The Wicked Games

9 Capítulo 9 — Aion — I'll Bringing Sexyback, I Think You're Special


I'm bringing sexy back (yeah) The other boys don't know how to act (yeah) I think you're special, what's behind your back? (yeah) So turn around and I'll pick up the slack (yeah) (Take'em to the bridge) Dirty babe (aha) You see these shackles, baby I'm your slave (aha), I'll let you whip me if I misbehave (aha), it's just that no one makes me feel this way (aha) (Take'em to the chorus) Come here, girl (go head, be gone with it), come to the back (go head, be gone with it), VIP (go head, be gone with it), drinks on me (go head, be gone with it), let me see what you twerking with (go head, be gone with it), look at those hips! (go head, be gone with it), you make me smile (go head, be gone with it), go ahead child (go head, be gone with it), and get your sexy on (go head, be gone with it), get your sexy on (go head, be gone with it), get your sexy on — Sexyback — Justin Timberlake — Click Here!Notes! AH! Uma coisa que não coloquei nas notas porque sou idiota e só me toquei depois: Me façam os parágrafos em terceira pessoa, de preferência e se mandarem, logicamente serão creditadas porque eu não sou louca. — As roupas só não ponho link porque ainda não terminei todas, estou na metade. — No homem, o desejo gera amor e na mulher o amor gera dsejo — Jonhatan Swift

O Targaryen observava atentamente cada figura e cada rosto dos que estavam presentes no baile. Sua mente estava a mil por hora, perdida a um pensamento tão distante que o fazia duvidar de sua própria sanidade. Ele soltara um suspiro pesado, fechando os olhos. Para Aion Targaryen nada mais importava, além de aproveitar os últimos momentos que poderia ser que tivesse com sua noiva. Encarou o que a dornesa observava. Via Rowena Stark sendo beijada por seu meio irmão. Isso fez com que ele soltasse um suspiro triste. Beijou a testa da noiva. Dirigiu se então, ao seu irmão, Aegon, que tentava dançar algo com Ellyria Arryn. Pediu desculpas a jovem e o puxou para um canto da sala.

— Aegon, o que pensa que está fazendo dançando com Ellyria Arryn?

— E o que você pensa que está fazendo, irmão, se oferecendo para morrer em um julgamento por combate por alguém que mal conhece?

— Diferente de você, Aegon, eu tenho por quem voltar de uma arena dessas. Você deveria parar de se enganar e pedir a mão de Adela logo. Eu vou fazer o mesmo com minha noiva se sobreviver. Se eu vou me casar com ela, de um jeito ou de outro, prefiro fazer isso direito.

— Meu irmãozinho... Tão tolo. Você deveria aprender que não há como escapar disso.

— E acha que não sei Aegon? Enfim. E o problema de Lys? Foi resolvido?

— Sim, Rhiannion e seu exército recuaram.

— Ótimo. Agora se eu for me casar não tenho o que me preocupar...

Aion então se afastou, voltando para perto de Rhaenna. Encarou a jovem com um suspiro pesado. Ela arqueou a sobrancelha, parecendo irritada. Ele suspirou vencido.

— Eu admito. Não, não queria me casar, até que alguns problemas em Essos fossem resolvidos.

— Impressionante Aion. Você leva jeito para isso. Quanto mais você tenta resolver os problemas comigo, mais problemas você cria. Está de parabéns.

— Rhaenna... — O Targaryen se deu por derrotado, vendo a dornesa se afastar.

Aion Targaryen soltou um suspiro. Ela estava certa. Seguiu seus passos para um canto qualquer do salão de bailes, onde sentou se. Viu uma aia trazendo uma garrafa de vinho de Dorne. Parou a aia e pegou a garrafa e um cálice. Enquanto observava o movimento de pessoas, enchia seu cálice e viu um homem se aproximar, um tanto curioso.

— Oras príncipe Aion. Quando eu lhe conheci você tinha dois anos, era um bebezinho ainda, e agora está aí, amargurando se e enchendo a cara por uma mulher? — Doran Martell soltou um riso baixo. — Nunca iria imaginar que minha sobrinha ia ter um efeito tão... Tóxico para você.

— É? Se ela fosse menos complicada, talvez entendesse meus motivos para eu não ter me casado ainda, por mais que queira isso mais que tudo. — Ironizou, enquanto observava o rei.

