The last Key

4 Habilidades de analises.


Notas iniciais
Dae meu povo. Estou aqui trazendo mais um capítulo para vocês. Sei que estavam ansiosos haha. Agora serio. Queria agradecer as fics enviadas elas são muito interessantes. Estarei começando a usa-las a partir do próximo capítulo.

Como um dos integrantes do decimo terceiro eu tinha permissão para ter meu próprio partido já que não havia vagas nos outros partidos da aliança. Devido a alguns motivos pessoais eu não conseguia confiar facilmente nas pessoas por isso deixei isso de lado por um momento. Antes de pegar qualquer missão de subjugação fora da cidade eu deveria passar pelo treinamento obrigatório da guilda. Eu podia sair para fora da cidade para realizar missões de coletas de plantas e materiais – o que era bom para mim. Elísia me ensinara o básico sobre minha habilidade já que ela era uma avaliadora ela sabia muito sobre mim e minha habilidade. A habilidade dela era a “Julgamento” que lhe permitia julgar qualquer coisa de forma neutra recolhendo os dados necessários.

Ela me ensinara que minha habilidade era uma habilidade de analise de alto nível que ela nunca vira antes. Pelo que ela dissera minha habilidade única tinha três características. A primeira era a de “Analise perfeita” que me permitia analisar e compreender qualquer forma de comunicação, objeto, criatura, movimento, habilidade e etc. No caso de habilidades eu poderias compreende-las ao ponto de saber toda a teoria de como realizar elas ou formas de adquiri-las sem nunca ter aprendido. Para isso havia duas formas de compreender a habilidades de outros seres. Sendo uma delas através da visão e a outra do toque. Tocando outra pessoa eu poderia compreender todas as suas habilidades e me focar em aprender tudo sobre elas. Vendo uma habilidade ser usada também me permitia compreender como ela funcionava, mas através do toque a coleta de dados era mais rápida. A segunda característica era a “reproduzir” que me permitia reproduzir ou adaptar o que eu havia analisado para mim ou para o uso de outras pessoas. Claro que ainda exigiria um pesado treinamento meu ou de outras pessoas, mas isso não queria dizer que não era algo incrível. A terceira era... complicada. A terceira se chamava “Desenvolver” essa habilidade me permitia usar todo o conhecimento que eu possuía para desenvolver novas técnicas e habilidades, mas haviam penalidades. A primeira era as dores de cabeça provocadas por uma grande quantidade de dados, não era algo mortal ou que me fizesse desenvolver um tumor, mas ainda era desagradável. Depois vinham os pesadelos. Toda vez que eu mata-se alguém ou alguma coisa que eu havia compreendido o funcionamento de suas habilidades eu experimentaria a mesma morte durante o meu sono. Por ultimo vinha as penalidades que a própria habilidade reproduzida ou desenvolvida gerariam. Essas penalidades eram imprevisíveis.

Eu havia aprendido muito com Elísia sobre minha habilidade, seus pontos fortes e fracos. Minha habilidade de compreensão me permitia fazer coisas incríveis, mas por outro lado também me limitava. Eu não poderia seguir nenhuma classe que não exigisse uma habilidade de analise. Eu poderia seguir classes como ferreiro, domador, artesão, alquimista e outras, mas em sua maioria não me pareciam classes de combate. Por outro lado eu poderia adaptar habilidades de outras classes para minha classe. O mesmo acontecia com habilidades únicas eu poderia compreende-las, mas só poderia usar elas depois que eu as adapta-se para mim. Outro ponto negativo eram as dores de cabeça e o gasto excessivo de calorias – ainda bem que as comidas daqui são muito calóricas.

Usando minha habilidade de compreensão eu conseguia localizar de forma rápida as ervas que eu tinha que colher para cumprir as missões de coletas. Nos pedidos normalmente não dizia o fim que as ervas levariam, mas muitas delas eram venenosas, então boa coisa não seria. Realizar essas coletas era um pouco perigoso devido ter algumas criaturas perigosas nos bosques, mas minha habilidade novamente me ajudava. Eu conseguia analisar toda a área procurando sinais da presença de animais ou rastros recentes. Quando eu encontrava algo estranho eu deixava o local antes que eu me envolvesse em uma situação perigosa.

