The adult life of The Marauders
12 Capítulo 12
Notas iniciais
#James
O maroto acordou no domingo quase na hora do almoço com uma coruja batendo em sua janela, ele amaldiçoou ela mentalmente enquanto levantava até reconhecer realmente a coruja.
— Bom dia Lola – Falou depois de abrir a janela.
Pegou o pedaço de pergaminho e viu “Obrigada – L.E.” escrito lindamente nele, ele sorriu, ela provavelmente lembrava da noite passada! E não estava brava com ele! A coruja piou e saiu voando novamente do quarto.
Ele tomou um banho e se arrumou, ficou pronto na hora do almoço e desceu com um sorriso no rosto.
— Bom dia, Aluado – Falou ao sentar ao lado do amigo.
— Ih, a noite foi boa? – Perguntou sorrindo.
— Foi ótima!
Ele se calou pois Dumbledore levantou para falar que o almoço estava servido. James olhou preocupado para cadeira ao seu lado ao ver que ela estava desocupada, Lily nunca chegava depois que Dumbledore dava o banquete como aberto.
— Você sabe da Lily? – perguntou para Remus que negou com a cabeça.
Ele deu os ombros e fez sua refeição. Talvez ela tivesse voltado a dormir, então logo depois de acabar sua refeição ele se dirigiu para o quarto dela e bateu na porta, uma, duas, três vezes. Depois de ficar mais de dez minutos esperando ele percebeu que ou ela não estava ali ou ela não queria falar com ele. Voltou para o quarto e depois de olhar o mapa viu que ela realmente não estava ali.
Passou o dia todo planejando suas próximas aulas e lendo um livro novo sobre quadribol. No jantar ele novamente estranhou o desaparecimento de Lily, e apenas acalmou quando nove horas da noite viu dois pequenos pés com o nome Lilian Evans aparecendo no mapa.
Acordou no dia seguinte com o despertador, olhou o mapa logo depois de colocar seus óculos e viu o nome de Lily se mexendo onde ficava seu quarto, suspirou aliviado. Se arrumou e foi tomar café, alguns minutos depois dele entra uma cabeleira ruiva e se senta do seu lado.
— Bom dia, Lírio – Falou sorrindo.
— Bom dia – Falou ela retribuindo o sorriso – Bom dia, Remus – falou para o amigo que estava sentando do seu lado.
— Bom dia – Respondeu ele baixo.
James olhou para o amigo que estava pálido e com o semblante preocupado e percebeu que era noite de lua cheia aquele dia.
— Passo no seu quarto as 10 ok? – perguntou e o amigo assentiu.
Terminaram o café da manhã sem mais conversas, James me levantei ao mesmo tempo que Lily e então fomam andando juntos até a saída.
— Você tava bem ontem? Você não apareceu para as refeições e também não estava na escola – Falou James quando saíram do salão pela saída lateral.
— Como você sabe que eu não estava em .... – Ele olhou para ela com a sobrancelha levantada e a ficha dela caiu – Claro, o mapa. Anda me espionando, Potter?
— Claro que não, Lils – Disse ele sorrindo – Eu apenas fiquei preocupado, nós passamos um pouco da conta no sábado.
A ruiva corou lembrando da noite que haviam passado juntos no três vassouras, e no quase suposto beijo que ela havia dado nele.
— Eu estava bem, fui passar um dia com a Lene – Explicou.
— Ela está bem? – Perguntou o maroto, fazia tempos desde que não via a amiga.
— Está sim, falou para marcarmos algo para lembrar os velhos tempo, você topa?
— Claro, ruiva, só me fala o dia e a hora – Falou ele piscando para ela – Agora eu tenho aula, até mais, Lily.
— Boa aula, James – Disse sorrindo para depois seguir sozinha por um corredor.
A cabeça dele estava confusa, tão confusa que se concentrar na aula foi difícil. A ruiva havia lhe chamado pelo nome e sorrido, não havia brigado com ele quando lhe chamou por Ruiva, Lils e Lírio.
