Notas iniciais
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*Desculpem-me os erros e aproveitem*

Harry parou a minha frente para que eu pudesse fechar os botões de sua camisa, dando-me uma visão privilegiada de seu desejável abdômen. Fechei botão por botão demorando o máximo que pude e deixei-o para que pudesse ajeitar-se sozinho.

Deslizei minhas pernas calça a dentro e em seguida pedi para Harry fechar o feixe de meu sutiã. Com delicadeza, senti suas mãos deslizarem do cós de minha calça, subindo até meu sutiã. Arrepiei-me ao sentir sua pele em contato com a minha e pude escutar sua risada abafada.

Senti as mãos de Harry deslizarem de minhas costas até a frente e segurar meus seios. Ele puxou-me contra si até que o espaço já mínimo entre nós, diminuísse mais ainda e deixou que meu sutiã caísse aos meus pés. Senti seus lábios quentes tocarem em meu pescoço, deixando-me a deseja-lo. Suspirei ao perceber que ele estava a fazer uma trilha de demorados beijos e chupões entre meu pescoço e meu ombro direito. Coloquei minhas mãos sobre as suas e as aperteis contra meus seios.

- Esculpida por Deuses. – Senti seus lábios roçarem minha orelha e logo fechei meus olhos, em seguida seus dentes apertarem meu lóbulo. – Tenho você há tão pouco tempo, porem, já é uma necessidade tê-la por perto.

- Harry... – Praticamente gemi seu nome. Virei-me de frente para ele e o olhei. No pequeno espaço de tempo em que nos conhecemos, conseguimos ficar tão próximos um do outro, uma proximidade um tanto quanto necessária, precisa. Assim como eu precisava de seus beijos, ele precisava de mim, entregue, somente para ele.

Senti sua língua deslizar por meus lábios, molhando-os e entreabrindo-os. Fitei seus olhos azuis piscina hipnotizadores, que tinha o poder de fazer qualquer mulher se entregar a ele. Pergunto-me se fora isso que fez-me apaixonar por esse homem. Seus desejados olhos.

Sua língua adentrou minha boca e a partir disso, começamos um beijo de desejo. Desejo de um ao outro, um beijo um tanto quanto urgente para ambos. Sua língua viajava em minha boca e Harry parecia querer me devorar, mordendo, chupando e lambendo-me. Mordi seu lábio já pronta para separarmos, mas ele puxou-me novamente para beija-lo, recomeçando a briga entre nossas línguas.

Coloquei a mão em seu peito e o empurrei para trás. O folego já me faltava, mas não parecia o mesmo para ele. O mesmo se separou um tanto quanto relutante.

- Harry. – Disse ainda ofegante, tentando recuperar o folego perdido. O percebi sorrir e então eu pude revirar os olhos. Abaixei-me para pegar meu sutiã caído aos meus pés e senti a mão pesada de Harry na minha bunda. Sorri e logo me recompus.

- Sorte que seu Chefe é casado. – Falou colocando seu colete, e logo em seguida seu terno. Cada movimento que fazia, o jeito em que seu corpo se movimentava, era capaz de alucinar a qualquer um. Eu poderia ficar observando-o por horas, vestir-se. Mas admito que prefiro, quando está se despindo. É muito mais interessante. – Pois eu não aguentaria ficar um dia sem tocar em você.

Fechei os últimos botões de minha camisa e passei a mão em meus cabelos, desamarrando o rabo de cavalo.

- Vem cá. – Chamou-me Harry e eu segui até ele. Antes que eu pudesse chegar mais perto, presenciei vê-lo, inclinar um pouco sua cabeça para baixo e bagunçar perfeitamente seus cabelos, deixando-os rebeldes e totalmente desalinhados. O mesmo passou sua mão levantando o cabelo para trás e logo caindo para o lado. Deixando-o extremamente perfeito e maravilhosamente sexy. – Gostou? – Falou sorrindo, ao perceber que eu siga os movimentos de suas mãos com os olhos. Balancei a cabeça, parecendo acordar de alguma hipnose e sorri na sua direção. – Venha. – Quebrei o espaço entre nós e me pus a sua frente. – Vire-se. – Obedeci e em seguida senti suas mãos em meus longos cabelos.