Eu ainda preferia missões de coleta do que ajudar nas missões internas da cidade como meus antigos colegas vinham fazendo. As missões eram desde trabalhos de pedreiro, encontrar animais perdidos, cuidar de crianças e muito mais. Mesmo assim todas as manhãs eu tinha que passar pelo treinamento obrigatório para novatos juntos com meus antigos colegas. Aquilo parecia um treinamento espartano. Eu fazia treinamentos de combate e com o uso de diferentes tipos de armas. Minha habilidade me ajudava a aprender mais rápido a usar armas, mas era inferior a muitos de meus colegas que tinham habilidades relacionadas a combate. Eles pareciam aprender com facilidade qualquer tema relacionado a suas habilidades únicas. O pior era que muitos deles já possuíam recomendações para seguirem até mesmo carreiras militares. Admito que fiquei com um pouco de inveja quando o capitão da ordem dos cavaleiros convidara Brendan para ser um aprendiz de cavaleiro.

Quando a semana de treinamento obrigatório terminara eu havia subido quatro níveis – pouco se comparado ao sofrimento que passei. Estando um pouco mais forte e tendo conseguido me manter. Eu havia mudado de hospedaria para a “hospedaria Soldado Javali”. Ela cobrava a metade do preço da hospedaria anterior e suas condições não eram tão ruim. Eu preferia mudar de hospedaria, após fazer os cálculos de quanto eu vinha ganhando com missões de coleta e o quanto a hospedaria anterior cobrava. Eu havia conseguido economizar o dinheiro que eu havia recebido do rei o que me permitira investir em equipamentos feitos pelo alfaiate do 13º — parece ser uma segunda classe já que ele esta sempre com uma machado nas costas.

– Com licença, senhorita Aysha – disse batendo na porta de seu escritório.

– Pode entrar – dissera Aysha.

Entrei na sala a vendo debruçada sobre um livro que eu havia traduzido para ela a poucos dias. Elisia estava sentada ao seu lado lendo um pergaminho élfico que eu havia traduzido – muito entediante. Era um livro sobre técnicas e habilidades com espadas usadas por uma raça chamada Eladrin. Parece que essa raça domina uma grande área do continente ao norte, mas não é como se eu pudesse confiar muito em minhas fontes. O idioma deles não fora algo difícil de compreender, mas algumas expressões e ditados sim. O livro tinha técnicas muito boas que até eu mesmo vinha aprendendo a usar, mas a maioria exigiam laminas longas o que eu não tinha.

– Ah é você Menma. Obriga... você ficara muito bem com esse visual – dissera Aysha olhando para mim me avaliando dos pés a cabeça.

Eu estava usando uma camisa de malha de ferro por baixo de uma camisa vermelha de lã de soldado ovelha e jaqueta branca de couro de Yeti, mochila bege nas costas, calça de pelo de lobo noturno, botas de couro reforçadas. Em minha cintura tinha um cinto com coldre para coxa dos dois lados com mais um cinto em cada. Um dos coldres ainda estava vazio, mas o outro tinha uma espada curta que mais parecia uma pistola devido o formato do cabo. Eu tinha um dos braços enfaixados e varias argolas negras especiais nele.

– Obrigado – disse cruzando os braços desviando o olhar.

– Então a que devo sua visita. Veio pegar mais livro emprestado? – perguntara Aysha com uma expressão seria como de costume, mas seu olhar era esperançoso. Ela com certeza queria que eu traduzisse outro livro de espadachins para ela.

– Na verdade eu terminei os livros que eu peguei emprestado. Eu gostaria que a senhorita Elísia me ajuda-se no quesito da minha classe agora – disse olhando para Elísia que assentira.

– Certo... genus revelare— dissera Elísia parando na minha frente tocando minha testa com a palma de sua mão direita sem um aviso.

