The Wiltshire' Mission

7 Capítulo 7 - Hermione Granger


Eu sentia-me como uma princesa quando olhava pelo quarto. Era quase o dobro do dormitório em Hogwarts e não teria que partilhar com mais ninguém, era apenas meu. Eu quase levitava a andar pelo quarto, ele era magnífico. A casa de banho anexa era um sonho, onde aquela banheira seria ideal para um longo banho acompanhada com um bom livro. Teria que o fazer sem dúvida.

Ginny e Luna mandaram mensagens para o nosso grupo a pedir-me notícias e eu filmei o quarto, a casa banho e a vista que tinha para o exterior, sem revelar onde realmente estava, recebendo apenas uma palavra por parte de Ginny: INVEJA. Eu ri sozinha.

Com cuidado, fui tirando a minha roupa das malas e colocar no grande closet que estava embutido na parede. Claro que não tinha trazido roupa para preenche-lo e também me apercebi que a maioria da minha roupa era demasiado simples, comparado com o luxo à minha volta e ao lado do aprumo de Narcisa. Olhei pelo grande espelho na parede, ajeitado o simples vestido florido e a casaca de ganga que usava. Devia ter trazido roupas mais sofisticadas como de certeza Pansy tinha trazido.

E por pensar nela, precisava de ir ter com ela, uma das malas que ali deixaram junto da minha cama pertencia-lhe. Quando terminei de colocar tudo no closet, peguei nas malas que a Professora Hooch me deu e coloquei debaixo da cama, esperava que fosse um lugar seguro para a arma e para os restantes apetrechos que nos tinha enviado. O sistema de vigilância teria que colocar com ajuda de Pansy.

Quando olhei para o relógio vi que já tinham passado duas horas sem eu dar conta que ali estava fechada a organizar tudo. Era hora de ver como Pansy estava, no pequeno-almoço parecia tão pálida e ausente quando Narcisa falou do filho e o medo de o perder. Eu deduzi que tinha sido porque se lembrou da morte do irmão. Não podia censura-la.

Segui para a porta do quarto dela que ficava mesmo ao lado do meu. Até aquele simples corredor explodia luxo e bom gosto por todo o lado, desde da carpete longa de um lado ao outro, dos pequenos cadeeiros nas paredes e os quadros nas suas elegantes molduras. Aquela casa não era uma mansão, era um palácio!

Bati na pota do quarto da Pansy e fiquei à espera. Nada e voltei a bater — Pansy, sou eu. Posso? — esperei por resposta. Será que terá adormecido? Suspirei e virei costas e foi quando ela abriu a porta. Ela olhava para mim sem expressão, mas os olhos estavam inchados — Desculpa, não te queria acordar, mas...

— Entra – abrindo mais a porta para eu entrar no quarto dela, e apressei-me de o fazer. O quarto era muito semelhante ao meu apenas diferenciava na cor e na decoração. Ela passou por mim, olhando para a janela sem me dizer qualquer tipo de palavra.

— Deixaram isto no meu quarto, devem ter achado que eu tinha poucas malas — tentei fazer uma piada mas não tive nenhuma reação da parte dela que simplesmente agarrou e juntou às restantes que ainda estava intocadas no chão, deitando-se na cama de costas para mim — Ok — esperava mais da parte dela e suspirei — Queres ajuda para desfazer as malas, eu posso ajudar... — esperei por algo da parte dela mas sem sucesso — Certo, então eu ajudo — olhei para a quantidade de malas e comecei a abrir, esperando uma reação de revolta da parte dela por tocar nas coisas dela. No final de abrir enruguei a testa — Uma mala só de sapatos Pansy? Sério? Onde achas que vais usar isto tudo? — pegando nuns elegantes botins e pensando para que queria uma botas que pareciam uma bola de espelhos, abanei a cabeça começando a colocar no grande armário onde tinha prateleiras próprias para sapatos.

