identificar mentiras eu saberei se o fizer – dissera Elísia sem demonstrar nenhuma emoção tendo uma fisionomia neutra.

– Ok – disse um pouco nervoso.

– Você é um criminoso?

– Não nesse mundo.

– Já fez algum ato criminoso?

– Não nesse mundo.

– Algum reino lhe procura por algum ato criminoso?

– Não.

–Você se chama Menma?

– Sim.

– É um humano?

– Sim.

– Você é um escravo?

– Não.

– Por que deseja ser parte da guilda?

– Para obter dinheiro.

– Algo mais?

– Encontrar uma forma de voltar para casa.

– Mentira. Você não deseja voltar para sua casa.

– Tanto faz.

– Todas as informações de sua ficha são verdadeiras?

– Sim.

– Ótimo. Com isso você já pode fazer parte da guilda... aqui diz que você não possui uma classe ainda. Gostaria de passar por um teste de classe?

– Ham... classe seria o oficio que eu deveria seguir, certo? Como espadachim. Cavaleiro, mago e etc... certo? – perguntei um pouco confuso.

– Sim, cada classe possui habilidades especificas que muitas outras classes não podem realizar, apenas as que tenham algo em comum podem usar as mesmas habilidades. Se possível gostaria que espera-se até receber sua identificação da guilda. Em seguida lhe levarei a um lugar. Pode esperar? – perguntara Elísia me olhando nos olhos. Eu sentia que ela estava um pouco tensa mesmo sua fisionomia mostrando o contrario.

– Sim, não a problema – disse dando de ombros.

– Aqui está sua ficha. Leve ela até a recepção que você recebera um emblema da guilda. Lhe encontrarei em seguida – dissera Elísia me entregando minha ficha depois de carimba-la.

– Obrigado – disse pegando minha ficha e me levantando.

Sai da sala de avaliação e voltei para o balcão onde entreguei minha ficha para Cléo. Cléo recebera minha ficha e fora para os fundos da recepção... a um momento não havia uma porta la, havia? Aquilo fora estranho, mas tudo vinha sendo muito estranho atualmente. Ela voltara alguns momentos depois trazendo uma bandeja com um cordão e uma placa em cima. O cordão era preto, parecia ser feito de algum material resistente e a placa tinha a logo da guilda de um lado e informações sobre mim atrás.

– A partir de agora você é oficialmente um membro da Gold Wyvern. Nesse emblema conta seu nível, rank, classes e pontuação. Atualmente você é nível um, rank F... sem classe no momento e com pontuação zero. Para fazer o teste de rank E você precisara obter cem pontos concluindo missões – dissera Cléo me entregando meu emblema da guilda. Era estranho uma placa de identificação ser chamada de emblema, mas eu havia decidido não me importar mais com isso.

– Me siga – dissera Elísia atrás de mim.

– S-Senhorita Elísia, vai a algum lugar com o novo membro? – perguntara Cléo parecendo surpresa e nervosa.

– Sim – dissera Elísia assentindo.

– Vou chamar alguns membros da guilda para lhe protegerem então – dissera Cléo apressadamente.

– Não vamos sair da guilda. Caso precisem de mim estarei no subsolo sala treze. Me siga, Menma– dissera Elísia cainhando em direção ao refeitório.

Decidi seguir Elísia mais por curiosidade do que qualquer outra coisa. Elísia parecia cada vez mais misteriosa. Sua falta de emoções em suas expressões, suas habilidades, a forma como Cléo a tratava e o interesse dela em mim. Todos esses fatos despertaram minha curiosidade. Seguimos para o refeitório atraindo a atenção dos aventureiros no local. Em seguida passamos por uma porta que deveria estar na mesma direção que a recepção, mas começamos a descer uma longa escadaria. Quando chegamos ao subsolo ele possuía um corredor com paredes brancas, azulejos azuis, teto branco e varias portas de diferentes cores pelo corredor. Seguimos pelo corredor até chegarmos a uma porta branca com um numero treze dourado. Estranhei que a porta não tivesse fechadura, mas Elísia apenas colocara a mão sobre a porta e ela se abrira. Entramos no que parecia ser... um escritório? Havia pessoas sentadas em mesas escrevendo pergaminhos separados por divisórias. O numero de pessoas não era muito grande, mas todos estavam vestidos como magos, guerreiros, espadachins e etc.

– Espere um momento aqui, por favor – dissera Elísia indicando uma pequena sala de espera.

– Ham... tudo bem – disse entrando na sala e me sentando em uma das cadeiras.

