The Wicked Games

8 Capítulo 8 — Rhaenna — Just Close Your Eyes, The Sun Is Going Down


I remember tears streaming down your face, when I said, "I'll never let you go", when all those shadows almost killed your light, I remember you said, "Don't leave me here alone". But all that's dead and gone and passed tonight. Just close your eyes. The sun is going down, you'll be alright, no one can hurt you now, come morning light, you and I'll be safe and sound.Don't you dare look out your window, darling, everything's on fire, the war outside our door keeps raging on, hold on to this lullaby, even when the musics gone, gone — Taylor Swift — Safe and sound — Click Here!Notes!Clothes¹Clothes² — Eu só queria ter certeza que sou a última coisa que você lembra antes de fechar os olhos para ir dormir — Taylor Swift

A Martell estava na sala dos juízes, tomando uma xícara de chá e soltou um suspiro fundo. Suas conclusões sobre o julgamento: Aqueles que testemunhavam contra Tyrion mentiam muito bem. Ela estava convencida. Não tinha sido Tyrion Lannister. Mas segundo o registro de testemunhas que seu tio tinha em mãos, faltavam mais dezenove testemunhas. Se sentou e fechou os olhos, aproveitando o silêncio.

— Senhores, queiram me deixar com meu tio e meu pai, por favor.

Rhaenna viu então Mace Tyrell e Tywin Lannister saindo da sala dos juízes deixando a com seu pai e seu tio. Seu semblante era preocupado. Limpou o vestido e se sentou mais perto de seu pai e seu tio.

— Eu percebi um padrão nas testemunhas que falaram contra Tyrion Lannister. Todas disseram praticamente o mesmo: Vi com meus olhos, ou ouvi, que Tyrion Lannister combinou com Valyra Prior assassinar Joffrey. Eu acho que mentem.

— Mas estão mentindo, Rhaenna. Quem te ensinou a descobrir quando mentem? — Oberyn Martell arqueou a sobrancelha. — Estão sendo subornados. Alguém quer mesmo Tyrion Lannister morto.

— Não brinca? — A dornesa ironizou. — Creio que tenha dedo de Cersei e Tywin Lannister... Viram quando ele tentara conduzir Adela a falar o que ela não queria. — Ela tomou um gole do chá. — O que vamos fazer?

— Oras minha filha, entre no jogo dele. Faça com que Tywin Lannister acredite que acha que Tyrion é culpado. Minta um pouco, mas nada que afete o julgamento. Eu e eu tio faremos o mesmo, entende, irmão?

— Oh claro que entendo Oberyn. Vai ser interessante enganar Tywin Lannister. — Doran sorriu divertido.

Rhaenna sorriu, deixando o tio e o pai ali. Andou calmamente pelos corredores, onde encontrou Tyrion e Aion conversando. Ela ficou parada não muito longe ouvindo algo. Ela suspirou e se aproximou, sutilmente. Ela não foi notada pelos homens ali, mas apenas ficou ouvindo a conversa.

— Tyrion eu conheço Rhaenna há anos. Eu sei que ela te acha inocente, se acabar te considerando culpado, ela dará um jeito para que não seja morto.

— Se conhecer Rhaenna Martell já bastasse, eu já estaria livre há horas, mas isso não basta, Targaryen. Tenho que convencer mais dois juízes de minha inocência. Um deles, é meu pai. Meu pai acha que matei minha mãe. Acha que vai ser fácil? Não. Não posso depender apenas da integridade de Rhaenna Martell.

Rhaenna revirou os olhos. Mas como são idiotas. Eu quero salvar Tyrion como puder, mas não confiam em mim... Ela suspirou tristemente, fazendo um som para ser notada. Os homens a encararam um tanto assustados. Ela estava magoada, mas escondeu o melhor que conseguiu.

— Lady Rhaenna! — Tyrion estava assustado. — Mil perdões senhora...

— Ótimo saber que nenhum dos dois confia em mim para salvar a vida de Tyrion. Parabéns, vocês realmente se superaram. — Ela aplaudiu sarcástica. — Eu esperava isso de qualquer um, Aion. Mas não de você. O julgamento retornará em cinco minutos, sugiro que tomem posições. — A Martell dizia friamente.

