Notas iniciais
Tenho 13 anos! :DD kk'
*Desculpem os erros e aproveitem*

Entramos no carro em silêncio. Durante o trajeto inteiro, desde o momento em que entramos no elevador, Harry ficou calando e eu também não falei nada para não deixa-lo estressado ou algo do tipo. Ele parecia estar com os pensamentos distantes, o que estava me incomodando. Minha garganta coçava de curiosidade, para saber o que Harry e Thomas tanto conversaram no escritório. De um momento a outro, Harry parecia estar mais tenso, pensando em algo ou coisa do tipo.

Por um certo momento, achei que ele estava com raiva, Minha? Talvez. Senti que perdi-o um pouco, mesmo depois do beijo – e que beijo – que demos a poucos minutos.

Ele estava dirigindo ate até minha casa, Pra que eu pudesse pegar minhas coisas e falar com Elizabeth. Sim, ela estava lá, nós ainda morávamos juntas e eu ainda não tivera falado com ela, desde o hospital. Eu não sabia se ela ainda estava com raiva de mim e de minha estupida – corajosa – ação, ao ir no apartamento de Harry e enfrentar Beatrice. Ah sim, Beatrice. Nunca mais Harry ousou tocar no seu nome ou falar algo relacionado a ela. Tudo que eu sabia sobre ela, era que estava na casa dos pais dela, e que agora estava com Logan. Para mim, Beatrice ainda não tivera expressado toda sua raiva sobre mim.

Senti meu corpo ser arremessado para frente, tirando-me de meus devaneios. Por sorte eu estava com o sinto de segurança, o que impediu com que eu me ferisse ou algo do tipo. Olhei para Harry ao meu lado, assustada, mas ele não demonstrava feições e continuava seu trajeto como se nada tivesse acontecido.

- Droga. – Escutei-o murmurar, e percebi que seus maxilares estavam sendo forçados , ainda concentrado no caminho a frente. – Desculpe. – Falou por fim, inspirando e dando um leve empurrão na direção do carro.

Não falei nada, mas ainda estava inconformada com o que tivera, estava e iria acontecer. Não estava na hora que conversar com ele. Estávamos todos tensos ali, por causa do seu pai. Quando estivéssemos no ar, eu poderia conversar com ele calmamente.

O Carro parou assim que chegamos em frente a minha casa e pude ver um carro estacionado na frente da garagem e as luzes da casa acessas. Elizabeth estava em casa. Harry desligou o carro, mas não saiu do mesmo.

- Você não vem? – Perguntei olhando-o. Seu corpo demonstrava cansaço, e ele estava estressado. Apenas sinalizou que não com a cabeça e sem discutir sai do carro, seguindo até a casa.

Toquei a campainha algumas vezes antes de alguém abrir a porta. Um homem que aparentava ter pouco menos de trinta e cinco anos, abriu. Alto, Cabelos castanhos claros e olhos pretos e extremamente intimidadores. Tinha um corpo forte e bem malhado. Usava uma regata branca, deixando a mostra seus braços intimidadores e usava uma bermuda verde escura.

Vi-o analisar-me de cima a baixo e logo um sorriso em seu rosto se formou. Dei um passo para trás por instinto e logo recuperei a postura. Olhei para trás e Harry continuava o carro, não sabia se estava nos olhando ou olhando para outro canto, pois as películas do carro, me impediam de vê-lo.

- Com Licença. – Falei passando por ele e assim que pude olhar o hall de entrada, vi o local totalmente bagunçado, sofás fora de lugar, latas de cerveja no chão juntamente com pacotes de fast-foods.

Pressionei bem os olhos antes da vontade de gritar me tomar conta. A raiva me subiu a cabeça e naquele momento eu só queria encontrar, Elizabeth.

- Onde ela está? – Perguntei para o cara, já sentado no sofá observando-me.

- No quarto, na cozinha, na piscina. Não sei. Perdi-a de vista no momento em que tomou a terceira lata de cerveja. – Disse sem dar a mínima.

- E quem é você? — Olhei-o seria e estressada.

- Sou um amigo dela. E você?

- Sou uma amiga dela. – Fale com desgosto.

Virei as costas e fui andando pela casa, deparando-me com o local praticamente destruído. A minha casa, que eu tivera acabado de comprar. Investi meses, se não anos de trabalho naquele local, e Elizabeth fez isso comigo.

Passei pela cozinha, que estava uma bagunça, os bancos do balcão de mármore da cozinha, estavam jogados pelo chão, e na pia, havia louças jogas por ali e cacos de vidros no chão. Fechei meus punhos para evitar a raiva. Fui andando até a área de lazer, ao fundo e vi as cadeiras de praias fora de lugar, uma toalha jogada por aqui e outras por ali e mais latas de cerveja. O suficiente para deixar alguém inconsciente.

