The Years Went By And I Still Loving You
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Certo, hum... Eu e a Ryan-chan havíamos combinado de fazer essa "temporada de férias" juntas sendo eu responsável pelo Frerard e então já sabem, nee? Vai ter bastante Frerard aqui
E me desculpem, ontem que seria certo em postar, mas não deu x.x
Aff, que saudades de escrever rs' q
Enfim, leiam a porcaria de 3.902 palavras que eu escrevi.
A tarde ensolarada e a leve brisa bagunçava nossos cabelos; Eu e Brendon observávamos o pôr-do-sol sentados numa pedra alta que dava vista para, praticamente, a praia inteira. O mar cristalino e com
ondas calmas fazia a sensação de paz ser ainda mais agradável. A praia
estava vazia e nós estávamos em silêncio, sendo que o único som
presente era o do mar, do vento contra as folhas verdes dos coqueiros
e de, às vezes, umas gaivotas que por ali sobrevoavam; típico de filmes.
Mikey e Ray decidiram dar uma volta pela cidade, pois logo que
chegaram viram muitas lojas de vídeo-games e instrumentos no
centro de lá. Frank e Gerard, como um típico — extremamente fofo -
casal, resolveram ir a uma sorveteria grande que havia próximo à praia
assim que Gerard convidou o baixinho daquele jeito romântico que só
existe entre os dois e Frank, que ficara maravilhado com qualquer coisa
fofa ou que Gerard faça, não pensou duas vezes ao abraçar o maior, o
beijando ao mesmo tempo e depois se pendurando no braço do mesmo,
seguindo até o local. Por fim, apenas eu e Brendon restávamos.
Ele vestia uma regata verde-musgo e uma bermuda meio acinzentada, meio
amarronzada. Amaldiçoei-me mentalmente por não conseguir tirar os
olhos dele e do corpo bem moldado que ele possuía. Caramba, Ross! Se distraia com algo se não quiser ser pego comendo-o com os olhos!
Eu vestia uma camiseta azul-marinho e uma bermuda também acinzentada, mas me sentia até mal estando ao lado que alguém forte como Brendon, com meus braços e pernas finas. Mas o que me deixou impressionado e achando que eu estava mais louco do que imaginei ser, foi que quando sai do banheiro, já vestido, Brendon corou ao me ver... Certo, acho que é loucura mesmo.
A brisa bagunçava nossos cabelos e eu não conseguia conter um suspiro. pôr-do-sol é algo tão romântico, e aqui estou eu, ao lado de Brendon, vendo o mesmo... Nossa, ficamos bem idiotas quando apaixonados, não?
Pff...
Meu coração batia rápido e eu não conseguia deixar de corar. Mexia
minhas mãos mais do que um Italiano enquanto fala e mordia o lábio
inferior, movimentando os olhos de um lado para o outro e no fim estes
sempre caiam em Brendon. Estava me achando um idiota por agir como uma garota em seu primeiro encontro, mas meus pensamentos foram terminados por uma risada baixa vinda de minha direita e virei a cabeça, vendo um sorriso de canto nos lábios de Brendon. Ah... Aqueles lábios...
PARE COM ISSO, ROSS!
— Por que está tão nervoso, Ry? – Ele disse calmo, me encarando com o
mesmo sorriso. Corei ainda mais e meu coração aparentava estar parando ao poucos.
— Ah! Haha, N-Nada! Só estou... Preocupado com a minha mãe! – ri ainda mais nervoso, numa tentativa 100% falha de não demonstrar que eu estava com a cabeça nas minhas histórias imaginárias com Brendon. Ele apenas riu mais e se aproximou de mim. Estávamos bem perto um do outro e parecia que a proximidade aos poucos ia aumentando. Uma das minhas mãos que permanecia contra a pedra para me apoiar foi coberta pela de Brendon, causando um arrepio que correu por toda minha espinha e me deixou estático. Ele provavelmente notou e riu baixo, levando a sua outra mão até meu rosto, o acariciando. Roçou seu nariz carinhosamente no meu e o brilho em seus olhos aumentava cada vez mais. Fechou os olhos e assim também eu fiz, mas continuei estático. Não acredito que isso está acontecendo; meu desejo se realizando. Ele inclinou um pouco sua cabeça e se aproximou ainda mais, deixando entre nossos lábios uma distancia de menos de 1 centímetro, fazendo com que eu sentisse sua respiração quente.