Fui tratando de arrumar tudo conforme ia tirando das malas enquanto fazia comentários sobre as indumentárias dela. Ela tinha imensa coisa e cobicei algumas delas, a roupa dela sim era feita para estar naquela mansão. Era raro usarmos roupas ditas normais, visto que tínhamos que estar fardadas em Hogwarts. O nosso estilo era completamente diferente uma da outra, mas havia peças que eu usaria na boa — … e Ginny teve um mini ataque, Luna não tinha culpa ela não sabia que aquela bombinha ia largar tinta. Oh devias ter visto a cara de Ginny quando viu o vestido manchado — era com carinho que eu estava a partilhar aquela memória, quando arrumava os vestidos de Pansy — os cabelos dela pareciam labaredas se é que é possível...

— Eu lembro-me — eu ouvi Pansy a dizer da cama — os gritos dela ecoaram pelo Grande Salão.

— A pobre da Luna não sabia onde se meter — ri-me quando aproximava da cama e sentava na beira ao lado dela — e Ginny ficou sem falar com ela durante uma semana! E chorou a semana toda pelo vestido arruinado...

— Como a compreendo, ninguém merece um vestido arruinado.

— É um bocado de tecido, não era necessário aquele filme todo.

— Só mesmo uma pessoa sem gosto por moda para dizer isso — bufou e eu sorri.

Gostava mais de ver aquela Pansy Parkinson do que a deprimida Pansy Parkinson.

— Mostro sensatez já que depois de uma semana, Ginny já não se lembrava mais do vestido — olhando para as malas que ainda faltavam arrumar — Bem, onde queres colocar estas? Eu coloquei debaixo da cama, deve ser o lugar mais seguro e à mão

— Deixa aí eu depois arrumo. Obrigada pela ajuda com as malas — e voltou a olhar pela janela.

— Eu ia pedir acesso ao sistema de vigilância daqui, vi apenas camaras do lado de fora, reparaste? Nada no lado de dentro, acho que devemos instalar o nosso sistema, que te parece?

— Talvez mais logo...

— Certo — mas eu não desistia assim tão fácil — E ver o resto da mansão, conhecer o perímetro, tem uns estábulos, porque não vamos até lá? — sabia da paixão dela por cavalos e ela era uma ótima montadora, uma autêntica amazona.

— Granger, por favor, fazemos tudo o que quiseres logo, montamos o sistema, conhecemos todo o perímetro à volta da mansão, traçamos um plano para proteger o filho querido. Mas agora quero apenas descansar ficar sozinha – disse-me com um suspiro.

— Ok, ok entendi – levantei-me e virei-me para ela – Pelo menos desces para almoçar comigo? — ela olhou-me com aquele olhar interrogativo e arrogante — Não me sinto à vontade sozinha com a dona da casa, e aquelas criadas todas a olhar para mim como se estivessem À espera que deixa-se cair uma migalha no chão — suspirei — Acho que não vamos precisar de instalar grande sistema, já reparaste quantas criadas há? Somos as únicas deste lado, na casa toda somos quantos? Cinco, seis pessoas? Eu ao todo contei dez criadas! Tirando o pessoal do jardim, da cozinha — disse espantada para ela – Para que querem camaras do lado de dentro se há olhos por todo o lado?

— Meu deus Granger és mesmo uma Sabe Tudo Irritante! — e pela primeira vez não me senti ofendida com aquelas palavras, gostava mais daquele Pansy diabólica do que Pansy deprimida.

— Faz parte das nossas funções saber sobre o pessoal... — avancei para a porta e abri no mesmo momento que passava uma criada com toalhas dobradas que me deu um sorriso — Vês? — murmurei para Pansy que olhava para mim com um sorriso de lado — Estão por todo o lado! — disse baixinho para ela, deixando-a com um sorriso e eu fiquei satisfeita com o que tinha feito.

Desci até ao andar de baixo, agradecendo pelo meu bom sentido de orientação e segui para a sala de jantar onde tomamos o pequeno-almoço, sem deixar em todos os pormenores à minha volta. A sala de jantar estava agora arrumada e com as janelas fechadas, sem vestígios do grande pequeno-almoço que tinha sido servido esta manhã.