— Tente me convencer. Aí, eu falarei com ela e a convencerei.

— Veja bem, lorde Doran. A estrutura política que temos em Essos não é tão diferente quanto a que tem aqui em Westeros. Nosso pai colocou seus filhos, responsáveis por uma das cidades livres e outras mais, cada. Eu fiquei responsável por Lys. Rhiannion, por Volantis. Aegon por Braavos. Daenerys por Meereen, tanto que ela está casada, com um khal, e vive bem com ele em Meereen, indo uma vez ou outra, a Vaes Dotrhaki. Viserys, que morreu, ficava responsável por Myr, que agora é responsabilidade de Daemon. Alguns lordes de meu pai cuidavam de Qarth, Pentos, Asshai, e outras cidades mais. Minha irmã, Alyssanne foi única. Não quis ficar responsável por algo. Ela queria ser livre. Minha outra irmã, Rhiannion não queria apenas Volantis. Com o exército dela, ela tentou tomar Lys três vezes. Em todas as três, eu consegui a impedir, mas tive ferimentos graves, em compensação. Ela tentou outra vez. Eu não queria me casar porque eu não poderia abandonar tudo o que construí em Lys e partir para Essos, deixando todos que me respeitam lá, indefesos. Eu queria resolver isso, então me casaria mais tranquilo. — Ele soltou um suspiro pesado. — Não tenha dúvidas que amo sua sobrinha, milorde. Mas eu tenho minhas responsabilidades em Essos. Não fico só me divertindo. Eu precisava salvar Lys.

Aion soltou um suspiro pesado, encarando Doran Martell. O dornês assentiu para o Targaryen que se afastou do dornês. Aion via Karlienne Frey conversando com Katherine Lannister sobre algo e sua noiva. Rhaenna estava com Adela, Rowena,Alyssanne e Ivvana Tully. Via também, Domus Arryn dançando desajeitadamente com sua irmã, Ellyria e viu uma jovem morena lhe chamando a atenção. Ela tinha olhos azulados. Ele sentiu uma inquietação em seu corpo. Não, não, Eu não posso desejar outra! Ele estava internamente, em pânico. Aproximou se então, de Bailee.

— Irmã, está bem?

— Sim, Aion estou bem. Mas você não. — A Targaryen deduziu. — O que aconteceu?

— Muitos problemas. Primeiro do julgamento deve saber. — Bailee negou. — Me ofereci para lutar em julgamento em combate por um amigo que Rhaenna queria salvar. — A jovem tinha os olhos arregalados. — Não me passe mais sermão, Bailee. Já ouvi o bastante por hoje. E ainda vou ouvir mais de Alyssanne e de Rhaenna. — Ele ergueu a mão a impedindo de falar algo. — Olha, Bailee, sei que eu provavelmente vou ser morto por...

Aion e Bailee Targaryen tiveram as atenções desviadas por Rhaenna que subia no estrado. A expressão da Martell era tensa e preocupada e Aion suspirou fundo. Ela apenas disse um tanto nervosa.

— Foi conversado com os juízes sobre o julgamento por combate e foi decidido que o combate será amanhã pela parte da tarde, pois sor Gregor Clegane acabou de chegar e achamos justo dar uma parte da manhã para os campeões treinarem e sugiro que aproveitem bem. Aproveitem a festa, milordes.

Ele viu a mulher descer do estrado, então tivera a atenção desviada para um outro evento. Ele via Valyra Prior puxando Shae pelos cabelos. Controlou se para não rir, mas apenas observou a bravosi, abraçando a cintura da irmã mais nova.

— Sua puta! Sua desgraçada! Tyrion enfrentou o pai por você, sua cadelinha desprezível! Você não vale metade do tempo que Tyrion gastou com você! Ele fez tudo que conseguiu por você, é assim que retribui, sua puta? — Valyra então socou a cara de Shae. Seu vestido levemente amarelado agora, tinha manchas avermelhadas do sangue de Shae. — Você me fez sujar meu vestido sua puta!

— Chega! Tire as duas daqui, sor Meryn e as deixem em quartos separados. — Aegon gritou irritado. — O show acabou, aproveitem a festa!

Aegon afastou se rapidamente. Andou até Adela, a puxando com delicadeza para dançar. Aion soltou um outro suspiro. Observou a morena que encarava a distância aproximar se de si. Seu pânico recomeçou. Contou mentalmente até cinquenta e viu que a figura estava mais perto.