Subi as escadas e fui até os quartos, abri a primeira porta, e o local estava intacto, aliviando-me um pouco. Adentrei o segundo e ultimo quarto antes do meu e vi Elizabeth deitada na cama, dormindo, se não estivesse morta, depois de tanto se embriagar.

- Elizabeth! – Gritei pelo seu nome e a mesma murmurou algo que não pude entender. – Elizabeth, acorde! – Empurrei e a mesma bateu em minha mão. Liguei as luzes, abri as cortinas, deixando o resto da luz do dia entrar no quarto e arremessei sua manta para longe. – Elizabeth, Porra! – gritei exasperada!

- Droga Leeah! – Ele puxou um dos travesseiros que estava em baixo de sua cabeça e jogou em cima de seu rosto. – O que você quer? – Escutei sua voz baixa e abafada.

Subi na cama e puxei o travesseiro de seu rosto, tirei tudo de seu alcance e a empurrei da cama. A raiva subia a minha cabeça. Raiva dela, eu poderia ama-la como minha irmã, mas eu não conseguia admitir que ela me desrespeitasse, e fizesse o que fez com minha casa. E ainda trazer um desconhecido para dentro do meu lar. Aquilo já estava fora dos limites.

Escutei-a gemer de dor, mas não me importei. Segui para o guarda-roupa e encontrei suas roupas ali dentro. Com o ódio a consumir-me, coloquei minhas mãos nas suas roupas, que estava todas jogadas e empurrei-as em direção ao chão, até ver aquela área vazia, e um monte de roupa se formar em meus pés.

- O que você está fazendo? – Disse Elizabeth exasperada. – Você é louca? – Senti sua mão, puxando meu braço para trás, eu esquivei-me.

Abri a próxima porta do guarda-roupa e fiz a mesma coisa. Despejando mais um bolo de roupas aos meus pés. Sai a passadas largas e pesadas até o meu quarto. Abri a porta e percebi que minha cama estava bagunçada e algumas coisas, tais como papeis, travesseiros e porta retratos jogados ao chão.

- Caralho! – Gritei, sem conseguir me controlar mais. Segui até o pequeno armário e retirei uma mala, grande o suficiente par caber todas as roupas de Elizabeth.

Antes que eu pudesse sair do quarto, vi meu porta bijuterias jogados no canto do quarto e junto a ele, estava minha pequena maleta, onde eu guardava um dos objetos mais preciosos para mim, minha câmera. Corri exasperada até aquele canto e vi que meu bracelete, uma das poucas coisas na qual eu fazia questão de proteger, estava arrebentado e as lentes de minha câmera estavam quebradas.

Deixei as lágrimas correrem soltas por meu rosto e sentei-me ao chão, com a costa encostada na parede branca. Pequei meu bracelete, um dos bens mais preciosos meu, e vi que alguns pequenos pingentes estavam faltando. Comecei a solução alto e não conseguir a segurar as lágrimas.

Eu havia ganhando aquilo de minha mãe e meu pai. Eu o guardava desde a ultima vez em que lhes vi. Era uma das poucas, se não única coisa que eu ainda tinha de lembrança. Eu os amava tanto e sentia tanta falta. A essa altura do campeonato, meu rosto já estava totalmente vermelho, eu já mal conseguia abrir os olhos para poder observar o pequeno objeto de ouro em minhas mãos.

Coloquei-o em meu bolso traseiro e recolhi os pedaços de lentes quebradas e espalhadas por ali e coloquei cada peça de minha maquina na maleta. Observei a câmera arranhada, fazendo o ódio de mim sobre Elizabeth crescer cada vez mais. Dei um murro na parede ao meu lado, fazendo-me gemer de dor ao sentir o baque forte do concreto contra os meus finos ossos da mão direita.

Levantei-me, peguei a mala que eu havia jogado no chão agora a pouco e segui para o quarto de Elizabeth e a encontrei arrumando suas coisas no guarda-roupa, novamente.

- O que você acha que está fazendo? – Cerrei os punhos e apertei meu maxilar na sua direção. Joguei a mala para ela e a olhei. – Eu quero você fora dessa casa antes de eu sair daqui. Acho melhor se apressar.

- Leeah... – Falou baixo, e pude ver a culpa em seus olhos, que estavam marejados. – Me d... – Interrompi-a.

- Me poupe, Elizabeth. – Sorri sarcástica jogando a cabeça para trás. Aquela menina, simples, calma e doce já não se encontrava mais em mim. Semicerrei os olhos na sua direção e falei as seguintes palavras com precisão: — Merda, você não tem noção do que fez não é? Você tem apenas cinco minutos para sair dessa casa, ou ao contrario, você e seu “amigo” saem a força daqui!

