Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Bom, minhas aulas vão começar logo, então talvez eu poste com menos frequência, mas não pretendo abandonar a fic, quero postar pelo menos uma vez por semana, mas confesso que as vezes a falta de comentários me deixa desanimada, já que eu nunca sei se está boa ou como posso melhora-la. IMPORTANTE: Eu cometi um erro no capítulo passado, em relação a quando aconteceria as aulas de Remus e Tonks, serão de sexta, logo após a aula normal. Eu coloquei dois horários diferentes no capítulo passado e ficou bem confuso, já está certo agora então me desculpem. Desculpem por algum erro neste também, e espero que gostem.

~ terça-feira, segunda semana de aula ~

Lily estava em sua sala esperando os seus alunos primeiranistas chegarem para poder começar a aula, eles haviam acabado de sair da aula de voo e estavam completamente agitados. Uma das alunas chegou com os olhos cheios de lágrimas e se sentou tristemente em seu lugar, Lily foi até ela e perguntou se estava tudo bem.

— Agora sim, Professora Evans, mas é que a Carolina, minha amiga, não obedeceu o professor, que mandou a gente não voar muito alto, e perdeu o controle da vassoura – ela suspirou evitando o choro – ela caiu de uns 20 metros de altura.

— Mas ela está bem? – perguntou Lily olhando em volta procurando a garota.

— Está sim, o professor Potter pegou ela bem antes de ela tocar no chão e a levou para a enfermaria. Eu só estou preocupada.

Lily achou comovente como a menina se preocupava com a amiga, mesmo sabendo que ela não havia se machucado.

— Faça assim querida, vá na enfermaria ver sua colega, veja se está tudo bem e depois volte para a aula – falou a ruiva colocando a mão no braço da garota – se ela estiver bem e confortável diga para que venha para a aula, será importante, se não ela poderá se ausentar desta aula e você passará o conteúdo e a tarefa para ela. Pode ser?

— Muito obrigada professora – disse a aluna se levantando e abraçando Lily para logo depois sair correndo da sala.

Lilian voltou a frente da sala e viu que o resto dos alunos haviam chego.

— Boa tarde alunos, hoje teremos um importante assunto então espero que prestem atenção – a maioria dos alunos se cala quando ela fala, mas alguns continuam a conversar – hoje aprenderemos a arte da levitação, alguém conhece algum feitiço? – a mão de 2 alunos de levantaram e ela apontou para um deles.

— Existe o Wingardium Leviosa! – falou o pequeno com convicção.

— Exatamente, 10 pontos para a Lufa-Lufa – ela disse ao se virar para o quadro e começar a escrever um breve resumo de como o feitiço funcionava.

Lilian adorava dar aulas, ainda mais para os mais novos, eles tendiam a prestar mais atenção e ter certa adoração pela matéria, mas ali havia um grupo que estava a irritando, eles não haviam se calado desde que a aula começou, até Caroline e sua amiga preocupada já haviam chego.

— Pois agora eu vou fazer uma vez e quero que tentem copiar, certo? – ela disse apontando para as penas que haviam nas mesas de cada um – Wingardium Leviosa – ela fez o movimento com a varinha e a pena saiu voando pela sala.

Vários “aah´s” foram ditos e os alunos começaram a tentar fazer com que suas penas voassem também. Lilian foi até a carteira dos 3 alunos que não se calaram em nenhum momento, apenas para ver os cadernos abertos mas sem nada relacionado a aula copiado, apenas uma assinatura.

— Uhum – resmungou ela e eles se calaram percebendo a presença dela – vocês poderiam me dizer qual assunto é mais importante do que a aula, meninos?

— Nada, professora Evans, nos desculpe – falou o mais baixo dos três.

— Posso dar uma olhada nesse caderno? – perguntou apontando para o caderno de um deles.

— Cl-claro – gaguejou o menino entregando o caderno para ela.

Havia um “J” e um “P” em letra cursiva com um risco no meio, logo ela soube de quem era a tal assinatura, James Potter não cansava de ser enaltecido. Haviam várias mochilas de alunos com a assinatura do famoso ex-jogador, as pessoas comentavam seus feitos o tempo todo, as meninas mais velhas davam risinhos quando ele passava, devido a pouca diferença de idade, e até os professores estavam impressionados com suas aulas e seu jeito de tratar os alunos.

James Potter mal havia chego e já estava a irritando, não ele em si, ele estava até educado para o Potter, pensava ela, mas porque tudo parecia sempre relacionado a ele.

