The Years Went By And I Still Loving You
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Bem... Esse capitulo eu até que gostei... Agora é com vocês, espero que gostem.
Último dia de aula! Aaaah! Como é bom, né? Eu estava praticamente jogado no banco do pátio da escola conversando com os meus amigos. Todos estavam animados e parecia que todos estavam com o mesmo plano para as férias: Ficar em casa. Era sempre assim, acordar, almoçar, jogar vídeo game e dormir de novo, isso já estava virando tradição.
- Eu acho vocês muito chatos. – Brendon disse cruzando os braços.
- Por quê? Tem algo melhor para fazer nas férias? – Ray perguntou revirando os olhos. – Ficar em casa sem ter que fazer nada, em um completo paraíso! – Levantou as mãos para o alto e olhou cima, como se agradecesse a Deus que as férias estavam próximas.
- Tenho uma idéia. Na verdade eu já estava para contar isso para vocês... – Brendon falou com os olhos brilhando. – Eu fiz uma reserva em um hotel... Perto da praia... E eu queria saber se vocês querem ir. – Terminou a frase e todos ficaram quietos, após um silêncio enorme começamos todos á rir. – Aaaaaahhh!!! Por favor!!!
- Sem chance. – Mikey com as duas sobrancelhas arqueadas. – Gerard odeia sol, eu me queimo no sol, Ray odeia areia, agora Frank e Ryan eu não sei...
- Ryaaaaaaaaaaaaaaaan... – Falou com uma cara de cachorrinho pidão. Ah! Eu não resisto a essa carinha e ele sabe bem disso. – Por favor, convence eles...
- Eu... Er... Bem... – Todos me olhavam com uma cara brava e Brendon continuava com aquela carinha hiper-fofa para o meu lado, que saco. – Vamos, gente, vai ser divertido. – Falei contragosto, pois sabia que depois todos iriam me matar.
- Não... Sem chance... De jeito nenhum. – Cada um dizia uma reclamação, francamente esse bando de sedentários.
Ficamos bastante tempo naquela mesma discussão, eu defendendo Brendon enquanto o resto me repreendia dizendo que praia é uma bosta e que eu estava sendo um idiota. Fomos para a aula, e Brendon ainda continuou insistindo, os professores brigavam com a gente de vez em quando, a aula acabou e a mesma discussão fora da escola.
- Mas se vocês quiserem vocês podem ficar no hotel fazendo o que quiser. – Brendon disse e dessa vez todos pararam de discutir e se olharam como se estivessem gostado da idéia. – Então?
- Tudo bem! – Gerard foi o primeiro a dizer.
- Mas nós vamos pedir as nossas mães. – Frank alertou. – Se elas deixarem nós vamos, mas se não, não... Certo?
- Certo.- Dissemos todos juntos.
Cada um foi para sua casa e eu fui conversar com a minha mãe no trabalho dela. Peguei o elevador, apertei o botão sete, não demorou muito e eu já estava entrando no escritório da minha mãe.
- Oi, filho. O que te trás aqui? – Perguntou minha mãe com um sorriso surpreso no rosto.
- É que o Brendon fez uma reserva em um Hotel na praia... E ele quer que todos nós estejamos lá para passar as férias. – Falei com receio que ela dissesse que não deixaria, pois ela ficou séria.
- Querido... Eu acho que você está muito novo para viajar sozinho. – Falou entrelaçando as duas mãos perto do rosto.
- Manhê!! – Reclamei, ela deveria saber que eu não sou mais criança! – Eu já cresci, sei me virar e além do mais, vai o Frank, Gerard, Mikey, Ray e Brendon. Vamos estar bem lá.
- Filho, o problema é que eu sei que você não tem juízo! – Falou e eu dei uma risada sarcástica.
- Eu tenho juízo sim! – Retruquei.
- Quando vocês saem? – Perguntou massageando as têmporas.
- Acho que dia três. – Respondi e olhei-a ansioso.