— Príncipe Aion, não lhe disseram que é feio espionar donzelas?

— Disseram, milady, mas espionar não é pior que assediar, acha?

— Tem razão. Amery Tyrell.

— Muito prazer. — O Targaryen fez uma reverência.

— Príncipe Aion, não devia estar noivo?

— Eu...

— E ele está. — Rhaenna Martell andava e sua voz era raivosa, mas bem disfarçada. — Rhaenna Martell, a noiva. — A dornesa o fuzilou com os olhos e com os lábios e fez "Está ferrado, Aion. Reze"

Aion riu baixo, passando a mão no cabelo. Eu estou ferrado. Uma expressão séria agora se formava em seu rosto. Ele viu a Tyrell cumprimentar Rhaenna, então se afastar. A dornesa apenas chutou a canela do Targaryen com força e sorriu cínica. Aion respirou fundo, abraçando a cintura de Rhaenna e segurando sua mão. Fez um pedido de desculpas com os lábios, enquanto via Bailee se aproximar novamente de ambos. Ela estava com Lilith Martell. As duas conversavam animadas sobre algo, Lilith sorriu.

— Prima, loiro idiota. — Ela fez uma reverência. — Você prima foi bem no julgamento. Você loiro idiota, fez merda. Se oferecer para lutar contra A Montanha? É idiota?

— Eu sei, garota. Não preciso que me lembrem a cada meia hora que eu fiz merda. — Aion suspirou fundo, apertando de leve a mão de Rhaenna.

— Lady Rhaenna. Como está? Como está sobre isso de meu irmão? Se fui indelicada... — Bailee dizia cordialmente.

— Bem, obrigada. Não, não foi. Não precisa se desculpar, Bailee. E eu não sei... Eu sei que ele vai sobreviver, mas pensar que ele pode morrer me machuca. Eu não estou pronta para o perder, não de novo. — Ela suspirou fundo acariciando a mão do noivo com o polegar. Ela suspirou, cansada. — Eu já venho.

Aion, Bailee e Lilith viram Rhaenna se afastar. Aion soltou um suspiro pesado, começando a andar pelo o salão de baile, vendo Jon e Rowena brigando. A briga parecia feia. Ele arqueou a sobrancelha, recebendo um olhar raivoso de Rowena que notou o olhar de Aion. Ele se afastou. Viu também a garota Tyrell com quem conversara, Amery, conversando com Daemon que parecia feliz, Aion sorriu forçado para o irmão. Alyssanne conversava com Katherine Lannister sobre algo, enquanto Ivvana Tully conversava e dançava com Bennard Rivers. O Targaryen voltou a se sentar com o cálice de vinho. Provavelmente ficaria bêbado, mas não era isso que queria. Ele daria aquela noite, um fim especial, já que ele poderia morrer amanhã, teria a companhia da noiva pelo o máximo de tempo que conseguisse. Guardou o cálice e viu Rhaenna voltando e se sentar ao seu lado. Para sua própria sorte, não estava bêbado. A abraçou forte e fechou os olhos, ouvindo os sons, as conversas. Ouvia Aegon dizendo para Adela sobre jovem de Asshai. Ele riu baixo para si mesmo. Observou novamente Jon e Rowena, mas agora, ele a beijava. Deu de ombros, então estendeu a mão para Rhae.

— Quer ir embora daqui?

— E fazer...?

— Algo que não fazemos a anos.

— O que... — Ela o observou com a sobrancelha arqueada e se espantou por poucos segundos e riu. — Ótima ideia. Vamos embora.

Rhaenna andava com passos rápidos, puxando o noivo sem muita força. O rapaz a seguia, até se lembrar de algo.

— Sobre a Tyrell...

— Eu não me preocupo, porque ela não me conhece e ela não sabe que se ela tentar algo, ela vai conhecer os Deuses mais cedo do que ela pensa. E você? Eu te castro, porque se eu matar dou falta e me arrependo.

— Ah que ótimo saber que não irei morrer. — O rapaz ironizou. — Me sinto ótimo.

— Eu? Se for para lhe matar, meu príncipe, prefiro matar de... Outras maneiras. Afinal, nós vamos logo ou vai encher o saco do Aegon?

— Vamos, Aegon está se resolvendo com Adela.