— Quero que copiem a matéria dada até a próxima aula e me mostrem – disse entregando o caderno ao menino – se não serão tirados pontos de suas casas, espero também que aprendam a fazer o feitiço em 1 semana, que será quando ensinarei outro – falou olhando seriamente para os garotos – e que isso não se repita mais em minha aula – terminou e se dirigiu a uma aluna da Sonserina que tinha a mão levantada.

A aula rapidamente chegou ao fim e os alunos saíram rapidamente para o almoço, ela estava tensa, costumava ser uma professora amável e não aplicar broncas em seus alunos, não precisava disso para que eles a respeitassem, não na maior parte do tempo.

Ela estava apagando a lousa para que a sala ficasse pronta para a próxima aula quando ouviu batidas na porta.

— Entre – disse ela sem olhar para trás, continuando o que estava fazendo.

— Obrigado por ter deixado a Srta. McClyr ir a ala hospitalar ver a amiga – disse James Potter se apoiando no batente da porta – a Srta. Bolt estava desesperada.

— Ela parecia bem na aula depois – falou Lily se virando para vê-lo.

— Ela se acalmou drasticamente quando a amiga chegou e disse que você não a obrigaria a vir a aula, foi uma boa atitude.

— Nada iria adiantar ela estar aqui sem querer estar, não iria absorver nada – disse Lily se virando para terminar de apagar a lousa.

— Você é uma ótima professora, Lily – falou ele e ela apenas virou a cabeça com uma sobrancelha levantada mostrando dúvida – é sério, já ouvi alunos falando o quanto sua aula é boa e o quanto acham feitiços uma matéria interessante.

— Ata, poucos alunos realmente se interessam pela matéria – falou ela tentando ignorar a felicidade que aquelas palavras traziam a ela.

— Isso não é verdade – disse ele desencostando do batente e entrando na sala -, mas também já ouvi más comentários.

— Quais? – ela disse olhando para ele já que já havia terminado com a lousa.

— De que a professora ruiva é muito bonita e outras coisas que eu não prefiro citar no momento – disse ele rindo maroto.

— Uhm – resmungou ela com certo desconforto – são alunos, não deveriam falar isso.

— Lily, querida – falou ele apoiando-se na mesa dela – eles são meninos em plena puberdade, e tem olhos, não da pra negar uma verdade absoluta – disse piscando para ela.

— Você não pode falar essas coisas, Potter, sabe bem disso – falou ela cruzando os braços.

— Como eu já disse, querida, não é possível negar.

— Você veio aqui só para me atrasar para o almoço? – disse ela trocando de assunto para evitar uma briga que não ficaria nada bom para a reputação deles.

— Na verdade não, vim fazer um convite...

— Eu não vou sair com você, Potter – ela cortou a fala dele.

— Na verdade eu não ia te chamar pra sair, – disse ele sorrindo marotamente ao ver a ruiva ficar meio corada e sem jeito – Rabicho vai voltar para Londres esse fim de semana e queria reunir um pessoal, falou que tinha uma novidade para nos contar. Eu e o Aluado vamos, Almofadinhas e Lene também irão provavelmente, que tal?

— Eu... eu tenho que ver, seria eu a fazer a ronda desse fim de semana – falou ela ainda fitando o chão não conseguindo acreditar no mico que passará – se eu conseguir trocar com algum professor eu irei, posso te responder até sexta?

— Claro ruiva, agora vamos almoçar? – disse esticando o braço para que ela o acompanhasse.

— Vamos – ela falou mas se dirigiu a porta sem esperar pelo moreno.

James só conseguia pensar que fazer a ruiva corar de vergonha era melhor do que faze-la corar de raiva, e que teria que fazer isso mais vezes, já que ela ficava completamente linda.

~ sexta-feira ~

# final da aula de DCAT #

— ... vocês deveriam ter visto antes esse feitiço, não sei como o antigo professor não passou para vocês no terceiro ano, é um feitiço mega importante então, por favor, eu quero um pergaminho – vários “aah´s” de reclamação puderam ser ouvidos -, não reclamem, é um bom feitiço para um duelo e para proteção, então 1 pergaminho sobre batalhas que tiveram esse feitiço utilizado, como foi feito e o que teve como consequência. Qualquer coisa me procurem, até a próxima aula.

Todos começaram a se levantar e se dirigir para fora da sala, Tonks guardou algumas coisas em sua bolsa bem lentamente.