O mesmo amarrou-o novamente em um alto e perfeito rabo de cavalo e beijou o topo de minha cabeça.

- Vamos? – Falei e o mesmo assentiu.

Peguei meu celular em cima da mesa e saímos. Assim que começamos a andar no corredor, os olhares pairaram sobre nós. E o pensamento de alguém ter escutado ou visto o que tivéramos feito mais cedo, rondou minha cabeça. Harry puxou minha mão, fazendo-me ir para o seu lado e atravessou sua mão em minha cintura.

- Tenho que Falar para o Thomas que já estamos indo. – Sussurrei e o mesmo assentiu.

Bati na porta da sala e escutei sua voz, pedindo-me para entrar. Ao meu ver, Thomas abriu um sorriso de canto a canto de sua boca.

- Deseja algo? – Perguntou.

- Só queria avisar que Harry está aqui e que nós já temos que ir. – Disse calmamente e o mesmo pareceu pensar por um momento.

- Chame-o para eu dar um ‘oi’ para ele. – Disse eu assenti um pouco receosa. Abri a porta atrás de mim e chamei Harry, e assim que passou porta a dentro, pegou minha mão, junto a dele. Estranhei o movimento repentino, mas não fiz nada a respeito.

- Evan. – Disse Harry em direção a Thomas e deu um aceno, levantando o rosto na sua direção, mantendo a postura séria.

- Harry, olá, como você está? – Perguntou simpático.

- Bem, Muito obrigada. Estou apenas passando por algumas dificuldades particulares, mas fora isso, não poderia estar melhor. – Harry respondeu com sua voz normal. Sua voz rouca e grossa, o que chegava a me assustar em algumas ocasiões, pois passava uma imagem de um Homem rigoroso.

- Então, hoje durante a ligação que me fez, quando me amea – Harry impendi-o de continuar o que iria falar e me olhou.

- Pode nos dar licença? – Harry disse olhando-me meigamente. Mudando rapidamente de postura a minha frente. – Por Favor, anjo. – Assenti e me retirei da sala inconformada.

Encostei-me na parede do lado de fora da sala e fiquei a observar o movimento dos outros empregados da empresa. Algumas mulheres, tais como recepcionistas e algumas fotografas encararam-me azedamente.

- Leeah. – Chamou-me uma das mulheres ali que estavam a me observar. – Vem aqui. – Com um lindo e forçado sorriso no rosto, segui até ela.

Ela se apoiou no balcão a sua frente, deixando mais a amostra seus seios em sua minúscula camisa. Seus cabelos eram ruivos na altura dos ombros e com cachos nas pontas. Seus olhos cor azuis céu, marcavam seu rosto. Se tirarmos em conta seus lábios, marcados pelo forte e exagerado batom avermelhado.

- Então, o Sr. Noan. – Disse sorrindo maliciosamente para mim. – Ele é só seu amigo... certo?

Amigo? Se a palavra amigo quer dizer, transar toda noite antes de dormir, ter sua língua em minha boca e em minha entidade. Sentir seu corpo nu ao meu, aquecendo-me durante a noite. Sentir seu membro em minha boca e leva-lo a loucura a partir do momento em que lhe toco, então... é, devemos ser bons e grandes amigos.

- Sim, amigos. – Forcei o sorriso sem mostrar os dentes e pude observa-la puxar a camisa mais para baixo, deixando o decote de sua camisa maior ainda. Fazendo seus seios artificiais praticamente pularem da camisa preta.

- Ótimo. – Disse feliz. – Soube que ele terminou com a esposa recentemente, provavelmente deve estar carente e louco por um carinho. – O ódio estava tomando conta de meu corpo naquele momento, e só não pulei em seu pescoço naquele momento, pois haviam testemunhas em volta de nós.