Rhaenna sorriu vitoriosa, até que Aion a observou, acariciando seu rosto com o polegar. Lhe beijou e sorriu, a puxando agora, em direção ao seu quarto, que era o mais próximo, sendo preciso subir alguns poucos lances de escada. Assim que Aion finalmente abriu a porta do quarto, viu a bagunça que estava o quarto.

— Merda, eu preciso mandar limparem...

— Concordo. E aquele vestido... — Ela andou até uma peça de vestido azul escuro. — Não é meu. Eu vou ter de afiar minha faca?

— Acalme se garota, pelos Deuses! — Aion revirou os olhos. — Você é minha vida, a única para mim não acredita nisso? Tywin Lannister me mandou uma prostituta e eu não aceitei. Se não acredita pode procurar la, o nome é Alesha se não me engano. Olhe para mim, Martell. Eu já tenho altas chances de morrer amanhã, acha que quero passar meu provável último dia brigando com a mulher que amo?

— Está bem... Mas você só está nisso de poder morrer porque quis, sabe que não lhe pediria... — Aion a interrompeu, a beijando novamente.

— Brigue comigo por isso amanhã de manhã. Hoje... Quero me preocupar apenas com esse momento.

Rhaenna falaria algo mais, se não tivesse sido novamente beijada. O príncipe a apertava colando seus corpos sem muita força, enquanto alisava suas costas. Aion a observou, separando o beijo. Usando do benefício de sua força física, ergueu Rhaenna enquanto lhe segurava pelas coxas. Sentiu as pontas do salto alto em sua cintura, enquanto beijava seu pescoço e alisava as coxas da jovem com carinho. Viu a dornesa suspirar e voltou a lhe beijar.

— Está chato me torturar assim, Aion...

— Quem vai lutar em uma arena até a morte amanhã, sou eu. Eu estou no completo direito de lhe torturar o quanto quiser, é justo.

— Eu deveria lhe matar.

— Se arrependeria depois, lembra?

Aion apenas sorriu com deboche, antes de voltar a beijar seu pescoço. Ele levou as mãos ao rosto da dornesa o acariciando. Parou ao ouvir um outro suspiro de Rhaenna. Ele a soltou, começando a tirar a parte de cima do vestido de Rhaenna. Jogou a peça em um canto qualquer do quarto, vendo o corpete preto, levou as mãos aos fios do corpete, começando a desatar, enquanto beijava as costas da jovem, Rhaenna suspirou. Quando o corpete foi todo desatado, o príncipe se levantou, beijando o pescoço de Rhaenna. Ela reprimiu um gemido baixo. A dornesa se virou, beijando o príncipe enquanto andava em direção a cama que lá tinha. Aion se viu por baixo de Rhaenna, mas não reclamou, tirou o casaco que usava, enquanto a beijava, girou os corpos ficando por cima da moça. Continuou a lhe beijar, enquanto se despia da camisa que usava. Tirou o corpete de Rhaenna vislumbrando seu tronco descoberto. Capturou um dos seios com a mão, começando a massagear ali, fazendo a dornesa gemer.

Aquilo para ambos não bastava. Continuou a fazer aquilo, enquanto a beijava. Ela se ajeitou ali, e o observou. Aion a beijou novamente, então disparou.

— Se eu sobreviver a isso, quero que se case comigo.

— O quê? — Eu estou sonhando, é isso. Não estou no meio de uma transa e sem dúvida não estou sendo pedida em casamento. Rhaenna arregalou os olhos. — Aion você está me machucando, idiota!

— Dá para parar de me chamar de idiota por alguns segundos? Obrigado. — Soltou o braço que apertava sem perceber. — Desculpe. — Soltou um suspiro. — Eu não me arrependo de nada do que fiz em minha vida, Rhaenna. Só me arrependo de não ter me casado com a única pessoa que amei quando tive a chance. Dane se Lys. Eu quero. Quero que seja minha princesa. Me ajude com Lys, com tudo o que puder. Eu devia fazer isso ajoelhado, eu sei lá, é comum, mas vou inovar. Sei que não falamos ainda sobre você virando a Senhora de Dorne e não me xingue, mate, eu vou lhe ajudar. Eu vou te pressionar, argumentar com você, ficar ao seu lado, principalmente se eu não morrer, e juntos, vamos decidir o que é certo e o que não é. Como marido e esposa. Rhaenna da casa Martell, aceita ser minha esposa? Eu não tenho um anel decente mas isso fica para outra hora. Não me faça passar vergonha, eu estou tentando fazer isso direito.

