The adult life of The Marauders
15 Capítulo 15
Notas iniciais
#Remus
Ele estava completamente feliz, a poção de Snape dera certo, ele não teria mais que passar por transformações, seu sonho de criança finalmente fora realizado.
Era o último dia em Hoqwarts antes do recesso de inverno, a escola já estava se planejando para as festas. Ele ainda não havia decidido se passaria aquele tempo ali ou voltaria para o antigo apartamento para fazer companhia ao amigo, Sirius andava meio estranho, mais direto em suas cartas e fazendo menos piadas.
A aula já havia acabado e estava tirando algumas dúvidas de alguns alunos, inclusive de Dora, que como sempre, ficou por último.
— Dora, eu estava vendo esses dias os assuntos mais recorrentes nos NIEM´s de DCAT, ia falar com o professor Dumbledore para passar essa relação para vocês, mas isso provavelmente só aconteceria depois do recesso então decidi te passar isso antes – falou entregando um pedaço de pergaminho para ela.
— Isso é incrível! Obrigada, Remus – falou sorridente – isso aqui na frente das matérias são...
— Livros bons sobre cada conteúdo e quais capítulos tem as partes mais importantes – respondeu o maroto.
— Eu não sei nem como te agradecer... – falou ela dando um abraço nele.
— Não é nada demais – falou ele retribuindo o abraço sorrindo.
— É sim, isso é incrível! – falou ela se afastando e ele balançou um pouco a cabeça como se voltasse a sua postura anterior.
— Se quiser passar isso para algum amigo tudo bem, só fala que essa relação foi feita por você se não vai parecer favoritismo – falou ele coçando a nuca meio envergonhado.
— E não é favoritismo? – perguntou ela marota.
— Para todos os casos não – respondeu ele e piscou com apenas um olho depois a fazendo rir – então, eu não sei ainda onde ficarei durante esse tempo, mas vou me disponibilizar a tirar dúvidas dos alunos do sétimo ano, pedirei para que o diretor informe vocês depois, assim se você precisar tirar alguma dúvida também não vai precisar esperar até a volta.
— Acho que você é o professor que mais está tendo esse cuidado com a gente, obrigada! – falou ela.
— Não é nenhum problema para mim, na verdade a ideia foi da Lily, quer dizer, professora Evans, acho que ela vai fazer também.
— Nesse caso, passe meus agradecimentos para ela — falou a garota – bem, eu vou indo, estou faminta.
— Eu também, então bom almoço – falou ele já começando a guardar as próprias coisas.
— Até o retorno das aulas, Remus – disse ela e saiu da sala.
Ele ficou olhando para a porta por um tempo antes de voltar a guardar suas coisas novamente.
#Tonks
Ela estava confusa, saiu para o almoço meio atordoada. Já havia entendido que seu coração havia desenvolvido um certo... carinho pelo professor de DCAT, se podia chamar aquilo de carinho, mas sabia que aquilo não daria em nada, pelo menos não enquanto ela fosse aluna dele.
Porém e depois? Ao mesmo tempo em que ele respondia algumas brincadeiras dela e fazia outras, ele era completamente reservado e se mostrava distante, tinha noção de que aquela era a postura que um professor deveria ter, mas não era o que ela queria.
Será que depois de terminar a escola eles se encontrariam em outro lugar? Será que o quase beijo deles algum dia realmente aconteceria? Ela torcia para que sim, por vezes se pegava sonhando acordada com isso, tornando-a ainda mais distraída.
Anna já havia percebido que algo estava acontecendo com ela, e ela havia contado, a amiga não aprovava os sentidos que ela nutria mas o que poderia fazer? Não podia controlar o próprio coração, contudo havia prometido a amiga que tentaria sair com outra pessoa, para esquecer tudo que estava acontecendo ali, ao mesmo tempo que esperava que funcionasse torcia para que não.
