The cute one

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Eu sou uma merda pedindo desculpas, então eu entendo completamente o Bakugou por tentar consertar tudo com comida. Porque se você não consegue demonstrar sua culpa entupindo a pessoa de comida, essa pessoa não merece seus sentimentos.

Bakugou não entendeu o que aconteceu. Ok, quando ele percebeu que Jirou estava falando bem dele, o loiro fingiu estar dormindo. Ele não era muito bom em receber elogios, não é como quando te ofendem, você não pode atacar a pessoa por elogiar você. Então Bakugou ficava sem ação quando alguém fazia isso.

Agora, em poucos segundos a garota simplesmente afastou a mão do rosto dele como se o Pikachu tivesse eletrocutado ela e depois saiu correndo! Katsuki pensou em perguntar o que aconteceu, entretanto, Kyouka pensava que ele estava dormindo, e seria embaraçoso se ela descobrisse que ele estava apenas fingindo.

Katsuki não conseguiu formular nenhuma hipótese coesa para explicar a mudança repentina. Se ela tivesse saído com mais calma, ele poderia pensar que ela havia simplesmente decidido que era hora de ir. Mas não, ela correu como um condenado.

Esse não era o maior dos problemas, honestamente, Bakugou só estava pensando nisso agora por que Jirou o evitou o resto da semana, e agora ele estava no carro com sua mãe e seu pai, indo para casa, e Kyouka nem sequer veio mendigar com a velha por bombas de açúcar.

Ele fez alguma merda e Jirou estava puta com ele. Não havia outra explicação. Aquela coisa roxa era extremamente irritante quando queria ser. Bakugou sabia que Jirou era quase tão orgulhosa quanto ele e aquela peste preferia morrer a aceitar alguma condição que ferisse esse orgulho. Ele bufou e deslizou no banco de trás.

— O que foi, Katsuki? –Mitsuki perguntou bem alto.

— Não é da sua conta, bruxa velha! – Ele retrucou cruzando os braços.

Ele estava irritado, Bakugou nem sequer sabia o que ele tinha feito. E Jirou não diria o que houve nem que ele a pendurasse pelos tornozelos e a ameaçasse de morte.

Ele pensou o caminhou inteiro sobre o que ele poderia ter feito. Não era como das outras vezes em que ela se irritou, como quando ele roubou o pocky, ou tocou bateria mesmo ela pedindo para não fazer, ou ofendeu a Rabo de Cavalo na frente dela. Ele nem se mexeu, droga! Como ele podia ter feito alguma coisa? A menos que ela tenha ficado irritada com o fato dele ter dormido enquanto ela falava. Tch, não. Foi depois disso, ela ainda continuou mexendo no cabelo dele depois que o viu fingindo. Ela não mencionou alguma coisa sobre o Sonic de quatro olhos?

— Você não abriu a boca nem uma vez, pivete – Mitsuki enterrou a faca no peixe em cima da pia e encarou seu filho com as mãos na cintura – Você vai me dizer que merda está acontecendo ou eu vou ter que arrancar de você?

Bakugou estava ajudando sua mãe na cozinha enquanto seu pai guardava nos armários algumas compras que eles fizeram antes de buscar Katsuki na escola. Mitsuki já estava nervosa com o fato de seu filho acatar todas as suas ordens sem nem sequer reclamar.

— Não sei de que merda você está falando, bruxa velha! – Ele berrou com o punho erguido – É melhor cortar logo esse peixe, eu estou quase terminando com as verduras!

— Isso é sobre o pirralho da Inko? – Ela perguntou com um tom sério.

— Eu tô cagando para o Deku – Ele rugiu sacudindo a faca na direção de Mitsuki.

— Eu fiquei sabendo da briga de vocês. Desembucha essa merda, anda!

— Morre!

— Quer saber? – Mitsuki bufou recuperando a faca e fatiando o peixe com maestria – Não quer falar, não fala. Mas eu sou sua mãe, caralho. Eu não posso fazer nada se eu não souber como ajudar.