— Você não vem, Dora? – perguntou Anna, uma menina negra e baixinha que também era da lufa-lufa e sua melhor amiga.

— Eu tenho aula agora, Anna – disse apontando levemente o professor com a cabeça.

— De novo? Achei que era só semana passada – falou se levantando e colocando a mochila nas costas.

— Eu não te falei que ia ser toda semana? – Anna negou com a cabeça – pois então, toda sexta-feira depois da aula ele irá me ajudar.

— Quem me dera passar algumas horas da minha sexta-feira sozinha com um cara gato e mais velho – falou a morena piscando para a amiga que estava com os cabelos completamente vermelhos.

— Anna! – Tonks estava completamente encabulada, ainda bem que o professor estava tirando dúvida de um outro aluno e não ouvia a conversa – não é nada disso!

— Eu sei que não, Dora, mas bem que poderia ser né?

— Você não tem jeito mesmo, não tá na hora de você ver o Henrique não? – perguntou Dora querendo mudar de assunto.

— Ai, verdade, eu esqueci que marquei de estudar com ele na biblioteca – Henrique era namorado de Anna a quase um ano, ele era um grifinório do sétimo ano e haviam se conhecido fazendo rondas juntos já que ambos eram monitores – tchau, Dorinha, não faça nada que eu não faria, te vejo no jantar – e saiu da sala sorrindo travessa para a amiga que continuava vermelha.

Ela guardou mais algumas coisas que sabia que não precisaria, deixando de fora apenas o livro da matéria, a varinha, um caderno e uma pena para possíveis anotações. Depois Tonks tentou fechar os olhos e relaxar, para voltar seus cabelos na cor rosa que tanto gostava.

— Está tudo bem, Srta. Tonks? – perguntou o professor apoiando na cadeira em sua frente causando-lhe um susto.

— Tirando o susto estou bem sim – falou colocando a mão no coração e percebendo que a forte coloração do cabelo ainda não havia sumido.

— Me desculpe, não foi a intenção – falou ele sorrindo.

— Tudo bem professor, não se preocupe.

— Então, tem alguma dúvida da aula passada? – ele puxou a cadeira na qual estava apoiada e se sentou de lado, conseguindo assim olhar para a garota.

— Não, eu estou dominando bem o feitiço, todas as vezes que tentei eu consegui executa-lo – falou ela abrindo um enorme sorriso mas logo diminuindo este – já o desta semana não esta indo nada bem.

— A parte teórica do feitiço você está sabendo bem? É de extrema importante para a prática que se saiba a teoria – disse Remus calmamente.

— Creio que sim, após a primeira aula eu pesquisei bem sobre o Expelliarmus, já sei até sobre o que falar na tarefa que voc... que o Senhor passou, desculpa – ela sorriu sem jeito, era complicadíssimo chamar ele de Senhor, ele não era nem 10 anos mais velho que ela.

— Não tem problemas, Srta. Tonks, pode me chamar de você e de Remus quando estivermos nessas aulas, — falou o maroto sorrindo — apenas me chame de Senhor na frente da turma, temos poucos anos de diferença e não acredito que as pessoas me respeitariam como autoridade se me chamassem casualmente, mas não vejo problemas em você me chamar assim aqui, sei que me respeita como professor. Tudo bem?

— Obrigado, professor – falou ela sorrindo e já conseguindo ter agora o cabelo cor de rosa novamente – admito que acho muito estranho chamar pessoas novas como senhor e senhora, pode me chamar de Tonks ou de Dora também, Srta. Tonks é muito feio – disse rindo fazendo com que ele risse também.

— Mas seu nome não é Nymphadora?

— É, mas eu odeio este nome, não sei o que meus pais tinham na cabeça quando o escolheram, provavelmente estavam bêbados – disse a garota revirando os olhos fazendo o maroto rir -, então não me chame de Nymphadora, apenas Dora está mais do que ótimo.

— Certo, Dora – falou ele ainda risonho – é ótimo saber que sabe bem a teoria do feitiço – disse Remus voltando ao assunto que realmente interessava – então podemos tentar a prática.

Ele se levantou e foi até o fim da sala que tinha um grande espaço vazio, Dora o seguiu e parou na ponta contrária do espaço.

— Bem, você sabe o movimento, tenha vontade na hora de realizar o feitiço, depois vamos aprimorando, certo? – ela acenou positivamente – tente me desarmar, Dora.

Ela separou um pouco as pernas e com um balanço da varinha disse “Expeliarmus”, a varinha de Remus se mexeu um pouco em sua mão, mas permaneceu nela ainda assim.

