Notas iniciais
Oie, desculpa a demora, esse EAD tá me matando, como vcs estão nessa quarentena? Deem uma olhada na minha nova fic, acho que ela tá bem legal mesmo estando no começo. Espero que gostem.

— Um pedaço de papel? É isso que não posso contar para ninguém? – perguntou ela desdenhosa.

— Calma, ruiva, apenas observe – disse ele calmamente tirando as varinhas das vestes e apontando para o papel – Eu juro solenemente não fazer nada de bom.

Quando as palavras começaram a aparecer no mapa e abriu, Lily emitiu um som de espanto que fez com que James olhasse rapidamente para ela. A ruiva tinha os lábios ligeiramente abertos e seus olhos estampavam a mais pura surpresa, parecia o rosto de uma criança quando esta disse:

— Isso é Hogwarts? – perguntou ela extasiada.

— Sim, e mostra todas as pessoas e onde elas estão – falou ele orgulhoso.

— Vocês... vocês fizeram isso?

— Eu e os marotos, foi nosso mais brilhante trabalho!

— Isso é... isso é genial, James! – falou ela olhando para ele, nem percebendo como o chamara.

— Eu sei, é para ser uma coisa nossa, para passarmos para nossos filhos aprontarem tanto quanto nós – falou ele sorrindo, já que ouvir o seu nome sair da boca da ruiva não era algo comum – então por isso não pode contar para ninguém.

— Claro, eu... eu não vou contar – falou a ruiva que voltara a olhar o mapa.

— Vem, temos trabalho pela frente – falou ele quando começou a observar os nomes que não estavam onde deveriam estar no mapa.

— Alice Kern? Ela é uma ótima aluna – falou ela enquanto se dirigiam ao terceiro andar – não imagino ela fazendo algo de errado.

— Você provavelmente não se lembra ruiva, mas eu também tinha notas muito altas mesmo sendo quem era – disse James começando a subir as escadas.

— Tirava é? Eu nunca reparei, jurava que vocês iam mal, menos o Rem que sempre estudava comigo – falou Lilian mesmo sabendo que era uma mentira deslavada, ela sabia sim que James Potter era um bom aluno, que por vezes ia melhor que ela em algumas coisas sem fazer muito esforço, mas ela nunca admitiria aquilo.

— Eu posso ser surpreendente – finalizou ele enquanto colocava o indicador na frente dos lábios e em seguida apontava para um armário de vassouras.

Lily levantou as mãos com as coisas perguntando o que iriam fazer, James então a puxou para a escada de novo.

— Tem mais uma coisa que eu preciso te contar que você também vai precisar guardar segredo – falou ele colocando as mãos no bolso.

— Mais? Só um mapa de Hogwarts que mostra as pessoas em tempo real não é o suficiente? – perguntou ela indignada, ainda não estava acreditando que eles haviam feito aquilo.

— Chama Mapa do Maroto, e não, tem mais uma coisa. Jura que não conta?

— Tá, tá, tá. Me fala logo.

— Isso junto com o mapa faziam com que escapássemos da maior parte de nossas pegadinhas – falou ele tirando uma capa do bolso.

— Uma capa? Sério, Potter?

— Você ainda não aprendeu a não me subestimar né meu Lírio? – falou ele abrindo a capa e vestindo-a.

James viu a boca de Lily se abrir e os olhos se arregalarem, ele riu um pouco enquanto tirava a capa da cabeça ficando apenas uma cabeça flutuante.

— Uma... uma capa de invisibilidade? – falou ela tocando no tecido – elas são extremamente raras!

— Está na minha família a muito tempo! – disse ele enquanto pegava uma bomba de bosta de dentro da caixa que ela segurava – seguinte, nós podemos abrir lentamente a porta delas, o que as deixará assustadas, e colocamos a bomba de bosta lá dentro. 5 segundos depois ela vai explodir e elas vão sair e nós vamos fingir que estamos chegando agora e as punir com detenções, como você deseja – ela acenou positivamente – e falamos que vamos procurar quem fez aquilo. Certo?

— Mas e se elas decidirem sair quando abrirmos a porta? – perguntou Lily já com o coração acelerado.

— Então quando eu fechar a porta eu a seguro por 5 segundos, que é o tempo da gente tirar a capa e de você enrolar essas coisas com ela e deixar em um canto, que tal?

— Pode ser – falou ela.