Rhaenna não deu tempo para Aion ou Tyrion se explicar. Apenas vislumbrou ambos se entre olhando e seguiu para a sala dos juízes. Observou novamente seu pai e seu tio e sorriu forçado para ambos, até ouvir um 'Está na hora'. Rhaenna se levantou da cadeira em que se sentara e começou a andar com calma, ao lado de seu pai que levava seu tio. Assim que se posicionaram, a Martell se sentou no trono. Ela olhou Tyrion e suspirou profundamente.

— A coroa chama sua testemunha.

Um garoto moreno de olhos azuis surgia. Ele era alto, tinha uma postura determinada e sua camisa azul claro era bem tratada e por cima tinha uma veste de azul mais escuro. Sentou se no palanque para as testemunhas onde foi encarado pela a dornesa. Ele fez o juramento de dizer apenas a verdade, então Rhaenna começou.

— Diga nos seu nome e o que viu.

Domus Arryn. No dia do casamento, eu e minha irmã Ellyria tínhamos chegado de madrugada. Sentamo-nos próximo da família Targaryen. Como o príncipe Aion já disse, não vi quem retirou a pedra do colar de Sansa Stark, mas se bem que vi uma mulher. Não lembro como era, mas reconheço uma figura feminina quando vejo uma.

— Milorde, tem certeza?

— Sim senhora. Era uma mulher.

— Está dispensado, milorde.

Então o Arryn saiu do palanque, e Rhae então chamou as próximas testemunhas. Cersei falara do ódio enorme que Tyrion tinha por Joffrey. As ameaças. Então, depois de Cersei, foi a vez e Naerys, ela falou do que viu, com exatidão. Rhaenna era grata por Naerys não mentir. Ela suspirou e dispensou a criada, então veio Varys. O eunuco falara dos planos de envenenamento de Tyrion que fora feito com a ajuda de Valyra. Rhaenna então dispensou o eunuco. A próxima testemunha? Podrick Payne. Escudeiro de Tyrion. Podrick falou o que viu, por estar mais perto de Tyrion e sempre com o anão, para Rhae o testemunho de Podrick era essencial. Quando o jovem terminou de falar. Rhaenna o dispensou, então uma criada fora chamada. Ela falou do ódio, dos planos e de tudo que tinha ouvido de Valyra. A dornesa suspirou e viu a criada ser dispensada por seu tio que chamou a testemunha seguinte: Ellaria. A mais velha falou o que viu no casamento, em relação a Oberyn e a Tyrion e então foi dispensada. Mais uma criada foi chamada. Falou o que viu, então finalmente foi dispensada. A testemunha seguinte foi chamada. Era Valyra Prior. Tyrion suspirou de alívio, mas Rhaenna, no entanto, não tinha mais expressão ou sorriso.

— Diga seu nome.

— Valyra Prior.

— Jura pelos Deuses novos e antigos que seu juramento será verdadeiro e honesto?

— Juro.

— Conhece esse homem?

— Sim, é Tyrion Lannister.

— Qual a sua relação com ele?

— Eu sou a mercenária. Eu sou a protetora de Tyrion.

— Este homem é acusado de matar Joffrey Baratheon, seu lorde protetor. O que sabe sobre isso?

— Que Tyrion Lannister é inocente. Se Tyrion fosse matar o garoto, não seria o envenenando, seria como eu faço, o esfaquearia e veria a cara dele enquanto ele percebe que está morrendo. Eu fui acusada de ser cúmplice, vou me defender já, se não puder, não ligo. Eu adoraria que fosse verdade. Todos aqui presentes realmente, tem motivos para matar Joffrey Bratheon e nada me deu tanto prazer quanto ver seu adorado bastardo morrer.

— Lady Rhaenna controle a testemunha! — Tywin Lannister e Mace Tyrell gritavam.

— Estava ótimo o discurso dela, diferente. — Rhae sorriu satisfeita. — Está dispensada, srta. Prior. A coroa chama sua próxima testemunha.

Rhaenna então viu uma menina morena andar calmamente para o palanque das testemunhas, após Valyra sair. Ela fez o juramento de dizer a verdade. Rhaenna a observava. Aquela garota não lhe era estranha. Ela se tocou sorrindo. A irmã gêmea do Arryn, mas se ela veio depois de Valyra... Droga! Xingou baixo a observando. Então suspirou.

— Nos diga seu nome e o que viu.

Ellyria Arryn. O dia do casamento, como meu irmão bem disse, nós chegamos, ouvi Tyrion Lannister conversando com Valyra Prior para que o plano pudesse ser acelerado, que Joffrey fosse morto, eles me acharam e eu acabei com um ferimento que não há como mostrar por já estar curado e eu ter coberto todo o casamento. Eu tentei impedir, mas não adiantou...