#Sirius
Era sábado e ele estava deitado no sofá vendo televisão, a um bom tempo ele não saia de casa para ir em algum lugar que não fosse ao trabalho ou ao mercado, então pouco se importava em como sua aparência estava.
— Será que podemos entrar? – perguntou Remus.
— Aluado, Pontas! Claro, entrem aí – falou Sirius sorrindo e dando passagem para eles.
Eles entraram, colocaram os grandes malões perto da parede e sentaram no sofá.
— Querem beber alguma coisa? – perguntou Sirius indo em direção a cozinha.
— Tem cerveja? – perguntou James.
— Perguntar se tem cerveja aqui é a mesma coisa de perguntar se eu respiro, Pontas – falou Sirius – quer uma, Aluado?
— Por favor – respondeu Remus.
— Tão fazendo o que perdidos por aqui cheio de malas? Foram demitidos? – perguntou Sirius voltando para a sala e dando uma cerveja para cada um dos amigos e abrindo uma para si.
— Férias – respondeu James dando os ombros – então pensamos em passar uns dias com nosso amigo aqui – respondeu dando uns tapinhas nas costas de Sirius – se você quiser, é claro.
— Mas é claro que eu quero! – respondeu animado – fiquem o tempo que precisarem.
— Um brinde a nós – falou James e eles bateram as garrafinhas – agora eu preciso contar uma coisa que eu estava segurando a muito tempo – os outros dois o olharam curiosos – a Lily me beijou!
— Lily? Lilian Evans? – perguntou Sirius.
— Por isso vocês andam brincando tanto um com o outro e se dando tão bem – falou Remus.
— Sim, a Lily! É, foi na última ronda, eu não entendi nada, mas não ia reclamar né? Mas também nunca mais aconteceu, foi só um beijo, só isso.
— Mas cara... a Lily te beijou, ela falava que isso nunca ia acontecer – falou Sirius.
— Pois é! Acho que ela não resistiu ao charme Potter no final – falou rindo – mas sério, estamos muito próximos, eu diria que é apenas questão de tempo para alguma coisa acontecer novamente, é que eu não quero pressiona-la.
— É, não faça isso, você sabe que não funciona – falou Remus.
— Sim, mas e você, eu nunca mais perguntei, como anda com a Tonks? – perguntou James.
Remus coçou um pouco a nuca meio nervoso.
— Somos amigos, é, é isso, amigos – falou e deu os ombros.
— Só amigos? – perguntou Sirius com um sorriso malicioso.
— Sim, Almofadinhas, só amigos!
— Até ela se formar né – disse James dando uma empurradinha em Remus que sorriu envergonhado mas deu os ombros.
— Eu nunca aprendi adivinhação direito para ver o futuro – falou.
— Olho esse Aluado – falou Sirius rindo.
— Mas e você, Sirius? Ainda fazendo história como em Hogwarts? – perguntou James animado mas Sirius forçou um sorriso e fez que sim com a cabeça.
— Que foi? – perguntou Remus.
— Nada ué – respondeu Sirius – eu vou no banheiro – falou e saiu deixando os dois amigos sem entender na sala.
Ele não gostava de pensar na sua vida no aspecto amoroso, desde o dia em que Marlene bateu na sua porta e foi embora sua vida mudou muito, ele sempre tentava sair com alguém, toda semana, vários dias, mas pouquíssimas vezes saia do encontro em si com a pessoa, e quando saia apenas rolava uns amassos, apenas uma vez havia ido para a cama com uma delas mas fora um sexo rápido e sem graça.
Sirius Black estava com um sério problema, ele não tinha mais vontade de transar com outras mulheres, e nem com homens, ele também havia tentado. Aquilo o afetava muito, não era ele de verdade, mas também não havia conseguido se abrir para os amigos.
Foi ao banheiro, lavou o rosto e respirou fundo, talvez aquela fosse a hora para falar com alguém, ver se precisava procurar um médico ou alguma coisa, talvez se chegasse no hospital e falasse que era emergência seria Marlene quem o atenderia mas... não, nada a ver.