Seus olhos brilharam e varias classes apareceram em minha mente. Eu sabia perfeitamente qual escolher depois de estudar alguns livros específicos. Quando escolhi a classe eu senti como se uma energia estranha se espalhasse por todo o meu corpo. Meus sentidos ficaram uma loucura por um momento. Eu conseguia ouvir o que as pessoas estavam falando em todo o 13º. Tive que respirar fundo varias vezes até recuperar o controle de meus sentidos. Quando ergui meu rosto meus olhos azuis tinham um tom elétrico neles e a pupila ficara em fenda como de um felino.

– Qual classe escolhera? – perguntara Aysha segurando um grade livro negro e uma pena.

– Witcher – disse sorrindo.

– Witcher... essa é uma classe variante de bruxos não é? – perguntara Aysha com interesse.

Monstros são uma ameaça para todas as pessoas nesse mundo, indiferente sua raça. Witchers são uma ameaça para todos os monstros. São guerreiros usam espada, magia e técnicas secretas de alquimia para eliminar em combate singular as bestas mais medonhas. Eles possuem olhos que lhe permitem diferenciar e analisar diferentes criaturas, ervas, poções, elixires e maldições.

A principal característica de seu treinamento é o consumo de mutagênicos e poções especiais que alteram seus corpos de várias maneiras, com alguns efeitos colaterais permanentes. Por essa razão, todos os Witchers têm íris felinas.

Witchers são facilmente reconhecidos por seus amuletos de prata, e por carregarem sempre espadas longas, a assinatura de seu estilo de luta: uma de aço comum, para humanos, e uma lâmina de prata, espada especial criada com prata alquímica, exclusiva para caçar monstros. Eu não possuía um estilo especifico e muito menos era de alguma ordem por isso tive que improvisar um pouco. Eu havia encomendado uma adaga especial. Minha adaga sendo prata e ferro fundidos e adicionando algumas características especiais era mortal contra monstros e pessoas. Meu amuleto era um anel de prata em meu dedo anelar direito com o formato de dois leões segurando um escudo com uma espada e um cajado cruzados atrás. Aquele era o meu símbolo... ou pelo menos do estilo que eu estaria desenvolvendo. O anel reagia a presenças hostis, magias, maldições, espíritos e todo tipo de ser maléfico.

– Sim, essa classe é quase uma mistura entre caçador e bruxo, mas Elísia vai lhe passar todos os dados e obviamente manterá os segredos da classe, com certeza – disse sorrindo para Elísia que assentira voltando para o seu lugar ao lado de Aysha voltando a leitura.

– Quais são seus planos, agora? – perguntara Aysha enquanto escrevia no livro de registros.

– Primeiro vou ter que ir comprar arranjar alguma missão interessante. Eu analisei as pericias da classe de dois dos três witcher da guilda na cidade e encontrei falhas que os livros que eu peguei emprestados me ajudaram a corrigir. Eu também consegui criar a teoria de novas técnicas que irei testar. Pretendo também treinar algumas habilidades da classe até domina-las completamente – disse olhando para meu corpo me sentindo um pouco mais forte.

– É bom que esteja empolgado, mas não se arrisque demais enquanto não tiver um partido. Aproposito escolha logos os membros do seu partido tenho algumas missões eu gostaria que você realizasse no próximo mês – dissera Aysha voltando a sua leitura junto de Elísia.

– Vou pensar nisso. Até outra hora – disse saindo da sala da capitã.

Sai da aliança e subi para a guilda e passei a olhar para o mural da guilda. Haviam varias missões de subjugação, mas eu sabia que eu ainda era um mero nível cinco. Eu também não poderia pegar missões de subjugação acima de meu nível. Talvez se eu me unisse com algum aventureiro mais experiente, mas isso não era algo que eu desejava. Aparentemente vou ter que lidar com os cães selvagens que se abrigavam próximo as muralhas da cidade. As muralhas eram usadas para se defender de criaturas e monstros de alto nível. Por esse motivo muitas criaturas de baixo nível se juntavam ao redor das muralhas. O maior incomodo era a velocidade de reprodução acelerada dessas criaturas que poderiam uma infestação na cidade. Por esse motivo sua subjugação era requerida para os aventureiros já que os soldados da ordem dos cavaleiros não podiam dar conta e muito menos deixar seus postos.