— Entendo... Está dispensada, milady. — Rhaenna dizia com tranquilidade. — A coroa chama a próxima testemunha. Devo alertar que as próximas seis testemunhas serão de oposição, nisso não tive muitas escolhas.

Rhaenna então viu uma criada entrar, alimentando a versão de Ellyria Arryn, após fazer o juramento de dizer a verdade. As cinco criadas que se seguiram, disseram a mesma coisa: Ellyria Arryn fora machucada por Tyrion porque queriam esconder as evidências do plano e ocultar testemunhas. A Martell se impediu de rir, mas por fim, chamou a testemunha seguinte. Ela viu uma mulher morena e olhos levemente violetas parecidos com o seu surgir. Ela sorriu orgulhosa para Rhaenna que apenas ignorou. Ah claro, minha mãe tinha que aparecer... Ela suspirou. Allyria Dayne fez o juramento de dizer a verdade, então a dornesa a observou.

— Diga nos seu nome.

— Você já sabe.

— É o protocolo. Diga nos seu nome ou seu depoimento será desconsiderado, senhora.

— Allyria Dayne. — Sua mãe se dera por vencida. — Eu estava próxima de Tyrion Lannister no casamento e afirmo com certeza que Valyra Prior e Tyrion Lannister nunca encostaram em Ellyria Arryn. A garota Bravosi também não fez nada e Tyrion estava muito ocupado pregando peças em mim na véspera do casamento.

Rhaenna dispensou sua mãe, que saiu do palanque para testemunhas e chamou a seguinte. Ela viu uma jovem meio ruiva e olhos azulados surgir. Ela andou confiante para o palanque de testemunhas com um ar sério e determinado a ajudar. Rhae suspirou. Assim que ela chegou, fez o juramento para dizer apenas a verdade.

— Diga nos seu nome, milady.

Isabella Tyrell. Eu confirmo o que Lady Dayne disse. Não estava tão afastada dos Tyrell, não vi em momento nenhum, lady Valyra agredindo Ellyria Arryn ou Tyrion Lannister envenenando o vinho de lorde Joffrey. Sim. Eu deveria testemunhar contra, mas quero justiça.

Rhaenna suspirou sorrindo, então a dispensou. Chamou então a testemunha seguinte. Uma jovem morena um sorriso debochado estava em seus lábios, isso apenas a fez rir baixo e sorrir. Viu Rowena Stark andar até o palanque das testemunhas, e enquanto Rowena andava, a Martell via seu noivo andar até ela e ficar atrás de si. Ela o ignorou e viu Rowena fazer o juramento de dizer a verdade, Rhae então começou.

— Nos diga seu nome.

— Rowena Stark. Não vi em momento nenhum, Tyrion Lannister envenenando a taça de Joffrey ou comandando Valyra a agredir Ellyria Arryn, e muito menos planejar. Eu cheguei uma semana antes do casamento e não ouvia nada.

— Está dispensada, lady Stark.

Rhaenna viu Rowena sair do palanque das testemunhas, enquanto chamava a próxima. Viu também Rowena encarar seu meio irmão, Jon Snow, que estava lá, parado assistindo apenas o julgamento, sorrir para ela. Rhaenna então chamou a penúltima testemunha. Um garoto ruivo com sorriso zombeteiro se aproximava a passos calmos. Ele fez todo o juramento de verdade e se sentou no palanque.

— Diga nos seu nome e o que viu.

— Bennard Rivers. Bom bela milady, eu vi Tyrion Lannister e a bravosi conversando sobre algumas coisas, porém não ouvi em momento nenhum, falando em matar Joffrey Baratheon. Ele falava de melhorar sua segurança. E todos que disseram que o Lannister matou o garoto, estão mentindo, infelizmente, senhora.

— Está dispensado, senhor. — Rhaenna soltou um suspirou pesado. — A coroa chama sua última testemunha.

Uma mulher bem voluptuosa, um ar frio, com vestido rosa e uma postura séria andava até o palanque. Ela tinha os cabelos negros e uma pele bronzeada, podia ser muito bem uma dornesa, mas nunca a vira em Dorne. Soltou um suspiro pesado, então a viu se sentar.

— Diga seu nome.

— Shae.

