The first snow
26 A compatível a inocência coração
Notas iniciais
Allen Walker POV
— Kanda? Havíamos acabado com os akumas, o moreno embainhara Mugen e fora até Link, pegando a garota que ele carregava.
— O que está fazendo aqui? Pergunta seguindo até onde a encontramos, se agacha e pega uma lança que eu não havia notado estar ali.
— Eu que deveria estar perguntando isso. Ele se vira e começa a andar, o sigo. — E quem é essa, você a conhece?
— Ela se machucou, parece que bateu a cabeça e está sangrando. Informa Link, ao que Kanda apressa o passo, sua expressão é estranhamente preocupada.
— Quem é ela Kanda, uma nova exorcista? Não faz sentido, uma vez que ela não tentou batalhar contra o akuma, mas ao mesmo tempo, ela estava carregando uma lança.
— Fuyuki. Encaro-o irritado, isso não responde nada, noto que o caminho que estamos fazendo me é bem familiar, na verdade, era exatamente o caminho que eu estava fazendo antes, mas por que Kanda está indo para a casa de Mãe?
— Kanda, para onde você está indo? Pergunto apenas para confirmar, porém não obtenho resposta, irrito-me, por quanto tempo ele pretende me ignorar?
Antes que eu consiga protestar, contudo, Tim aparece voando em minha direção, sorrio esticando a mão, fazia tanto tempo que não o via, estava preocupado, achei que algo tivesse acontecido a ele.
— Fuyu!? Duas vozes alcançam meus ouvidos, pelo jeito estão bem perto, uma pertence a uma garota e tenho certeza de que nunca a ouvi, mas a outra... — Allen?!
— Lavi?! Olhamo-nos surpresos, não imaginei encontra-lo aqui.
— O que houve? Uma garota loira se aproxima de Kanda, tocando a testa da morena que ele carrega. — Ela está quente.
— Ela bateu a cabeça. Fala o moreno sem cerimônia, a loira empalidece.
— Precisamos leva-la de volta para Mãe!
— E o que acha que estou fazendo?! É, parece que não importa quanto tempo passe, Kanda nunca vai aprender a ser gentil.
A garota morena tosse e se remexe, parece que está tendo um pesadelo, o espadachim volta a andar, dessa vez ainda mais rápido, a loira o segue, olho para Lavi e passamos a segui-los.
— Deixe-me adivinhar, ela se machucou. Mãe está agachada mexendo em suas plantas, ao virar-se ela repara em mim. — E a família aumenta. Vamos, tragam-na para dentro. Bem vindo, Allen.
Mãe entra na casa e a seguimos, Kanda coloca a garota no sofá e se afasta. Aproximando-se, Mãe toca a testa da mesma e depois procura por ferimentos, ao terminar de checar, ela se vira.
— Alguém pode me dizer o como esta garota idiota conseguiu tal machucado, isso poderia ser fatal a uma pessoa normal. Sinto meus olhos se arregalarem, o ferimento é assim tão sério, e o que ela quis dizer com “para uma pessoa normal”?
— Ela rolou de um penhasco, senhora. Explica Link.
— Típico, sabe, você deveria amarra-la, daria bem menos trabalho. Mãe diz olhando para Kanda, olho de um para o outro, o que isso significa? Por que Kanda?
A garota volta a tossir, seu rosto está assustadoramente pálido, eles não pretendem fazer nada? Com a quantidade de sangue que ela está perdendo, realmente acredito que possa ser fatal.
— Encontraram? Essa voz... — Ela ainda está viva?
— MESTRE?!? Não consigo controlar o tom de minha voz, não é possível, ele estava morto, eu vi.
— Ah, meu aprendiz estúpido, pelo jeito você também está vivo. Eu devo estar sonhando. — Hum, parece que foi bem feio.
O mestre havia se aproximado da garota e sua expressão se tornara estranhamente séria, ele solta um suspiro e se vira para nós.
— Todos para fora! O encaro incrédulo, o que ele está pensando?
Sem esperar, Mãe se vira e começa a guiar-nos para fora, Lavi a segue sem problemas, a garota loira tenta resistir, mas Mãe a puxa consigo, olho uma última vez para trás antes de segui-los.
— Já sei que não adianta te pedir para sair. O mestre diz a Kanda, que se mantém parado e de braços cruzados, olhando para a garota adormecida.
Sinto-me sendo puxado também e Mãe bate a porta da casa, ela então nos empurra e indica o banco no jardim, seguimos até ele em silêncio.
— O que vai acontecer com Fuyu? A loira pergunta assim que Mãe e Ba Ba se sentam no banco. — Por que precisamos sair?
— Você sabe da habilidade dela, certo? Será que falam da inocência? A garota aquiesce. — Digamos que ela precisa recarregar suas energias.
— Você quer dizer… O rosto da loira empalidece novamente.
— Sim, e é exatamente por isso que precisamos sair, se ela perder o controle será um caos e eu não vejo muita chance de isso não acontecer.
— Por que o mestre e Kanda ficaram? Quem é aquela garota? Que habilidade tão perigosa é essa? Parecendo reparar em mim pela primeira vez, a loira me olha de cima a baixo, os outros, apenas me encaram, provavelmente surpresos pela quantidade de perguntas.
— Ela é a compatível ao coração da inocência. Minha boca se escancara, como assim compatível a inocência coração?! — Feche a boca!
— Sim. Digo, me recompondo, mas isso é muito chocante, a procuramos por tanto tempo e agora ela está aqui, parece surreal.
— Quanto a habilidade, creio que não faça mal te contar, ela tem um dom proibi…
— NÃO! A loira corta Mãe, sua expressão é assustadoramente brava. — Você não tem o direito de falar sobre isso.
— Ah é, devo pedir permissão a quem? Mãe a olha de cima a baixo. — Você?!
— Isso é algo que só diz respeito a Fuyu, não sei o como você sabe, mas saber não te da o direito de contar. Mãe suspira, olhando com desinteresse para a garota.
— Bom Allen, então eu só te aconselho a não tocar nesse assunto com ela, Fuyuki não sabe de nada. Como ela pode não saber que é compatível à inocência coração? O que disseram para ela?
— E o que Kanda e o meu mestre estão fazendo agora? Por que eles ficaram lá se é tão perigoso? Questiono completamente perplexo.
— Cross é o único que pode deter sua habilidade e Kanda o único que pode deter sua mente, ainda assim, seria melhor se só Cross tivesse ficado, quanto mais energia perto dela… Bom, não nos resta nada além de esperar.
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