O pensamento de que talvez ela não se lembrasse direito da noite de sábado o atormentava, pois aquilo foi o mais perto de uma amizade e de um possível romance que teve em anos! Mas a possibilidade de ela lembrar e simplesmente ignorar o acontecido também o incomodava, afinal, ela havia quase beijado ele e agora estava o tratando como um amigo.
Claro, diante da forma como ele era tratado antes aquilo era como um banho quente depois de um longo dia de trabalho, mas ele queria muito saber o que se passava na cabeça dela. Ela poderia estar fazendo aquilo porque finalmente havia aceitado que eles deviam ser amigos pela profissão? Havia alguma possibilidade de ela responder mesmo que minimamente os sentimentos dele?
— PROFESSOR! – James pulou da sua vassoura e balançou a cabeça enquanto ia na direção de um aluno que estava sentado no chão.
Ele tinha que parar de pensar na ruiva, aquilo já consumia demais seus pensamentos.
#Tonks
— Oi, turma, espero que tenham tido um bom fim de semana – falou Remus forçando um sorriso para a turma.
Ele estava estranho, alguém que não o conhecesse bem, ou não reparasse tanto nele quanto ela vinha fazendo de um tempo para cá, talvez não percebesse as olheiras mais profundas, a pele mais pálida e sem brilho, além da voz um pouco mais rouca.
Enquanto a aula era dada a garota apenas olhando o professor com um sorriso meigo nos lábios, algumas vezes, muitas, vezes os olhares se encontravam e ele logo tratava de desviar, o que intrigava a menina de cabelos rosa, nas aulas passadas eles costumavam a trocar olhares mais longos, as vezes isso os fazia rir, algumas vezes ela corava, as vezes ele, mas hoje Remus estava estranho.
A aula passou e o pensamento de que talvez ele estivesse doente não sabia da cabeça dela, a menina pediu para que sua amiga fosse na frente almoçar que já estava indo, só ia tirar uma dúvida. Nesse dia, especialmente, nenhum outro aluno permaneceu na sala.
— Bom dia, Remus – Disse ela sorrindo se aproximando dele.
— Bom dia, Dora, tudo bem? – Perguntou ele novamente forçando um sorriso.
— Eu sim, mas você está estranho, está doente? – Perguntou ela colocando uma das mãos na testa dele e depois na bochecha tentando sentir a temperatura.
— Não, eu estou o..ótimo – gaguejou ele de olhos fechados.
— Não minta pra mim, eu posso ser sua aluna mas me considero sua amiga também – Falou ela depois de tirar a mão do rosto dele.
Podia ser coisa da cabeça dela mas ela jurava que ele havia suspirado quando suas peles perderam o toque e ele abriu os olhos.
— Eu estou bem – Falou com mais certeza agora olhando profundamente nos olhos, agora castanhos, da garota.
— Você sabe que pode me contar se estiver com algum problema também, não sabe?
— Obrigado por isso, Dora, eu realmente aprecio isso, mas agora devemos ir almoçar – Falou ele se virando e começando a guardar suas coisas.
— Então eu vou indo, mas se precisar me chame ok? – Perguntou ela que recebeu um aceno positivo confirmando – Até mais, Remus – Falou dando um beijo na bochecha dele e saindo da sala.
Remus sentiu uma dor forte no fundo do peito, tinha que se afastar daquela menina, ela era encantadora e ele sabia que estava se apaixonando por ela, mas além de toda a parte não ética de um professor se apaixonar por uma aluna, havia também a parte daquele monstro que existia dentro de si, um que sairia essa noite e ele odiava mais do que tudo em sua vida.
Tonks passou o dia todo normalmente, tinha apenas uma aula de feitiços após o almoço e logo depois o tempo era livre, ela aproveitou para colocar as matérias em dia antes do jantar e tentar descansar depois desse, mas não foi possível já que Remus não apareceu para o jantar e seu coração apertou com medo de que algo pudesse ter acontecido com ele.