– Menma?(NA: mudei o nome) Pretende pegar uma missão de subjugação? – perguntara uma voz conhecida atrás de mim.

Me virei vendo um rapaz de aspecto latino, alto, moreno, pele bronzeada, um pouco fraco, olhos castanhos. Ele estava usando uma calça de couro marrom, botas negras, armadura de couro reforçada, malha de ferro por baixo e uma espada em seu cinto – o equipamento parecia ser meio barato e não oferecia uma grande proteção. Ele se chamava Hector Santiago, no passado quando meus pais ainda eram vivos nós dois fomos amigos... ou o mais perto disso que nos era permitido. Nossos pais tinham... negócios em comum por isso nos aproximamos um pouco. Com a morte de meus pais essa amizade fora cortada pelos pais dele e nem ao menos no colégio podíamos nos falar. Eu não o odiava nem nada, mas também não nego que me senti um pouco traído na época. Afinal ambos não queríamos seguir os negócios de nossas famílias e tínhamos algumas outras coisas em comum, mas mesmo assim quando precisei fui deixado de lado. Soube que ele enfrentara muitos problemas em sua família devido... as suas preferencias depois que elas foram expostas. Por um tempo ele se reclusara em sua casa ficando trancado em seu quarto passando a maior parte do tempo mexendo com jogos e coisas do gênero. Pelo menos era o que falavam.

– Sim. Terminei o treinamento obrigatório hoje – disse com as mãos nos bolsos de minha calça. Notei que atrás de Hector haviam três aventureiros que pareciam mais experientes e com equipamentos melhores. O olhar deles... me incomodará, haviam muitas emoções negativas neles.

– Porque não vem conosco? Nós vamos caçar goblins – dissera Hector sorrindo. Eu via honestidade, tensão e nervosismo nele. Ele obviamente estava tentando reatar nossa amizade, mas não sabia como.

– Não obrigado, mas... tome cuidado com eles. Eles estão cheios de emoções negativas – disse após me aproximar mais de Hector.

– Emoções negativas? Ah, sem problemas eles são legais... não precisa se preocupar minha habilidade me da certa vantagem – dissera Hector sorrindo de forma confiante.

– Não abaixe a guarda... sua habilidade “The gamer” não lhe torna imortal – disse após colocar minha mão sobre o ombro esquerdo de Hector e analisar suas habilidades.

– C-Como você... – dizia Hector assustado até ser interrompido.

– Santiago depois você conversa com seu amigo. Temos presa em concluir essa missão – dissera um dos aventureiros do partido de Hector.

– Certo. Depois conversamos novamente Menma – dissera Hector indo para junto dos aventureiros e deixando a guilda.

Vi Hector se afastar achando que ele estava fazendo péssimas escolhas desde que veio para esse mundo. Ele havia rejeitado a oferta da única aliança que o convidara, vinha realizando missões internas até ontem, continuava a viver na hospedaria Urso nobre e não levava os treinamentos muito a serio. Ele parecia estar confiante demais em sua habilidade, não nego que ela parece muito útil, mas se tornar dependente demais dela é perigoso. A habilidade dele o fazia parecer um personagem de jogos. Ele conseguia ver nomes em cima da cabeça das pessoas, aprender o habilidades/técnicas de livros os absorvendo, usar inventários, fazer os monstros derrotados droparem itens e muito mais. Claro que essa habilidade trazia pontos negativos como atrair criaturas, inimigos e outros. O pior para Hector é que ele tinha a habilidade “Mente de jogador” ela reduzia seu sentimento de medo em situações perigosas ao mínimo e o fazia aceitar facilmente coisas como matar, guerrear e muito mais. Essa habilidade ao meu ver o tornava negligente sobre a própria segurança e o impedia de avaliar as intenções das outras pessoas já que ele ainda não havia dominado o “The gamer”.