— Então... Já sei como tirar seu nervosismo – sussurrou e...
— Mmm... Brendon...
— R-Ryan? – Ouvi uma voz baixa, risonha e conhecida chamando meu nome conforme uma mão me balançava. Espere ai...
Abri os olhos rapidamente e pulei de onde estava, me sentando no lugar
macio. Meu coração estava acelerado, meu rosto estava molhado por
conta das gotas de suor e sentia minha bochecha estalando. Notei que
onde eu estava era um pouco escuro e que um lençol fino me cobria, sendo assim, eu estava no meu quarto, em minha cama, não em uma praia, observando o belo Pôr-do-sol sentado em uma pedra. Quer dizer, eu ESTAVA observando-o, até que algo melhor aconteceu.
Droga! Mas que diabos! Sempre um sonho bom acaba na melhor parte, huh?
Ao virar para o lado, me deparei com aqueles olhinhos esverdeados que já conhecia muito bem e que diziam “Te zoarei para o resto da vida”.
Ótimo, agora esse hobbit vai pensar que meu sonho era obsceno! Logo o anão de jardim se jogou na cama sentado, rindo descontroladamente. E eu? Fiquei me segurando para não socar aquele rostinho, senão o meu seria danificado pelo príncipe encantado dele.
— Dá pra parar de rir? – A resposta? Mais risadas, claro. – Frank
Iero. Frank Anthony Thomas Iero Jr. – Respirei fundo e o pintor de
rodapé continuou rindo. Desculpe-me, caro Frankie, mas eu sou muito
calmo, sabe? – Para de rir, Idiota! – Dei-lhe um tapa na cabeça e ele
levou uma das mãos até lá, parando de rir.
— Ai! Por que me bateu?! – Haha, Você ainda pergunta?
— Porque mereceu! – Falei irritado
— Uh, nervosinho! Devia estar mais bem humorado, ainda mais por causa
do seu sonho, huh? – Ele sorriu maliciosamente. Gerard, afaste esse
garoto de mim se não quer vê-lo machucado!
— NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU!
— Não? Então por que está corado da cabeça aos pés? – Baixinho maldito!
— N-NÃO! VOCÊ ESTÁ ENTENDENDO TUDO ERRADO, SEU PEVERTIDO!
— Então pare de gritar e explique. – Disse se divertindo com a minha
irritação. Ele não sabe com quem está brincando... Respirei fundo,
buscando paciência e calma.
— Ia ser apenas um beijo. Estávamos na praia observando o pôr-do-sol e
ele resolveu me beijar. SÓ. ISSO! – Eu disse sentindo as bochechas
queimarem e Frank riu. – Mas então você chegou e ME ACORDOU NA MELHOR PARTE!
— Ah, me desculpe, Ry! – Ele disse fazendo bico e me abraçando que nem uma criança.
— Tá bem, tá bem! – disse batendo de leve na sua cabeça e ele se
afastou, sorrindo. Porém, numa fração de segundo, o sorriso infantil
virou um malicioso. Medo? Claaaro que não...
— Quem precisa de sonhos quando esses desejos logo vão se realizar, huh? – O QUÊ?
— Está louco, não? Só em sonhos que isso vai acontecer... – Verdade.
— Para de ser pessimista! – me olhou com a feição entendiada e me deu um empurrão, me fazendo perder o equilíbrio. Logo se levantou e puxou meu lençol, dando a volta na cama e me empurrando para fora dessa, por pouco não cai. Quem ele pensa que é? Baixinho folgado... – Se ficar
pensando assim, não vai adiantar nada! Agora vai se arrumar!
Suspirei. Ele estava certo, mas...
– Não é tão fácil quanto parece, Fran.
– Se você acredita em si e acredita no amor de vocês dois, tudo fica
mais fácil. E nada pode lhes impedir, pois o amor sempre é mais
forte. – Ele disse calmamente enquanto arrumava a cama. Frank, o
conselheiro amoroso, me encarou e sorriu encorajadamente. Retribui o
sorriso. Eu acreditava em mim, acreditava em Brendon e acreditava em
nosso amor, e de fato, ele é mais forte que qualquer barreira.
Obrigado, Frodo!
... Aposto que se Frank soubesse dos apelidos que dou mentalmente para ele, eu não estaria mais vivo...
