The Zephyr

10 O Menino & O Mundo


O Menino & O Mundo

Quando menor lançou-se a dominar um mundo...

Obscuro, apagado pelas diversas vezes que fora transformado.

Quietou-se quanto as amarras colocadas em seus braços,

E esbravejou ao vento que pouco oscilava palavras que entrelaçavam como destino.

Aflito sob as sombras das grandes árvores que o rodeavam,

O menino, cabisbaixo, deixou certos sonhos de lado.

Enquanto o vento que pouco refrescava batia-lhe no rosto fraco.

Incrédulo com o que havia presenciado,

Seus olhos sonolentos penetraram no fundo daquela grande escuridão.

Procurando suporte, vida, munição.

Mas as cordas que prendiam suas mãos eram fortes para tirar-lhe um ímpeto,

E não cogitar uma vaga ideia de prisão.

Quando cresceu, sentiu, pela primeira vez, a cor das cores o contornarem...

Elas o abraçaram com uma serena inquietude de primavera,

E desamarraram as cordas que prendiam suas mãos.

Era óbvio o simples desejo de desbravar a imensidão,

Ainda que o medo da escuridão lhe pesasse os pensamentos.

E fizessem com que ele acolhesse ressentimentos quanto àquele mundo.

Caminhou alerta e cauteloso,

Como um cão medroso e inseguro.

Farejou entre os novos cheiros a incerteza do desconhecido,

E embora o sentimento de lançar-se a conquistar fosse grande,

Os perigos que sua pele acolhia nos músculos o faziam fraquejar.

Faziam-no tremer e desejar

Voltar ao véu da escuridão.

Quando maior, pôs-se a caminhar sem rumo...

O destino que tanto lhe aguardara era substituído,

Por um sonho um pouco mais soturno.

Em sua cabeça, era mais fácil e mais real...

Porém, ele ainda sentia-se reprimido àquela floresta,

Como uma jaula e um animal.

Suas ideias e preceitos foram se transformando em medos e devaneios.

Tanto que em sua mente, ele mentia,

Sobre como aquela vida seria perfeita e ele deveria

Aceita-la e agarra-la com as forças restantes de sua sina.

Perdeu-se em confusões, enquanto uma parte sua ainda queria...

Explorar o desconhecido com a sutileza de uma criança recém-nascida,

Que se lança a aprender a caminhar numa areia em lisergia.

Quando velho, começou a arrastar-se pelas estradas vazias...

Sua idade pesava nos ombros cansados, seu rosto não sorria.

A testa trazia rugas e a pele franzia com os ventos fortes,

Diferente dos que os de sua infância traziam.

O novo o espantou de novo e, afoito com tantas revelações,

Ele procurou pelas mesmas sombras que foram, outrora, suas prisões.

Moribundo, deitou-se e por lá se deu fim à sua ordinária vida.

Quando morto, ele pensou...

No desperdício do medo em uma mente em primazia.

~Gabriel.