Notas iniciais
Oi gente, como vocês tão? Espero que se cuidando. Boa leitura e desculpa pelos errinhos.

#Tonks

~ uma semana antes ~

Tonks e a Anna estavam saindo do banquete do almoço de domingo quando ela escutou alguém lhe chamando em um corredor, olhou e viu Remus acenando timidamente. Seu coração falhou uma batida em vê-lo, estava lindo, mesmo estando mais pálido que o normal.

— Pode ir, Anna, a gente se encontra lá no salão – Falou já indo em direção ao professor.

— Juízo hein – Falou rindo.

A garota não havia contado nada do acontecido no dia anterior, nem mesmo para Anna, afinal, nada havia acontecido, mesmo que do fundo do meu coração eu desejasse que sim.

— Boa tarde, professor, tudo bem? – Perguntou chegando perto dele e ele se encolheu um pouco.

— Estou bem, stra, e você? – Perguntou olhando a garota que fez que sim sorrindo – Bom, eu queria me desculpar por ontem, eu...

— Está tudo bem professor, eu prometo! Nada aconteceu, eu não me lembro de nada, você se lembra? – Falou ela animada o que fez ele sorrir.

— Eu realmente aprecio isso, muito obrigado – Falou ele.

— Não há nada para agradecer, já lhe disse.

— Eu queria saber se... – Ele desviou o olhar para o chão – se você ainda vai querer a minha ajuda em DCAT?

— Bem, se o senhor estiver disposto a me ajudar eu quero sim!

— Estou, é que eu não sabia se você ainda ia querer e...

— Eu quero sim, nós vemos na sexta professor! – Falou animada e saiu em direção ao salão comunal da lufa-lufa.

Remus suspirou aliviado, nem tudo estava perdido afinal.

#Remus

~sexta-feira, 5 dias depois da conversa

— Bom, turma, agora que eu já introduzi para vocês sobre as megeras e ensinei feitiços para afasta-las da forma correta quero que vocês me tragam para próxima aula meio pergaminho sobre como elas tendem a agir e como evita-las, também quero o feitiço aprendido e treinado. Podem sair...

Ele se virou para apagar o quadro, não sabia nem se sua aula havia sido boa o suficiente, não conseguia parar de pensar se Dora ficaria mesmo para a aula particular ou se só havia falado aquilo para deixa-lo mais calmo. Ele também não conseguia evitar o pensamento de que o cabelo roxo usado por ela hoje a deixava linda!

— Sua aula foi ótima hoje professor! — Falou ela assustando ele que estava distraído – HA, TE PEGUEI! – E começou a gargalhar.

Ele não pode evitar sentir um arrepio ao ouvir a risada dela, ele olhou para ela rindo também.

— Ok, ok, mas só dessa vez! – Falou apontando a varinha pra ela.

— Isso nós vamos ver – Falou se levantando – vamos ver o que hoje?

— Bem, você já viu sobre bicho papão? – Perguntou.

— Teoricamente sim, mas não sei executar o feitiço, eu sei que chama Riddikulus porque li um pouco sobre ele na segunda.

— Exato, na verdade é um feitiço simples pra uma bruxa como você – Falou indo até o fundo da sala.

— Uma bruxa como eu? – Perguntou a garota seguindo ele.

— Sim, você sabe, talentosa, inteligente, determinada...

— Eu não me daria essas qualidades se você quer saber – Falou parando do lado dele perto de um baú com aparência de velho.

— Pois deveria. – Falou se voltando para o baú meio envergonhado – Bem, aqui eu tenho um bicho-papão preso, quando eu abrir ele vai se transformar no que você mais tem medo, tudo bem? Basta você pensar em alguma situação engraçada com ele e falar Rididkulus, como você mesma disse, e fazer esse movimento com a varinha. – Ele fez o movimento enquanto ela observava – Entendeu?

— Acho que sim – Falou acenando positivamente.

— Qualquer coisa eu vou estar aqui do lado, certo?

— Certo, estou pronta!

Remus abriu a caixa e logo três homens grandes e de vestes bruxas estavam indo pra cima dela, ela encolheu um pouco antes de apontar a varinha para eles e falar Riddikulus e os três homens terem virado três cachorrinhos fofinhos presos entre as vestes bruxas.