— Mas, afinal, o que está fazendo aqui, Frankie?
— Como sei que o Sr. Ross é sem noção, vim aqui te ajudar com as
coisas da viagem. Esqueceu que é hoje?
— Ah, sim! Claro que não esqueci! – Disse animado. Obrigado por
existirem, Férias! – Que horas chegou?
— Não faz muito tempo. – Deu de ombros.
— Hum... Onde está o Gerard?
Frank suspirou ao ouvir o nome do amado e sorriu. Haha... Que fofo...
— Foi ajudar o Mikey e o Ray a arrumarem as coisas. Logo eles chegam
com Brendon e o carro para nos pegar. Ah e... um imprevisto
aconteceu... – Ele disse misterioso. Por favor, a Sarah não vai! Por
favor! – A história da reserva no hotel foi só uma forma de Brendon nos convencer a ir, portanto ficaremos na casa dos Urie. Só nós. – Sorriu. Ufa...
— Ah, é melhor que hotel...!
— Eu sei. – Ele sorriu, mas logo me empurrou de novo. CARAMBA, FRANK!
– Vá se arrumar, Ryan!
— Eu já arrumei tudo ontem! Brendon veio aqui e me ajudou!
— Uhm... Ele veio aqui, ontem? – Disse maliciosamente. Mas que garoto...
— Quem te ensinou a ser tão malicioso, baixinho?
— Quem manda você dizer bobeira!? – Eu que disse bobeira?? – e...
er... Ah... Eu... – Se embaralhava nas palavras, corando. O que
aconte... Aaah sim... haha... Feitiço contra o feiticeiro!
— Hum? O que houve, Frank? Por que está corado da cabeça aos pés?
Talvez pensou em algo... Impróprio? – Disse com um sorriso tão
malicioso quanto o dele há alguns minutos.
— Você é... Muito idiota! A culpa é do Gerard e não se fala mais
nisso! – Disse de uma vez, andando até a janela e a abrindo. Eu?
Perder a oportunidade de tirar sarro do baixinho?! Jamais!
— Ah... Então foi culpa do Gerard? Mas... Por qual motivo, Frank? – O ouvi respirar fundo, mas não dissera nenhuma palavra. – Talvez algo do qual eu não possa saber, não é mesmo? Segredinho de cas- AI, IDIOTA! — Disse irritado. Por quê? A criança me dera um soco com todas as suas forças no meu braço. Nunca imaginei um ser tão pequeno poder ter uma mão tão pesada!
— Então cale a boca!
— Feitiço contra o feiticeiro, baixinho. — Pisquei com apenas um olho enquanto massageava meu braço e ele me encarava com os olhos flamejantes. É, Ryan, melhor calar a boca...
— Baixinho é o seu– Fomos interrompidos por sons de guitarras vindo do bolso do Frank, mais especificamente do seu celular. Era a música tema de The Legend Of Zelda em uma versão metal... Ai deus, esse geek que decidi ter como melhor amigo...
Ele respirou fundo e pegou o celular, voltando a ser o mesmo Frank de alguns minutos atrás ao olhar no visor. Adivinha quem era?! Difícil, não?
— Oi Amor! Sim, e você? Com certeza! Não vejo a hora de ficar as férias inteira junto de você! Ah, ele já está quase pronto. — Me lançou um olhar que dizia "Vá se arrumar ou eu te mato" e eu coloquei as mãos no ar, com uma expressão de desdém e fiz como o Sr. Bolseiro mandou. Peguei uma roupa na mala e procurei uma toalha, cuja não conseguia encontrar. — Hum... Interessante, não? Haha — O que era interessante...? — Certo, Amor. Quando tudo estiver pronto, eu te ligo. Beijos. Também estou com saudades, doido! — riu fofamente. Posso apertar as bochechas desse ser? — Te amo. — Desligou o celular e suspirou ainda sorrindo. Não contive meu sorriso, como sempre. Esses dois...
— Eu já disse que o amor de vocês dois é muito lindo? Pois, se não, eu não vejo problema em repetir. — Frank riu baixo, sentando em minha cama com aquele sorriso bobo.
— Acho que sim...
— Se um dia alguém me pedir para contar a estória do casal mais romântico na terra, seria de vocês dois.
