The adult life of The Marauders
16 Capítulo 16
Notas iniciais
#Lily
Ela estava se olhando no espelho pela décima vez em 5 minutos. Sua saia jeans escura com botões na frente combinava com a blusa preta de manga comprida bem simples, apenas colada no corpo. Tinha uma bolsa pequena preta transpassada pelo corpo e botas curtas, porém de salto, nos pés.
Lily também usava uma meia calça, mas essa era da cor de sua pele então pouco era visível, e tinha separado um grande casaco em tom de areia para ficar fora dos ambientes fechados. Seu cabelo estava solto, apenas com alguns cachos que ela havia feito, estava também com pouca maquiagem, algo para tampar um pouco as olheiras da noite mal dormida de nervoso, um delineado delicado, mascara de cílios e um gloss nos lábios.
Ela já estava quase aceitando que James teria dado um calote nela, mesmo faltando cinco minutos para a hora marcada. Ele não havia dito para onde iriam, apenas que ela devia ficar pronta as 18 horas do sábado que ele passaria busca-la, se ela lhe desse seu endereço, claro. E ela o fez.
Exatamente 18 horas a campainha de sua casa tocou, seu coração deu um pulo, levantou da cama e decidiu passar mais gloss apenas para demorar um pouco, para que ele não achasse que ela havia ficado pronta com antecedência, ou algo do tipo.
— Lily, o James chegou! – gritou sua mãe da sala.
— Tô indo! – gritou de volta.
Olhou uma última vez no espelho e suspirou, havia chego a hora.
— Tô indo, mamãe, acho que vou voltar tarde – falou para a mãe que estava fazendo companhia para James na porta.
— Tudo bem, querida, divirtam-se e juízo! – avisou a mãe e ela acenou meio corada fechando a porta.
— Oi – falou olhando para James.
— Oi, Lírio, você está linda! – disse ele pegando na mão dela e fazendo com que ela desse uma voltinha, para depois depositar um beijo ali.
— Você também não está nada mal, Potter – disse ela olhando-o de cima a baixo.
Ele vestia uma calça jeans preta rasgada no joelho, um all star também preto, uma camiseta listrada e por cima de tudo uma jaqueta jeans um pouco grande para ele e de lavagem clara. E claro, os óculos de armação redonda.
— Então onde vamos? – perguntou Lily quando começaram a andar em direção a calçada.
— Você confia em mim? – perguntou James estendendo a mão para ela.
Ela colocou sua mão sobre a dele e ele entrelaçou seus dedos, andaram um pouco assim até uma parte mais escura da rua e James aparatou levando Lily consigo. Chegaram em um beco meio escuro mas logo saíram dali, Lily logo notou que estavam em Londres, e que ali era uma das ruas mais movimentadas e que havia um cinema que as vezes vinha com a família.
— Eu não sou um grande entendedor de coisas trouxas, mas quando eu estava procurando possíveis lugares para a gente ir, fiquei sabendo desse, vim essa semana ver como funcionava e adorei! Achei que fosse gostar também – falou ele animado enquanto caminhavam em direção ao cinema.
— Você acertou, eu amo cinema! – disse Lily sorridente, só de pensar que James havia pensado bem antes de escolher algo definitivo seu coração já enchia de felicidade.
— Que bom! Essa semana eu assisti “O exterminador do futuro” é muito bom, se quiser podemos ver novamente – falou quando entraram no local que estava relativamente cheio.
— Vamos ver algo que você não tenha visto ainda – falou olhando os outros filmes – olha, tem uma sessão para daqui 20 minutos para “Os caça fantasma”, que tal?
— Por mim está ótimo, vem! – disse puxando levemente a garota pela mão no sentido da fila da bilheteria.
Apenas agora ela havia percebido que eles ainda estavam com as mãos dadas e os dedos entrelaçados. As borboletas em sua barriga se moviam descontroladamente, parecia até que tinha 15 anos e estava indo para um de seus primeiros encontros, e não 24.
— Lily, se você não gostou da minha escolha a gente realmente pode ir para outro lugar, eu não ligo, eu... – James foi interrompido por ela.