Eles continuaram cozinhando em silêncio por alguns minutos. Bakugou mordeu suas bochechas, abriu e fechou a boca várias vezes e olhou com o canto dos olhos para sua mãe antes de decidir se deveria ou não falar alguma coisa.

— Você pode fazer cupcakes no domingo? – Ele perguntou em um resmungo, ainda sem olhar para sua mãe.

Mitsuki sorriu levemente, ainda com os olhos na panela. Ela não precisava de mais informações do que isso para saber o que havia acontecido. Ainda assim, ela decidiu confirmar.

— Eu não tenho açúcar mascavo – Ela respondeu mexendo a panela. – Ou você vai comprar ou eu faço com açúcar branco.

— Faz com açúcar branco — Ele balbuciou antes de retirar o avental e ir para o sofá, onde seu pai estava sentado.

— É isso, senhoras e senhores. — Mitsuki riu sozinha na cozinha. — Quem disse que é preciso bater em um cara para fazê-lo cair?

Katsuki permaneceu na sala por um tempo, ele discutiu com seu pai pelo controle da TV e ganhou facilmente. Ele conseguiu aliviar sua cabeça por um tempo. Até a hora em que sua mãe o chamou para ajudar a por a mesa. Ele gritou contra ela e ajudou mesmo assim. Os três sentaram-se para comer e, depois de apanhar na cabeça para agradecer pela comida, Mitsuki resolveu perturbar um pouco seu filho.

— Então, pirralho, quantos cupcakes você vai querer? – Ela perguntou servindo-se.

— Tanto faz, uns 10 – Ele encolheu os ombros fingindo indiferença.

— 10?! – Ela gritou batendo o prato na mesa – Que merda você fez dessa vez?

— Eu não fiz nada, bruxa velha! Se você não consegue fazer, não vem jogar a culpa em mim!

— Por favor, parem vocês dois – Pediu Masaru ficando em pé – Vamos tentar jantar em paz.

— É melhor você aprender a consertar isso sozinho, Katsuki – Sua mãe alertou com o dedo erguido na direção do garoto. – Eu não vou poder resolver para você para sempre. Agora coma, ou vai esfriar.

Ele obedeceu. O assunto mudou e eles comeram mais calmos. Como Mitsuki e Katsuki fizeram o jantar, Masaru ficou responsável pela louça. Eram as regras da casa. Mãe e filho se sentaram no sofá e deslizaram em sincronia.

Bakugou voltou a debater na mente o que teria acontecido para Jirou sumir da sua vida. Ele não estava muito disposto a perguntar da garota. Então ele tentaria descobrir por si só durante o fim de semana.

Katsuki fechou os olhos e tentou lembrar a última coisa que aconteceu antes de Kyouka fugir de seu quarto. Ela estava tocando seu rosto e seu cabelo. Era uma boa lembrança, Bakugou estalou uma risada e afundou a cabeça nas costas do sofá. Será que ela tocou em alguma parte desconfortável? Katsuki lembrava-se dos dedos nela na sua bochecha e no seu lábio. Inconscientemente, ele levou as mãos aos lábios e esticou os lábios em um sorriso leve.

Talvez tenham sido os machucados? Ele a machucou sem querer? Não, assim que ele acordou, foi até à velha beijoqueira e ficou novo em folha. Não teria motivo para Kyouka evita-lo. A não ser que fosse algo em seu cabelo? Foi a única parte que Jirou estava tocando que não mudou.

— O que você está fazendo?

Bakugou abriu os olhos, irritado, para ver sua mãe olhando para ele com a sobrancelha erguida. Katsuki percebeu que estava tocando seu rosto com uma mão enquanto a outra estava em seu cabelo.

Ele grunhiu, baixando os braços e franzindo o cenho.

— Ei, bruxa – Ele chamou olhando para ela de lado. Mitsuki gemeu qualquer coisa e olhou para ele – Meu cabelo machuca?

Mitsuki olhou para ele confusa e irritada.

— Isso é alguma piada? – Ela perguntou. Katsuki olhou para ela entediado – Claro que não.