- Carente? Hum, acho que não. – Falei desentendida.

- Não me importo. – Falou convencida. – Ouvi dizer que as mulheres que usam batom vermelhos e com mais conteúdo. – Ela deu uma pausa e me analisou. Meus lábios estavam da cor natural, pois eu odiava batons de cores fortes e bem, meu corpo não era lá essas coisas. Mas pelo menos, era totalmente natural. – Nada contra você, quem sabe tenha chances.

Estreitei meus olhos na sua direção e mais um deslize eu meteria minha mão na sua cara. Por que eu ainda não tivera falado que estava com Harry? Bem, não tenho certeza se temos algo... Nunca conversamos sobre o assunto e além do mais. Esse seria um dos assuntos que os tabloides iriam gostar. Seria muito inconveniente, para ambos os lados.

- Você acha o Sr. Noan – Ela olhou para o seu corpo e mordeu o lábio. Um, dois, três... Concentra, quatro... – Ele me levaria para a cama. ­– Foda-se a concentração.

Levantei minha mão na sua cara, no exato momento em que Harry e Thomas saíram da sala. Eu apenas escutei o estalo de minha mão em seu rosto. Os olhares se direcionaram para mim e passavam para o rosto da assistente – Vadia – E para o meu novamente. Todos encarando-me incrédulos.

- Leeah! – Escutei Thomas me chamar. Virei-me em sua direção e percebi que já estava mais próximo. A mulher estava com a mão no rosto e pude perceber lágrimas brotarem de seus olhos. Revirei os meus, impaciente e com ciúmes a flor da pele. – O que foi isso? – Disse arrogante.

- Desculpe, Thomas, Mas foi merecido. – Dei as costas e segui até Harry, sabendo que estava sendo seguida com os olhares de todos ali presentes, principalmente o da Ruiva.

- Espere. – Disse isso e seguiu até a assistente para ver como estava seu rosto.

Senti a mão de Harry envolver minha cintura e logo o mesmo depositou um beijo em meus cabelos.

- Por que você bateu nela? – Perguntou sussurrando, ainda com os lábios colados em meus cabelos.

- Você acha que o Sr. Noan me levaria para a cama? – Falei com a voz desdenhada e mais enjoativa possível. – Senti os lábios de Harry se contraírem em um sorri e logo sua risada abafada.

- Ciúmes de mim? – Olhei-o impaciente. Para um homem de negócios, você me parece um pouco lerdo, não?

- Sim. – Corei-me levemente.

- Leeah. – Thomas me olhou. – Quero conversar com você na minha sala, agora.

- Então vamos responder a pergunta dela. – Harry virou-me na sua direção e sem entender muita coisa senti suas duas mãos segurando o osso de minha cintura e logo seus lábios aos meus.

Senti sua língua invadir minha boca violentamente, com um beijo apaixonante. Levei minhas mãos para os seus cabelos, ignorando os olhares de algumas – Todas – as pessoas ali presentes, até mesmo a da ruiva. Puxei sua cabeça mais para mim e senti Harry apertar o osso de meu quadril e juntar nossas cinturas. O ar já começava a me faltar e relutantemente, separei meus lábios dos de Harry, ofegante.

Levantei meu olhar para a ruiva que me olhava incredulamente e desta vez, pude sorrir verdadeiramente, praticamente estampando em meu rosto que Harry me pertencia. Vi sua boca formar um ‘O’ perfeitamente e depois seu olhar de ódio. Harry encarou-a por um segundo e sorriu.

- Leeah. – Thomas chamou-me já expressando raiva.

- Thomas! – Harry repreendeu-o, encarando-o firme e mantendo sua postura. – Vamos. – Falou ao pé de meu ouvido e puxou-me em direção ao elevador.

Notas finais
Não sei quando posto. Deixe reviews! :)