The adult life of The Marauders
17 Capítulo 17
Notas iniciais
#Tonks
Ela adora o fato de passar mais tempo com os pais nas férias, mas sentia falta da escola, dos amigos e de todo o ambiente, nesse ano em questão sentia falta também de um professor em específico.
Nunca havia estudado nas férias, porém essas eram diferentes, ela realmente queria ter notas para ser aceita, então estudava toda a manhã e aproveitava a tarde, as vezes antes de dormir pegava um livro de um assunto que gostava para ler.
Mesmo sem dúvidas ela resolveu escrever uma carta, pegou o pergaminho e a pena e começou a escrever o que lhe dava na telha:
“Boa noite, Remus, tudo bem?
Espero muito que sim
Eu estou com uma dúvida na parte de azarações de curto alcance, eu nunca sei como deve me posicionar e não to encontrando nos livros, será que pode me ajudar?
De resto estou revisando a matéria e, olha só, eu estou sabendo bem mais do que eu esperava, então muito obrigada, você é, sem dúvida, o melhor professor de Hogwarts.
Acho que é isso.
Atenciosamente, Dora.
PS: tem algum livro para indicar que pode me ajudar para as provas finais sem ser os que você já passou? Um sobre provas mesmo.”
Ela sabia muito bem a posição que deveria ficar para o feitiço, mas a vontade de falar com ele era muito maior.
A resposta chegou na manhã seguinte, acompanhado de um embrulho que tinha muito a forma de um livro. Ela abriu rapidamente a carta.
“Bom dia, Dora, tudo bem?
Eu estou ótimo.
Bem, as pernas devem ficar separadas o tamanho de seus ombros, sua perna de apoio atrás de da outra e o corpo meio inclinado, o braço da varinha fica esticado em frente o corpo e o outro forma um tipo de triângulo na parte posterior ao corpo, como no desenho a seguir:
(Era um desenho de palitinho bem mal feito)
Sou melhor professor que artista, me desculpa.
Qualquer dúvida me mande outra carta, estou à disposição.
Não fale assim que eu fico com meu ego cheio, mas obrigada pelo elogio por mais que minha opinião seja bem diferente.
Atenciosamente, Remus.
PS: não conheço nenhum livro desse tipo, e já acho que você está estudando o bastante, mais ficará louca, por isso enviei um dos meus livros preferidos, para total lazer, espero que não tenha lido e que goste, mesmo que não goste é um presente. Aceito dicas de leitura também, já vi a senhorita lendo algumas vezes na escola e nunca me recomendou nenhum.”
Ela riu e abriu o pacote, era um lindo exemplar de capa dura de Frankenstein, ela nunca havia lido e realmente gostara do presente. Mas qual livro poderia indicar para ele? Ela não lia clássicos como esse.
Não adiantaria pegar um dos livros de seu pai e enviar, aquela não era ela, por fim decidiu que enviaria sua coleção preferida.
“Bom dia, Remus.
Eu nunca li o livro, muito obrigada.
Eu estou te enviando o que sempre faz meu tempo passar mais rápido e o que eu vivo lendo em Hogwarts, não é nada clássico então não ficarei triste se sua resposta for negativa.
Essa é minha coleção de quadrinhos da Ms. Marvel, são meus preferidos, por favor tenha cuidado mesmo que eles sejam idiotas para alguém tão inteligente quanto você, mas também são um presente.
Um abraço, Dora.”
E desceu com seu mais novo livro para frente da casa logo depois de despachar sua coruja.
— Que livro é esse, minha filha? – perguntou sua mãe pouco tempo depois.
— Um amigo me deu – respondeu.
— O mesmo amigo que vai receber aquele pacote? – perguntou e ela assentiu.
— Ele me deu um livro, então eu dei minha coleção de quadrinhos da Ms. Marvel – respondeu calmamente.
— Aquela coleção que você guardava a 7 chaves?
— Essa mesma – respondeu Tonks.
— Então deve ser um amigo especial – falou a mãe com sorriso maroto.
— Mãe! – repreendeu Dora e sua mãe saiu rindo.
Eles trocaram cartas o restante das férias, conversando sobre o andamento dos livros, ele adorou os quadrinhos e comprou a mais nova edição para ela quando essa acabou o livro dele. Ambos não aguentavam mais as férias.
#Marlene
Era sábado e ela havia acabado de sair de um longo plantão, aparatou perto de seu prédio já pensando em qual sabor de pizza pediria naquela noite, visto que não tinha disposição para fazer janta.
— Boa noite – falou sorrindo para o porteiro já abrindo o portão.
— Srta. Marlene, esse homem veio lhe procurar a umas duas horas, falei que a senhorita não se encontrava e ele disse que a esperaria – falou o senhor apontando para uma pessoa sentada na escadaria.