— Jura pelos deuses novos e antigos que seu testemunho será verdadeiro e honesto?

— Juro.

— Conhece este homem?

— Conheço. É Tyrion Lannister. — Rhae observou Tyrion a olhar angustiado, enquanto ela o olhava indiferente.

— E como o conhece?

— Fui criada da serviçal dele, a bravosi.

— Este homem é acusado de matar Joffrey Baratheon. — Rhae dizia com calma. — O que sabe sobre isso?

— Sei que ele é culpado. Ele e Valyra Prior planejaram o assassinato juntos.

As palavras de Shae surpreendiam a todos, principalmente Tyrion Lannister que se controlava para não gritar e não dizer algo inapropriado. Rhaenna sentiu um peso em seu peito, porém suspirou novamente.

— Ela queria vingança pelos amigos que lorde Joffrey mandou para a luta contra a rebelião Greyjoy. Tyrion ficou feliz em ajudar. Ela odiava Joffrey. Odiava a rainha, odiava você, lorde Tywin. Então, roubou o veneno nos aposentos do grande meistre Pycelle para colocar no vinho de Joffrey.

Vadia... Ela riu para si mesma, então suspirou fundo. Seu pai se ajeitou na cadeira encarando Rhaenna que lhe acenou com a cabeça. Fez com os lábios 'Puta' Seu pai assentiu com um gesto de cabeça, então observou Shae.

— Como pode saber disso tudo? — Rhaenna adorava a esperteza de seu pai. Ele soube onde atingir perfeitamente. — Por que ele revelaria isso para a criada da serviçal?

— Eu não era apenas a criada de Valyra. — Shae parecia incomodada com a pergunta e Oberyn arqueou a sobrancelha, assim como Rhaenna. — Eu era a puta dele.

Rhaenna arqueou a sobrancelha ouvindo o burburinho de todos que estavam ali e fez com os lábios para o pai 'Não disse?' E sorriu satisfeita consigo mesma. Tyrion parecia perturbado, como se fosse gritar. Ela soltou um suspiro pesado e quando o burburinho diminuiu o suficiente, Rhaenna perguntara.

— A puta dele. — Repetiu, calmamente.

— Sim, sim, nós entendemos. Como passou a prestar-lhe tais serviços?

— Ele me roubou. Eu estava com um dos cavaleiros do exército de Lorde Tywin, mas quando Tyrion chegou a seu acampamento, ele mandou um de seus assassinos a nossa tenda. Ele quebrou o braço do cavaleiro e me levou para lorde Tyrion. — Ela dizia como se quisessem que sentissem pena dela. — Você pertence a mim, agora. Ele disse. Quero que foda comigo como se fosse minha última noite no mundo.

Todo o salão ficou em silêncio. Rhaenna se controlava para não rir. Shae mente muito mal, pelos Deuses. Deu de ombros, observando Shae. Então, seu pai assumiu a palavra.

— E você o fez? — A pergunta tinha uma pintada de diversão.

— Fiz o quê? — A mulher parecia confusa.

— Fodeu com ele como se fosse a última noite no mundo?

Risadas surgiram com o comentário de Oberyn Martell, até mesmo Doran riu. Rhaenna não riu. Observou Tyrion desviar o olhar de Shae como se quisesse não estar ali naquele momento. Ele estava sendo traído. Valyra também era observada por Rhaenna. Ela sentia raiva.

— Fiz o que ele desejava. — A mulher confirmou. — Tudo o que ele me mandou fazer nele. O que ele queria fazer comigo. Eu o beijei onde ele quis. Eu o lambi onde ele quis. Eu o deixei que ele metesse onde quisesse. Eu era propriedade dele.

Rhaenna sentiu o peso em seu peito aumentar, ao ver o quanto Tyrion se sentia envergonhado e humilhado. Ele encarou Rhaenna com pesar, então encarou Shae, com um ar suplicante.

— Shae. — Tyrion a chamara. — Por favor, não.

— Eu sou só uma puta, se lembra? — Shae o encarava com frieza e com nojo. Desviou o olhar de Tyrion para Rhaenna. — Então ele prometeu matar lorde Joffrey para ela.

Rhaenna suspirou. Abriu um sorriso cínico ao encarar Shae, e o sorriso se desfez, ao encarar Tyrion humilhado e envergonhado. Ele então começou a falar.

— Pai... Lady Rhaenna... Eu desejo confessar. Eu desejo... Confessar.

