The adult life of The Marauders
1 Capítulo 1
Notas iniciais
# Dormitório Masculino #
James colocou o seu último par de meias no malão feito de madeira, com as letras J. P. pintadas na parte superior, e o fechou.
— Eu não acredito que agora nós vamos embora para nunca mais voltar – falou ele suspirando e sentando em sua cama.
— Eu só vou sentir falta das brincadeiras – disse Sirius pegando algumas roupas que estavam jogadas na cama e jogando de qualquer jeito dentro de seu malão – e das meninas é claro, mesmo sabendo que elas nunca vão acabar – um sorriso maroto surgiu em seus lábios.
— Você não muda né, Almofadinhas?! – indagou Remus — as aulas não eram tão ruins assim.
— Só você acha isso Aluado – disse Pedro com a boca cheia de bolo que ele havia pego do café da manhã – eu vou sentir falta de vocês.
— Ai Rabicho, isso faz parecer que está apaixonado pela gente – disse Sirius tentando fechar o malão e falhando miseravelmente – essa merda não fecha, mas que caralho!
— Se você tivesse feito a mala ontem a noite como eu e Pedro não teria esse problema hoje – disse Remus forçando a parte superior do malão para que o amigo conseguisse finalmente fecha-lo – ou se você ao menos se preocupasse em dobrar suas coisas.
— Dobrar é perda de tempo! Um simples feitiço e pronto, elas estão lisinhas – falou Sirius.
— Não é você que faz isso né seu preguiçoso! – ralhou James jogando um travesseiro no rosto do amigo – é a minha mãe.
— Ahhh sua mãe me ama veado.
— É cervo, cachorro. CERVO.
— Tá tá tá vamos, temos que pegar o trem em vinte minutos, e se ficarmos no castelo muito mais tempo o Rabicho vai querer passar na cozinha – disse Remus indo em direção a porta.
— Até parece que eu como desse jeito – disse Pedro lambendo os dedos e seguindo o Remus.
— Mas você come! – exclamaram os 3 amigos juntos.
— Mas comida é ... Mavilhosa! – ele disse enquanto desciam até o salão comunal da Grifinória.
# Dormitório Feminino #
— Lily me ajuda aqui, não vai dar tempo! – Marlene chamou a amiga que lia um livro em sua cama.
Lilian abaixou o livro e viu a quantidade de roupas e sapatos que havia na cama da amiga, enquanto essa tentava desesperadamente guardar tudo. Lily riu enquanto sacava a varinha.
— Lene ás vezes eu acho que você esquece que é uma bruxa, “Organos Tridium” – e com um balanço de varinha as roupas já voavam organizadamente para o malão.
— Ai, eu esqueço que a minha melhor amiga é um gênio isso sim! – disse a loira enquanto corria para dar um beijo na bochecha da ruiva e fechava seu malão – vou sentir tanto sua falta diariamente.
— Eu também – elas trocaram um abraço — mas a gente vai se ver com frequência, você me prometeu – disse Lily encarando seriamente a amiga.
—Claro né, oxi, não vai se livrar de mim assim tão fácil – falou enquanto saia do quarto abraçada com a amiga.
— De você não, mas eu espero nunca mais ver o Potter na minha frente – disse a ruiva com um sorriso no rosto só de pensar em nunca mais precisar ver o maroto.
— Olha aí, nós nem estávamos falando dele mas você conseguiu colocou ele na história – acusou Marlene.
— Aí, nada haver, eu só to feliz por nunca mais precisar ver ele – falou chegando no salão comunal.
— Depois daqui, já que ainda temos um longa viagem até em casa – disse Marlene rindo ao ouvir a voz dos marotos descendo as escadas dos dormitórios masculinos.
— Olá meu Lírio, eu nem te vi no café da manhã – disse James ao chegar perto de Lily e tentar dar um beijinho em sua bochecha, ato que a ruiva facilmente desviou.
— Por esse motivo minha manhã estava sendo tão boa. Bom dia meninos – disse ela se referindo aos outros três marotos na sala presente.
— Bom dia – eles responderam – e como você tá linda, Lene – falou Sirius olhando marotamente para a loira que sorriu para ele da mesma forma.
— Obrigada, vocês estão bem bonitos também – disse ela para ninguém em especial – mas vamos andando, já já perdemos o trem.
Dessa forma os 6 adolescentes de 17 anos foram até o trem que os levaria embora de Hogwarts pela última vez.