— Com um pouco mais de vontade e faça movimentos mais amplos com a varinha.

— Certo – ela se posicionou e falou novamente o feitiço.

A varinha de Remus dessa vez saiu de sua mão, mas tão levemente que ele rapidamente pagou com a outra. Várias tentativas foram feitas, algumas nem mexiam a varinha e algumas apenas tiravam levemente a varinha da mão do maroto

— Está quase lá, fala mais alto o feitiço.

Dora falou realmente mais alto, e então a varinha saiu da mão do professor, bateu em sua testa e foi parar atrás de si. A situação gerou algumas risadas envergonhadas de Remus e uma bela gargalhada de Tonks, a garota, por mais que tentasse, não conseguia parar de rir, seja pelo ocorrido ou pela cara de vergonha do maroto.

— Me des... descul... pa – falou rindo.

Depois de alguns segundos ela finalmente parou de rir e pediu seriamente desculpa para o professor que disse que estava tudo bem, ainda que este estivesse com as bochechas rosadas.

— Tente visualizar minha varinha indo para a sua mão, e repita o que fez – falou ele erguerdo a varinha na direção dela.

— Expeliarmus!

A varinha de Remus voou rapidamente a mão da metamorfa, e esta abriu um grande sorriso.

— Eu consegui! Eu realmente consegui!

— Parabéns! Agora jogue a minha varinha e tente novamente.

E a aula continuou assim, Tonks falhando algumas poucas vezes até que não falhasse mais, eles deram então a aula por encerrada quando já era quase hora do jantar.

Remus chegou minutos depois no salão principal e se sentou ao lado de Lily.

— Rem, onde vai ser aquele encontro que o Pedro está marcando? – perguntou a garota a ele.

— Em um bar bruxo que abriu a umas semanas em Londres, nunca fui, mas Sirius disse que é bom. Porque? – falou ele tomando um gole de água.

— Porque eu consegui trocar meu horário de ronda para daqui 2 semanas, mas não tenho certeza se vou ainda – disse ela apoiando a cabeça na mão.

— Vamos Lily, vai ser legal! Como lembrar os velhos tempos.

— Lembrar os velhos tempos? Estão falando do jantar do Rabicho? – perguntou James se sentando do outro lado de Lily.

— Sim – respondeu Remus – Lily ainda não sabe se vai.

— Vamos, Lily, vai ser legal, aposto que está com saudade de Marlene já.

A ruiva realmente estava, trocavam frequentemente cartas mas nada superava a convivência que tinham, a amizade ainda era a mesma, mas Lily sentia falta de passar o tempo com a amiga, mesmo que as férias haviam acabado a pouco tempo.

— Tá, eu vou então, você pode avisar Pedro por mim? – perguntou Lily a James.

— Claro, ruiva, sem problemas.

Lilian revirou os olhos ao ouvir a maneira como o maroto havia a chamado, ele não iria mudar isso e ela sabia bem, o melhor que podia fazer era se calar para que não brigassem e chamassem atenção, já que ela não queria comentários sobre eles.

James sabia que a ruiva não iria brigar com ele, pelo menos não na frente de todo salão como faziam quando eram mais jovens, então eram momentos propícios para provoca-la, ele percebia algumas sutis manchas vermelhas que se formavam pelo seu pescoço e colo sempre que ela estava com raiva, ou com vergonha, mas por esse segundo motivo ele só havia percebido naquela semana, já que ela nunca corava na sua frente.

O maroto passava por constantes testes do coração, já que este bombeava mais fortemente o sangue pelo seu corpo sempre que estava no mesmo espaço que a ruiva, ele ainda era perdidamente apaixonado por ela, mas ainda não tinha ideia de como conquista-la.

Ele não iria correr atrás dela como fazia antes, daquela forma exagerada, sabia que não funcionava e nem podia fazer isso agora que eram colegas de trabalho, o maroto estava deixando apenas as coisas fluírem, sem pensar muito, fazia o que lhe desse na telha, pelo menos até que um plano melhor aparecesse.

O fim de semana logo chegou, Pedro anunciou que se mudaria para Paris, que iria trabalhar lá com a sua atual namorada, isso mesmo, Susana Roberts, uma francesa que havia conhecido em um dos cursos que fizera na Itália. Ambos iriam trabalhar em um renomado restaurante até que juntassem dinheiro para ter o próprio negócio.