— Certo. Definitivamente não estou sonhando. — O príncipe arqueou a sobrancelha um tanto confuso. — Eu acho que é um sonho, eu tenho problemas. — Ela assentiu sorrindo. — Sim, sim eu me caso com você. E você fez melhor do que já sonhei. Sim, eu já sonhei com esse momento várias vezes, não me julgue... — Ela foi interrompida com um beijo.

Ela não disse nada, beijando Aion com mais necessidade. Sua perna direita era trazida pelo o príncipe que acariciava sua coxa, enquanto a arranhava de leve. Rhaenna levava as mãos as corda s do calção do noivo a desamarrando. As mãos de Aion tiravam a peça que prendia a cintura de Rhaenna, a jogando em um canto, enquanto descia a saia, beijava a extensão de sua perna. Ela gemeu baixo. Aion fez o caminho inverso e assim que chegou próximo a região da virilha, deu uma mordida naquela região. Ela gemeu baixo. Com as mãos na lateral do corpo da dornesa, ele começou a subir a veste de baixo que ela usava, a jogando num canto, então a penetrou com um dedo, abafando o grito que ela dava com um beijo. Continuou os movimentos aumentando um pouco a intensidade, enquanto a dornesa apertava o braço do noivo. Quando sentiu que Rhaenna estava próxima de seu ápice, acrescentou outro dedo, e continuou os movimentos, então sentiu Rhaenna gozar. Ela estava ofegante.

— Está cansada. — Aion deduziu.

— Não brinca? — Rhaenna ironizou. — Você me esgotou.

— Bom, mas ainda não acabei com você, querida.

— O que?

— Relaxe, eu não vou lhe machucar. Eu só quero cuidar da minha futura esposa.

— Eu gostei disso. "Futura esposa". Só seja gentil. Faz um ano?

— Um ano e meio.

Ele beijou seu pescoço novamente, dando uma mordida na região, enquanto arranhava de leve a extensão da barriga de Rhaenna. Ela gemeu baixo, então Aion a penetrou de uma vez.

— Não grite, não queremos incomodar os outros, não acha?

— Não é você que está no meu estado, então estamos quites. — Então a jovem usou de sua força, invertendo as posições, ficando por cima de Aion. — E eu, particularmente, prefiro assim.

— Eu também. Assim, posso lhe ver melhor.

Ele tinha as mãos na cintura de Rhaenna que começava a se mover com calma, e isso fazia com que Aion gemesse baixo. Os movimentos da moça começaram a ficar mais rápido, e Aion se ergueu, abraçando a cintura de Rhaenna, enquanto a beijava. Isso ajudava a abafar quaisquer sons que saísse de ambos. Rhaenna foi a primeira a chegar ao ápice, gozando novamente, sendo seguida por seu noivo, que saiu de si, cobrindo os corpos com a coberta e a abraçou, então a observou.

— Agora, acabamos de vez.

— Concordo plenamente. — Ela se aconchegou, no abraço e coçou os olhos. — Você... Quer mesmo se casar comigo ou foi...

— Eu quero. — Ele a beijou. — Eu devia ter feito isso há anos.

Rhaenna sorriu e soltou um bocejo. Enquanto Rhaenna se preparava para dormir, Aion apenas acariciava seus cabelos, porém uma batida na porta foi o suficiente para despertar a atenção de Rhaenna que com a coberta, se escondeu o melhor que conseguiu. Aion viu seu escudeiro entrar no quarto e o xingou baixo, mas soltou um suspiro.

— O que você quer, Ronan?

— Esse quarto está fedendo a sexo. — Ronan exibiu um sorriso malicioso para Aion que revirou os olhos. — Vasculharam o quarto da criada, Thaella. Acharam duas moedas lá, moedas Lannister e dos Tyrell. Eles querem interrogar os Tyrell. Lorde Varys os espera nas Masmorras. E milorde, diga a sua noiva, que os deuses estão olhando essa sacanagem toda de vocês.

Ronan saiu do quarto, fechando a porta e Rhaenna se levantou e tirou a coberta de si no mesmo instante, voltando a abraçar Aion.

— Não podemos ver isso amanhã? — Ela fez bico.

