Notas iniciais
Esse cap é mais explicativo, sobre como algumas coisas funcionavam e sobre como vão funcionar agora, mas ainda assim espero que esteja bom

# Casa dos Potter #

Sirius acordou com o barulho de alguma coisa batendo na cozinha, isso era estranho, normalmente só acordava com o amigo lhe balançando ou com a “mãe” lhe chamando carinhosamente.

Olhou para o lado e viu que James ainda dormia calmamente na cama em sua esquerda, foi então que decidiu ver as horas e percebeu que não eram nem 8:00 da manhã ainda, nesse momento sua ficha caiu, lembrou-se do porquê não conseguia dormir a noite e do porque seu coração parecia que ia sair pela boca.

Hoje chegava a resposta do comitê dos aurores, se ele havia sido ou não aprovado para o treinamento, tendo isso em mente ele pulou da cama e foi ao banheiro apenas fazer suas necessidades e escovar os dentes, sem ao menos pentear os cabelos negros, que já quase alcançavam os ombros, ele desceu correndo as escadas encontrando o Sr. e a Sra. Potter na cozinha.

— Oi mãe, oi pai – disse dando um beijo na mulher e se sentando ao lado esquerdo do homem que estava a ponta da mesa – como vocês estão?

Ambos se entreolharam preocupados.

— Estamos bem, filho – disse a Sra. Potter – mas e você? Acordado a essa hora? – ela depositou magicamente a chaleira quente na mesa e foi ao lado de Sirius, examinando-o – não me parece doente.

— É porque não estou – ele disse servindo-se de uma torrada — estou extremamente nervoso.

— Nossa eu quase me esqueci – disse o Sr. Potter – é hoje que chego o resultado dos aurores não é? – Sirius fez que sim com a cabeça mordendo mais um pedaço da torrada – relaxa filho, vai dar tudo certo, você fez o seu melhor e já estamos orgulhosos de você.

Sirius sorriu com o que o senhor falava, eles deram a Sirius um carinho que este nunca teve em sua casa. Após ir para a Grifinória em seu primeiro ano, e fazer amigos “traidores de sangue” e “sangue-ruim” sua mãe, que já não era um amor de pessoa, passou a menospreza-lo, a tranca-lo no quato sem motivo, a lhe poupar comida e lhe humilhar com frequência. Quando Sirius disse isso a James no segundo ano deles, já que este havia percebido que o amigo não estava tão saudável e alegre, James imediatamente mandou uma carta explicando a situação para os pais.

Os Potter sempre foram uma ótima família, no início tentaram conversar com os Black, mas estes apenas o chamaram de Traidores de Sangue e foram embora, dessa forma a família Potter deixou que Sirius morasse ali, inclusive arcava com as despesas do menino, dinheiro não era realmente uma preocupação. Eles tratavam Sirius assim como James, com carinho e afeição, mas também com broncas quando necessário.

Sirius se lembrava perfeitamente o dia em que chamou a Sra. Potter de mãe pela primeira vez, tinha 14 anos e estava doente e de cama a uns dois dias já, e ela tirou alguns dias de seu trabalho para cuidar dele, de seu “filho”, eles já o chamavam assim tamanho o amor que sentiam por ele. Sirius estava tomando a poção que a Sra. Potter havia comprado para ele e sem perceber falou “obrigado, mãe” ao terminar.

Os olhos dela se encheram de lágrimas e ele logo tratou de pedir desculpas, mas calou-se ao sentir o abraço quentinho dela entorno dele, ela disse que a chamasse assim sempre que quisesse, que aquilo era bom, que mostrava que eles realmente estavam tratando bem o menino e que o amor que sentiam era realmente passado, a partir desse dia ele sempre os chamou assim, afinal eles eram mais pais do que aqueles que realmente tinham seu sangue.

— Sirius? – perguntou James ao aparecer na porta da cozinha tirando Sirius de seus pensamentos, James estava coçando os olhos já que aparentemente acabava de acordar – bom dia família – beijou os pais — aconteceu alguma coisa? Você sempre dorme até as 10:00 pelo menos – perguntou virando-se para o amigo.

— Hoje chega o resultado dos aurores – ao falar essas palavras o amigo pareceu perder todo o sono que tinha e abriu bem os olhos sentando-se ao lado de Sirius.

— É verdade eu tinha até me esquecido – disse servindo-se de chá.