Ela era alta, loira, esbelta e estava bem vestida, parecia apaixonado por Pedro, os marotos falaram a noite toda que ele só não havia a enfeitiçado com uma poção do amor porque era péssimo em poções.

~ 4 semanas depois do início das aulas ~

Os professores de Hogwarts tinham que monitorar a escola aos fins de semana, eram 2 professores encarregados das rondas noturnas em cada semana, normalmente as duplas se mantinham as mesmas durante o semestre, apenas mudando quando havia um pedido como o de Lilian.

O que a ruiva não esperava quando trocou de semana com a Sra. Sprout é que agora iria fazer ronda com James Potter, Lily só descobriu isso quando o encontrou em frente ao grande salão as 23:00 horas da sexta-feira. Ela se arrependeu de não ter perguntado com quem a professora, até então, faria ronda, talvez tivesse outra opção, fazer ronda com o Remus, por exemplo, seria muito mais divertido.

Não que ela tivesse algo contra o Potter, não que quisesse admitir pelo menos, ele estava sendo bem simpático e educado com ela, claro, relevando os “ruiva” e “lírio” que ele sempre a chamava. Ela apenas preferia não fazer ronda com ele.

— Boa noite Ruiva, fiquei tão feliz quando soube que seria você a fazer essas rondas comigo – falou ele sorrindo.

— Boa noite, Potter – falou já começando a andar em direção a um corredor ali perto — pois eu já não posso dizer que fiquei tão feliz.

— Ah, vai Lily, podia ser pior, você podia ter pego o professor Kettleburn, imagina ouvir aquela perna de pau batendo no chão ao seu lado durante toda a noite? Tuc tuc tuc – ele imitava o barulho e a forma que o Sr. Kettleburn andava bem ao lado de Lilian.

— Pelo menos acho que ele ficaria quieto durante a ronda – disse ela semicerrando os olhos na direção dele – nunca pegaremos alunos aprontando se você não calar a boca.

— Tsc tsc tsc, palavras de baixo calão não combinam com você, professora Evans.

— Vai se ..., fique em silencio, por favor, Potter – falou ela cruzando os braços enquanto o maroto ria – você deveria olhar o outro lado da escola enquanto eu olho este, assim acabaríamos essa ronda mais rápido e eu finalmente poderei dormir.

— Mas qual a graça de fazer ronda no mesmo horário que você e não ficar com você? – perguntou ele batendo de leve com seu ombro no dela.

— A função da sua vida é me irritar, não é? – perguntou ela levantando uma sobrancelha para ele.

— Na verdade não, mas te irritar deixa a minha vida muito mais feliz – disse ele com um falso sorriso inocente.

Ela bufou e continuou andando.

Eles patrulharam todo o térreo em silêncio, assim como parte do primeiro andar. Nenhum aluno parecia aprontar alguma coisa naquela noite.

— Isso está ficando chato – reclamou James – eu certamente estaria perambulando pelo castelo com os marotos essa hora.

— Talvez os alunos tenham amadurecido e aprendido a respeitar as regras.

— Acho que não, os professores que patrulham muito mal – disse ele dando os ombros.

— Talvez se você ficasse quieto – falou ela e ele deu os ombros novamente.

Eles andaram por mais um tempo, até que escutaram um barulho em um armário de vassouras, eles abriram a porta rapidamente mas era apenas a madema Nora presa que arranhava a porta tentando sair.

— Afinal, Potter, como vocês nunca eram pegos? – Lilian perguntou o que lhe martelava a cabeça a alguns minutos.

— Já lhe disse os professores patrulhavam muito mal – disse ele fechando a porta depois que a gata saiu.

Mas foi como se uma luz acendesse em sua cabeça, e ele rapidamente se virou para a ruiva que estava levemente emburrada com a resposta seca que ele lhe dera.

— Ruiva, a madema Nora nunca ficaria presa atoa, ela é muito inteligente para isso, tem alguém aprontando alguma coisa, e conseguiu prender a gata aqui.

— Você está viajando Potter! – falou ela secamente mesmo sabendo que ele poderia ter razão.

— Você sabe que não estou, esta gata ajuda Filch a patrulhar o castelo sempre, não é a toa que está aqui, eu e o Sirius usávamos muito essa técnica quando tínhamos marcado de encontrar alguém a noite, não era fácil prende-la, mais isso fazia com que as chances de sermos pegos caísse em, pelo menos, 75%– falou ele calmamente.

— Credo Potter, não preciso saber de seus encontros a noite – falou ela com uma cara de nojo.