Estava encostada na parede, abraçando as próprias pernas e com o cabelo cobrindo o rosto, tinha um buque de flores em seu lado, assim como uma caixa com chocolate. Aparentemente estava dormindo, pois não havia se mexido quando ela se aproximou dele, poderia passar muito mais tempo sem vê-lo, mas ela sabia que aquele era Sirius Black mesmo de longe.
— Sirius – falou abaixando e o chamando baixinho.
Ele abriu os olhos azuis acinzentados ainda meio sonolento e olhou em direção a ela.
— Lene – falou fraquinho e ela sorriu para depois levantar.
Ele levantou também e pegou as coisas que estavam do seu lado.
— Bem, eu comprei pra você – falou estendendo para ela que piscou algumas vezes, mas não se moveu.
Ela tentava não pensar sobre ele, mas ele vivia aparecendo em seus sonhos e pensamento, e aquilo doía fundo em seu peito, a saudade dele era grande, nunca pensou que ele iria até ela daquela forma, então não sabia o que fazer.
— Aceita, por favor – falou ele de cabeça baixa e ela pegou as coisas das mãos dele – eu queria falar com você, será que podemos? – perguntou olhando para ela agora.
Ela suspirou e fez que sim com a cabeça, por mais que seu subconsciente falasse que era uma má ideia tê-lo tão perto novamente. Eles foram então em direção a entrada.
— Obrigada e boa noite – falou para o porteiro que sorriu para ela.
Foram todo o caminho até o apartamento em silêncio, cada um perdido em seus pensamentos, o clima tava tão pesado que ela tinha certeza que nem um elefante era tão pesado assim.
Ela colocou as coisas em cima da mesa quando chegou e ele entrou sem saber bem o que fazer.
— Eu preciso de um banho antes de qualquer coisa – falou e olhou para ele – fique a vontade – disse e saiu em direção ao seu quarto.
Voltou depois já com um pijama de inverno e os cabelos molhados penteados, sentou no sofá ao lado dele, que estava vendo alguma coisa na tv.
— Você queria conversar? – perguntou ela depois de um tempo em silêncio.
— Bem, sim... – falou ele olhando para as próprias mãos – eu queria entender o que aconteceu entre a gente – disse olhando para ela agora – erámos tão próximos, nós afastamos de uma hora para outra e tem um mísero segundo que eu não sinta sua falta!
Marlene se assustou, não achou que ouviria aquelas palavras dele, internamente estava sorrindo um pouco, mas não queria demonstrar que as palavras dele era exatamente o que ela queria falar.
— Acho que nós dois, sim, erramos, ainda mais quando deixamos nosso orgulho falar mais forte do que nossa amizade – falou ele e ela acenou que concordava – eu deveria ter ido atrás de você naquele dia.
— Eu deveria ter te avisado – falou ela baixinho.
— Você esqueceu, tá tudo bem – falou ele pegando na mão dela – mas eu fiquei sim, bem chateado.
— Desculpa novamente – disse ela.
— Você já me pediu desculpa naquele dia, e eu aceitei, não precisa pedir novamente – disse ele – eu fiquei mais chateado com a perspectiva de perder você, como naquele dia que eu fiquei sozinho, do que você não ter conseguido ir. Eu fiquei muito feliz por você ter conseguido o que mais queria, mas também fiquei com muito medo de perder o que a gente tinha...
— Siri... – ele colocou o dedo nos lábios dela como pedindo silêncio e ela assentiu.
— Deixa eu terminar, eu fui frio naquele dia, e dai sim a gente se perdeu, aposto que se eu tivesse isso atrás de você não precisaríamos ter passado por toda essa situação – falou apontando para eles.
— Eu também tinha que ter entendido, eu deixei você lá sozinho, você tinha todo o direito de sair de lá com alguém, eu... eu fiquei com ciúmes – disse ela já não encarando ele.
Nunca pensou em dizer tais palavras para ele na verdade.
— Você desculpa eu ter sido um idiota? – perguntou ele levantando a cabeça dela levemente.
— Só se você me desculpar também – disse e ele sorriu.
Eles se abraçaram por um longo tempo.
— Eu senti sua falta – disse ele novamente.
— Eu também – falou ela.
— Mas tem mais uma coisa que eu preciso falar – disse ele segurando as mãos dela entre as dele — a gente acabou de reatar nossa amizade e eu não quero que isso a abale novamente, então tente me entender, ok?
A primeira coisa que veio na cabeça dela foi de que ele estava apaixonado pela tão pessoa que estava no apartamento dele naquele dia, porque aquilo certamente abalaria ela, e talvez a amizade deles.
