The Woods

26 Lugar Seguro.


Notas iniciais
Oi gente, eu sei que eu estive sumida. Infelizmente eu estive muito ocupada com provas e vestibulares e não tive tempo de escrever. Na verdade eu não tive tempo pra nada. Enfim, arranjei um tempo entre os vestibulares para escrever e vou tentar escrever um pouco mais, mas se eu demorar para postar, vocês já sabem porque. Eu NÃO abandonei a fic gente, só estive sem tempo, então por favor também não me abandonem. Muito obrigada e boa leitura.

Avery e eu nadamos até a borda do lago situado no meio de uma clareira e essa, provavelmente, situada no meio da floresta.

Ainda estava completamente abismada e a esse ponto já tinha parado de tentar entender como também.

Deviam ser mais ou menos de 11h da noite a 4h da manhã, pois o céu, apesar estar claro por causa da lua e das estrelas, estava tingido em um profundo tom de azul escuro.

Avery fez uma careta assim que saiu do lago.

— Frio. – Deu de ombros. — Vou te acompanhar até sua casa.

— Então tá.

Começamos a andar para o meio da floresta, onde ela ficava densa e as árvores mais pareciam um labirinto quando de repente, Avery parou abruptamente e colocou o braço na minha frente fazendo sinal para que eu parasse. Também fez um sinal de silencio enquanto desembainhada uma pequena faca do cós de sua calça na qual eu não fazia a menor ideia de que estava lá. Avançou cautelosamente e contornou o tronco de árvore mas avistou alguma coisa e relaxou os ombros. Espiei por cima do ombro dela, curiosa.

Cat e Alex estavam sentados ao pé de uma árvore a uns 5 metros de distância.

Eu não pude acreditar no que via.

— CAT! – Gritei correndo em direção a ela.

Minha amiga ergueu a cabeça e só teve tempo de ver quem a estava chamando, antes que eu me jogasse em cima dela e a abraçasse como se nunca mais fosse vê-la. Cat me abraçou de volta e só então percebi que lágrimas de alegria de alívio e alegria escorriam livremente sobre meu rosto.

— Achei que eu nunca mais ia te ver. – Disse com a voz abafada.

Percebi que Cat também chorava, ainda mais intensamente que eu, emocionada demais para falar qualquer coisa. Assim que a soltei, me virei para Avery e só então percebi que era a primeira vez que ela via o pai dela que supostamente havia morrido no incêndio. Inclusive, era a primeira vez que eu o via depois do incêndio. Achávamos que ele estava morto.

Eles ainda se encaravam da maneira mais bizarra possível, ele com sua roupa em frangalhos e coberto de fuligem e ela com uma faca na mão, toda encharcada.

Não parecia certo me intrometer nesse assunto pessoal, mas nada ali naquela situação estava certo.

— Ahn... Avery. – Pigarreei. – Essa é Catelyn, minha melhor amiga que estava desaparecida.

Avery, como se tivesse sido acordada de um transe, olhou para mim e para Cat como se tivesse acabado de perceber que estávamos ali.

— Sim, Cat né? Ouvi falar muito sore você. – Ela abriu um meio sorriso para tentar compensar a situação bizarra. – Eu sou Avery – Olhou para mim um pouco hesitante (coisa extremamente rara) – Hmm... uma amiga.

— Ah prazer em conhecê-la. – Cat responder distraidamente.

— Igualmente.

Puta que pariu eu consegui deixar a situação mais estranha ainda.

Então, mudei de estratégia.

—ALEX!! – Levantei-me e fui abraçá-lo. – Achei que você tivesse morrido.

— Não morro tão fácil assim. – Pude identificar um tom de riso em sua voz.

— Você não faz ideia de como eu estou feliz de que você esteja vivo.

— Ah eu também estou bastante feliz. – Ele sorriu.

Apesar de tudo, ele parecia mesmo estar feliz.

E então tudo aconteceu em uma fração de segundos. Eu ouvi um leve farfalhar de folhas e no momento seguinte, Avery havia atirado uma faca em alguma coisa logo acima do meu ombro direito, exatamente atrás da minha cabeça, que por sua vez desabou no chão. Não consegui ver direito o que era, estava muito escuro. Olhei assustada para ela, que agora estava em posição de ataque, e sua expressão tinha mudado completamente, ela estava extremamente alarmada e concentrada ao mesmo tempo.