Ele voltou para a sala e se sentou no mesmo lugar de antes, pegando novamente a sua cerveja.
— O que tá acontecendo, Almofadinhas? – perguntou James com uma de suas mãos na perna do outro maroto.
— Eu tô com um problema e ... – começou Sirius sem jeito – eu não sei o que fazer.
— Você sabe que a gente tá aqui por você, não sabe? – perguntou Remus recendo um aceno positivo se Sirius.
— Eu sei mas é que ... – ele suspirou – é... delicado.
— Se quiser falar com a gente tudo bem, se não, tudo bem também – falou James.
— Eunãotenhomaisvontadedetransarcomninguém – falou rápido e de uma vez.
— Respira e fala devagar – falou Remus.
— Eu não tenho mais vontade de transar com ninguém – falou Sirius e suspirou – é isso, eu to com um problemão.
— Mas por que? – perguntou James.
— Você acha que se eu soubesse não tinha dado um jeito já? – perguntou Sirius grosseiramente, mas logo suspirou novamente – desculpa, Pontas, mas isso tá me matando! Eu quero transar, muito! Mas eu saio com as pessoas, e na hora eu não quero mais, não sinto vontade.
— Mas você fala que você quer, tem alguém específico que você quer? – perguntou Remus.
— Não – respondeu Sirius rapidamente – bem, sim – falou depois de algum tempo.
— E por que você não busca essa pessoa? – perguntou James.
— A gente meio que discutiu e não tá se falando mais, eu... eu to com saudade – falou bem baixinho a última parte.
— Que? – perguntou Remus mesmo tendo ouvido bem o que o amigo falará.
— Eu to com saudade, mas não quero atrapalhar a vida dela, tá bem melhor sem mim – falou Sirius.
— Como você sabe? – perguntou James.
— Eu vi ela algumas vezes no bar com outro pessoal, estava se divertindo e parecia muito bem.
— Eu acho que você tinha que ir falar com ela, resolver essa discussão de vocês – falou Remus.
— Mas...
— Você tá mal, Almofadinhas, se não der em nada, bola pra frente, você supera, mas e se der? Você não sabe...- disse Remus.
— Assim até parece que eu quero algo sério... – falou Sirius com uma risada de deboche.
— Mas parece que você quer – falou James e Sirius o olhou com uma sobrancelha levantada – você sente falta dela, não quer outra pessoa, quer ver ela feliz mesmo sendo sem você... você gosta dela! – falou de uma vez – Eu nunca imaginei que viveria pra isso – disse tomando um gole da sua cerveja.
Foi como se finalmente a chavinha que ligava o fio de seu coração ao seu cérebro fosse ligada, era claro, ele gostava dela! Estava apaixonado por Marlene.
Sirius se encostou no sofá tomando o resto da sua cerveja já meio quente de uma vez só, ele sentia muita falta de Marlene, de trabalhar no mesmo lugar que ela, de vê-la todo dia, de passar dias que poderiam ser chatos, mas nunca eram, ao seu lado, de vê-la dormir...
Estava ferrado!
Uma vez prometeu a si mesmo nunca se apaixonar, sempre via pessoas saírem machucadas de relacionamentos, via o quanto James sofria correndo atrás de Evans, aquela não era a vida que queria para ele.
— Você tá bem? – perguntou Remus depois de um tempo.
— Vocês estão certos! – falou Sirius – E eu estou ferrado!
— Meu Deus, o Sirius tá apaixonado, é hoje que o mundo acaba – zoou James.
— Quem é? A gente conhece? – perguntou Remus.
Sirius riu.
— Mais do que vocês imaginam – falou.
— É a Marlene? – perguntou Remus.
— Bingo! – respondeu Sirius.