Peguei uma missão de subjugação de cães selvagens. Eu tinha permissão de pegar missões do meu rank F, ou de um rank acima ou abaixo. Como eu ainda estava no rank mais baixo eu peguei uma de rank E, caça de cães selvagens. Cada cão selvagem abatido seria magicamente registrado na guilda através de meu emblema da guilda. Eu também poderia trazer os cadáveres dos cães para vender, mas eu teria que pagar o desmantelamento.

Caminhei pelas ruas de Idris tranquilamente. Agora que eu estava vestido como um aventureiro as pessoas não ficavam me encarando mais como antes. A cidade era razoavelmente grande pra uma cidade praticamente medieval. Eles possuíam algumas coisas que não se enquadravam bem como saneamento, algumas invenções magicas, mas ainda era tudo muito ultrapassado. Por outro lado a cidade parecia uma mistura de Londres com uma cidade medieval saída de um filme de fantasia – o que a deixava interessante. Me aproximei das imensas muralhas com mais de cinquenta metros usadas para proteger a cidade de criaturas de alto nível e gigantes – qual será a altura de um gigante?

Sai da cidade passando pelos enormes portões da muralha chegando a um amplo campo de grama alta. Deixei a estrada de terra batida passando a caminhar pelo campo vendo a grama alta se movendo em alguns locais. Respirei fundo e me abaixei colocando minhas mãos no solo. Eu nunca havia tentado usar uma habilidade própria de um witcher, mas eu tinha o conhecimento de como realizar elas. A haviam algumas habilidades e pericias básicas que até mesmo os witcher nos níveis mais baixos deveriam saber. As pericias iniciais eram oficio witcher (treinamento físico, técnicas de sobrevivência, técnicas com armas, investigar e etc), alquimia secreta e criação de óleos witchers. As habilidades iniciais eram lamina de prata, sentidos aguçados, meditação, escrita rúnica e rastreamento.

Cada pericia e cada habilidade tinham um sentido e nenhuma delas era inútil. Witcher não possuíam ligações religiosas com os deuses desse mundo e muito menos com os seres malignos. Isso os fazia parecer serem mais fracos que bruxos e feiticeiros, mas a verdade era bem o contrario. Witcher possuíam sua própria arte magica combinada com seus treinamentos e equipamentos. Eles eram em certo ponto muito parecidos com os rangers possuindo uma forte ligação com a natureza ao mesmo tempo que com sua raça. Por isso uma de nossas habilidades nos permitia rastrear todas as criaturas de uma área como um radar e marcar as que estivéssemos caçando. E era isso exatamente o que eu faria.

– Rastrear – disse fechando os olhos enquanto tocava o solo com minhas duas mãos.

Uma leve ondulação de energia se propagara a partir de meu corpo por toda a área como o sonar de um morcego. Eu conseguia ver em minha mente o local onde cada criatura estava. Aquela habilidade poderia ser usada para rastrear um fugitivo ou encontrar os rastros de alguém, mas no momento ela seria usada para caçar cães selvagens. Desembainhei minha adaga com minha mão direita e passei meu dedo indicador esquerdo sobre a lamina enquanto eu sussurra.

– Como filho do sol e da lua eu lhe concedo a luz para exterminar os males que afligem esse povo. Lamina de prata— disse terminando de passar meu dedo indicador pela lamina fazendo brilhar em um tom prateado – dois cães selvagens a direita tendo estando a uma distancia de meio metro um do outro... três a esquerda... dois a frente. Parece um bom começo!