- Vai arrumar as malas e vê se ponha crédito nesse celular, para me ligar se caso algo aconteça com vocês. – Disse e eu dei um sorriso de orelha á orelha. E fui embora correndo para casa.
Iria ser ótimo passar as férias inteiras junto com os meus amigos, junto com o Brendon, sem que ninguém mandasse em mim, essas seriam as melhores férias da minha vida.
Assim que cheguei à frente da minha casa meu celular tocou, enfiei a mão no bolso e tirei o aparelho, vi no visor, para variar era Brendon.
- Fala B... – Atendi abrindo a porta da casa e logo adentrando nela.
- Todos já confirmaram que vão... Como foi com a sua mãe? — Perguntou ele do outro lado da linha.
- Eu não sei como dizer isso... É que sabe como minha mãe é... – Falei tentando deixá-lo nervoso. Me joguei no sofá e coloquei o celular no viva-voz. – Ela... Deixou!
- Jura? Aahhh que legal! Vai ser perfeito. Quer que eu vá ai te ajudar a arrumar as malas? – Perguntou.
- Eu não quero te atrapalhar e além do mais você tem que arrumar a sua mala também e... – Não consegui terminar a frase e já fui interrompido por ele.
- Que nada! Eu não demoro nem um minuto! – Falou e desligou o telefone na minha cara. Na minha CARA! Ele ta querendo apanhar.
Fiquei um tempo assistindo as bostinhas que tinha passando na TV. Parece que no horário que nós não estamos na escola tem muito programa chato, acho que é de propósito! Fui passando os canais e cada um eu xingava em voz alta, assim que xinguei eu acho que o quinto bateram na porta e eu fui atender.
- Ui, nervosinho. Ta bravo até com a televisão? – Brendon perguntou rindo em seguida. – Já sabe que mala vai levar?
- Não, eu vou deixar o trabalho chato de escolher a mala certa para você. – Falei praticamente empurrando-o para dentro de casa. Eu não sou nem um pouco folgado, né?
- Para começar cadê as malas que você tem? – Perguntou olhando para todo o canto da casa.
- Vem cá que eu te mostro. – Subimos as escadas e entramos em uma sala que eu e minha mãe geralmente usamos para deixar as tralhas. Um cheiro de mofo subiu assim que eu abri a porta, comecei a espirrar sem parar e Brendon riu disso, ele sabe que eu tenho um sério problema com poeira e essas coisas e mesmo assim ri de mim!
- As malas e bolsas estão ali. – Falei apontando para o monte de malas e bolsas velhas da minha mãe.
Eu nunca entendi essa obsessão por bolsas que as mulheres têm! Compra uma, passa um mês e compra outra, eu não sei como elas gostam disso.
Brendon revirou tudo ali e enfim pegou uma mala média e trouxe em minha direção, eu estava fora do quarto, claro.
- Mala média ocupa menos espaço no carro, aliás, a do Frank já vai ocupar muito espaço. – Falou e eu fechei a porta do “depósito”.
- Frank vai levar muita coisa? – Perguntei.
- Não são tudo dele, é que ele vai levar as coisas do resto do pessoal, tipo joguinhos, filmes, DVD... – Falou e entramos no quarto. – Pega ai umas roupas que você gosta e depois você pega uma roupa de banho, toalha, cueca, desodorante... Tudo que você precisa usar, e por favor, não faça que nem os outros... Não leve a casa toda!
- Okay. – Falei rindo baixinho e fui separando tudo que eu precisava.
- Acho que isso aqui já ta bom. – Brendon disse colocando tudo que eu havia separado dento da mala, parecia que ele tinha um tipo de método para arrumar as coisas dento da mala.
- Joga tudo de uma vez ai! – Falei impaciente.
- Por isso que eu vim ta ajudar, porque eu te conheço e sei que suas roupas chegariam todas amassadas se você fizesse as malas. – Explicou e continuou o que estava fazendo, dobrando tudo certinho colocando cada coisa no seu canto e tudo que é certinho, que nem ele. – Terminei. – Falou dando um longo suspiro cansado e eu o olhava entediado.