Virei para o lado direito onde Narcisa tinha informado que ficava a biblioteca e fui ter uma agradável sala de estar. Verde era a cor predominante, conclui quando olhava pela sala até às grandes portas e via Narcisa Malfoy a andar de um lado para o outro com o telefone na mão.

Quando aproximei não pude de deixar ouvir — … e qual é o meu espanto quando o diretor diz que o meu filho foi dispensado das aulas, tendo sido suspenso durante uma semana e que os pais tinham sido informados. Bem, eu não fui informada – eu continuei a ouvir mesmo sabendo que era uma conversa privada sabendo que era errado, mas foi mais forte que eu – Suspenso Lucius? Como podes ter escondido isto? – pausa – Não Lucius, o lugar dele é na escola! Eu nem quero saber o que ele fez para ser expulso, é melhor eu nem saber – vi ela a parar e a colocar os dedos na cana do nariz respirando fundo — Agora passa-me ao desnaturado do teu filho, sei muito bem que ele está contigo… — bufou Narcisa, aquilo era demasiado cómico, eu devia parar de ouvir, enquanto ela fazia uma pausa e enrugava a testa – Suspenso Draco Malfoy? Eu nem quero ouvir as tuas desculpas. Adivinha: estás de castigo! – pausa – Sem resmungos Draco Malfoy, e podes dizer ao teu pai que a nossa conversa não acabou, teremos uma conversa muito séria os três… — e foi quando ela me viu, e eu mordi o lábio envergonhada por ter sido apanhada a escutar a conversa – Falamos quando chegares, e é bom que seja hoje! — desligou a chamada e eu avancei.

— Não queria interromper, desculpe mas perdi-me e foi sem intenção que escutei – tentei desculpar-me com aquela pequena mentira, sei que era absurdo dar aquela desculpa mas nada mais me ocorreu.

Narcisa abanou a mão enquanto se sentava, como se dissesse para esquecer o assunto – Tudo bem, a casa é grande para quem está aqui pela primeira vez e eu é que peço desculpa por este… Momento constrangedor, mas o meu filho às vezes consegue ser uma criança de 6 anos e o pai defende-o demais, acabando por eu ser a má da fita. Lamento pelo meu descontrolo – eu fiquei sem saber o que dizer porque sinceramente ela tinha tido a reação mais normal de uma mãe – Bem, tirando este infeliz acidente, eu já tratei da vossa papelada para ir para o colégio do Draco…

— Desculpe: Colégio? – perguntei atrapalhada.

— Claro, acabei de vos matricular no colégio e ainda no dia de hoje irão enviar os documentos para serem assinados por vocês – sorriu maternal – lá porque estão em missão, não devem descurar dos estudos. Preciso que vocês estejam ao lado de Draco, e o colégio é onde ele passa mais tempo se não tiver sido expulso, entretanto – resmungou baixinho e eu sorri de lado com aquela versão nada polida de Narcisa Malfoy. Era bom ver que havia um lado humano na mulher perfeita.

E de repente o que ela disse sobre o colégio voltou com força à minha cabeça — Espere, mas vamos mesmo estudar? Estudar a sério, fazer o ano? — esperava que realmente isso fosse verdade porque seria uma ótima noticia.

— Claro! Estudos são importantes numa formação de uma mulher, não ia deixar isso ao acaso com vocês, estando longe de Hogwarts não quero prejudicar-vos, não sabemos quanto tempo estarão aqui e... — o sorriso desapareceu do rosto dela — Eu preciso que vocês estejam ao lado de Draco, eu não quero deixar sozinho, eu não sei o que lhe pode acontecer que estiver sozinho — inspirou fundo e voltou a sorrir como se quisesse afastar os fantasmas — Queres ver a nossa biblioteca?