— Ok – respondeu quase sem respirar.
— Eu acho que estou apaixonado – falou baixinho olhando pra ela – eu.. eu nunca me senti assim antes e ...
— Que bom Six, ela é muito sortuda por isso – falou ela se levantando rápido e indo até a cozinha – finalmente alguém conseguiu seu coração afinal, quando vamos conhece-la? – disse ela tudo muito rápido enquanto caçava o panfleto da pizzaria na gaveta.
— Que? – perguntou ele sem entender parando do lado dela.
— É, quando vamos conhecer a misteriosa garota? É a mesma daquele dia? – perguntou olhando para ele.
Sirius começou a rir e ela cruzou os braços irritada, tentava não deixar transparecer o seu desconforto mas não conseguia evitar. Ela toda apaixonada por ele precisava ouvir que ele estava apaixonado por outra e ainda ser motivo de piada.
— Lene, você não entendeu nada – falou ele ainda rindo um pouco o que a fez fechar mais a cara – eu tô apaixonado, mas não é por nenhuma garota misteriosa...
— A única que eu conheço igual você é a Lily e as meninas do ministério, a Lily ta toda enrolada com o James e no ministério algumas são casadas e... É a Sarah? – perguntou confusa.
Ele tampou os próprios olhos, nunca imaginou que se declarar poderia ser tão complicado.
— Não Lene, não é nenhuma delas – falou depois de respirar fundo e olhar para ela que estava um pouco mais vermelha que o normal, provavelmente de nervoso por não adivinhar – é por você, Lene.
Ela arregalou os olhos e então começou a rir.
— Por mim? – perguntou colocando uma das mãos no peito e ele assentiu, então ela percebeu que era sério e parou de rir – É sério mesmo?
— Claro que é! Faz um tempão que eu to tentando falar isso pra você mas você não fica quieta e ... – ele não conseguiu terminar de falar já que ela havia jogado os braços envolta do pescoço dele e lhe dava um leve beijo.
A consciência dela mandava ela ter cuidado, que poderia ser uma brincadeira de muito mal gosto e que ela poderia sair ainda mais magoada da história mas ela simplesmente mandou a sua consciência se lascar.
Eles permaneceram com as testas juntas depois do beijo e ficaram se olhando.
— Isso quer dizer que você não tá brava comigo? – perguntou ele.
— Isso quer dizer que eu sinto o mesmo que você – falou ela e ele abriu um lindo sorriso.
— Então você também é apaixonada por você? – perguntou ele a fazendo rir e lhe dar um tapinha.
— Exatamente – respondeu com uma piscadinha e ele riu – de todas as formas que eu pensei que eu acabaria essa noite depois de te ver dormindo na portaria do meu prédio, beijando não foi uma das primeiras opções.
— Isso quer dizer que terminamos mal? – perguntou ele e ela negou lhe roubando um selinho.
Quando ela foi responder sua barriga roncou de fome o que a deixou envergonhada.
— Acho que temos alguém com fome aqui – disse ele e pegou o folheto que ela havia achado – qual pizza vamos comer hoje?
— A de sempre? – perguntou ela.
— Como eu senti falta disso – respondeu ele dando um selinho nela antes de ir até a sala fazer a ligação.
— Eu ia deixar esse vinho pra eu tomar sozinha em outra noite de tristeza mas acho que podemos aproveitar mais ele – falou ela e ele sorriu.
— Uma pena que você tenha tomado um banho antes – disse ele aceitando a taça que ela lhe oferecia.
— Nada que uma noite mal dormida não resolva – respondeu com uma piscadinha.
— A nós? – perguntou antes de brindar.
— A nós! – falou ela.
— Eu preciso perguntar isso, nós vamos fazer igual antes? Ter essa amizade que nós tínhamos e continuar conhecendo mais pessoas e tal?
— O que você quer? – perguntou ela e ele sorriu.
— Bem, não quero conhecer mais ninguém, tudo que eu quero é você.
— Então é isso, só a gente! – respondeu ela sorrindo – Ninguém nunca vai ser você.
— A gente tá namorando então? Eu nunca fiz isso, é confuso – falou meio sem jeito o que a fez rir.
— Você quer namorar comigo? – perguntou ela e ele sorriu mais.
— Claro! – respondeu.
— Então estamos namorando – falou ela e ele lhe beijou.
— Essa noite realmente não ser melhor – disse ele e ela sorriu marota.
— Claro que dá – respondeu tirando a própria blusa do pijama – temos um tempo até a pizza chegar e todo tempo do mundo depois dela.
— Como sempre, você estava certa – falou ele e eles esqueceram as taças de vinho ainda cheias.
O cansaço que ela sentia do trabalho parecia nunca ter existido, foi uma longa noite.
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