Ela sorriu e olhou para ele que olhava orgulhoso para ela, Remus colocou o bicho-papão de volta no baú e o fechou.

— De primeira hoje, hein, e depois fala que não atribuiria aquelas características a você.

— Estou feliz de ter conseguido! – Falou quase saltitando, o que fez com que ela derrubasse um porta-casacos que tinha ali perto – Aí, me desculpa!

Ele riu falando que não era nada demais.

— Meu pai vive brigando comigo, ele fala que eu engatinhei, que não era pra eu ser tão estabanada assim – Falou se sentando em uma mesa ali perto.

Remus levantou uma sobrancelha enquanto olhava para ela, aquilo não fazia o menor sentido.

— Ele é nascido trouxa, e os trouxas tem uma superstição de que se o bebe andar antes de engatinhar ele não vai conseguir se equilibrar direito quando crescer e vai ser estabanado, mas acho que eu sou a prova viva de que isso não é uma verdade, não é mesmo?

— Realmente! – Disse ele rindo da história dela.

— Não era pra você ter concordado, Remus! Era pra fazer eu me sentir melhor – Falou ela dando um tapinha no braço dele.

— Eu não acho isso algo necessariamente ruim – Disse.

— Me fala quando isso é bom? – perguntou ela cruzando os braços.

O primeiro pensamento que lhe veio à cabeça foi “Quando isso faz com que a gente quase se beijasse” mas ele logo tentou afastar, aquilo não podia acontecer de novo e ele precisava esquecer daquilo rapidamente por muitos motivos.

— Ok, não consegui pensar em nada agora – Disse rindo meio envergonhado com o que havia pensado.

— Viu só! Eu sou péssima!

— Claro que não, Dora. – Falou sentando em uma mesa ao lado dela.

— Sou sim, nem consigo ajudar quem eu amo –Falou ela meio triste, seus cabelos começaram a ficar em um tom de castanho claro e Remus teve que admitir que as cores vibrantes combinavam mais com ela.

— Está tudo bem? – Perguntou ele colocando a mão no ombro dela.

— Eu... desculpa ficar assim, eu tava tentando me distrair mas ver aqueles homens me deixou meio mal.

— Você sabe que pode conversar comigo, não sabe? – Perguntou ele calmamente.

— Obrigada, mas não vou ficar te enchendo – Falou ela se levantando.

Ele fez a mesma coisa e segurou de leve o braço dela.

— Dora, você não vai me encher, eu adoraria te ouvir se você quiser me contar – Ele sorriu fraco para ela que encostou novamente na mesa.

— Eu já te contei porque quero ser uma auror? – Perguntou ela olhando para o chão.

— Não que eu me lembre agora – Falou ele ficando na frente dela.

— Uma vez eu estava no beco diagonal com meu pai, nós tínhamos ido comprar meu material de Hogwarts, estava indo para o quinto ano, depois de um tempo que havíamos saído do Beco meu pai me empurrou para trás de uma caçamba de lixo e me pediu para ficar em silêncio enquanto eu cuidava de meu material. Eu mesmo sem entender obedeci, quando eu ouvi ele discutindo com alguns homens eu dei uma espiada, consegui apenas ver um deles derrubando meu pai no chão com um feitiço e os outros distribuindo alguns chutes e feitiços nele, eu quis sair para ajudar mas eu fiquei ali, parada, tremendo de medo. Alguns aurores chegaram e prenderam esses bruxos, alguns outros bruxos foram ajudar meu pai, e só aí que eu tomei coragem para sair de onde eu estava, parecia que alguma coisa me prendia no chão, eu congelei. Ele foi levado para o hospital e ficou 1 semana em estado grave. Meu pai é nascido trouxa e aqueles caras eram de algum grupo radical que não acredita que nós mestiços e nascidos trouxas tenhamos tantos direitos quantos eles de frequentar lugares bruxos.

Remus a abraçou depois que ela terminou a história e ela retribuiu, ele sabia que não deveria ter contato com ela dessa forma, mas ela era sua amiga também e estava lembrando de uma situação complicada.

— Vai ficar tudo bem, Dora, eu prometo. Isso já passou, você agora sabe que faria diferente e tá tudo bem não ter feito na hora.