As horas passavam a correr naquele dia, e depois de um delicioso almoço, onde Pansy não desceu para juntar-se a mim e a Narcisa, falamos sobre livros, sobre viagens que já tínhamos feito e por incrível que pareça, sobre jardinagem. Depois de almoço levou-me até à sua sala de chá, que tinha o nome de Jardim de Inverno, eu vi as mais belas orquídeas, Narcisa disse que era ela que tratava da maior parte das flores que havia na mansão e na estufa de vidro junto aos estábulos.

Narcisa disse que tinha assuntos para tratar durante a tarde e se eu quisesse ir á aldeia, era só pedir para o motorista me levar. Era mesmo isso que ia fazer, correndo até ao meu quarto para pegar na mala e bati na porta do quarto de Pansy. Sem resposta abri a porta e reparei no quarto vazio, chamei e nada. Pelo menos ela tinha saído do quarto, conclui eu enquanto encolhia os ombros e corri para junto do carro que estava á minha espera. Não deixei de mandar mensagem a Pansy que ia à aldeia dar uma volta.

— Obrigada pela boleia — disse para o motorista que me deu um singelo sorriso — Não precisa ficar à minha espera, talvez daqui a duas horas eu ligo para a mansão a pedir que venha...

— Não precisa, daqui a duas horas estou de volta. Irei até à cidade fazer uns recados e estarei de volta para pega-la, pode ser menina? — eu confirmei com um aceno de cabeça e sai para a aquela aldeia pitoresca. O carro já arrancava e acenei par ao motorista que tinha deixando sozinha.

Sorri feliz.

Comecei a minha exploração daquela pequena vila. As pessoas eram simpáticas e percebi-me que adoravam turistas, porque era isso que eu era para eles.

Tinha adquirido um livro numa pequena loja de velharias, um clássico "O Monte dos Vendavais", uma versão antiga e com as folhas já amarelas, o que me encantou. É, eu tinha uma paixão secreta e doida por Heathcliff.

Sorria quando caminhava pela longa rua. Era quase hora de voltar e já tinha passeado pela vila toda, enquanto me dirigia-me para o pequeno bistrô que tinha visto no início da minha visita. Depois de uma longa caminhada, merecia um doce com a companhia do meu novo livro.

Quando aproximava, reparei numa mota negra bastante intimidadora que estava estacionada perto da porta, e que se destacava das demais bicicletas que estavam por ali também. Por algum motivo aquela mota atraía e dá-me medo ao mesmo tempo, questiona-me como seria subir naquela mota e deixar-me ir, agarrada a um desconhecido, um herói imoral apaixonado. Abanei a cabeça e empurrei a porta, a falta de açúcar no meu sistema estava já a causar-me ideias malucas.

Lá dentro senti o agradável a bolos acabados de fazer e olhei em volta pelas mesas: uma estava com um grupo de raparigas que deviam ter a minha idade, que fixavam um ponto junto do balcão e outra junto da janela, estavam duas senhoras de idade a conversar quando tomavam o seu chá.

Quando me aproximei do balcão apercebi-me qual era o motivo de tanta fixação por parte do grupo de raparigas. Um rapaz de costas, todo vestido de preto desde o casaco de cabedal justo, as calças negras, botas pretas, e o capacete na cabeça, apenas com a viseira levantada. De costas eu bem que podia dizer que ele era um pedaço de mau caminho e, brilhantemente conclui, o dono da mota estacionada à porta. Fui aproximando para pedir um dos muffins que estavam expostos no balcão.

Não estava à espera que o rapaz virasse para mim, olhasse sequer para mim e quando o fez, o meu cérebro parou. Por momentos. O rosto dele era perfeito, mas foi os olhos que me traíram e deixaram-me com uma sensação de formigueiro no fundo da barriga. E aquele sorriso diabólico que ele ostentava, era um caminho para a perdição. Pisquei os olhos e voltei para a realidade, olhando para dentro do balcão corada, devia estar da cor dos cabelos de Ginny. O que tinha acontecido? Que era aquilo, minha nossa senhora dos aflitos? Quem era aquele desconhecido? E que sensações eram aquelas que faziam estar com calor e o coração que aprecia querer saltar do peito?