— Não, James, eu realmente adoro cinema! – falou lhe dando um sorriso meigo.
— É que você estava meio avoada, achei que estivesse detestando tudo – disse meio cabisbaixo.
— Não! Eu estou gostando, apenas meus pensamentos invadiram minha cabeça sem permissão – assegurou e ele sorriu.
— Próximo! – falou o moço que estava atendendo.
Eles pegaram os ingressos e foram para a fila da pipoca, essa estava um pouco mais demorada então eles apenas jogaram um pouco de assunto fora. Pouco tempo depois os dois estavam dentro de uma sala de cinema assistindo ao filme.
Haviam pego apenas um balde de pipoca grande e um refrigerante para cada um, então logo no inicio ambos já começaram a devorar as pipocas, pouco começo depois do início elas já haviam acabado. Lily colocou o balde no chão e se encostou mais em James, que por sua vez passou seu braço pelo ombro da garota.
Ficaram assim o filme toda, as vezes nervosos com as cenas e muitas vezes rindo. No final, antes das luzes se ascenderem eles perceberam que estavam próximos o suficiente para se beijaram, porém o clima foi totalmente cortado por uma outra mulher pedindo licença para passar por eles.
— Eu adorei o filme! – falou Lily quando já haviam saído da sala.
Depois do incidente ambos riram um pouco, por ambos queriam aquilo, e sabiam disso, mas já não havia mais clima, então apesar de estarem felizes, estavam um pouco decepcionados pelo beijo não acontecido.
— Eu também, quero vir mais vezes – falou James.
— Se quiser companhia – disse Lily dando os ombros.
— Está se oferecendo para sair comigo novamente, Srta. Evans? – perguntou James maroto.
— Como amiga sim, já que nem um beijinho se quer rolou lá dentro! – falou Lily meio indignada fazendo ele rir.
Ele se aproximou dela rapidamente lhe dando um selinho, fazendo com que ela parasse de andar e arregalasse os olhos.
— Pronto! Agora ninguém atrapalhou – falou rindo e logo passou uma das mãos pelo lábio – fiquei todo melado! – reclamou a fazendo rir e voltar ao normal depois de quase ter um mini-infarto, ele havia feito isso na frente de várias pessoas.
— Lhe apresento: o gloss – disse Lily tirando uma pequena embalagem da bolsa.
— Isso fica comigo até o final da noite – falou James pegando o gloss da mão da garota e guardando em seu bolso.
Eles já estavam na rua nessa hora, andando um pouco junto com as outras várias pessoas.
— Ei! – reclamou Lily – Mas a noite já não acabou?
— Ele fica lindo em seus lábios, querida, mas não são nem um pouco úteis para que eu possa roubar alguns outros beijos de você – disse fazendo-a corar um pouco – e não, que tipo de encontro seria esse sem uma boa comida?
— Achei que íamos penas no cinema – falou Lily.
— Eu reservei uma mesa para nós em um restaurante italiano que me disseram ser bom, mesmo sendo trouxa. – Falou ele enquanto ainda andavam – Quer ir comigo?
— Claro! – disse ela e então ele entrelaçou as mãos novamente e foram até um beco vazio.
James roubou um selinho novamente dela antes de aparatar e recebeu um tapinha quando chegaram no local.
— Você não pode sair roubando beijos assim do nada! – falou ela enquanto saiam de outro beco.
— Naquele caso eu podia sim, é o meu pagamento por ficar levando você pra lá e pra cá, mesmo sendo aparatando – respondeu convencido, o que a fez rir.
— Você não presta mesmo né?
— No final das cartas você tava me respondendo com “alguns beijos”, eu apenas eu fazendo o combinado – disse dando os ombros.
Logo chegaram no local, parecia mais chique, mas também bem aconchegante. Logo que chegaram o garçom os levou até uma mesa, um pouco afastado do centro do restaurante, com uma luz mais amarelada e fraca, onde havia uma mesa com 2 cadeiras de um lado e um “sofazinho” do outro, para 2 pessoas, onde ambos sentaram.
— Aqui é lindo! – respondeu ela olhando em volta.