— Obrigada, Remus. – Falou ela olhando para ele ainda no abraço – Eu realmente estava precisando disso.

— Sempre que precisar. – Disse ele sorrindo para ela e a soltando, mesmo não querendo fazer isso – Agora você vai conseguir ser a auror que você quer, e vai fazer muito mais do que você possa imaginar.

— Eu espero – Falou ela fazendo com que o cabelo mudasse para um lilás.

— Isso quer dizer que você está melhor mas não tanto? – Perguntou ele apontando para o cabelo dela.

— É, acho que sim – Disse rindo.

— Vem cá, tem algo que sempre me deixa melhor – Falou indo até a mesa dele e sendo seguido.

— O que?

— Aqui – Falou entregando um pedaço de chocolate para ela.

— Eu amo chocolate! – Falou ela sorrindo ao dar a primeira mordida.

— Eu também. — Falou ele também mordendo um pedaço.

— Obrigada por tudo Remus, pela aula, por me escutar e pelo chocolate. – Disse ela pegando a mochila e colocando nas costas.

— Até mais!

— Até. – Respondeu ela saindo da sala com os cabelos já roxos novamente.

Remus ficou pelo menos 5 minutos ainda apoiado em sua mesa na mesma posição tentando entender o que era aquilo que estava sentindo, o porquê de seu coração estar tão acelerado e suas mãos suadas. Parecia um adolescente apaixonado, mas aquilo não era verdade, ele não era um adolescente e nem estava apaixonado, não é?

#Lily

~Domingo de manhã~

Lily acordou e abriu os olhos levemente, se amaldiçoando por ter esquecido de fechar as cortinas. Ela se sentou rapidamente e logo um forte dor de cabeça a atingiu, assim como uma forte ânsia. Ela não teria bebido tanto assim, teria?

Ela se deitou novamente e colocou uma das mãos na testa conforme as memorias da noite anterior iam voltando, seriam memorias ou ela teria sonhado.

A ruiva se lembrava de estar em um entediante encontro com John, lembrava-se de pedir ajuda para o Potter e este ajuda-la, depois ficaram conversando e bebendo, não se lembra de voltar para o castelo mas tem uma mera lembrança de conversar com Potter na porta do seu quarto e de dar um leve beijo no canto de sua boca.

Ela fechou os olhos com força, ela não fez aquilo, estava sonhando com isso, é claro. Ela abriu os olhos novamente, mas ela não poderia estar sonhando que beijou o Potter e ainda disse que gostava que ele estava mudando.

Independente do que fosse aquilo era uma péssima notícia. Ou ela tinha quase beijado ele e dito que estava gostando de sua mudança, ou tinha sonhado com isso! Se bem que o Potter realmente estava mudando e ficando legal e .... Não!

Ela olhou no seu relógio ao lado da cama para ver quanto tempo ainda tinha para se arrumar, não colocava despertador de fim de semana pois não costumava a passar das 8 da manhã na cama.

A ruiva se levantou rapidamente, se arrependendo disso logo em seguida, quando viu que já eram quase onze horas, ela havia perdido o café. Não que fosse obrigada a ir em todas as refeições, mas ela sempre tentava.

Resolveu enviar uma carta para Marlene, precisava falar com alguém de forma sincera, mandou sua coruja enviar a carta torcendo para receber uma resposta logo e foi tomar um banho, ainda estava com a roupa de ontem no corpo.

Quando já havia saído do demorado banho e estava arrumando o quarto ouviu Lola piando em sua janela com um papel preso nela, abriu a janela e pegou o pergaminho enrolado.

“Querida Lily, também estou morrendo de saudades e também estou precisando conversar, que tal vir almoçar na sua antiga casa? Podemos fazer aquela torta que sempre fazíamos e conversar um pouco, venha quando puder que estarei te esperando. Beijos, Lene.”

Ela terminou de arrumar o quarto se amaldiçoando pela décima vez em cinco minutos, aquela dor de cabeça era péssima, talvez a amiga tivesse uma poção para ressaca afinal. Quando abriu a porta viu um pequeno vidrinho no canto com um papel.

“Achei que fosse precisar – J.P.”

— Ah, claro! – Falou e abriu o vidrinho cheirando.