# No trem #
Lily iria fazer sua última ronda como monitora e monitora chef, e esta era ao lada de seu amigo Severo Snape. Ela nunca entendeu o porquê dos marotos tanto provocarem ele, era um bom amigo, Marlene também reconhecia isso mesmo não sendo tão próxima quanto Lily.
— Vou sentir sua falta Lils – disse ele enquanto olhava para dentro de uma cabine com terceiranistas.
— Também vou Sev, mas e aí decidiu o que vai fazer em relação a proposta de Dumbledore? – Indagou ela enquanto olhava feio para alguns primeiranistas que ameaçavam começar uma discussão no corredor, e ao ver a ruiva logo se calaram.
— Eu vou ir, eu até poderia ficar por aqui e estudar no ministério como a maioria das pessoas, mas fazer pesquisas com Nicolau Flamel não é para qualquer um e eu estou realmente animado – disse ele sorrindo para a ruiva.
— Eu faria a mesma coisa que você, mas te apoiaria em qualquer decisão, mas de qualquer forma, se lá não for como você esperava pode voltar e tenho certeza que se tornará mestre de poções de qualquer forma – ela terminou de falar enquanto entrava em uma cabine na qual havia um Sonserino e um garoto Corvino se agarrando desesperadamente – isto é um trem escolar, sugiro que respeitem as regras enquanto estamos aqui se não ano que vem suas casas iram perder 10 pontos antes mesmo de sonhar em ganha-los.
Ao fechar a porta viu que severo estava rindo e ela deu um soquinho no braço do amigo
— Você é má Evans!
— Cala a boca Sev, eles estavam fazendo coisas erradas – disse corando – vejo você depois, se nos desencontramos na plataforma, nos vemos em casa.
— Certo, boa viagem Lils – deu um beijinho na bochecha dela e saiu para encontrar alguns outros amigos.
Lily abriu a porta da cabine em que sua melhor amiga e os marotos se encontravam, mas bem na hora que entrou Remus jogou uma tortinha em James, porém este se abaixou e a tortinha foi diretamente em seu rosto.
— POTTER! SEU GRANDE IMBECIL – berrou ela tentando limpar a tortinha de seu rosto.
Nesse momento Marlene, Sirius, James e Pedro gargalhavam da cara suja e impossivelmente vermelha da ruiva, enquanto Remus tentava desesperadamente pedir desculpa e se explicar.
— Lily, eu, Lily desculpa, eu, eu não quis, não quis fazer isso – disse sacando a varinha e limpando o rosto da amiga que olhava com raiva para ele – ai meu Merlin, me desculpa, eu, eu não fiz por querer, era pra ser no Pontas, ai ai ai desculpa...
— Está tudo bem Rem – disse ela tentando se acalmar mas olhando brava para os outros que riam – a culpa é toda do Potter! – apontou para o garoto que parou de rir na hora.
— Minha? – indagou ele – eu só me defendi do Aluado, Lírio, não tenho nada com isso – apesar de tentar manter o rosto sério ele não conseguia e continuava rindo da cara da garota.
— Sua Potter, certeza que você incomodou insuportavelmente o coitado do Remus.
— De coitado o Aluado não tem nada – disse Sirius rindo do amigo – o Pontas só estava fazendo comentário sobre o modo que ele e a Hannah Jonsohn estavam, digamos, próximos perto dos banheiros.
— A gente se esbarrou! – falou Lupin como se fosse a centésima fez que repetia essa frase, estava pedindo desculpa.
— Com a boca bem perto da dela né seu lobinho safado – disse James rindo da cara de indignação do amigo.
— Eu desisto, não adianta quantas vezes eu repetir, nada vai adiantar – falou Remus enquanto tentava se afundar no banco e evitar ruborizar mais.
O resto da viagem foi até tranquila para os padrões marotos, Marlene adormeceu no colo de Lilian, Remus se entreteu com um livro, Pedro comprou mais doces do que seria capaz de comer durante a viagem, James e Sirius ficaram sussurrando sobre alguma coisa com olhares marotos e Lilian aproveitou aquela vista do trem pela última vez.
Quando faltavam 20 minutos para que o trem parasse na plataforma, James e Sirius se levantam e chamaram Remus e Pedro, os quatro então saíram da cabine.
— Lene, acorda – Lilian balançou um pouco a amiga que abriu os olhos meio perdida do que estava acontecendo – os meninos vão aprontar alguma coisa.