James também havia se inscrevido, e havia notas até melhores que a do amigo, mas seu sonho mesmo era o quadribol, queria ser jogador. Minerva havia lhe avisado que haviam olheiros em alguns jogos, e ele pegou o pomo com maestria em todos esses, mas nenhuma carta havia chego, então ele esperava também a carta do departamento dos aurores.

— Vocês vão se sair bem – disse o Sr. Potter se levantando e pegando a parte de cima de seu terno – tenho que ir agora se não vou atrasar – deu um beijo na esposa e um tapinha nas costas dos filhos e foi para o lado de fora da casa no vilarejo de Godric´s Hollow e um tempo depois o barulho de aparatação foi ouvido. Ele trabalhava em Gringotes, um dos únicos bruxos lá que mexiam com dinheiro, mas especificamente na troca de dinheiro entre as comunidades bruxas.

Os meninos apenas trocaram de roupas e foram jogar um pouco de “quadribol” depois do café, eles ficavam “driblando” um ao outro com a goles nas mãos. Certo tempo depois a Sra. Potter apareceu na porta que levava a parte de trás da casa com 2 cartas nas mãos e pronta para ir para o trabalho.

— Meninos, elas chegaram.

Os dois rapidamente voaram até ela que ralhou com eles por quase a derrubarem, mas eles nem prestaram muita atenção apenas sussurraram um pedido de desculpas enquanto desciam da vassoura e abriram as cartas.

A Sra. Potter viu o rosto de seus dois meninos se iluminarem e sorrirem, ele se abraçaram e gritavam “Conseguimos! Conseguimos!”, para então abraçarem ela até a levantarem do chão.

— Pare meninos, me ponham no chão — eles prontamente obedeceram com enormes sorrisos – parabéns para vocês, vocês merecem. Agora eu tenho que ir, preciso revisar uns textos – depositou um beijo em cada um dos meninos e dirigiu-se para a porta da frente.

Ela trabalhava no profeta diário, fazia matérias de economia do mundo bruxo, o casal Potter era realmente inteligente. Charlus tinha cabelos bagunçados e morenos como o de James, os olhos também eram os mesmos. Já a feição de James era totalmente de Euphemia, inclusive o tipo físico, ela era magra e corpulenta com uma estatura média, já o Sr. Potter era alto e um pouco mais gordinho.

Os meninos tinham que se apresentar no ministério no dia seguinte, e ficaram realmente felizes em saber que o Aluado, que os informou por meio de uma carta, os acompanharia já que também haviam passado no teste, mesmo sendo um Lobisomem. Este também era um grande sonho do garoto, trabalhar em algo que gostava e não fosse impedido pela licantropia, além de é claro achar alguém que se sinta confortável para estar junto romanticamente sem que a sua “condição” seja um problema.

Remus teve alguns encontros em Hogwarts, mas nenhum deles foi para frente, o maroto tinha medo de sua condição, apenas os marotos, Lilian e Marlene sabiam, e todos eles descobriram por meio das idas e vindas do maroto à enfermaria, tornando a vida do maroto mais leve, por não precisar carregar esse fardo sozinho.

Pedro também enviou uma carta aos amigos falando que havia conseguido um emprego em um dos principais restaurantes bruxos de Londres, ele seria auxiliar de chef, e seguiria seu grande sonho de um dia se tornar um e de ter suas criações em grandes restaurantes e também alguns doces bruxos de sua autoria.

~ na mesma manhã ~

# Casa da Lily #

Lilian tinha acabado de ajudar a mãe a retirar a mesa do café quando sua irmã passou por ela com o nariz empinado apenas avisando a mãe que iria tomar café com o atual namorado, o “idiota do Dursley” segundo Lily.

Lily foi para o seu quarto trocar de roupa para logo em seguida encontrar seu amigo em uma praça que havia ali perto, ao chegar lá encontrou Severo, que estava com um roupa chique mas aparentemente confortável.

— Vou sentir sua falta Sev – disse ela abraçando o amigo.

— Também vou Lils, mas você disse que iriamos trocar cartas toda semana, e nos visitaríamos sempre que possível – ele disse olhando sério para ela.

— Sim, nós vamos, mas eu tenho certeza que você vai se divertir muito lá – falou ela.

— Você também vai, é a mais nova estagiária do departamento de execução de leis e magia.