— Você que nunca quis ter um desses comigo, Lily querida – disse ele.

— Que bom que eu sempre fui uma pessoa ajuizada, você quis dizer né? – perguntou ela com um olhar de desdém – mas como faremos para pegar eles? Esse castelo é imenso!

— Eu te conto se você prometer que iremos, pelo menos, assusta-los um pouco – falou ele marotamente.

— Claro que não, Potter, só iremos repreende-los – disse ela séria – me diz, como vamos acha-los.

— Não posso dizer antes que concorde em brincar um pouco com os alunos.

— Como assim? Não estou te entendendo? – perguntou ela confusa.

— Podemos jogar pequenas bombas de bosta, jogar o pó da coceira sobre eles ou mesmo fingir a voz de Dumbledore – falou ele animadamente.

— Você tá louco? Isso é coisa de criança, Potter! Somos adultos – falou ela enquanto fazia movimentos negativos com a cabeça.

— Vai, Lily! Pensa, eles vão pensar duas vezes antes de fazer isso de novo! – falou juntando as mãos como se implorasse.

Ela ponderou por um pequeno período de tempo.

— Só se aplicarmos as regras depois, com detenções e tirando pontos – falou ela seriamente, nem ela acreditava com o que tinha acabado de concordar.

— Isso! Pode ser! – James falou radiante.

— Mas Potter, como acharemos essas coisas aqui? Agora? – perguntou ela cruzando os braços.

— Não seja por isso! – disse ele e saiu quase correndo em direção ao seu quarto – venha Lily!

— Vá devagar, Potter, estou meio sedentária ultimamente – falou ela enquanto o seguia.

Quando chegaram na frente do quarto do moreno ele entrou e deixou a porta entreaberta, o que possibilitou que a ruiva espiasse um pouco, o quarto era um pouco menor que o dela aparentemente, haviam vários posters de quadribol, a cama estava arrumada assim como a pequena sala que tinha ali próxima a uma lareira mas a escrivaninha era uma verdadeira bagunça, cheia de livros, folhas e rabiscos.

Logo o maroto saiu de lá sorrindo com algumas pequenas caixas que tinham pequenas bombas de bosta e um saquinho que tinha o pó da coceira dentro.

— Por que você tem tudo isso aqui, Potter? – perguntou ela.

— Por que eu não teria? – respondeu ele enquanto dava estas coisas para ela segurar – Lily, agora é sério, não pode contar sobre isso para ninguém, nem mesmo a Marlene, os marotos me matariam se soubessem que eu contei disso para alguém.

— O que é James? – perguntou ela totalmente curiosa.

— Jura que não vai contar para ninguém? – perguntou ele olhando seriamente para ela.

— Juro – respondeu ela rapidamente querendo saber logo do que se tratava.

Ela estava tão curiosa que quase jogou todas as bombas de bosta no maroto quando este tirou um pedaço de papel de suas vestes.

— Um pedaço de papel? É isso que não posso contar para ninguém? – perguntou ela desdenhosa.

— Calma, ruiva, apenas observe – disse ele calmamente tirando as varinhas das vestes e apontando para o papel – Eu juro solenemente não fazer nada de bom.

Quando as palavras começaram a aparecer no mapa e abriu, Lily emitiu um som de espanto que fez com que James olhasse rapidamente para ela. A ruiva tinha os lábios ligeiramente abertos e seus olhos estampavam a mais pura surpresa, parecia o rosto de uma criança quando esta disse:

— Isso é Hogwarts? – perguntou ela extasiada.

— Sim, e mostra todas as pessoas e onde elas estão – falou ele orgulhoso.

— Vocês... vocês fizeram isso?

— Eu e os marotos, foi nosso mais brilhante trabalho!

— Isso é... isso é genial, James! – falou ela olhando para ele, nem percebendo como o chamara.

— Eu sei, é para ser uma coisa nossa, para passarmos para nossos filhos aprontarem tanto quanto nós – falou ele sorrindo, já que ouvir o seu nome sair da boca da ruiva não era algo comum – então por isso não pode contar para ninguém.

— Claro, eu... eu não vou contar – falou a ruiva que voltara a olhar o mapa.

— Vem, temos trabalho pela frente – falou ele quando começou a observar os nomes que não estavam onde deveriam estar no mapa.

Notas finais
E ai? O que acharam? Como já disse eu realmente queria saber o que vocês estão achando, então qualquer comentário, até mesmo críticas, já serão ótimos. ATENÇÃO: leiam as notas iniciais, obrigada.