— É mesmo – falou olhando para ela, que quando percebeu que James não se referia ao local corou um pouco – Gosta de vinho?
— Adoro! – confessou ela enquanto olhava para o cardápio.
— Acho que vou pedir esse ravioli com molho de queijo, o que você acha? – perguntou apontando para ela no cardápio.
— Parece ótimo! Vou querer esse penne com molho pesto – falou mostrando para ele que concordou e chamou o garçom e logo pediram os pratos e o vinho.
— Você sente falta de jogar profissionalmente? – perguntou Lily.
— Um pouco – disse ele meio triste – era emocionante, mas eu acho que descobri uma outra vocação que é ensinar, eu adoro! Principalmente os mais novos – falou sorrindo.
— Eles tendem a ser fofos e aplicados, vão perdendo o interesse com os anos.
— Em quadribol não, ou a pessoa gosta e continua focada ou ela desiste no começo já – disse ele e a conversa continuou.
Eram coisas bobas, mas que faziam que eles se conhecessem melhor, mais do que as impressões que tinham um pelo outro. James não conseguia parar de sorrir durante a conversa, ele finalmente estava em um encontro com Lily, ele achava que se o mundo acabasse depois daquela noite estava tudo bem já.
Os pratos logo chegaram e eles comeram enquanto iam acabando com a garrafa de vinho, no final da refeição ambos já estavam mais alegres que o normal. Pediram uma sobremesa para dividir, ambos queriam, mas nenhum achava que conseguiria comer uma inteira sozinho.
Lily riu quando percebeu que James estava com o canto da boca meio sujo, mas sem perceber, e continuava falando animadamente sobre como era a vida na Irlanda do noite. Ela se aproximou dele e deu uma leve lambidinha onde estava sujo, deixando um beijinho ali depois, o que fez ele se calar.
James olhou para ela com as pupilas um pouco mais dilatadas que antes e ao invés de deixar ela se afastar colocou uma de suas mãos atrás da nuca da garota e lhe deu um beijo delicado, que ele logo respondeu.
Eles trocaram alguns beijos e caricias deixando a sobremesa esquecida sobre a mesa. O local mais afastado e mais escuro permitia que ambos ficassem juntos sem chamar atenção por fazer isso em um restaurante.
Depois de um tempo os beijos fofos deixaram de ser fofos e se tornaram mais intensos, as mãos de James que se encontraram na nuca de Lily e na perna perto do joelho já não estavam tão comportadas, tendo adentrado um pouco na saia da garota. Lily também já estava com uma das mãos fazendo carinho nas costas dele por debaixo da blusa, o que sempre lhe causava arrepios.
Quando o ar faltou eles se separaram mantendo as testas encostadas e os olhos fechados, quando abriram e se encararam riram um pouco envergonhados.
— Acho que já está na hora de ir, não? – perguntou Lily e James concordou.
Pagaram a conta e pouco tempo depois já estavam em frente a casa da garota novamente. Antes de entrar ele a puxou para um beijo tão intenso quanto o anterior.
— Tenho que entrar, Jay, não acho educado ficar beijando pessoas na frente da casa dos meus pais – falou ela.
— Vamo pra casa então? Tenho certeza que lá não vamos ter esse problema – falou James e recebeu um soquinho de Lily como resposta.
— Idiota! – ralhou rindo – Hoje não – disse e piscou com apenas um olho para ele que riu.
— Aqui, agora você pode usar isso a vontade – falou entrando o gloss dela.
— Obrigada – falou pegando da mão dele – Eu adorei a noite, obrigada.
— Eu também! Será que podemos sair novamente? – perguntou enquanto segurava uma das mãos da garota.
— Posso pensar no seu caso – respondeu rindo – vou entrar, Jay, obrigada – falou lhe dando um abraço e abrindo a porta, James também foi indo em direção a rua até que voltou correndo até a porta, que ela já estava fechando e a impediu.
— O último, – falou e deu um selinho nela – agora sim, tchau meu Lírio – e foi em direção a rua.
Lily entrou em sua casa com um sorriso bobo no rosto, naquela noite ela sonhou que tinha aceitado o último convite dele, não foi uma noite muito calma para a jovem ruiva.
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