— Tem certeza? Foi ela quem te envenenou.

— Ok, me convenceu. Vamos ver isso. Mas você sai.

— Esse é meu quarto!

— É, mas eu sou mulher e eu estou nua. Quer mesmo discutir e ver quem ganha essa? Você vai para o banheiro.

— Não tem nada que eu não tenha visto.

— Problema seu. Como seu escudeiro que eu ainda vou matar disse, os deuses estão olhando nossa sacanagem. Agora vai, antes que eu te expulse do quarto.

Aion respirou fundo, pegando uma muda de roupas e se levantou, indo em direção ao quarto onde ficava a banheira. Viu que a água da banheira estava um pouco gelada. Não fazia mal, aproveitou e tomou um banho rápido, então se trocou. Quando voltou ao quarto, o cabelo estava um pouco molhado e Rhaenna parecia enrolada com algo.

— Merda eu não consigo amarrar esse corpete. Me dá uma ajuda?

— Tudo bem.

Aion suspirou, segurando os cordões do corpete e começou a arrumar lo no mesmo, então, puxou com força, e deu um nó. Sorriu, então deitou na cama, esperando Rhaenna terminar de se trocar. Assim que ela terminou, lhe estendeu a mão. Ambos começaram a andar para as masmorras, com calma, enquanto conversavam sobre algo. Assim que chegaram nas Masmorras, observaram Tyrion Lannister. Rhaenna tinha medo e preocupação no olhar. Então, por fim, pararam ao ver Varys.

— Lady Rhaenna, a cada dia mais bela. Príncipe Aion, bom lhe rever.

— Obrigada, lorde Varys. Mas nos explique. Por que queria nos ver justo aqui? — Rhaenna sorriu educada, perguntando com serenidade.

— Ah, que inconveniência a minha. Devo ter lhes chamado num péssimo momento. — O eunuco abriu um sorriso inocente. — Eu tenho uma suspeita de quem passa ter lhe envenenado, senhorita Rhaenna. Meus passarinhos me contaram que encontraram moedas dos Tyrell com a senhorita Thaella. Se ela trabalha para os Lannister...

— Foi algum Tyrell. — Aion e Rhaenna completaram.

— Sim. Porém não defini ainda qual deles com exatidão, então, desconfiem de todos os Tyrell. As rosas podem ser belas, mas tem espinhos.

Varys então saiu das masmorras por uma passagem, enquanto Rhaenna e Aion voltavam pelo o caminho tradicional, mas pararam na cela de Tyrion que parecia dormir. Ela sentiu um pesar maior em seu peito, apenas pegou uma pedra e sua faca e entalhou uma mensagem ali. Junto de Aion, saiu das masmorras. Enquanto andavam, ele só pensava em táticas para tentar sobreviver, então se depararam com um homem alto, forte e musculoso. Ele é A Montanha? Eu já matei dothraki. E um khal. Querem que eu tenha medo dele? Aion riu baixo, e suspirou, enquanto andavam, até perceber o homem esbarrando em si.

— Cuidado, garoto.

— Cuidado você. — Aion retrucou. — Afinal, você esbarrou em um príncipe.

— Aion... — Rhaenna sussurrou. — Vamos embora, por favor.

— Nós já vamos. — Ele beijou a testa de Rhaenna. — Aion Targaryen. — Disse com educação.

— Ah, então você é o frangote que matarei amanhã. Achei que fossem me dar um oponente mais dingo, mas terei de me contentar. É bom que esteja presente, lady Rhaenna, quando seu precioso noivo morrer.

— Você ousa me ameaçar na frente de minha noiva? — Agora, ele estava com raiva.

— E o que o príncipe vai fazer?

— Isso. — Ele socou com força o estômago de Gregor Clegane e sendo puxado por Rhaenna, saiu de lá.

Rhaenna estava furiosa. Aion soltou um suspiro pesado, encarando Rhaenna, assim que se afastaram bastante do homem. Ela impediu o máximo as lágrimas de caírem. Ele não fez nada, além de lhe abraçar, beijando o topo de sua cabeça.

— Por que, seu idiota?

— Me perdoe, por favor... Eu senti raiva, eu...

— Eu sei que me pediu para não interferir, não tem como eu fazer isso. Você vai...