Enquanto permanecia na sala de espera e observava o trabalho dentro do escritório. Eles pareciam extremamente concentrados no que faziam, escrevendo pergaminhos consultando livros. Eu não conseguia saber exatamente o que eles estavam fazendo, mas parecia algo difícil.

– Desculpe a demora. Siga me, por favor – dissera Elísia após me deixar esperando por mais de dez minutos.

– Qual o motivo de estarmos aqui mesmo? – perguntei seguindo Elísia.

– Eu não te disse que queria que você entra-se na aliança que eu faço parte? – perguntara Elísia me lançando um olhar que parecera ser de confusão.

– Não, não disse! – disse enquanto uma veia saltava em minha testa.

– Serio? A capitão lhe explicara os detalhes – dissera Elísia voltado a andar.

– Hei! – disse irritado, mas Elísia parecia ser do tipo que seguia seu próprio ritmo.

A seguia até estarmos diante de uma porta de vidro fosco escrito “Capitã Aysha”. Eu conseguia ver alguém sentado atrás de uma grande mesa através do vidro. Infelizmente não poderia dizer quem é devido o vidro ser foco.

– Com licença, estamos entrando – dissera Elísia abrindo a porta.

O escritório era grande e com enormes estantes repletas de livros e pergaminhos nas paredes, um tapete chique no chão, cadeiras muito bem trabalhadas, uma mesa grande e muito bem detalhada feita com uma madeira vermelha. A pessoa que estava na sala era uma linda garota de aproximadamente dezesseis ou dezessete anos, loira, pele clara, olhos azuis, usando uma saia azul, camisa branca com um fino laço na gola. Pelo olhar dela eu conseguia ver que através de sua face seria ele parecia estar em um conflito estando um pouco descentre e ao mesmo tempo esperançosa. Isso é suspeito.

– Essa é Baronesa Aysha Eleanor Ebridge lady lac. Senhorita esse é Menma– dissera Elísia dizendo aquele nome enorme em um único folego. Começo a achar que ter deixado meu sobrenome antigo de lado não fora uma boa ideia.

– Prazer em conhece-lo – dissera Aysha assentindo estando com as mãos sobre sua mesa com os dedos entrelaçados.

– Prazer em conhece-la – disse assentindo também.

– Elísia me dissera que você é um dos novos membros da guilda – dissera Aysha me olhando com seriedade. Eu ainda conseguia ler cada uma das emoções que ela estava ocultando.

– Sim, passei a fazer parte da guilda a alguns minutos atrás – disse com simplicidade.

– Elísia também me dissera que você fora ignorado pelos outros avaliadores, devido ao seu passado – dissera Aysha me surpreendendo fazendo eu olhar para Elísia.

– Como avaliadores podemos ver fragmentos das memorias das pessoas, as memorias que eles mais estimam, as que mais odeiam, as que foram apagadas e muito mais. Todos viram pequenos eventos de seu passado. Como você dissera você não cometera nenhum crime nesse mundo, mas no seu mundo de origem sim, mesmo nunca tendo sido pego – dissera Elísia me surpreendendo mais ainda.

– Os outros avaliadores deram vários conselhos e até mesmo indicações para seus colegas, mas preferiram não se envolver com você por causa de seu passado, sua personalidade e outros pontos. Para Elísia seu passado não importa e sim seu presente. Ela lhe recomendara para fazer parte de minha aliança – dissera Aysha dando um sorriso gentil para mim.

Elas não se importavam com o meu passado? Duvido muito disso. Deveria ter algo mais... ou talvez, não? Eu nunca encontrei alguém que confiasse em mim sabendo de qual família eu vinha e do que eu fazia para viver.

– Sobre o que se trata sua aliança? – perguntei cruzando os braços. Eu sabia que aquele era um movimento defensivo, mas não consegui evitar.

– Direto ao ponto. Anteriormente eu fazia parte do Instituto de pesquisa de Idris, mas devido algumas de minhas ideias relacionadas a habilidades e magias eu fui expulsa de lá. Por isso formei essa aliança na guilda. Aqui todos buscam o mesmo objetivo. Nosso objetivo é mudar o destino de nossa raça – dissera Aysha com seriedade.

– O que você quer dizer? – perguntei arqueando uma sobrancelha. Será que eles eram uma seita maluca ou algo do gênero?