Era o que mais desejava naquele momento, ela tomou todo o conteúdo do recipiente e o deixou em cima de sua escrivaninha, pegou um pequeno pedaço de papel e escrever “Obrigada – L.E.” e deu para Lola entregar para Potter.

— Nunca imaginei mandar um bilhete a Potter, ainda mais um agradecendo – Disse enquanto saía do quarto.

Ela aparatou em um beco perto de sua antiga casa e foi em direção a portaria.

—Lily! – exclamou seu Jasper.

— Olá, Senhor Jasper, tudo bem?

— Estou ótimo, quanto tempo que não a vejo.

— Pois é, vim visitar minha amiga, será que o senhor poderia avisa-la que cheguei? – Perguntou sorrindo.

— Mas é claro, querida. – Respondeu simpático, falou algumas coisas pelo interfone e logo se virou para ela – Pode subir.

— Obrigada, até mais! – Disse se afastando.

— Lily! – Exclamou Marlene ao abraçar a amiga depois de abrir a porta.

— Ai que saudade que eu estava, Lene! – Falou abraçando a amiga forte.

— Eu também! Você está péssima, Lily. – Falou a loira olhando bem para a amiga enquanto essa entrava.

— Obrigada pela parte que me toca, Lene – Disse a ruiva sentando no sofá.

— Não foi isso que eu quis dizer, o que aconteceu? – Perguntou sentando do lado da amiga.

— Eu meio que tive uma noite repleta de bebidas ontem.

— E nem me chamou? – Perguntou a loira fazendo cara de brava.

— Você deve ter saído também que eu sei – disse Lily.

— Sai, mas não foi lá aquelas coisas, mas e aí, me conta o que você precisava falar.

— Bem, eu não sei direito por onde começar mas tipo, eu... não odeio tanto mais assim o Potter – Falou a ruiva olhando para as próprias mãos.

— E isso não é bom? – Perguntou Lene sem entender.

— Não! Eu sempre odiei o idiota do Potter mas agora eu não consigo não sonhar com ele ou não notar a presença dele ou.. – Ela não conseguiu completar a sua frase.

— Pera, pera, pera. Você tá apaixonada pelo James? – Perguntou Marlene com os olhos arregalados.

— Que? Claro que não! – Respondeu ela rapidamente – Eu acho que só tenho convivido muito com ele.

— Mas se você tem tanta certeza disso por que você queria tanto conversar sobre?

— É que... meio que eu não tenho certeza, tem uma mínima chance de eu estar errada e eu não consigo entender como e nem porquê – Disse Lily olhando meio chorosa para a amiga.

— Ei, calma, quando isso aí começou a acontecer?

Lily então contou de que ele estava tratando ela diferente, que estava mais educado e até fazia piadinhas engraçadas, contou da ronda, das discussões, dos sonhos, do jogo de quadribol e por fim do que tinha acontecido na noite anterior.

— ... o problema é que eu não sei se eu fiz isso ou sonhei com isso, e eu também não sei qual opção é pior! Pois seria outro sonho com ele – Terminou ela enquanto olhava a amiga que tentava assimilar tudo.

— Olha, como sua melhor amiga eu vou ser 100% sincera com você, eu não afirmo que você esteja apaixonada mas isso pode ser uma opção, afinal, ele está diferente e mudou tudo que você mais odiava nele, certo? – Teve um aceno positivo da amiga – Eu acho que você não pode entrar em negação sabe? Ele amadureceu, como você mesma disse ele não é o mesmo Potter, então você deve deixar ver o que vai acontecer, não ficar o tempo todo se freiando por ser ele. Então se por um acaso acontecer um beijo ou sei lá, aconteceu, deixa rolar, não se preocupe e não fica lembrando do passado, pensa nele hoje.

— Mas fazendo isso eu meio que estaria dando uma chance pra ele, não? – Perguntou Lily mexendo em uma mexa de seu cabelo.

— Não, Lily, você estaria dando uma chance pra você. Você sempre pensa muito no que faz, deixa uma vez seu coração guiar você, se for acontecer alguma coisa, vai acontecer, se não, também não vai. – Explicou Marlene sorrindo – Não se cobre, só deixa rolar e seja você.