Lily conseguia sentir o coração pulsar em vários lugares do seu corpo, nunca havia feito nada assim, sempre repudiava essas brincadeiras e ainda não entendia o que havia feito ela aceitar ainda, mas não negava que aquilo era extremamente excitante e que sentia pura adrenalina no sangue, talvez fosse esse sentimento que eles buscavam quando faziam isso e por esse motivo sempre o faziam.

— Vem! – falou James levantando a capa para que Lily pudesse entrar com ele.

Ela entrou e ele logo soltou a capa sobre os dois, eles ficaram bem apertados por serem dois adultos, mas ainda conseguiam fazer com que ela os cobrisse completamente. Lily sentiu um arrepio a percorrer logo que o braço de James tocou o seu, e isso também aconteceu com ele, mas ambos não perceberam o efeito que causaram um no outro.

Eles começaram a andar em direção a porta, James com uma bomba de bosta na mão e Lily com as outras coisas, eles chegaram perto da porta silenciosamente e James fez um sinal afirmativo para ela que correspondeu.

Ele abriu um pouco a porta e colocou a bomba de bosta lá dentro, fechou a porta e ambos tiraram rapidamente a capa enquanto ouviam vozes de dentro do armário de vassouras. James se encostou na porta enquanto Lily colocava as coisas escondidas pela capa em um canto da parede. Quando ouviram a explosão e os gritos contidos fingiram que estavam andando pelo corredor.

— Tem alguém aí? – perguntou James a uns três metros da porta.

Não houve resposta.

— Repito, tem alguém aí? Melhor saírem ou vou abrir a porta eu mesmo – falou ele com uma voz séria enquanto Lily se esforçava para segurar o riso.

A porta se abriu e Alicia Kern saiu acompanhada de Jamila Hinston, uma corvina que também era uma aluna exemplar aos olhos de Lily, ambas com as roupas amassadas e fora do lugar, assim como o cabelo, e é claro os resquícios da bomba.

— Professor, professora, atiraram uma bomba de bosta na gente – falou Jamila olhando para eles.

— Iremos procurar está pessoa e puni-la, mas não é por isso que vamos deixar de punir vocês – falou Lily com uma voz seria que acompanhava sua cara.

— Mas...

— Mas nada senhorita Kern, vocês deveriam estar na cama a duas horas e não em um armário de vassouras – falou James.

— Estou extremamente desapontada com vocês – falou Lily – 20 pontos serão tirados de cada uma – elas reclamaram um pouco mas se calaram ao ver a caras de bravo de James e Lilian – e deverão cumprir 1 semana de detenção com o senhor Filch na sala de troféus.

— Agora vão para a cama, não quero que isso se repita – falou James e elas passaram correndo por eles.

Ao virarem o corredor Lilian desatou a rir.

— Isso foi demais! – falou ela ainda rindo.

— Eu te disse ruiva, essa sensação é incrível e elas vão pensar duas vezes antes de fazer de novo – falou ele indo para o canto pegar as coisas deles.

— Ainda estou me sentindo meio culpada – falou ela enquanto aplicava um feitiço de limpeza no quartinho – mas minha barriga está doendo de tanto rir.

— Você é uma ótima atriz, podia ter até feito parte dos marotos.

— Não exagere James, vamos, tem mais alguém fora da cama? – falou se aproximando dele e pegando o mapa de suas mãos.

Enquanto ela examinava o mapa James aproveitava para olha-la de perto, suas sardas pareciam mais intensas com a bochecha corada de rir e sua boca mais carnuda e vermelha enquanto ela mordia um canto da parte inferior do lábio olhando atentamente o papel em suas mãos.

James havia percebido novamente a maneira como ela o chamara, e isso fez com que o seu coração batesse mais rápido, mais do que bateria em uma simples pegadinha, ele passou a mão livre pelo cabelo pensando que aquela aproximação apenas o faria se apaixonar mais, e que aquilo poderia terminar com ele ferido, como sempre, mas quem disse que ele conseguia criar forças para tentar minimamente afasta-la quando o que mais queria era tê-la bem perto.

Lily pouco conseguiu se concentrar no papel quando percebeu a forma como o chamará, percebeu que seu coração ainda estava rápido e que aquilo talvez não estivesse totalmente conectado com que haviam acabado de fazer, talvez fosse por ter James Potter a observando tão de perto. Sentiu as bochechas ficarem mais quentes com esse pensamento e torceu para que ele não percebesse. Ela logo se livrou dos pensamentos, aquilo era só adrenalina afinal, não estava gostando de passar um tempo com o Potter, não mesmo, e nem estava torcendo para que fizessem isso mais vezes.

