Notas iniciais
Boa leitura *-*

Boa sorte! Diz Layla me dando um abraço apertado. — Ah, eu já ia me esquecendo.

Ela puxa uma corrente de dentro de sua blusa e a passa pela cabeça, estica a mão para mim e sorri.

Acho que você deve querer isto de volta. Pego o pingente de sua mão e sorrio.

Cuide para mim. Falo, colocando-o novamente em sua mão. — Até mais Lala!

Aceno para ela e sigo para o portal, atravesso-o e me deparo com uma cidade completamente branca, fazia tempo que eu não usava a arca e da primeira vez nem parei muito para olha-la, é realmente incrível.

Podemos prosseguir? Suspiro, e aceno com a cabeça, não achei que Leverrier viria conosco.

Assim que pisamos fora do portal entendo o porquê de Aki ter me dito para usar um dos vestidos. O lugar é inteiro decorado em ouro e é imenso, sei que faz parte do vaticano, mas não mais que isso, arrependo-me imediatamente de não ter procurado por informações prévias, aproximo-me mais de Kanda.

Você já esteve aqui antes, não? Ele aquiesce. — Algo que eu precise saber?

Eles são detestáveis. Não consigo evitar rir, Leverrier se vira me fuzilando com os olhos, tampo a boca com a mão.

Quando ele se vira de volta, chacoalho a cabeça para Yuu, ainda rindo, isto até eu já imaginava. Seguimos até uma sala que creio ser de reunião. Dentro dela nos esperam diversos cardeais, e também os chefes de todas as filias, Komui e Leverrier se sentam a mesa principal, vejo todos nos lançarem olhares feios, quanto apoio.

Aki abre a reunião e fala um monte de coisa que eu particularmente não entendo, eu e Kanda nos mantemos em pé próximos a porta, que agora está fechada, os cardeais, Komui e Leverrier estão na mesa principal, os outros chefes de filiais estão em cadeiras na ponta da sala, me pergunto pra que tanta formalidade e tantas regras.

Isto é inaceitável. Finalmente algo bem fácil de entender. — A alguns meses atrás foi dito que Kanda Yuu estava morto, ele retornou, contudo abandonou a Ordem, quando voltou novamente, nós o aceitamos como general, pois ele havia nos prometido sua lealdade, entretanto ele voltou a fugir, agora quer que aceitamos que ele é guardião não só da nova chefe da família Ichinose como da acomodadora da inocência coração? Totalmente inaceitável.

Espera, eu achei que as reclamações seriam voltadas a mim, não a Kanda, como se fizesse muita diferença para eles quem era meu guardião, e por algum acaso eles sabem o que significa ser guardião?

Se me permite senhor. Não consigo me conter, aproximo-me da mesa. — Não creio que isto seja algo aberto a discussão, uma vez que Kanda já é meu guardião, porém posso lhe garantir que não há com o que se preocupar, não o pedi que me jurasse sua lealdade, mas sei que ele estaria disposto a morrer por mim.

A sala fica tão silenciosa que tenho vontade de abrir a porta e sair, será que ninguém poderia falar nada?

Fuyuki tem razão, a cerimônia para guardião testa não só a competência como a lealdade do guardião. Olho para Aki, como se eles de fato quisessem saber, por algum motivo, simplesmente decidiram implicar com Yuu, e isso me irrita.

Senhorita Ichinose, digo isto em seu melhor interesse. O cardeal tenta soar o mais simpático possível. — Temos ótimos membros da Crow que lhe serviriam e…

Acho que não fui muito clara, senhor. Respiro fundo, sinto que minha expressão não é de muitos amigos, mas não tento muda-la, honestamente, não suporto que desfaçam de meus amigos. — Este assunto não está de maneira alguma aberto a discussão! Kanda Yuu é o meu guardião e ninguém irá tomar seu lugar. É uma pena que não seja do seu agrado, porém isto não faz a menor diferença, ele continuara a ser meu guardião, goste ou não. Agora creio que deveríamos prosseguir com a reunião.

O resto da reunião se passou sem grandes eventos, pelos olhares que recebi, suponho que minha fama não é exatamente boa, ao menos parece que deixei a impressão de ser alguém decidido.