— Ai, obrigada, Lene – Falou a ruiva abraçando a amiga – Quando eu pensei que viria pedir conselhos sobre o Potter pra você? – Perguntou e as duas riram – Eu achei que eu ia sair daqui certa de que era coisa da minha cabeça e foram picos de loucura na minha vida, mas acho que você me convenceu, talvez no fundo do fundo do fundo... fosse isso que eu quisesse escutar.

— Já imaginou? Lilian Evans com James Potter? Que incrível!

— Ei, para com isso! – Falou a ruiva dando um tapinha no braço da loira – Não sei se vai acontecer alguma coisa. Meu Deus, eu não surtar com isso é novidade até pra mim!

A loira riu antes de responder:

— Você também amadureceu, criança.

— Mas agora me fale de você, você falou que precisava conversar comigo também – Falou Lily segurando uma das mãos da loira.

— Então, eu tenho um problema e eu não sei porquê mas eu não consigo sair dele — disse Marlene olhando para as mãos.

— Bem, lembra quando eu falei que as vezes eu saia com um carinha por diversão e só isso? – perguntou.

— Claro, aquele que você não quis me dizer o nome, sendo que isso nunca foi um problema — Disse Lily revirando os olhos.

— Então, esse carinha é o Sirius e ...

— Sirius? Nosso Sirius? Sirius Black? – perguntou Lily.

— Esse mesmo, a gente já se encontrava algumas vezes antes, mas agora trabalhando juntos o “as vezes” virou umas 3 vezes por semana, alguns fins de semana inteiros também, e o problema é que o pessoal começou a desconfiar que a gente tem alguma coisa, e a gente não tem...

— Não tem? Todo esse tempo junto e você me fala que vocês não têm nada? – perguntou Lily

— Exato! Nenhum de nós quer ter alguma coisa, algo que nos prenda, somos só amigos. O problema é que nós conversamos sobre parar de chegar e sair juntos do ministério para que as pessoas parassem de falar que nós temos algo mas isso consequentemente faria com que a gente não se visse com tanta frequência.

— Calma, eu ainda não entendi o problema.

— Eu... eu ainda quero continuar encontrando ele sabe? É bom, a gente se divertE, passa um tempo junto, faz companhia um para o outro e é isso.

— Por que você então não continua saindo normalmente com ele?

— Essa vai ser a minha última semana no ministério, Lily, vou voltar a trabalhar no hospital e ainda não contei isso para ele porque não tive coragem, porque sei que essa rotina vai mudar – Terminou a loira, nem ela entendia o que estava pensando.

— Por que você não conversa com ele sobre manter isso? – Perguntou Lily.

— Porque vai parecer que eu quero um relacionamento ou algo assim, eu não quero, só quero essa nossa amizade da forma que está.

— Olha, Lene, o que eu acho de verdade? – Perguntou a ruiva e recebeu um aceno positivo da amiga – Eu acho que você está meio apaixonada por ele, mas ainda não admitiu isso pra você mesma, afinal, você quer ficar com ele, nessa amizade que vocês tem, e não quer perder isso. Mesmo que eu esteja errada, você precisa falar pra ele que você vai parar de trabalhar lá, vai mudar a vida dele também, e vocês podem continuar se encontrando e, melhor que isso, ninguém mais falar de vocês juntos.

— Você tem razão sobre eu dever falar com ele e sobre o pessoal parar de falar, eu não tinha pensado por esse lado – Falou a loira meio triste – mas a primeira parte eu sei que não é verdade, e mesmo que fosse isso não importaria.

— Eu discordo, Sirius sempre olhou mais pra você do que para as outras. Foi com ele que você saiu ontem? – Perguntou a ruiva mudando de assunto.

— Na verdade não, foi com um outro cara que trabalha com a gente, ..., foi legal, mas nada demais, acho que vamos sair de novo daqui 2 semanas.

— Então foi bom! – Exclamou a ruiva.

— Foi legal, ele é educado, gentil, engraçado, bonito, mas nem nos beijamos, você sabe que eu gosto mais da parte calorosa do ser humano – Falou e as duas riram – Vamos fazer essa torta? Estou mooorta de fome.

As duas foram em direção da cozinha e passaram o dia todo falando bobagens, nenhuma das duas tinha certeza do que ia acontecer dali em diante, ou o que estavam sentindo sobre a conversa, mas elas descobririam.

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo? E o que estão achando da história? Até maais.