— Aw, Ryan! — Ele correu até mim e abraçou-me. Eu apenas ri e abracei-o de volta.
— Mas é verdade! Seus conselhos são todos baseados em vocês dois, não? — Perguntei e ele confirmou com um aceno de cabeça, com os olhos brilhando. — Então espero que um dia eu consiga ter uma estória de amor linda como a de vocês!
— Ah, Ryan! Você é tão fofo depois de deixar de ser um Orc! — me abraçou novamente.
— Idiota. — ri e retribui o abraço. — Mas o idiota mais legal e fofo que conheço.
— Nossa, desse jeito vou até te dar uma balinha! Bom garoto!
— Idiota! — o empurrei rindo e ele, também rindo, infelizmente manteve o equilíbrio. Levantou-se e bagunçou meu cabelo — Ele amava aquilo. — Agora vá se arrumar logo!
— Ah claro, se eu achasse uma maldita toalha eu iria!
— Mas será que você não sabe fazer nada sozinho?! — Disse se agachando ao meu lado novamente. Suco de pozinho... Mentira! — Se você procurar direito, você ach- Aaah... haha — riu sem graça, coçando a nuca. Garoto louco... — esqueci que deixei no banheiro, haha!
— Mas... Idiota! E eu aqui procurando feito trouxa! — o empurrei e ele desta vez perdera o equilíbrio, caindo no chão rindo. Ri, revirando os olhos e me levantei, levando a roupa junto.
— Não demore, graveto. — Eh?
— Okay, Pouca sombra. — Comecei a rir e vi um objeto em minha direção, mas entrei rápido no banheiro e tranquei a porta, rindo. Escutei Frank rindo do outro lado e balancei negativamente a cabeça. Suspirei e comecei a tirar minhas roupas, logo entrando rapidamente na água gelada. Era bom para despertar, fora que estava um calor insuportável.
Tomei meu banho em, no máximo, 10 minutos e me vesti. Sequei os cabelos com a toalha, passei a colônia que costumava passar — E Brendon gostava. Ponto Positivo! -, Escovei meus dentes e aproveitei para pegar as coisas que levaria dali. Peguei a pequena maleta que guardava no armário e escolhi apenas as coisas de importância. Verifiquei se estava tudo certo e olhei no relógio, sorrindo por estarmos quase na hora de sair. Abri a porta, levando uma toalha seca nas mãos e vi que Frank agora estava sentado em minha cama, lendo algo de um dos livros didáticos do colégio.
-Hey, Nerd, estamos de férias!
— Eu sei, mas eu não vou abandonar os estudos por causa disso. — Me olhou em reprovação e revirei os olhos.
— Chato.
— Preguiçoso. — Ele disse rindo. Deixou o livro sobre minha escrivaninha e se levantou, andando até minha mala e segurando essa na mão. — Vamos?
— Ah, claro! — Respondi feliz. — Se quiser, pode levar o livro, Frankie.
— Já estou levando o meu. — Respondeu sorrindo de olhos fechados.
— CDF...
Ele apenas riu e saiu do quarto, parando na porta. Corri até a janela e a fechei, fazendo assim com a porta do banheiro. Peguei uma mochila onde deixei as coisas aleatórias e "desnecessárias" e verifiquei se não esqueci nada. Tudo estava certo e estava definitivamente pronto para sair. Confirmei se meu celular estava no bolso e ao ver que sim, sorri, colocando a mochila nas costas. Voltei o olhar para Frank e sorri de orelha a orelha, ansiosos, e o menor retribuiu com uma risada baixa.
— Vamos logo, cabeça de vento! — Me puxou pelo braço, rindo e eu aproveitei para fechar a porta do quarto quando saímos. Descemos depressa as escadas e Frank, como sempre, tropeçou em diversos degraus. Chegamos à sala e colocamos as malas no sofá. Ouvi barulhos na cozinha e fomos até lá — mesmo Frank já sabendo quem era.
Minha mãe estava tomando um suco de laranja e logo nos notou, sorrindo.
— Já estão prontos, garotos?
— Uhum.
— Sim, Senhora.
— Não precisa ser tão formal assim, querido! — Minha mãe riu e Frank sorriu envergonhado. O celular de Frank tocou e o mesmo nos pediu licença. Obviamente era Gerard, pois aquele mesmo sorriso surgiu nos lábios do pequeno. Passou menos de um minuto e ele já havia terminado.