~mesma madrugada~

Tonks acordou repentinamente e se pegou assustada com o próprio sonho, decidiu ir lavar o rosto para que aquelas imagens saíssem de seu pensamento e ela pudesse dormir novamente. Quando voltou e se deitou viu que estava muito acordada e que não conseguiria dormir tão cedo. Foi, então, até o salão comunal da lufa-lufa e se sentou em uma das poltronas, o lugar estava totalmente vazio, o que permitiu que ela suspirasse alto.

Havia sonhado que estava no três vassouras com a AMIGA e o Henrique, como normalmente era, e havia falado que ia no balcão buscar as cervejas amanteigadas e chegando lá percebeu que havia parado ao lado de Remus e que este conversava animadamente com outros professores.

Ela havia feito seu pedido quando ele se virou e viu quem estava ao seu lado, depois trocaram algumas conversas das quais ela não lembrava detalhes por um bom tempo, tempo suficiente para que as quentes cervejas amanteigadas gelassem.

Seus amigos haviam a avisado que iriam dar uma volta depois de beberem a bebida do jeito que estava mesmo, e ela ficou ali, conversando com o professor.

Já estava ficando noite quando os outros professores disseram que iriam em bora, já que dali a um tempo a última carruagem sairia, mas ambos ficaram mais um tempo e acabaram perdendo a última carruagem.

Foram andando até o castelo e quando estavam na metade do caminho ela havia tropeçado e caído em alguma coisa e ele logo foi ajuda-la. Nesse momento eles se encontravam tão próximos que seus lábios estavam a um palmo de distância, distância essa que deixou de existir ao mesmo tempo que ela acordou.

Tonks se arrepiava toda vez que essa cena voltava a sua cabeça, não podia sonhar com aquilo, muito menos desejar aquilo, ele era um professor! Um belíssimo, educado, inteligente e charmoso professor.

Ela logo se viu com sono, voltou para o quarto e dormiu exatas cinco horas até a AMIGA a acordar dizendo que já estava tarde e deveriam tomar café para não perderem o passeio.

Tudo ocorreu como sempre, ela colocou sua calça jeans, seu tênis e sua camiseta roxa uns escritos e logo foi tomar café, pegaram uma das últimas carruagens até Hogsmead junto com o Henrique e foram dar uma volta, quando eram duas horas decidiram que iriam até o Três Vassouras comer alguma coisa.

Conversam por um tempo até que ela foi pegar a bebida pra eles, ela sabia que as vezes podia incomodar os dois, saindo sempre com eles assim, então sempre que podia os deixava sozinhos e nem sempre vinha aos passeios, já que não tinha muitos outros amigos.

Chegou no balcão, pediu as três cervejas amanteigadas e se sentou em um banquinho para esperar.

— Olá Srta. Tonks – falou uma voz ao seu lado.

Ela deu um pequeno pulo e colocou a mão no coração.

— Olá – respondeu sorrindo – pelo visto você gosta mesmo de assustar suas alunas.

— Me desculpe, na verdade isso é uma coisa particularmente sua – respondeu Remus rindo também.

Tonks acenou com a cabeça para a Srta. Evans e para o Sr. Potter que estavam ao lado de Remus e se voltou para ele.

— Pois então devo me manter mais atenta antes que o senhor me mate do coração.

— Sinto muito mesmo, como está o passeio?

— Ah, está bom – respondeu olhando para a mesa onde os amigos trocavam pequenos beijos, Remus seguiu o olhar da garota e logo pode entender o que se passava por sua cabeça.

— Se quiser ficar por aqui e tomar uma Cerveja Amanteigada comigo não tem problema – falou ele.

— Eu não quero incomoda-lo, professor, meus amigos já estão acostumados comigo atrapalhando eles – disse ela com um sorriso meio triste.

— Não fique assim Dora, este também era eu na minha época em Hogwarts – falou tomando mais um gole de sua bebida.

— Sério? Quanto tempo faz isso, Remus? – perguntou apoiando uma das mãos no braço que estava apoiado no balcão.

— Seis anos – falou ele com um olhar meio sonhador – já faz tanto tempo.

— Não da nem pra sentir saudade ainda – falou ela rindo.

— Claro que dá. São tantas histórias – falou olhando pra ela novamente.

— São legais ou entediantes? – perguntou levantando uma sobrancelha.

— Posso contar e então você decide, que tal? – falou levantando uma sobrancelha também.

— Eu adoraria, mas não quero mesmo incomodar você – falou ela sem nem ao menos perceber que eles haviam começado a se tratar informalmente na frente dos outros.