— Boa tarde... O que vai ser? — uma voz feminina demasiado doce interrompeu os meus loucos pensamentos e fixei a rapariga de cabelo vermelho, que estava à minha frente do outro lado do balcão, mas que olhava descaradamente para o rapaz da mota e mais uma sensação estranha percorreu o meu corpo – No que posso ajudar? — questionou quando mordia o lábio e enrolava uma madeixa vermelha do seu longo cabelo no dedo.

Olhei para o rapaz que ainda me fixava agora com curiosidade no olhar, então finalmente desviou o olhar de mim e agradeci por as minhas pernas não começarem a tremer como varas verdes.

— Uma caixa de seis dos de abóbora — disse ele e como aquela voz podia ser tão horrivelmente agradável. Pará Hermione, por amor de deus, o que te estava a dar? Demasiadas horas sem comer, só podia ser essa a explicação porque aquelas sensações por causa de um rapaz não podiam ser reais. Eram ilógicas. Eu ainda estava a pensar no meu herói imoral e em Heathcliff, que parecia que estava espelhando naquele magnifico ser que estava ao meu lado. Controla-te por amor de deus! Era isso, estava a espelhar a minha fantasia no único homem que ali estava, aquele rapaz que devia ser mais velho que eu dois anos, pelo menos parecia para mim.

— É só? — questionou a rapariga, ainda toda enjoativamente doce que me fez revirar os olhos.

— Sim, são os preferidos da minha mãe...

— Que querido... — disse a rapariga a sorrir como uma bobinha. Meu deus o que aquele rapaz fazia com as pessoas — Jack, preciso de uma caixa de seis por favor — gritou para dentro da copa e inclinou-se no balcão revelando mais o decote que trazia — Tens a certeza que não queres mais nada?

O rapaz sorriu e eu estava agora espantada com o descaramento da rapariga, porque não se despia e não saltava para o colo dele, bufei irritada. E deve ter sido bastante audível o meu bufar porque ambos olharam para mim, fiquei atrapalhada sentido o rosto a aquecer.

— Ah... eu queria pedir se não for incomodo... — disse quase com os lábios cerrados, eu só queria um buraco para me enfiar, porque sentia aqueles olhos azuis cinza em cima de mim e eu não conseguia encara-lo — Um muffin de chocolate e um sumo de laranja por favor – murmurei e a rapariga olhou-me de alto a baixo com a mão na cintura durante alguns segundos até ir atrás do meu pedido.

A sensação dos olhos dele em mim não me largava, ele fixava-me com aquele pecaminoso sorriso no rosto. Eu devia dizer algo, não? Podia começar por dizer o meu nome ou dizer que o tempo estava ótimo. Como assim o tempo estava ótimo Hermione? Bateste com a cabeça? Que raio de conversa seria essa. Mordi o lábio, estava a ser tao parva. Era melhor estar calada, em vez de dizer asneiras.

A rapariga voltou, passando a caixa para cima do balcão em direção do rapaz que já lhe estendi duas notas — É por conta da casa – disse batendo as longas pestanas para ele.

— Sério, não precisa eu faço questão de pagar.

— É oferta da casa, pagas na próxima que aqui voltares — aquilo era tão cliché, como é que ele ainda não tinha agarrado nela e colocado em cima da mota, questionava-me. Pelo menos era isso que a ruiva esperava que ele fizesse, não?

Ele sorriu e colocou o dinheiro em cima do balcão, pegando na caixa — Fica para uma próxima Ruby — e foi quando olhou novamente para mim e piscou-me o olho — Até qualquer dia... — disse e eu fiquei a olhar como uma tontinha para ele sem saber o que dizer, apenas olhava para o rapaz que saia porta fora com aquela caixa de bolos, colocava a viseira do capacete para baixo e arranca pela estrada fora, perdendo-o de vista.

Eu estava perdida por aquele desconhecido.

Notas finais
Música: Blinding Lights - The Weeknd