— Gee e os garotos já estão vindo, okay?
— Ah, tudo bem! — Ainda animado o respondi.
— Vocês já se conhecem há quanto tempo? — Minha mãe perguntou com os olhos brilhando. Provavelmente, assim como aconteceu com o filho, achou uma simples conversa dos dois adorável. Frank riu corando de leve.
— Desde bebês. Nossa família era muito ligada uma com a outra. — Nossa, nem eu sabia disso!
— Ah, entendo... Vocês são muito fofos, por sinal! — Ela disse como uma adolescente e eu ri. — Desejo tudo de bom a vocês!
— Obrigado, Senhora Ross! — Ele sorriu. Não deu nem um minuto ao que ouvimos o som de uma buzina do lado de fora da casa, sendo assim, eles haviam chegado. Fomos os três até a sala e eu e Frank pegamos as mesmas malas de antes. Minha mãe abriu a porta e me deparei com um carro cinza, de tamanho médio — que caberia nós 6 — e bem polido. Na janela de trás, meu coração acelerou ao ver seu sorriso e eu automaticamente retribui. Frank olhou para o céu com os olhos estreitados e fez uma careta, correndo até o porta-malas. Estava extremamente ensolarado e eu ri, sabendo do motivo do pequeno ter agido daquela forma.
— Vai logo, Ross! — reconheci a voz de Mikey e despertei de meus devaneios. Virei-me para minha mãe e sorri a abraçando, sendo retribuído. Soltei-me e suspirei feliz.
— Se cuide, ouviu, mocinho?
— Não se preocupe, Mãe.
— Me ligue caso qualquer coisa acontecer. Confio em vocês. — sorriu. — E... Boa Sorte. — Riu de forma estranha e a olhei com a expressão séria. Pior que o Frank!
— Está bem! Tchau, mãe. Se cuide. — Fui me afastando e acenei com a mão, caminhando até o porta-malas onde o hobbit me esperava, me amaldiçoando com os olhos por deixá-lo esperando no sol. Tsc, vampiro.
O porta-malas tinha espaço e consegui identificar de quem eram as bugigangas ali. A sacola onde se dava para ver alguns papéis era de Gerard, obviamente; Alguns vídeo-games eram de Ray e Mikey, outros — a maioria portátil — de Frank; Os livros, mangás, Gibis eram do casalzinho e consegui ver alguns doces, mas nem preciso dizer a qual ser baixinho pertencem, não? Tomei cuidado com os jogos e ajeitei minha mala no meio daquilo tudo. Frank fechara o porta-malas e suspirou. Finalmente chegou a hora!
Fui até a porta onde estava Brendon e ele deu espaço para eu entrar e assim fiz. Não liguei de não ficar na janela.
— Olá, apressadinhos!
— Olá, lesma! — Responderam Ray, Mikey e Gerard em uníssono.
— Oi, Brenny. — Disse sorrindo, corando e timidamente, com os olhos provavelmente brilhando.
— Oi, Ry! — Ele disse do mesmo jeito.
Logo a porta da frente foi aberta e Frank entrou, logo puxou Gerard carinhosamente pelo pescoço, selando seus lábios por um tempo.
— Hey, hey, hey! Arrumem um lugar apropriado para isso! — Mikey disse sério, mas no fundo foi só para provocá-los
— Só sabe atrapalhar, não é Mikes? — Gerard desgrudou os lábios dos do menor, mas este continuou envolvendo seu pescoço com os braços; Ambos fitavam Mikey com a expressão tediosa.
— É só questão de tempo, Gee... — Frank trocou um olhar rápido com Gerard e o mesmo entendeu na hora, deixando um sorriso malicioso nos lábios, assim como o menor. O que estão aprontando? Olharam para Mikey com sorrisos idênticos e mais pareciam irmãos gêmeos do tipo diabinhos quando planejam algo perverso. Eu hein...
— O que querem dizer com isso? — Mikey estava confuso e assustado e isso me fez rir baixo, o mesmo com Brendon.
— Nada, cunhadinho... — Frank se voltou para frente assim como Gerard, falando misteriosamente.
— É. Nada, Maninho... — Trocaram olhares novamente e riram de uma forma um tanto quanto maquiavélica. Esses dois são loucos!