— Tem certeza?

— Seu cabelo é igual o meu, idiota. Claro que não machuca.

— Deixa eu ver. – Ele enfiou a mão bruscamente na cabeça de sua mãe.

— Mas que porra?! – Mitsuki estapeou a mão do garoto.

— Fica quieta, bruxa velha! – ele ordenou emaranhando o dedo nos cabelos dela.

Katsuki tentou ser o mais suave possível, simulando os movimentos de Kyouka os quais ele tinha memorizado em sua cabeça.

— Uhh, continue – Mitsuki sorriu satisfeita – Isso é bom.

— Tch. Cala a boca, velha – Ele reclamou, ainda assim, adicionou a outra mão ao afago em sua mãe.

— É tão bom ver vocês tranquilos – Masaru suspirou com brilho nos olhos ao ver essa rara cena de carinho normal entre os dois.

— Querido, você vai fazer isso mais tarde – Mitsuki ordenou abrindo os olhos.

— Claro, querida. – Masaru se aproximou e deu um beijo curto nos lábios de sua esposa.

— Ei, parem com isso os dois! – Bakugou gritou empurrando o rosto de seu pai para longe.

— Cala a boca e mexa essas mãos na minha cabeça, droga! – Mitsuki gritou para o garoto.

Bakugou piscou e deu um sorriso arrogante. Ele não disse alguma coisa semelhante para a orelha? Mitsuki se aconchegou no sofá novamente enquanto Katsuki acatava as ordens de sua mãe.

— Bom – Mitsuki disse sorrindo confiante – de agora em diante, você vai pagar por aqueles cupcakes com isso.

— Porra nenhuma que eu vou! – Ele sacudiu a cabeça, afrontado. — Eu mesmo vou fazer aquelas bombas de açúcar!

— Tch. Você vai estragar tudo. Você sabe que nunca coloca açúcar suficiente – Mitsuki alertou com um sorriso debochado – E a garota roxa gosta de açúcar.

Bakugou congelou por um segundo. Claro que a bruxa velha sabia que eram para a Orelha. Ele não foi exatamente discreto. Por quê ele congelou? Não é como se fosse grande coisa ela saber disso, certo?

— Você deve ter feito alguma merda muito grande para pedir 10, hã? – Mitsuki continuou, sem o tom provocativo. Ela só estava preocupada com seu filho.

— Tch. Eu disse, eu não fiz nada – Ele resmungou ranzinza – Ela só correu e me evitou o resto da semana. Ela está até dormindo com a Rabo de Cavalo! Eu não faço ideia do que aconteceu nesse caralho.

— Você perguntou? – Masaru sugeriu calmamente.

— Você é idiota ou o quê? – Mitsuki estalou no sofá – Ele que fez a merda, ele que tem que saber!

— Ei, bruxa velha! Você devia estar do meu lado, não daquela coisa curta!

— Quieto! – Mitsuki gritou batendo na cabeça de Bakugou com a lateral da mão – Eu conheço a peste que eu criei. – Ela se acalmou, soltou um grunhido e deitou novamente no sofá – Você não tem nenhuma pista?

— Eu já disse, eu não sei! – Ele gritou erguendo os braços em desistência – Eu já pensei em tudo. Ela ficou puta porque eu não fui ver a velha beijoqueira, aí depois ela ficou ok, então ela começou a falar do Deku, e depois eu falei do idiota covarde, mas ela estava bem! Ficou falando um monte de coisas e eu fingi que estava dormindo. Mas ela riu, ela estava rindo, caralho, ela não estava brava. Aí, do nada, ela foi embora e ficou dando desculpa.

— Ela consegue ser uma vadia às vezes – Mitsuki ponderou esfregando a mão no queixo – Querido, nós trouxemos chocolate não foi? – ela perguntou virando para Masaru.

— Sim, chocolate amargo e ao leite.

— Bom, vou precisar de bastante – Ela colocou as mãos atrás da cabeça enquanto Bakugou levantava-se para ir para seu quarto.