- Vou fazer alguma coisa para a gente beber, já volto. – Levantei da cama e sai do quarto, mas fui parado por uma mão que segurava meu braço.
- E desde quando você sabe fazer suco? – Brendon perguntou com a sobrancelha arqueada. Meu Deus do céu! Ele acha que eu sou burro ou o que?
- Desde que eu conheci o chamado: Suco de saquinho! – Falei e revirei os olhos.
- Você não sabe de nada então. – Brendon falou e eu abri a boca indignado com o que ele havia acabado de dizer. – Eu faço! – Disparou até a cozinha na minha frente. Que atrevido!
- Metido. – Murmurei e cruzei os braços. Mesmo que eu achasse aquele metido adorável.
- Eu ouvi isso, hein! – Gritou da cozinha. Cuidado com o que diz, Ryan. Pensei e fui para a cozinha, quando cheguei lá ele estava cortando vários tipos de frutas e legumes(cenoura).
- Desde quando se coloca cenoura em um suco? – Perguntei fazendo uma careta de nojo.
- É bom! – Exclamou colocando toda aquela mistureba no liquidificador.
- Eu que não tomo isso, nem a pau. — Falei assim que ele apertou o botão do liquidificador.
- Vai tomar sim. – Falou alto para que eu pudesse ouvir, devido ao barulho extremamente irritante do liquidificador. Desligou enfim essa máquina de fazer barulho e serviu aquela coisa em dois copos e me entregou um. – Toma agora! – Ordenou e eu peguei o copo com uma cara de nojo. – Pelo menos um gole vai.
- Ta! – Tomei um gole daquela coisa cheia de frutas que eu particularmente não achava que combinava. E não é que o suco estava bom? – Não é tão ruim assim.
- Viu... — Dando o último gole, colocou o copo na pia e virou-se para mim com uma expressão convencida. – Eu sou bom em fazer essas coisas e você é bom em...
- Em o quê? – Perguntei colocando a mão na cintura.
- Em tocar guitarra! – Falou e eu coloquei o copo na pia. – E em fazer as pessoas rirem, fala sério, você é desastrado!
- Eu não sou n... – Escorreguei em uma poça de água que tinha perto da pia e Brendon começou a rir. – Idiota, armou para mim!
- Vem cá! Vamos para a sala antes que você se corte com uma faca. – Brendon disse parando de rir, segurou minha mão, levei um susto tão grande nessa hora que parecia que eu havia levado um choque. – O que foi?
- Na-nada... – Gaguejei e tentei parecer um pouco menos idiota abobalhado, o que eu sou de nascença. Fomos para a sala e sentamos no sofá, cansados.
- Aii... Aii... – Brendon suspirou e eu olhei para ele. – Nunca imaginei como minha vida poderia ser tão boa sem aquela chata de Sarah. Se eu soubesse eu teria terminado com ela antes.
- Uhum. – Murmurei me sentando melhor no sofá.
- Você acha que eu agi mal? – Brendon perguntou.
- Não... Quer dizer... Você não gostava dela... – falei balançando os ombros e ele me olhou com o cenho franzido.
- Como você sabe que eu não gostava dela? – Perguntou assustado. Vish, Ryan... – Quer dizer... Eu nunca disse que não gostava dela.
- Er... Hum... – E agora? E se ele descobrir que eu ouvi a conversa? Disfarça e muda de assunto. – Sei lá... Você não parecia que gostava dela, quer dizer não se expressava.
- Ah, sim... – Balançou a cabeça em concordância. – Bem eu vou para casa, minha mãe já deve estar esperando e já ta escurecendo. Eu vou indo, tchau.
- Tchau. – dei um breve aceno de mão e ele saiu pela porta. Suspirei aliviado por ele não ter descoberto o que eu havia feito, isso realmente seria vergonhoso.
Fiquei a noite inteira assistindo filmes e agradecendo por não ter aula no dia seguinte, e que daqui poucos dias eu viajaria com os meus amigos e o melhor com Brendon.
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