— Eu sabia que era uma questão de tempo... — Mace Tyrell sorriu vitorioso.

— Calado lorde Mace! Se você falar algo a mais sem ter sido dirigido a você será expulso desta sala! — Rhaenna disse raivosa. — Você deseja confessar? — Rhaenna encarou Tyrion um tanto surpresa.

Tyrion então encarou todos que o observavam.

— Eu salvei vocês. Eu salvei essa cidade e todas as suas vidas inúteis. Eu devia ter deixado Balon Greyjoy matar todos vocês! — Tyrion dizia com todo o ódio que sentia. Ele se ergueu, para observar todos que o encaravam.

— Tyrion. — Rhaenna o chamou. — Você deseja confessar?

— Sim, milady. — Ele a respondeu sereno. — Eu sou culpado, era isso que queria ouvir?

— Sinceramente? Não. Admite ter matado o rei?

— Não, milady. Disso eu sou inocente. Sou culpado de um crime mais monstruoso. Sou culpado de ser um anão.

— Você não está sendo julgado por ser um anão. Não por mim.

— Sim, eu estou por meu pai. — Ele disse com pesar. — Estou sendo julgado por isso a minha vida inteira.

— Não tem nada para dizer em sua defesa?

— Nada além das seguintes palavras: Eu não o matei. — Disse sem humor. — Eu não matei Joffrey, mas gostaria de ter matado. Ver o seu bastardo perverso morrer me deu mais prazer e alívio do que mil putas mentirosas. — Ele vociferou encarando Cersei com ódio e ele encarou a multidão. — Eu gostaria de ser o monstro que pensam que eu sou. Gostaria de ter veneno o suficiente para todos vocês, com algumas exceções, é claro. Com muito prazer daria minha vida para ver todos vocês engolindo. — Tyrion em nenhum momento olhou para Shae ou para Cersei.

— Sor Meryn! Escolte o prisioneiro de volta para sua cela! — Lorde Tywin gritou.

Rhaenna encarou Tywin com raiva. Durante todo o discurso do anão, se controlou ao máximo para não se levantar e o aplaudir de pé. Cada palavra dita por ele, para Rhae fazia todo o sentido. Deu um sorriso de aprovação para o anão, que voltou a falar.

— Não darei minha vida pelo o assassinato de Joffrey e sei que não receberei nenhuma justiça aqui. Então deixarei que os deuses decidam meu destino. — Ele encarava Tywin Lannister com frieza. — Eu exijo um julgamento por combate.

Rhaenna arregalou os olhos. A dornesa estava preocupada. Julgamentos por combate não era o que ela queria. Soltou um suspiro, então ouviu Cersei dizer algo.

— Ele tem esse direito, senhores e senhora. — A leoa os lembrou. — Sor Gregor Clegane lutará por Joffrey. Ele chegará dentro de dois dias a cidade.

— Você tem um campeão para defender sua inocência? — Rhaenna suspirou fundo, dizendo tais palavras com clareza.

Rhaenna observou seu noivo sair do posto onde estava atrás de si e do trono de ferro, andando com passos calmos até o palanque onde Tyrion estava. Rhaenna já sabia o fim daquilo. Não, não não! Tudo menos isso... Não faça isso seu grande idiota! O Targaryen já estava próximo ao anão e sorriu decidido.

— Tem senhora. — Aion disse. — O anão me convenceu com esse discurso. Eu lutarei por Tyrion Lannister.

Rhaenna controlou se ao máximo para não chorar naquele momento. O homem que amava está condenado a morte. Sua mente parecia com defeito e querer explodir. Controlou se para afastar também, o desespero.

— Esta sessão está encerrada. Sor Jamie, sor Meryn, levem o prisioneiro de volta a sua cela.

Rhaenna então foi para a sala dos juízes com seu tio e seu pai, o ajudando com Doran Martell. Assim que chegaram na sala, acertaram os últimos detalhes necessários para o julgamento em combate de Tyrion Lannister. Suspirou, saindo da sala assim que acabou, e começou a chorar. Tinha segurado aquelas lágrimas o máximo que conseguiu. Sentiu seu peito sendo amassado e seu coração arrancado. Limpou seu rosto e começou a andar apresada pela a Fortaleza Vermelha, até chegar ao quarto de seu noivo. Para sua sorte, ele estava sozinho e a porta estava aberta. Assim que o encarou, voltou a chorar. Fez um som com a garganta para chamar a atenção de Aion que a encarou preocupado. A dornesa apenas estendeu a mão, dando lhe um tapa forte no rosto. Ele não a impediu.