Corri para a direita atravessando a grama alta vendo dois cães do tamanho de lobos parecendo pastores alemães, mas pretos e com pequenos chifres em sua cabeça. Eu não tinha tempo para hesitar por isso desferi um golpe rápido de cima para baixo quando o primeiro deles olhara em minha direção cortando sua cabeça fora. Fora como cortar manteiga com uma faca quente. Dei um salto girando na direção de segundo cravando minha adaga em sua cabeça. Aqueles dois morreram antes que pudessem emitir qualquer ruído. Corri para a esquerda, mas dessa vez os cães selvagens já estavam cientes da minha presença “Será que ele sentiram minha intenção assassina?”. O primeiro deles saltara em minha direção apontando suas presas para o meu pescoços. Comparado com os movimentos do instrutor da guilda aquele cão era muito lento. Me esquivei girando ao lado de seu corpo movendo minha adaga ao completar cada giro fazendo o cão cair morto. O segundo e o terceiro se mantiveram em posição defensiva quando parei de girar. O segundo começara a se mover para a esquerda e o terceiro para a direita. Eles obviamente pretendiam me atacar das duas direções. Era uma estratégia que normalmente confundia os inimigos, mas o que aconteceria se eu escolhesse um deles e o ataca-se perder a presença do outro? Me movi para a esquerda fazendo o cão saltar na minha direção enquanto o terceiro investia contra mim. Saltei por cima do segundo lhe aplicando um golpe rápido o impulsionando na direção do terceiro fazendo o cadáver do segundo se chocar com ele com força. Antes que o terceiro tivesse chances de se recuperar eu já estava sobre ele o apunhalando entre os olhos.

– Agora... parece que ficou complicado – disse ao sentir a presença de vários cães selvagens ao meu redor. Minha batalha havia atraído a atenção deles – podem vir! – disse empunhando minha adaga em minha mão direita e erguendo meu punho esquerdo fechado me colocando em posição de luta.

Voltei para a cidade puxando uma maca improvisada feita de galhos e cipós com vários cães selvagens mortos. Eu tinha vários arranhões. Ferimentos leves e marcas de mordida pelo corpo. Aquilo fora mais perigoso do que eu esperava. Entrei na guilda recebendo um olhar reprovador de Cléo.

– Parece que alguém exagerara em sua primeira missão de subjugação – dissera Cléo de braços cruzados.

– Infelizmente. Eles não paravam de aparecer – disse colocando a baca no chão.

– Tome mais cuidado de agora em diante. Irei pedir para que levem os corpos para o desmantelamento. Será cobrado dez dris por cada. Pagaremos vinte e cinco dris por cada um. A missão tinha como base inicial derrotar apenas cinco cães selvagens por vinte dris... você derrotara vinte. No total da trezentos e oitenta contando os descontos. Você recebera vinte pontos de rank. Nada mal, mas recomendo que seja mais prudente e que vá até o templo de cura se tratar – dissera Cléo me dando um olhar reprovador após fazer todas as anotações em uma prancheta.

– Farei isso... – disse até sentir uma forte dor no meu peito me fazendo cair de joelhos gritando de dor.

Eu conseguia ouvir outras pessoas gritando de dor em minha mente. Minha visão passara a ficar vermelha e o que eu via não era mais a recepção da guilda. Eu estava em uma clareira deitado na terra sendo atacado por diversas criaturas, mas não parecia ser eu. Haviam criaturas de não mais que sessenta centímetros segurando pequenas facas feitas de pedra, mas também havia criaturas de mais de um metro e sessenta me apunhalando com espadas enferrujadas varias e varias vezes. Eu sentia minhas forças se esvaindo cada vez mais ao mesmo tempo em que eu era atacado fazendo meu sangue espirrar em varias direções. Eu ouvia as risadas ensandecidas das criaturas, mas eu também conseguia ouvir risadas humanas. Olhei com dificuldade na direção de uma arvore muito alta vendo algumas pessoas de pé sobre seus galhos enormes. Ergui minha mão na direção deles pedindo ajuda, mas eles só riam assistindo eu ser atacado. A cada golpe a dor que eu sentia era agonizante. Eu já havia excedido o limite da habilidade e agora eu sentia a dor a cada golpe que eu recebia. Minha outra habilidade que normalmente me deixava calmo, imune a dor ao medo também não funcionava mais e a única coisa que eu sentia era pavor. Aos poucos a vida fora deixando meu corpo, mas as criaturas não paravam de me atacar.

Abri os olhos lentamente me vendo na guilda com pessoas ao meu redor tentando me ajudar. Eu havia morrido, mas não era eu... era o Hector. Ele estava morto, não, não fora isso que acontecera. Hector fora assassinado!

Notas finais
O que acharam? Ficara muito previsível?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.