– Você já deve ter ouvido que em nosso mundo existem diferentes raça, certo? Existem muitas raças que possuem desde seu nascimento o potencial para ficarem cada vez mais e mais fortes. Existem raças que possuem peles blindadas, força sobre-humana e muitos outros tipos diferentes de habilidades. Em comparação a eles nós humanos somos muito mais fracos, quase não possuímos habilidades hereditárias, só conseguimos habilidades únicas uma ou duas vezes em nossas vidas, isso se elas estiverem relacionadas com nossas classes. Por esse motivo nossa raça enfrenta sérios problemas a muito tempo, mas eu e meus companheiros queremos mudar isso. Nosso desejo é de fortalecer nossa raça com habilidades, magias, técnicas e armamento que garantam nossa proteção. Esse é nosso objetivo garantir a sobrevivência de nossa raça – dissera Aysha de forma determinada. Eu conseguia ver que ela acreditava em cada uma das palavras que ela dizia... mas tinha algo mais que me fizera sorrir.

– Claro que vocês não fornecem seus serviços gratuitamente, certo? – perguntei dando um sorriso de canto.

– N-Na verdade, não. Nós vendemos livros, pergaminhos e treinamentos conforme seu nível – confessara Aysha de forma honesta.

– Entendo. E como eu faço parte disso... minha habilidade, certo? É disso que se trata? – perguntei de forma seria.

– Sim, você possui uma habilidade que pode ser muito útil para nossa causa. Por isso gostaríamos que fizesse parte de nossa aliança – dissera Elísia com seriedade.

Eu já esperava algo do gênero. Devido minha habilidade eles não se importam com o meu passado desde que eles possam me usar. De certa forma eu deveria me sentir ofendido, mas eu provavelmente faria algo parecido. A única diferença entre mim e elas é que mesmo se eu ignorasse o passado de alguém eu ainda teria medo sobre suas ações futuras. Esse era o único sinal que eu via de que elas estavam confiando em mim de uma forma que eu não conseguiria confiar em outra pessoa.

– Certo. Quais são os benefícios de me filiar a sua aliança? – perguntei sorrindo surpreendendo as duas. Elas provavelmente achavam que eu iria rejeitar o convite.

– B-Beneficios!? Ah, sim... você poderá receber missões especiais da aliança com o dobro da recompensa normal, qualquer treinamento que quiser conforme um de nossos membros esteja livre, poderá ter acesso a nossa biblioteca, desconto em equipamentos e armamento – dissera Aysha parecendo empolgada.

– Regras? – perguntei após assentir a tudo o que ela dizia

– Você não pode vender informações de nossa aliança para ninguém, não pode fazer nada que prejudique a aliança ou a guilda, não poderá agredir ou matar outro membro da aliança a não ser que seja em legitima defesa, não poderá deixar de ser um membro da aliança pelos próximos dois anos. O resto se resume as mesmas regras da guilda – dissera Aysha me mostrando um contrato.

– Vejamos... sim parece que é quase a mesma coisa. Aqui na verdade tem algumas clausulas que deveriam ter no contrato da guilda... tudo bem, mas tem algo mais que eu quero – disse enquanto lia o contrato.

– O que seria? – perguntara Aysha com um tom de voz serio.

– Que me ensinem tudo o que minha habilidade pode fazer – disse com seriedade olhando para Aysha enquanto mantinha meu rosto abaixado na direção do contrato.

– Fechado – dissera Elísia.

– Então... como se chama a aliança de vocês? – perguntei arqueando uma sobrancelha procurando o nome novamente no contrato... isso não pode ser serio.

– Decimo terceiro. Somos chamados de 13º Gold Wyvern – dissera Aysha dando de ombros.

– Ainda bem que eu não sou supersticioso... – disse enquanto assinava o contrato.

– Agora... bem vindo ao 13º Gold Wyvern – disseram Aysha e Elísia.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado do capítulo, mesmo ele não tendo ação nenhuma. Em breve postarei o quarto capítulo que ja está pronto. Até lá espero que deixem seus comentários e fichas. Fichas: Nome: Idade: Origem: Classe: (Ex: ninja, cavaleiro, mago, assassino e etc). Aqui ( http://pt-br.tsrd.wikia.com/wiki/Categoria:Classes_adicionais ) tem um local com varias classes diferentes e algumas habilidades que podem interessar a vocês Habilidade unica: (poder especial e raro - nada convencional). Descrição da habilidade: Historia: Lera as regras?: Obs: As seu personagem pode possuir diferentes habilidades, mas no nível inicial elas devem começar com Lv 1 e podem evoluir adquirindo uma versão mais forte mesmo mantendo a anterior (Ex: bola de fogo Lv 1 >> múltiplas bolas de fogo Lv 1>> meteoros flamejantes Lv 1>> big bang Lv 1.