Ela dormiu depois de um tempo mas ainda sonhou com belos olhos cor de mel que já atormentavam sua mente por dias.
Ela acordou no dia seguinte louca para ir tomar café e ver se o seu professor já estava com uma aparência melhor, mas quando o sinal que anunciava o começo das aulas bateu e ele ainda não havia aparecido parecia que um buraco havia se formado em seu estomago.
Ela correu para o campo de quadribol para encontrar o professor Potter, sabia que ele e Remus eram amigos e esse talvez conseguisse lhe dar alguma informação.
— Professor Potter? – Perguntou quando chegou no campo e viu ele parado na frente de alguns segundanistas com uma cara de cansado.
— Só um segundo turma – Pediu se distanciando das crianças – Posso ajuda-la, senhorita Tonks?
— O senhor saberia me dizer se o Professor Lupin está bem? Aula passada ele estava meio abatido e ele não participou das duas últimas refeições.
— Ele está bem sim, senhorita, só um pouco doente – Respondeu ele com calma.
— Doente? – Perguntou preocupada.
— É, ele está na enfermaria se curando de um resfriado – Disse.
— Enfermaria? – O professor confirmou com a cabeça – Obrigada, estou indo para lá – Respondeu ela já começando a se afastar.
— Senhorita Tonks?! – Chamou James quase desesperado, o amigo ficaria furioso se soubesse que ela estava indo lá.
Ela olhou para ele ansiosa.
— Acho que a senhorita deveria ir para sua aula, o professor Lupin vai ficar bem e ele não gosta de receber visitas quando está doente – Falou ele buscando convence-la.
— Desculpa a grosseria, professor, mas eu, sinceramente, não ligo para minha aula, vou ver se o professor está bem e ver como posso ajuda-lo – Falou e saiu correndo.
James suspirou. Aquilo estava indo longe demais, ele percebia a preocupação nos olhos da garota, ela havia enfrentado um professor, que poderia ter lhe tirado pontos de sua casa, apenas para ver Remus, e esse ficaria furioso ao vê-la lá.
O maroto sabia que o amigo estava apaixonado por Tonks, mas sabia também que Remus nunca havia deixado alguém se aproximar dele romanticamente de forma a ter um relacionamento, segundo ele era perigoso, o que era bobeira na opinião de James.
Potter voltou a sua aula ainda torcendo para que Tonks quebrasse esse escudo que o amigo criará, que ficassem juntos. Aquilo não era impossível, mas aquela menina teria um grande trabalho.
Tonks correu, como a tempos não corria, em direção a enfermaria. Abriu a porta e não viu Madema Polfrey então decidiu entrar. Não havia alunos lá, mas havia uma cama com um biombo, impedindo a visão de outros. Ela contornou isto e viu Remus adormecido.
Ele estava pálido, com as olheiras ainda mais profundas, como se não tivesse dormido a noite toda, algumas cicatrizes a mais do que ele já tinha espalhadas pelo rosto e braços, que eram as partes descobertas por roupa, além de parecer mais magro que o habitual, também aparentava fraqueza.
Ela passou a mão pelo rosto de Remus retirando uma mecha de cabelo que estava caindo em sua testa, o maroto se mexeu e ela segurou a respiração, não queria acorda-lo, alguma coisa dizia que ele precisava daquele sono.
Ela velou seu sono por um tempo até que Madame Polfrey apareceu segurando dois frascos e alguns panos para ferimentos.
— O que faz aqui, garota? – Perguntou com cara de brava.
— Eu vim apenas ver se o professor estava bem – Falou.
— Não pode ficar aqui, o professor Lupin pediu para que não fosse incomodado e ...
— Está tudo bem, Madama Pomfrey – Ambas as mulheres se assustaram ao ouvir a voz rouca do maroto.
— Que bom que acordou, Senhor Lupin – Falou a senhora se aproximando – Eu sai da enfermaria por um minuto e as coisas já saíram de ordem!