— Não, a Lene? – perguntou James sem acreditar, Sirius apenas concordou – eu sabia que se isso acontecesse ia ser com vocês, vocês têm química.
— Ela mudou de emprego né? – perguntou Remus e Sirius acenou – ai, conversa com ela, é a Lene, vai ficar tudo bem.
— Esse é o problema, é a Lene, se eu falar alguma merda, as poucas chances que eu tenho vão por água a baixo, e eu não quero piorar a briga e cagar com a nossa amizade.
— Fica calmo, vai dar tudo certo, faça no seu tempo – falou James.
Eles conversaram mais um pouco sobre como ele poderia falar com ele, Sirius sofreu um pouco na mãos dos amigos com imitações de frases que ele sempre dizia como “esse negócio de paixão não funciona comigo”, depois o assunto mudou para quadribol e assim foi, pediram uma pizza e foram dormir.
Aquele tempo dos marotos juntos novamente iria fazer bem para todos eles, mas principalmente para Sirius.
#James
Eles ficaram o fim de semana todo juntos, na segunda foi almoçar com os pais, assim como Remus, e aproveitou para ir no beco diagonal depois para resolver um problema em Gringotes, mas claro, aproveitou e passou na loja de artigos de quabribol, tirou algumas fotos por ali e logo saiu.
Continuou andando pelo beco olhando as lojas sem interesse em nada específico, até que algo na vitrine de uma lhe chamou atenção, entrou e pouco tempo depois saiu com um pequeno embrulho das mãos, voltou para o apartamento de Sirius logo em seguida.
Foi direto para as coisas de Remus, pegou uma pena e um pedaço de pergaminho emprestado e escreveu uma pequena carta.
“Oi, Lily, tudo bem? Espero que sim.
Não sei se uma carta minha era algo que você estava esperando mas espero que leia, eu estava passando pelo Beco Diagonal hoje mais cedo e lembrei de você quando olhei o que estou lhe enviando, não é nada demais mas espero que goste, sua companhia faz falta no dia a dia, eles são menos coloridos sem você.
Abraços, e talvez um beijo, J.P.”
Não era a melhor carta que havia escrito, nem perto disso, mas estava tão nervoso que as palavras não surgiam com naturalidade, por mais que tudo que estivesse escrito ali fosse verdade.
Ele colocou dentro de um pequeno envelope e decidiu usar a coruja de Sirius mesmo, pouco tempo depois ela saia com a carta e o pequeno presente, James ficava mais nervoso a cada minuto.
Ele acabou dormindo o resto da tarde, acordou apenas com a chegada de Sirius.
— O que minha coruja está fazendo presa lá fora? – perguntou Sirius abrindo a janela para que ela entrasse.
— Desculpa, eu usei ela mais cedo, não achei que ela voltaria rápido – falou James se espreguiçando.
— Tem uma carta aqui – disse Sirius e todo o resquício de sono que tinha em James sumiu, ele rapidamente pegou a carta da mão do amigo e leu.
“Oi, Jay, estou bem e você?
Eu adorei o presente, mas ele não é “nada demais”, o pingente é lindo! Obrigada por isso. E eu não vou negar que talvez esperasse sim uma carta sua. Fico feliz em saber que sente falta da minha companhia, talvez eu sinta um pouco, mas bem pouquinho mesmo, falta da sua também.
Obrigada novamente,
Abraços, e talvez um beijo, L.E.”
Ele riu em alguns momentos da carta e terminou ela com um sorriso no rosto, era uma carta pequena também, mas ele não precisava mais do que isso para ficar extremamente feliz.
— O que é essa felicidade toda aí? – perguntou Sirius tentando olhar por cima do ombro do amigo.
— É uma carta da Lily! – respondeu feliz.
— Você deu um presente para ela?
— Uhum, eu comprei um pingentinho com uma pequena esmeralda, era muito parecido com os olhos dela – falou ele sorrindo bobamente.