Ouvi uma exclamação vinda de Cat, mas quando olhei, Alex já estava do lado dela levantando uma coisa escura do chão e atirando-o longe com sua mão manchada por um liquido escuro e viscoso. Enquanto isso, Avery já tinha corrido até sua faca e estava esfaqueando uma das duas coisas que a cercavam. Depois de alguns movimentos complicados e rápidos demais para eu acompanhar, ela já havia acabado com as duas.

Houve um momento de espera em que nada aconteceu e todos nós olhamos para todos os lados freneticamente a procura de novas ameaças.

— ACABOU? – Avery gritou aparentemente para o nada ainda empunhando sua faca, agora coberta pelo mesmo líquido viscoso que estava na mão de Alex.

Alex deu um passo em direção a ela e eu corri para o lado de Cat para ver se estava tudo bem com ela.

— Avery está tudo bem agora. – Alex se aproximou dela e a abraçou.

— Tudo bem... – Ela repetiu como um eco.

Passado algum tempo, todos nós nos sentamos ao pé da árvore e de repente Avery quebrou o silêncio.

— Aqui não é mais seguro Lucy. — Ela estava com a cabeça abaixada. – Nós temos que te tirar daqui. Te esconder. – Olhou para o lado.

Ela estava evitando me encarar.

— Ela tem razão, os Acéclas te acharam. – Concordou Alex.

­Quem?

— Espera, como assim? – Disse Cat, como que lendo meus pensamentos.

— Explicaremos tudo depois, quando vocês estiverem em segurança. Principalmente para você Catelyn, há toda a história a ser explicada, por isso, você terá que vir conosco. — Avery estava mortalmente séria.

— Mas e meus pais? Eles devem estar mortos de preocupação. – Exclamei.

— Nós vamos lá agora, pegaremos algumas roupas suas e você vai explicar para eles. – Ela deu de ombros. – Cat já está considerada como desaparecida, não há nada mais a ser feito.

Olhei para Cat que concordou depois de um pequeno tempo. Alex permanecia com a cabeça abaixada e Avery finalmente me encarava.

— Então vamos. – Disse levantando-me.

~’’~

Fechei a porta de casa atrás de mim. Estava tudo escuro e profundamente silencioso, as cortinas estavam todas fechadas. Clover veio até mim abanando o rabo e para minha sorte ela não latiu. Alisei seu pelo e andei até as escadas com muito cuidado para não tropeçar em nada e fui para o andar de cima com meu coração apertado, questionando-me como iria acordá-los e o que eu diria para eles.

Qual seria a reação deles? Que cara eles fariam? Como eles iriam se sentir?

Entrei no quarto dele e os chamei baixinho:

— Mãe? Pai?

Nada.

Tentei um pouco mais alto com mais firmeza.

— Mãe, pai!

Eles se mexeram sonolentos. A luz do abajur foi acesa, acho que foi minha mãe que acendeu. Seus olhos estavam semiabertos, inchados pelo sono, mas quando perceberam que era eu que estava ali, os dois levaram um grande choque e minha mãe muito emocionada e feliz, pulou da cama para me abraçar.

— Filha, graças a Deus! – Disse me abraçando.

— Filha! – Dessa vez foi meu pai, que também levantou e veio me abraçar junto com a minha mãe.

Meu coração estilhaçou-se de uma maneira que eu sabia que demoraria muito até conseguir juntar todos os pedaços.

— Eu estou bem gente, mas vocês precisam me escutar. – Minha voz estava trêmula e eu lutava arduamente contra as lágrimas.

Meus pais me olharam realmente preocupados.

— O que houve? – Meu pai falou por fim.

Só então eu percebi que eu não havia pensado no que eu iria falar. Remexi minhas mãos nervosamente tentando escolher bem as palavras, tentando não chorar no processo.

— É complicado, mas vocês precisam entender... – Olhei para o lado para não sentir a culpa que o olhar deles estava me causando. – Mãe, pai... eu estou correndo muito perigo.

Respirei fundo e finalmente olhei para eles com meus olhos marejados.

— Preciso sair daqui e ir para um lugar seguro.

Notas finais
Então é isso gente, espero que tenham gostado. Lembrando que eu vou tentar postar mais, mas eu não prometo :(