Ao se lembrar da carta que havia chego no dia anterior ela sorriu, era uma grande conquista para ela, havia decidido inclusive que iria morar com Marlene em algum apartamento perto do ministério, a amiga não trabalharia lá, mas queria sair da casa dos pais então o útil se juntou ao agradável.

O salário que receberiam não era muito, mas bastava para dividirem o pequeno apartamento, que iriam ver hoje após o almoço para ver se realmente era o ideal para elas, as compras da casa e um pouco restava para momentos de lazer.

— Ai sev, nem me fale, estou tão ansiosa, vamos ver o apartamento hoje e eu quero muito que de certo – disse pensando que poderia enfim se livrar da irmã e de praxe ainda moraria com a melhor amida – mas certamente sentirei falta da mamãe e do papai.

— A gente cresce e é normal que isso aconteça, mas a gente sempre pode voltar para visita-los e saber que sempre estarão de braços abertos para a gente – disse ele segurando a mão dela.

— Sim, isso é ótimo mas estamos aqui para falar de você – ela olhou para os olhos dele – eu realmente espero que essa oportunidade seja proveitosa pra você, quem sabe até conheça uma francesinha lá – disse ela arqueando as sobrancelhas marotamente enquanto seu amigo corava,

— Para de ser tonta Evans, é uma viagem meramente intelectual – disse ele sério.

A alguns anos atrás ele teria ficado triste ao ouvi-la falar daquele jeito, como se quisesse que ele arranjasse alguém que não fosse ela, já que ele era apaixonado por ela. Mas isso passou, pela paixão dele, ele começou a insistir muito na ideia de sair com ela, namorar com ela e isso acarretou em uma séria briga entre os dois. Foi em torno do quinto ano deles, ano no qual ela se aproximou dos marotos e eles mal se cumprimentavam nos corredores.

Percebendo a besteira que ele fizera, pediu desculpa para a menina, que concordou em voltar a ser amiga dele, mas apenas isso, já que infelizmente o sentimento não era recíproco. E ele aceitou, até que agora percebe que pode ter sido apenas uma fase, com hormônios ou sei lá o que, ela estava mais bonita naquela época do que nos anos anteriores, mais madura, mais mulher. Ele viu que era apenas uma paixonite e desencanou, hoje são ótimos amigos, e apenas isso, da mesma forma que ela torce por ele, ele torce por ela, menos com o idiota do Potter, ele, na opinião do Snape, é um babaca e não o suficiente para sua amiga.

— Mas se acontecer, não se feche Sev, esteja aberto a possibilidades – falou ela olhando no relógio e depois para ele novamente, mas com um olhar triste dessa vez – acho que está na hora.

Ele olhou o relógio, dez para as 9, teria que pegar uma chave de portal as 9. Eles se levantaram e silenciosamente se abraçaram, ambos sabendo que esse momento deixaria saudade. Quando se separaram ambos estavam com os olhos lacrimejados, e reparando nisso riram um do outro.

— Até mais, Sev. Amo você.

— Também te amo Lils, até mais – ele deu um beijo na bochecha dela e foi para sua casa, que era atravessando a rua, para que então pudesse usar a chave de portal que ele fora buscar no dia anterior no ministério.

Lily voltou para casa com um sorriso no rosto, a vida de seu amigo iria ser boa, imaginava ela, por mais que fosse sentir falta dele, era a melhor decisão que ele poderia tomar. Ao chegar em casa apenas pegou sua bolsa e avisou a mãe que ia sair. Iria na casa da amiga para que então fossem a um shopping trouxa mostrar um pouco à amiga como essa teria que agir caso o apartamento desse certo, e ela sabia que daria.

# Casa dos Mckinnon #

Lene estava terminando de pentear os cabelos quando escutou a campainha e foi correndo atender, ao abrir a porta viu sua melhor amiga Lilian Evans guardando alguma coisa na bolsa que levava, ela se abraçaram como se fizessem meses que não se viam, quando na verdade fazia apenas 3 semanas desde que voltaram de Hogwarts.

— Ai que saudade que eu já tava de você – disse a loira ao soltar a amiga.

— Eu também estava — disse a ruiva ao entrar na casa – cadê seus pais?

— No trabalho, como sempre – Marlene disse revirando os olhos. Não gostava da quantidade de horas que os pais trabalhavam, eram empregados do ministério, o pai na parte de criaturas mágicas e a mãe na parte de execução de leis e magia.