— Explico depois. — Frank disse baixo para nós dois enquanto Ray e Mikey continuavam confusos. Concordamos e rimos baixo.
— Bem, agora vamos! — Disse Gerard. Sorri e notei que Brendon me fitava.
— Obrigado, RyRo. — Sorriu e eu corei, porém retribui. Viramos-nos para minha mãe e acenamos para esta, a mesma retribui e nos desejou Boa Viagem. Logo Gerard ligou o carro e já estávamos a caminho de nossa viagem.
— Vamos parar para pegar algo para comer e beber no caminho. -Disse Brendon. Apenas concordei.
Paramos numa lanchonete. Pegamos salgadinhos, refrigerantes e mais um monte de porcarias. Frank, a formiga, como sempre, pegara doces e mais doces. Por fim pagamos e voltamos para o carro.
— Você pode dirigir, Gerard? Mesmo sendo menor de idade? — Perguntei, mesmo sendo obvia a resposta.
-Poder eu não posso, mas quem liga? — Deu de ombros. — Fora que eu e Frank já fomos mais longe que isso de moto e de carro.
— E o que foram fazer tão longe? -Perguntou Ray maliciosamente. Exatamente isso que pensei! Eu, Brendon, Mikey e Ray começamos a rir e pude ouvir a risada baixa de Frank.
— Não é dá sua conta. — Gerard respondeu sério e respirou fundo. Rimos e demos de ombro, seguindo o resto do caminho apenas acompanhados pelo som do rádio, de alguma piada de Ray, dos barulhos dos botões do Game Boy de Frank e do PSP de Mikey.
— Pode ir mais para lá? — Perguntou Mikey a Ray. — Está um pouco apertado...
— Porque não vai no colo do Ray? — Gerard perguntou e eu, Brendon e Frank seguramos o riso. Mikey arregalou os olhos e corou fortemente. Ah, agora entendi o "plano"... Gostei dessa idéia!
— Idiota. — Foi a única coisa que Mikey disse tremulamente. Ray ficou em silêncio, mas também estava corado. Ri baixo e troquei um olhar com Brendon, o mesmo também rira. Depois disto, ficamos o resto da viagem em silêncio, bebendo os refrigerantes e comendo o que compramos. Meus olhos pesavam e eu me sentia sonolento, até que acabei adormecendo com a cabeça no ombro de Brendon.
***
-Ry? — ouvi sua voz baixa chamando meu nome. Abri os olhos lentamente e notei que já estava entardecendo, mas que permanecíamos no carro. Ele sorriu ao que meus olhos encontraram os seus e retribui. Olhei envolta e vi que todos continuavam do mesmo jeito, exceto Frank que adormecera com os fones no ouvido e com o Game Boy na mão. — Já estamos chegando!
Olhei envolta e vi a bela paisagem litorânea da cidade, com luzes nos coqueiros, árvores e em postes. Não estava cheia, mas permanecia "ligada", com as lojas abertas e os vendedores de sorvetes passeando com os carrinhos pela calçada. Não demorou muito e Gerard parou o carro na frente de uma bela e grande casa de cor creme, com altos portões brancos e a aparência bem cuidada. Mikey e Ray saíram animados do carro, dizendo que iriam abrir o portão; Gerard aproveitou para se inclinar e selar os lábios de um Frank desacordado.
— Chegamos, Pequeno. — Disse o maior sorrindo.
— Mmm, eu... Dormi demais?
— Não, Fran, só um pouquinho. — Disse calmamente. Frank sorriu e se espreguiçou. Brendon sorria, assim como eu e logo entramos na garagem. Saímos do carro, pegamos os condimentos — ou apenas suas embalagens — e abrimos o porta-malas. Pegamos algumas malas e subimos a escada que dava à porta de entrada. A abrimos e uma poeira alta subiu, fazendo-nos espirrar. Tampamos o nariz e adentramos a casa escura. Era grande, extremamente grande, mas o tamanho de poeira era 8000 vezes maior.
— Melhor limparmos isso agora... — Disse Frank, fazendo o maior esforço possível para não inalar a poeira, afinal, ele tinha problemas respiratórios. Suspiramos e concordamos.
É, teríamos um longo trabalho pela frente...
Notas finais
Ah, e me desculpem caso a formatação ficou errada, eu escrevi pelo Ipod :c
Ja nee~ *w*
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