Como dito por Kanda, recebemos um tour pela central, percebi que todos se esforçavam para me agradar e quis rir. Obviamente o lugar era lindo, o que me fez pensar no quanto isto é injusto, quem realmente vai para guerra, aqueles que lutam todos os dias, estes recebem quartos medianos sem luxo, enquanto que as pessoas que apenas decidem, graças ao fato de terem nascido com um bom sobrenome, ou alguma outra vantagem, recebem do bom e do melhor.

Jantamos com o próprio papa, que na verdade é bem simpático, ele conversou comigo e quis ouvir quais eram meus planos para a Ordem, além de saber mais sobre mim mesma. Quando entrei, não estava muito confortável, uma vez que o convite era apenas para mim, mas ao perceber que algo me incomodava, ele perguntou o que era, e ao descobrir que eu havia trazido meu irmão e meu guardião e os abandonara, eles pediu para que os dois fossem chamados e se juntassem a nós no jantar.

Na manhã seguinte, fomos para a Ordem Asiática, desta vez só eu, Aki e Kanda, Leverrier ficou na central e Komui voltou para a Ordem Inglesa.

Bem vindos! Logo na entrada estava Bak, acompanhado de seu assistente que descobri se chamar Sammo Han Won. — Vocês já tomaram café?

Sorrio, sem dúvida aqui vai ser muito melhor, sem formalidades, sem títulos e patentes, além do mais, já conheço Bak-san, que desde o primeiro momento havia mostrado estar ao meu lado.

Comemos o café junto dos outros, assim já vou conhecendo o resto do pessoal da sede, aqui todos me tratam com muita cortesia e respeito, mas sem exageros. O tour é extremamente divertido, já que vive sendo interrompido, por For, pelas pessoas da sede e até pelo próprio Bak que se perde mais de uma vez.

A biblioteca é para lá. Kanda para na bifurcação e aponta para a direita, Bak-san está indo para a esquerda, contudo para, da uma risada e diz que sabia disso, estava só testando um novo caminho.

Acho que você vai gostar da nossa biblioteca, é enorme e tem livros com mais de mil anos. O lidar da sucursal diz abrindo a porta. — Aqui tem muitos registros do começo da Ordem, uma vez que a família Chang também estava envolvida no projeto. Pensando bem…

Ele some de minha vista, seguindo por entre algumas prateleiras, o sigo, parece que ele procura por algo então espero até que ele ache.

Aqui. Ele me entrega um livro com aparência muito velha, mas ao mesmo tempo vê-se que é de boa qualidade, uma vez que a capa do mesmo é em couro. — Nossas famílias estão juntas a muitas gerações, então nos foi dado como presente este livro onde estão informações de todos os membros do Clã Ichinose. O propósito é que sempre estejamos cientes de quem é o líder da família, para saber com quem devemos falar.

Olho para o livro em minhas mãos, sentindo meu coração acelerar, a capa é toda preta, e no meio dela há o brasão da família, eu já o vira quando estive na mansão. Trata-se de uma ave com as asas abertas, ela segura um escudo onde há uma espada de cabeça para baixo, envolta nela estão ramos que sobem até seu cabo onde desabrocha uma rosa. Na cabeça do pássaro há uma coroa e bem no meio dela uma cruz, não me lembro exatamente das cores, só que a ave era bem chamativa, e a rosa branca.

Respiro fundo e abro o livro indo para o final, contudo Bak-san me explica que não está arrumado por época, volto para o começo onde está o índice, ele então me diz que é um livro mágico assim como o dos Chang, enfeitiçado para que se organize de acordo com a posição da pessoa, e se atualize sozinho. Vejo que eu e meus irmãos estamos logo na primeira página, abro-a e sorrio, tem até fotos nossas. Eu estou no centro, logo abaixo de meu nome está escrito portadora da inocência coração/ atual líder da organização Ordem Negra, ao meu lado direito está Natsu, abaixo de seu nome lê-se sacerdotisa do templo Ichinose, ao meu lado esquerdo está Aki e abaixo de seu nome está atual chefe da família Ichinose.

No final da folha, informa as páginas dedicadas a cada um de nós e também onde se encontra nossa árvore genealógica. Sigo para a página da árvore genealógica, sei que não reconhecerei quase ninguém, mas gostaria de rever meus pais e saber um pouquinho mais sobre eles. Chego a página certa, nossos nomes estão no final da folha, de nós três saem linhas que se ligam aos nomes Ichinose Louise e Matsumoto Takehiko, sorrio e subo os olhos, saindo de minha mãe uma flecha a liga a Ichinose Elizabeth e Nea D. Campbell.