— Você tem não jeito mesmo – falou Sirius rindo da cara do amigo – chama ela pra sair.
— Será que ela vai aceitar? Ela nunca aceitou meus convites, não quero levar outro fora agora!
— Agora as coisas tão diferentes, ela falou que sentiu sua falta também! – disse Sirius apontando para a carta — E fazem o que? Dois dias que vocês não se veem?
— Três – respondeu James se fazendo de ofendido – É, vou chamar, é isso – falou indo em direção ao quarto.
Sirius revirou os olhos e foi em direção a cozinha fazer algumas coisas para eles comerem.
#Lily
Ela estava na casa dos pais, havia respondido a carta de James a algum tempo, tentou parecer a mais espontânea possível, mas estava extremamente nervosa.
Sentou em sua escrivaninha para mandar uma carta para Marlene, contar dessa última carta e do último presente, a amiga sabia de tudo que estava acontecendo na vida de Lily. Decidiu também que iria falar para Severo, ele sempre compartilhou com ela sua vida amorosa, quando se apaixonou, quando começou a namorar e até quando noivou, seria injusto da parte dela não fazer o mesmo com ele, já que ele era um grande amigo dela.
Ela inclinou um pouco a cadeira para olhar no espelho que tinha no quarto e sorriu ao ver o pingente em seu colar, tinha um coraçãozinho de ouro que havia ganho de seus pais em seus 15 anos e o pequeno pingente verde de James, seus olhos ganhavam certo destaque com o colar.
Quando foi começar a escrever ouviu algumas bicadas na janela, a mesma coruja! Abriu a janela e pegou a carta, era uma resposta de James.
“Oi novamente, eu também estou bem.
Eu comecei a fazer uma estatística, quantas vezes você nega meus pedidos para um encontro, até agora temos: todas as vezes respostas negativas, com um pequeno bônus pelos xingamentos, contra nenhuma resposta positiva. Pensei em tentar novamente e quem sabe trocar essas relações, ou apenas confirmar as minhas suspeitas pela estatística.
Então, Lilian Evans, quer, por favor, sair comigo? Eu prometo que vai ser legal!
Esperando ansiosamente a resposta, J.P.
Ps: abraços e talvez alguns beijos.”
Ela riu, James era um tonto, antigamente ela teria ficado extremamente irritada com aquelas gracinhas mas agora via graça nelas, escreveu a carta para Marlene falando da troca de cartas e que finalmente teria um encontro com James, depois de tantos anos e começou a escrever a carta para Severo.
“Oi, Sev, tudo bem?
Estou com saudades, quando vamos nós ver?
Eu queria te contar uma coisa, a um tempo eu tenho me aproximado de uma pessoa, e sentido coisas diferentes por ela, acho que pela primeira vez estou apaixonada Sev, nos sempre nos encontramos mas nunca saímos de verdade, não ainda, acabei de receber um convite para um encontro e eu vou aceitar! Espero que de tudo certo.
Eu sei que você vai reclamar de eu não falar quem é mas quero apenas esperar pra ver se tudo vai dar certo, não quero criar mais expectativas antes da hora, fique tranquilo, é uma boa pessoa.
Outro dia mando outra carta falando mais sobre isso, agora quero saber dar novidades aí também, faz um tempo que não me escreve.
Até mais, abraços, L.E.”
Ela não queria falar quem era porque sabia da relação conturbada que os dois tinham, e não queria discutir com ele por carta. Por fim respirou fundo e decidiu responder James.
“Oi de novo!
Gostei das suas estatísticas, são bem interessantes, principalmente a parte do bônus. Mas pensando bem, fiquei com pena da parte “resposta positiva” que está sem nenhum ponto, acho que vou contribuir com essa então.
Me surpreenda, Potter.
Ps: quando saímos do singular? Gostei disso.
L.E.”
E enviou novamente pela coruja, ela mal podia esperar pela resposta.
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