— Não vai, esses dois estão discutindo e eu estava ficando entediado mesmo – falou olhando de lado para os amigos que o acompanhavam – leve a bebida para os seus amigos enquanto eu penso em alguma coisa interessante – falou apontando para as bebidas que haviam chego.

— Certo – disse se levantando e levando as bebidas até eles – aqui pombinhos, eu já volto.

— Tá tudo bem Dora? – perguntou Anna.

— Sim, eu tô conversando com o Re... professor Lupin sobre umas aulas – corou de leve com a troca de nomes.

— Tudo bem então — falou a garota enquanto piscava pra ela.

Dora voltou e se sentou ao lado de Lupin com os cabelos vermelhos ao invés de rosa.

— Pronto, pensou em alguma coisa? – perguntou tomando um gole de sua bebida.

— Meu último dia aqui foi memorável, se você quer saber – começou ele.

Eles ficaram tanto tempo conversando que os amigos de Tonks foram embora depois de lhe perguntar se ela queria ir na Zonko´s e ela negar, James e Lilian também falaram que iam voltar já que estavam meio cansados e que já estava escurecendo. Eles ficaram ali até que percebessem que seus estômagos estavam roncando e que realmente deveriam voltar se não perderiam o banquete.

Já era tão tarde que a última carruagem já havia partido e eles teriam que andar até o castelo, era um longo caminho, pelo qual eles foram ainda trocando histórias, tanto sobre Hogwarts quanto de suas vidas fora dela. Eles haviam encontrado uma pedra um pouco maior que as outras e começaram a chutar ela para frente, primeiro apenas Lupin, que foi quem começou, depois um de cada vez e depois eles começaram a competir quem chegava nela antes para que pudesse chuta-la, nessa altura do campeonato as histórias já tinham ficado pra trás e ambos riam enquanto “brigavam” pela pedra.

Quando estavam quase perto de Hogwarts eles acabaram trombando o que ocasionou em um tombo de Tonks que caiu sentada e rapidamente colocou as mãos no rosto. Remus ficou sério e se abaixou do seu lado.

— Dora? Você tá bem? Se machucou, ai me desculpa eu ... eu vou te levar até a madame Pol...- ele se aproximou dela para conseguir levanta-la quando percebeu que ela estava rindo e não chorando – você tá rindo? – perguntou indignado.

Ela abaixou as mãos dos olhos apenas para coloca-las na barriga e olhou pra ele completamente vermelha e com algumas lágrimas nos olhos.

— Eu não acredito que você tá rindo! Eu fiquei preocupado.

— Des... desculpa – falou ainda rindo – eu tô bem.

— Jura? – perguntou se levantando e estendendo a mão pra ela também se levantar já que ela havia parado um pouco de rir.

— Eu tô mesmo bem Remus – falou aceitando a mão dele – pelo menos agora foi eu quem te assustei.

Ele puxou ela pra cima enquanto ria, mas Remus não percebeu a força que havia aplicado o que fez com que a garota esbarrasse em seu peito.

— Desculpa – falou enquanto corava e ria um pouco.

— Sem problemas – falou Tonks com os cabelos ficando vermelhos.

— Eu acho isso tão incrível – falou Remus pegando uma mecha do cabelo da garota que estava em seu rosto e colocando atrás da orelha.

Ambos estavam tão próximos que sentiam a respiração um do outro, Remus olhou para os Lábios da garota meio entreabertos e tão vermelhos quanto o cabelo mordeu o próprio lábio, Dora por sua vez viu para onde o olhar o professor foi e logo em seguida percebeu a reação dele, sem perceber ela se aproximou um pouco mais dele mas quando suas mãos tocaram o peito de Remus seu sonho voltou em sua mente.

Eles não poderiam fazer aquilo! E então ela se afastou olhando para baixo, o que fez Remus piscar algumas vezes tomando consciência do que estava prestes a fazer, e se envergonhando por isso, como ele, Remus Lupin, poderia estar quase beijando uma de suas alunas, ele não era assim.

— Eu... Dora, me desculpe, eu.. – ele tentou formular alguma coisa mas nada saia.

— Tudo bem Remus, nada aconteceu ok? – perguntou olhando para ele.

— Sim, nada aconteceu, vamos? – perguntou indicando o caminho.

Ambos andaram em silêncio até o castelo, suas cabeças estavam a mil, afinal, o que fora aquilo?

Notas finais
Me desculpem por qualquer erro. Podem me ajudar sobre o que acharem melhor sobre a fic, críticas são bem vindas. Se cuidem.