— Não diga isso. — Ele a repreendeu. — De todos, não quero que pense isso. — Não diga que não sinto nada em relação a isso, é mentira. Eu... Estou com medo, meu amor. Estou com medo de morrer, de lhe deixar, de te imaginar casada com outro. Estou com medo...

— Se morrer, pode ter certeza. Não me casarei com ninguém, meu tio pode me criticar se quiser, mas eu não consigo me ver casada com outro... E não tenha medo. Eu estarei lá. Se tiver medo na hora, lembre se por quem você precisa voltar. Eu, Adela, Alyssanne. E nossos amigos. — Ela tentou sorrir, mas não conseguia.

— Não chore. — Então, sorriu beijando Rhaenna. — Venha, vamos dormir. Amanhã eu preciso treinar para não morrer rápido, não acha?

— É bom mesmo.

Ela sorriu fraco para o Targaryen enquanto seguia com ele para o quarto, lá ela se deitou na cama, depois de colocar a veste para dormir, e observou Aion.

— Já dormiu?

— Não, eu nem me troquei. Eu vou resolver algumas coisas. Algum problema?

— Não. Mas não demore. Não quero me sentir sozinha de novo.

Aion sorriu fraco, beijando a testa de Rhaenna e a cobriu, então saiu do quarto. Ele começou a andar com pressa pela a Fortaleza Vermelha, um tanto ansioso. Virou em alguns corredores e entrou em um quarto qualquer. Lá estavam Domus Arryn e Oberyn Martell, sentados e conversando sobre algo. Ele suspirou ao ver Valyra entrar.

— Você não vai desistir disso de lutar, vai? — Valyra assumiu a palavra.

— Não, eu não vou desistir. — O rapaz disse decidido. — Vai me ajudar ou não, Arryn?

— Vou, agora me deixem ir dormir. Eu estou com sono e a festa foi uma merda. — Domus Arryn saiu do quarto um tanto irritado.

— Arranque a verdade de Gregor Clegane sobre Elia, já que eu não terei o prazer de fazer isso. — Oberyn disse um tanto irritado, mas determinado.

— Eu irei. Mais alguma coisa? Se eu demorar, eu terei algumas contas pendentes amanhã.

Valyra e Oberyn se olharam, ambos acenaram um não. Aion então soltou um suspiro caminhando de volta para o quarto, um tanto apressado, até esbarrar em uma pessoa. Ele murmurou um pedido de desculpas, se virando, vendo Varys novamente.

— Você me persegue, eunuco?

— Não, príncipe Aion. Claro que não. Só queria lhe deixar um conselho. Não pense em vingança na hora em que lutar. Isso poderá ser fatal, milorde e se conheço bem a senhorita Rhaenna, ela não o perdoaria por isso, não acha? Afinal, meus passarinhos dizem que para se derrubar inimigos, não é só preciso estratégia, é preciso um aliado poderoso. Boa noite, príncipe Aion.

Aion coçou a cabeça levemente confuso, mas suspirou fundo, continuando seu rumo para o quarto, mas um pouco mais apressado, mas também mais cauteloso. Assim que chegou, trocou as vestes que usava pelas de dormir. Rhaenna já dormia e isso o fazia sorrir. Ela era bela até mesmo dormindo. Deitou se na cama, também se cobrindo e soltou um bocejo. A abraçou, a aninhando contra eu peito, então dormiu.

Aion estava abraçado a Rhaenna. Eles tinham quatorze anos. Conversavam bastante, ele já admitira que a amara, mas o dia desastroso, ainda não tinha acontecido. Ela sorria para ele, enquanto apertava sua mão sem força, até se pronunciar.

Você acha que seremos felizes quando nos casarmos?

Claro que seremos. Eu farei questão de lhe fazer feliz.

Promete?

Eu, Aion Targaryen, juro para você, Rhaenna Nymeros Dayne Martell, que farei tudo ao meu alcance para lhe fazer a pessoa mais feliz de Essos, Westeros ou qualquer lugar conhecido. Ele sorriu, então a beijou com carinho.

Rhaenna apenas riu baixo sorrindo para Aion, enquanto se ajeitava nos braços daquele que amava.

Se tudo fosse tão fácil... Sua mente lhe transmitia a cada segundo essa mensagem, enquanto tentava dormir, e ao mesmo tempo, evitar a vontade de chorar. Ele estava a beira da morte e não sabia se iria sobreviver, e morrer, era seu maior medo.