Tonks se afastou um pouco envergonhada, acabou tropeçando em uma cadeira que havia ali perto e caindo em cima do biombo que quase tombou.
— Meu Deus, senhorita! Já desobedece às ordens e ainda quer nós matar? – Fala Madame Pomfrey enquanto colocava um pouco de um líquido em uma colher e oferecia para Remus.
Remus segurou o riso mas logo voltou a ficar sério e aceitou o líquido que a enfermeira lhe oferecia.
— Será que poderia nos deixar sozinhos? – Pediu Remus e a mulher assentiu saindo – Você não deveria estar aqui – Falou sério.
— Claro que deveria, você está doente! Não apareceu nas duas últimas refeições e está com uma cara péssima – Falou a garota se aproximando da maca.
— Obrigada pela parte tocante – Disse ele debochadamente – Mas é sério, a senhorita tem aula, não devia vir aqui.
— Não me importo com a aula, quero saber de você! – Falou ela puxando uma cadeira para sentar ao lado dele.
Ele se mexeu um pouco desconfortável com aquela situação, ao mesmo tempo que estava feliz em ver que ela se preocupava com ele, aquilo o aterrorizava, ela estava virando realmente amiga dele e aquilo era prejudicial para ela.
— Eu não quero conversar agora, desculpa – Disse Remus, queria que ela saísse dali e não o visse naquela situação mas também não queria chateá-la sendo grosseiro.
— Não tem problema, eu vou ficar aqui em silêncio – Falou ela direta.
— Você deve ir assistir suas aulas, isso vai causar problemas para mim e para você – Falou ele, aquilo não deixava de ser verdade.
— Mas e você? – Perguntou ela se aproximando mais dele e passando as mãos em uma das novas cicatrizes – O que aconteceu, Remus?
— Nada demais, pode ficar despreocupada vá para sua aula – Falou ele virando o segurando a mão dela e tirando de seu rosto, mesmo que não quisesse realmente fazer isso, aquilo pareceu magoa-la um pouco.
— Tudo bem se não quiser conversar eu...
— Vá para sua aula, senhorita Tonks, estou dando uma ordem como seu professor! – Falou Remus um pouco mais sério e ela o olhou assustada.
— Tá... tá tudo bem, professor – Falou ela se levantando – Mas eu volto no almoço para vê-lo, não tente me impedir! – Disse antes de sair do biombo.
Remus suspirou, ele definitivamente não sabia onde estava se metendo, não queria afasta-la mas precisava, mesmo que aquilo machucasse ela.
#Lily
A ruiva entrou na sala que daria sua primeira aula depois de se despedir de James, ela estava tentando ser ela mesma com ele mas era muito complicado, estava envergonhada e parecia uma adolescente que não sabia como agir.
Ela foi tirada de seus pensamentos por uma coruja que batia na janela, uma desconhecida. Aquilo era estranho, as corujas costumavam a chegar só no horário do correio. Abriu a janela e pegou a parta que estava com ela, a coruja piou e voltou a sair.
Lily abriu a carta e sorriu ao ver que era de Severo, sentia falta dele também. Nela ele contava coisas sobre sua vida, como o fato de que havia pedido a atual namorada em casamento e agora estava noivo! Contou também que estavam esperando comprar uma casa lá para depois sim, casarem e que ela, é claro, estaria convidada.
No final ele contava que o outro pequeno envelope que havia dentro daquele era para ser lido com Remus, o que ela estranhou, Snape nunca fora amigo dos marotos, mesmo que Remus fosse o mais amável deles. Ela olhou o outro pequeno envelope e decidiu que não abriria ainda, tentaria primeiro encontrar Remus sozinho para falar com ele, seja o que fosse, não era algo que Severo gostaria de espalhar.
— Bom dia, Professora – Falou um dos alunos quintanistas que havia acabado de entrar na sala tirando ela de seus pensamentos.
— Bom dia – Respondeu sorrindo enquanto guardava a carta e colocava no bolso de seu casaco.
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