Término

Quando a última lágrima do rosto desceu...

Eu percebi o caminho através da água.

Escondendo uma face de adeus,

Enquanto a esperança por mim passava.

Um devaneio entre tantas ilusões...

Era uma vez em um conto de fadas,

Que nós éramos um ideal romântico,

E nossas falas sempre tão fáticas.

O fardo da desilusão,

Nos tornou posterior ao “felizes para sempre”.

Cada pequeno erro que eu cometi,

Arrastando-a pelas correntes

Da água que caía de minha face,

Quando a última lágrima do rosto desceu...

Tantas eram as odes proclamadas entre você e eu...

Mas poucas criaram alardes.

Você cresceu num véu de mentira,

E eu te despi com minhas meias verdades.

O toque sutil na pele nua,

O recuo displicente e impensado.

Como posso tê-la pra mim,

Se quando choras não procura meus braços?

Entendi o eterno sabor,

Da boca de enamorados.

Complete o coração com o ardor,

De dois jovens mal amados.

Juras de paixão e amor eram tão clássicas...

Quanto os diversos “eu te amo” que desenhamos

Em árvores nas áreas devastadas.

Pode mentir sobre o que sentiu,

Ao elaborarmos mil e um planos.

Pode até mentir que partiu,

Para não revelar nossos “segredos por baixo dos panos”.

O tempo ficara tão monótono,

Repetitivo e constante.

Eu reclamava por seu amor,

E você me perdia em meio a tantos amantes.

Só esqueça que um dia eu fui algo importante

Pra você.

Eu prefiro esquecer sua face,

Enquanto minha última memória é de você indo embora.

Admiro as suaves curvas e suas provocantes costas com covas.

Eu vejo-a ir embora, contudo, seu rosto é incógnita.

Porém, quando a última lágrima retornou à minha memória...

Recordei sua face tristonha e chorosa.

~Gabriel.