Ela olhou-me com medo e encolheu os ombros. Passei as mãos em algumas ultimas lágrimas que insistiam em cair e mantive o controle de minha raiva. Observei-a, mas ela nada fazia.

- Leeah, merda... – Falou baixo.

- O que você quer? Por que fez isso? Porra, Elizabeth... – Recuperei o folego, que parecia acabar a todo instante, parecia não estar a meu favor. – Presta atenção no que você fez! – Passei o olhar ao redor. – Você destruiu minha casa! Minha área de lazer está totalmente bagunçada, com latas de cerveja espalhadas por todo lugar. Minha cozinha está bagunçada e minha sala de estar está virada de cabeça para baixo e ainda por cima, tem um cara que nem conheço sentando no meu sofá! – Gritei para ela e o ar voltou a me faltar.

- Me desculpe! – Disse com o tom de sua voz igual ao meu. – É isso que você quer? Então me desculpe!

- Não, Não quero suas desculpas. Quero você fora da minha casa, nunca mais quero ver sua cara. Você conseguiu destruir tudo, conseguiu me fazer odiar você, destruir nossa relação acabar! – Falei rápido, exasperada. Levei a mão ao peito, tentando tomar ar, mas foi em vão. Cai de joelhos no chão já sem folego, sem conseguir inalar o oxigênio, e deparei-me com um ataque de asma.

Ouvi a porta do quarto abrir, virei-me para ver Harry ali parado. Parecia calmo, ao contrario de mim. As lagrimas brotavam de meus olhos incessantemente e Elizabeth olhava-me pasma. Já estava difícil de respirar e o pouco que conseguia, era inútil de mais. Movimentei a boca em direção a Elizabeth, pedindo a bombinha e foi só então que a mesmo tomou conta do que estava acontecendo a sua frente.

Cai de quatro no chão e empurrei-me para trás, para deitar. Estiquei os braços e levantei a cabeça para tentar ajudar na respiração, mas nada adiantava.

- O que aconteceu? – Escutei a voz de Harry pela primeira vez. Ele olhava para mim e para Elizabeth, que estava revirando suas coisas. – Elizabeth! – Gritou. Ele se ajoelhou ao meu lado e foi pegar-me no colo, mas balancei a cabeça freneticamente negativamente. Aqui só pioraria o ar circular por meu corpo.

- Ela tem asma. – Disse ela desesperada e saindo do quarto. Fechei os olhos e sentia a agonia de estar quase morrendo sufocada. Por mais que tentasse inalar o oxigênio, não era o suficiente para mim. Meu peito subia e descia freneticamente, eu tentava manter a calma, mas não adiantava, eu estava entrando em desespero.

Harry olhava-me sem saber o que fazer, parecia nunca ter presenciado uma cena daquelas, e estava sem reação. Ouvi a porta do quarto se abrir novamente e vi Elizabeth com minha antiga bombinha. Ela se ajoelhou ao meu lado e logo pressionou o objeto na sua mão dentro de minha boca, duas vezes seguidas. Fechei meus olhos e senti Harry entrelaçar nossos dedos. Devo ter ficado deitada uns cinco minutos, até recuperar o ar novamente.

Sentei-me no chão. Não pense que só pelo o que Elizabeth tivera feito, eu não estava com raiva dela. Engatinhei até Harry, quebrando o espaço entre nós e o abracei o mais forte que pude. Senti seus lábios em meus cabelos e logo suas mãos.

- Saia. – Ele disse friamente, olhando em direção de Elizabeth.

Sem falar nada, ela se levantou e jogou suas roupas dentro da mala que eu havia lhe dado e poucos minutos depois se levantou e antes de passar pela porta a chamei.

- As chaves. – Disse baixo.

- Estão dentro da gaveta da cômoda. – Falou e passou pela porta, desaparecendo de minha visão.

Apertei mais ainda Harry em meus braços, as lágrimas brotavam de meu olhos e minha respiração já estava se normalizando. Sabia que estava molhando sua camisa branca social, com minhas lágrimas, mas aquilo não estava incomodando a nenhum de nós dois.

- Calma. – Falou baixo, com os lábios ainda em meus cabelos. – Estou aqui. – Ele sentou-se no chão e puxou-me mais para ele, enquanto meus soluços apenas ficavam mais altos. – Estou aqui. – Sussurrou. Apertei meus olhos, imaginando que aquela seria a ultima vez em que eu veria Elizabeth, que era praticamente minha irmã, minha única amiga. Fora ela, eu tinha apenas... Harry. Eu estava perdida naquele mundo. E foi com esses pensamentos que eu adormeci em seus braços. Sentindo que ele estava ali para me proteger e me amar, enquanto ninguém mais poderia fazer isso.

Notas finais
Revieeeeews?Recomendações??? :)xo