Lene temia que a amiga trabalhasse tanto quanto a mãe, mas a ruiva era realmente apaixonada por feitiços e parecia gostar de ver o que a sua mãe fazia, então tentou não falar muito para a ruiva na hora em que esta lhe disse onde iria tentar estagiar.

Ela tinha conseguido um curso no St. Mungos e tentaria seguir a carreira de medbruxa em seguida, mesmo sabendo que não era fácil. Queria cuidar de emergências, a parte que a maioria das pessoas não quer, ela queria ajudar pessoas de risco e saber suas histórias, na maioria das vezes emocionantes, por trás.

— Bom então acho melhor nós irmos – disse a ruiva enquanto seguia a amiga até seu quarto.

— Só vou pegar uma bolsa e já vamos, só preciso achar uma que combine com a roupa – ela disse dando uma rodadinha para a amiga que riu, ela vestia uma calça jeans clara e larguinha na perna apenas voltando a apertar no tornozelo e uma regatinha preta bem agarrada ao corpo.

— Qualquer coisa fica linda em você, Lene – falou a ruiva deitando na cama da amiga.

— Não seja mentirosa Lilian.

— Mas é verdade, um saco de batatas ficaria lindo em você – a risada de Lilian foi interrompida pela almofada que a loira jogou em sua cara.

— Vamos – ela havia pego uma bolsa pequena e vermelha que combinava com seu tênis.

Já no shopping, Lene ficou encantada com a televisão, jurou para a amiga que aquilo era magia, e não coisa de trouxas, aquela apenas riu falando que era algo chamado tecnologia, e os trouxas eram realmente bons nisso. A loira quis entrar em várias lojas mas Lilian disse que precisavam de foco, que era para ela reparar em costumes trouxas para usar no condomínio. Elas perceberam que talvez não tivessem tantas roupas sérias para irem nos respectivos estágios, então entraram em umas 2 ou 3 lojas nas quais compraram algumas peças.

No almoço Lilian decidiu que deveriam almoçar em um restaurante trouxa também, Lene adorou a comida e falou que precisavam ir ali mais vezes, inclusive brigou com a amiga que nunca havia à levado para conhecer o mundo trouxa, essa por sua vez ralhou com a loira que não podia ficar falando “mundo trouxa” ou “mundo bruxo” tão alto quanto estava falando.

As duas horas da tarde elas se encontravam na frente de um prédio de 10 andares em um bairro mais antigo da cidade e bem calmo, do jeito que elas esperavam. A mulher que iria mostrar o apartamento chegou 2 minutos atrasada se desculpando.

— Boa tarde meninas, é um prazer conhece-las – disse a mulher morena bem baixinha e gordinha – meu nome é Elis e vou mostrar-lhes o apartamento, mas primeiro me desculpe o atraso, o trânsito na avenida estava horrível não estava? – ela perguntou enquanto se dirigia a portaria.

Lene olhou em pânico para a ruiva que calmamente respondeu:

— O taxista nos trouxe por dentro da cidade, então, não ouve problemas.

— Há sim, como não pensei nisso – falou a mulher abrindo o portão para as meninas – Meninas, este é o porteiro do prédio, senhor Jasper — disse apontando para um senhor que estava saindo de uma salinha com grandes janelas de vidro.

Ele era de estatura média e tinha uma barriguinha típica de senhores mais velhos, os cabelos já não eram muitos em sua cabeça mas ainda assim tinha um sorriso contagiante.

— Boa tarde garotas, é um prazer conhece-las – falou ele esticando a mão para elas que aceitaram.

— O prazer é nosso – disse Lily – meu nome é Lilian e o de minha amiga é Marlene.

— Sejam bem-vindas, e se decidirem ficar e precisarem de alguém para carregar e descarregar a mudança, um mecânico, eletricista ou algo do tipo, eu tenho o telefone de alguns que podem ser úteis para vocês.

— Muito obrigado Sr. Jasper – disse Lene sorrindo e acompanhando Elis que começava a andar em direção ao elevador.

Ao entrar naquele lugar Marlene sentiu um vazio na barriga, e olhou com os olhos arregalados para Lilian, “Que tipo de magia trouxa é essa? Ah, deve ser a tal da tecnologia”, pensou ela. Ao chegarem ao sexto andar elas saíram do elevador e ficaram de frente com uma porta que tinha o número 34, Elis a abriu e elas finalmente puderam olhar.