— É claro que vão né, Lily – falou sentando e espreguiçando – são os últimos momentos deles como estudantes – ao olhar a janela e ver que estavam chegando disse pra amiga – eles até demoraram tempo demais para isso.
— Eu como monitora chef devo ir atrás deles – falou Lilian levantando-se.
— Não! Vai ser a última oportunidade deles, deixe eles aproveitarem um pouco – falou Lene segurando o braço da amiga.
— Mas, mas, eu sou monitora – falou Lily como se aquilo fosse inadmissível para ela.
— E há outros como você Lily, não estrague a brincadeira deles só vamos ver no que vai dar – disse Lene puxando a amiga para que se sentasse ao seu lado.
Nesse momento os marotos entram na cabine rindo e se jogam nos bancos.
— Não sei como não pensamos nisso antes – disse Sirius roubando um dos feijõezinhos de Pedro e fazendo uma careta logo em seguida – cera de ouvido.
— Ninguém mandou pegar sem permissão, Almofadinhas – disse Pedro colocando uns três na boca e não fazendo nenhuma careta – mas isso vai ser incrível.
— Agora é só esperar – disse James esticando as pernas e colocando os braços cruzados atrás da cabeça com um sorriso enorme no rosto.
— O que vocês aprontaram? – perguntou Lily um tanto quanto nervosa.
— Relaxa ruivinha, nada vai afetar vocês se vocês permanecerem nessa cabine – disse Sirius rindo.
Quando o maroto terminou de falar eles ouviram uma explosão e gritos, seguidos de mais explosões e mais gritos, e isso se seguiu por um momento. Nessa hora Lilian e Marlene se levantaram e foram abrir a porta mas rapidamente foram impedidas pelos marotos.
— Mas que merd... – tentou Marlene mas foi cortada por Sirius que segurava seu braço.
— Não sabemos se é seguro ainda abrir a porta, espere mais um pouco e vocês verão a mágica.
— Que merda vocês fizeram hein? – perguntou Lilian para Remus que segurava seu braço. Este abaixou a cabeça envergonhado enquanto James respondia.
— Relaxa meu Lírio, tá tudo bem, acho que já pode abrir a porta agora acho que as explosões já acabaram.
Lilian logo se apressou a abrir a porta, mas ao fazer isso se arrependeu imediatamente, o cheiro era extremamente forte, devido as muitas bombas de bosta que os marotos haviam implantado nas portas das cabines, que quando abertas faziam com que as bombas explodissem e o conteúdo se espalha-se por toda a cabine e um pedaço do corredor a sua frente.
Marlene enfiou a cabeça para fora depois de empurrar a amiga um pouco para o lado e começou a gargalhar da cara das pessoas que estavam completamente sujas e indignadas no corredor.
— Isso foi GENIAL! – exclamou ela para os marotos.
Lilian não podia negar que aquilo era um pouco engraçado e um risinho escapou de seus lábios, mas ao voltar para dentro da cabine e ver que James olhava para ela seu sorriso cessou e sua cara mais séria o substituiu.
— Como monitora eu não devia permitir isso – falou ela cruzando os braços – nem você Remus – olhou acusadoramente para o amigo.
— A lily, me desculpa, mas era nossa última oportunidade – disse ele meio envergonhado.
— Eu deveria tirar...
— Tirar pontos nossos Lily querida? – disse James indo ao lado da garota – agora somos adultos, homens livres, não há mais restrições – passou o braço pelos ombros da garota – então você podia sair comigo né? Aproveitar essa liberdade que agora nós é dada – disse com um sorriso maroto.
— Sai daqui, Potter – disse ela sentando-se do lado da amiga – a única liberdade que eu quero no momento é a de nunca mais precisar ver sua cara por aí.
— Você vai sentir falta de tanta beleza no seu dia-dia – falou ele enquanto piscava pra ela, e então olhou pela janela percebendo que o trem começava a frear – estamos chegando – olhou para o lado de fora da cabine e percebeu que os corredores já estavam limpos, assim como alguns alunos.
— Aleluia – disse Sirius pulando do banco como se este estivesse pegando fogo – foi um prazer conhece-los, espero vê-los em breve, principalmente você – disse enquanto piscava para Marlene que lhe deu um soquinho na barriga — até mais – e ao falar isso correu para o corredor do trem.
— Nem parece que ele vai precisar me esperar pra ir pra casa – disse James levantando-se também.
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