— Por quê? Por que está fazendo isso? — Ela começou a bater no Targaryen sem força.

Aion a encarou e não disse nenhuma palavra. Segurou seus pulsos sem muita força e a observou, seus olhos foram para os lábios da dornesa, e a beijou. O beijo por si só, era calmo. Ele sentia o salgado das lágrimas de Rhaenna, se afastou e encostou a testa com a da Martell.

— Por você, Rhaenna. Você pediu minha ajuda para salvar Tyrion, lembra-se?

— Mas eu não pedi que enfrentasse a montanha, Aion! — Rhaenna ainda chorava. Suas mãos estavam no peito do noivo. — Eu não posso perder você... Não de novo, Aion.

— Confie em mim. Eu sei que não pediu para que eu acabasse tendo que enfrentar a Montanha. Eu vou sobreviver. Só... Acredite em mim.

— Eu tenho duas coisas para te pedir. Uma é que pare de dizer que fará tudo por mim, principalmente o que pode arriscar sua vida.

— E a outra? — Ele suspirou fundo a observando enquanto ela ainda chorava.

— Volte para mim. — Ela ainda chorava e ela tinha um peso em seu peito. — Sobreviva a isso. Não deixe que um pedido meu para salvar um amigo me custe você. — O Targaryen beijou sua testa.

— Agora sou eu quem tem algo a lhe pedir, Rhaenna. Não interfira nisso, Rhaenna. Eu preciso fazer isso por mim.

— Você quer que eu fique sentada, esperando que você sobreviva ou morra? Está louco?

— Por favor, não interfira.

— Você tem o direito de me pedir qualquer coisa, Aion, você sabe. Mas não me peça para ficar sentada de braços cruzados esperando que você via ou que morra. — Ela começou a se afastar dali.

— Rhaenna...

Foi a última coisa que ela ouviu antes de sair dali e ir para seu quarto. Ela se jogou em sua cama, então começou a chorar. Seu coração parecia destruído e em ruínas. Ela não veria seu príncipe e seu noivo morrer. Ela daria seu jeito. Chamou por Naerys e foi tomar seu banho, enquanto a criada separava seu vestido. Ainda teria um baile para as boas vindas ao príncipe Aegon. Rhaenna não tinha cabeça para aquilo, mas apenas por ser noiva do irmão do rei, precisava ir. Limpou o rosto e tirou as vestes que usava, entrando na banheira. Naerys depositou as roupas sobre um banco e a ajudou a se lavar. Quando acabou, Naerys a ajudou a sair da banheira e a se vestir. Rhaenna primeiramente se secou. Colocou as vestes de baixo e um corpete, então vestiu um vestido preto, com detalhes em dourado na saia, com um decote acima dos seios, mas que não os mostrava. A parte de cima do decote tinha peças douradas. Ela colocou um sapato, algumas joias e uma tiara, então desceu para o salão de festas. Assim que chegou, apenas ouviu uma voz.

— Oras se não é a vadia de Dorne que viu o noivo se oferecer para lutar contra A Montanha. Querida, acho melhor buscar opções novas.

— Karlienne ou você fique quieta, ou eu farei você ficar quieta e você não vai querer sentir minha mão em sua cara.

Rhaenna então se afastou sentindo seu coração se quebrar. Viu seu noivo conversando com Adela. Seus pés lhe guiavam em sua direção, Adela olhava para Rhaenna preocupada e para Aion com raiva, e sussurrou.

— Sinto muito por Aion ter se oferecido, Rhaenna...

— É, eu também. E o pior de tudo é que não há nada que eu faça ou que eu diga que fará com que ele mude de ideia...

— Ele vai sobreviver, Rhaenna. Ele é bom, você verá.

— Que os deuses lhe ouçam, Adela...

Aion apenas suspirou pesadamente, abraçando a cintura de Rhaenna. O Targaryen sabia que agora, ele precisava vencer aquela luta não por si, mas por aquela dornesa que tinha em seus braços e a bravosi em sua frente. Rhaenna observava o baile e apenas ouvia as conversas, então viu Rowena com Jon Snow. Ambos pareciam brigar em um canto reservado, até o Snow lhe beijar novamente e sussurrar que amava tanto Rowena que doía. Aquele baile estava ficando interessante.