Por mais que o prédio fosse antigo o apartamento estava reformado e bem novinho, a porta dava em algo que seria uma sala/sala de jantar havia um pequeno corredor no canto direito, que tinha duas portas a direita, uma para da um dos quartos, no final do corredor havia um pequeno, porém suficiente, banheiro e na parte esquerda do corredor havia um vão, já que era um cômodo que não contava com porta, para a cozinha, que tinha uma minúscula lavanderia no final. Na sala havia também uma pequena varanda, que não caberia mais do que uma mesinha de chá de dois lugares.

Por mais simples que parecesse, o chão com carpete claro quase branco, as paredes totalmente brancas, possibilitava que elas pintassem como preferissem, elas o adoraram e decidiram fechar o contrato na mesma hora. Elis então ofereceu carona para as garotas que prontamente aceitaram, afinal, não poderiam desaparatar para lá e chegar tão rapidamente, e não havia necessidade de pedir um taxi.

Marlene que nunca havia andado de carro sentiu-se desconfortável no começo, estava no banco de trás tentando entender como aquela geringonça funcionava sem magia. Ao chegaram na imobiliária Lilian e Eliane riram, de todas as reações que a ruiva pensou que a amiga poderia ter ao andar de carro pela primeira vez, dormir era a última delas. Marlene estava com a cabeça apoiada no vidro, com a boca levemente aberta, segurando o sinto de segurança com uma das mãos.

— Lene, Lene – disse Lily balançando a amiga do banco da frente – acorda Lena – esta abriu os olhos e olhou em volta meio perdida – já chegamos, vamos, venha assinar a papelada – a ruiva saio do carro e esperou até que a loira saísse para que acompanhassem Eliane para dentro da loja.

— Hoje vai ser o primeiro dia do resto de nossas vidas independentes – disse Lene animada dando a mão pra Lily enquanto passavam pela porta.

~ dia seguinte ~

# Casa dos Potter #

— Ainda bem que você está aqui Aluado – disse Sirius – eu não sei cozinhar nada e a comida do Pontas tem um gosto horrível – ao final dessa frase James abaixou o copo de suco de abóbora que estava tomando com uma cara assassina para o amigo.

— Mas é graças a minha comida que você está vivo a alguns anos, se não fosse por mim você morreria de fome quando a mãe não tem tempo de deixar comida pra gente.

— Porra Almofadinhas, você precisa aprender a cozinhar nem é tão difícil – falou Remus colocando um pouco da macarronada que havia preparado em seu prato.

— Quem sabe um dia, por enquanto não há necessidade disso – disse Sirius pegando mais um pouco de macarrão da travessa.

Os três iriam para o ministério em uma hora, para se apresentar para a vaga, receberiam as primeiras ordens e as informações de como seria o treinamento e onde esse seria feito.

Quando James foi colocar seu prato na pia ouviu o chirriar de uma coruja, esta estava pousada em uma das janelas da sala. Ele estranhou, não era uma coruja conhecida, mas mesmo assim pegou um recipiente com água e foi até a janela, abrindo-a. A coruja soltou uma carta e logo foi aproveitar a água que lhe foi oferecida.

James ficou apreensivo com o brasão que viu na cera da carta, mas não, não poderia ser. Ao abrir a carta lentamente e ler seu conteúdo James não teve outra reação se não correr gritando em direção aos amigos que ficaram ligeiramente preocupados.

— Que porra é essa Pontas – disse Sirius ao se aproximar dele.

— Eu, eles, eu, eles me chamaram! – disse ele entregando a carta para os amigos – eu vou jogar quadribol pelo meu time!

Os amigos imediatamente começaram a gritar e a abraçar o amigo que ainda não acreditava.

— Parabéns Pontas! Vai jogar pro ballycastle bats – falou enquanto bagunçava, ainda mais, o cabelo do amigo.

— Eu, eu não estou acreditando! Preciso contar para os meus pais – falou James correndo escada acima para pegar papel e pena.

— Eu sabia que ele ia conseguir, o veado ali é bom demais no quadribol – disse Sirius com um sorriso gigante, completamente orgulhoso do “irmão”.

Perto das duas da tarde Remus e Sirius aparataram em um beco perto do ministério, enquanto James arrumava suas coisas para sua primeira reunião com os organizadores do time, ficaria 2 dias na Irlanda do norte organizando a papelada e assinando contratos e então voltaria para casa, por pouco tempo, já que em poucos dias os treinos para a liga começariam.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até mais