Notas iniciais
N/ EDDIE: Olá pessoas lindas, olha aqui a gente de novo pra postar o primeiro capítulo! Muito obrigada pra quem comentou na semana passada, espero que gostem desse também

Capítulo I

Naquela manhã, Edward Cullen parecia enfurecido. Ele gostaria de poder dizer que era culpa do trabalho acumulado, da pressão de controlar casos e mais casos ou de sua secretária eletrônica que resolvera pifar bem num dia importante. Mas não era por nada daquilo que Edward estava enfurecido. Bastou uma ligação, uma única e maldita ligação, para que o semblante sereno do grande advogado da Cullen & Hale Advocacia se transformasse no semblante mais raivoso que Rosalie Hale havia visto.

E a ligação vinha da escola de seu mais velho e único filho, Masen Alexander.

Mas, momentaneamente voltando a Rosalie Hale, ela é a mulher que vez ou outra vai parar na cama de Edward e com quem ele se sente balançado, mas nada definitivamente. Nesse aspecto, Edward é bem definido. Com uma mulher que sumiu e abandonou-o e seu próprio filho, o Sr. Cullen evita encrencas com mulheres. Sim, encrenca. Ele não quer relacionamentos quando já tem que se preocupar com o seu filho, que agora, aparentemente aprontou alguma pra cima dele.

Se o conselheiro da escola do seu filho liga dizendo que algo está errado e que precisam conversar, tudo começa a lhe passar pela mente. Ele se meteu com drogas, está viciado em sexo, se mostrou um maníaco assassino, gosta de persuadir meninas inocentes e levá-las pra cantinhos escuros... etc – isso era tudo que se passava na mente de Edward.

Com um pulo e mais rápido que um trovão, Edward sai de sua sala e se dirige à sua secretária, Irina Denali.

– Irina, a senhorita terá que me fazer dois favores. Primeiro e de extrema importância: cancele todos os meus compromissos até às dez horas da manhã; segundo, mande minha secretária eletrônica para o conserto, aquela porcaria pifou novamente esta manhã. – disse, com seu tom arrogante e autoritário, fazendo Irina não hesitar em cumprir o que lhe foi mandado.

– Sim, senhor. – respondeu, abaixando os olhos diante daqueles comandos todos.

– E, ah, Irina... – ele voltou a falar, agora mais calmo. – Nunca, sinceramente, nunca tenha filhos adolescentes.

E saiu.

Tirando sua Mercedes da garagem subterrânea, Edward ia contornando as ruas, aflito para chegar logo à escola de seu filho, e saber o que o conselheiro queria. Para que não pudesse ser um assunto tratado ao telefone, provavelmente era grave. E pensar em qualquer coisa que Masen poderia ter aprontado...

Edward sabia que seu filho tinha problemas para se relacionar com as pessoas. Passava horas trancado em seu quarto ouvindo Guns N’ Roses, mais precisamente “November Rain”. Não que Guns fosse ruim ou que November Rain fosse uma música sem graça. Mas Masen não sabia fazer outra coisa, era como se algo o impedisse de falar as coisas que sentia e o mantivesse preso dentro do quarto.

Masen só saía de seu cubículo quando Edward o chamava para jantar ou assistir algum filme juntos. Fora isso, ficava trancafiado entre quatro paredes. E Edward sabia que não era o pai mais presente ou atencioso, mas o fazia sempre que possível. Se dedicava e lutava para manter seu filho numa boa escola, um bom padrão de vida, mas Masen não parecia reconhecer. Em meio a discussões com seu pai, desejou profundamente morrer. Desejou que não precisasse daquele “velho babão” para se sustentar, — velho babão apenas na convicção jovem e imatura dele. Edward era um homem com seus lá, 38 anos. Dedicado e inteligente, fora pai cedo demais. Aos 21 anos trocava fraldas e criava seu filho sozinho.

Queria dar o mundo a Masen Alexander, assim como Esme e Carlisle haviam dado a ele.

Quando atravessou a rua do estacionamento, seguindo para entrar no colégio do seu filho, Edward sentiu seu corpo inteiro paralisar. Uma garota da mesma idade, ou provavelmente um ano mais nova que Masen saía de lá, segurando o braço de um homem velho e bigodudo, que presumiu fosse o pai da garota. Ela era graciosa e andava como se pisasse em nuvens, sutil e doce. Ela sorria e mostrava seus dentes perfeitos e brancos, e por um momento, Edward se esqueceu do que estava para fazer ali. Não podia ficar encantado ou admirar uma garota 21 – ou 22 – anos mais nova que ele.

Entrou pela porta da secretaria, e se dirigiu à moça que se encontrava atrás de um balcão relativamente alto.

– Eu vim falar com o conselheiro Laurent. – disse Edward.

A mulher ergueu os olhos e paralisou ao reconhecer o homem a sua frente, um sorriso sem graça se formou nos lábios pintados de vermelho e estufou o peito para chamar atenção para o decote generoso que ela exibia. Edward arqueou uma sobrancelha, impressionado com a ousadia da secretaria.

– Senhor Cullen, estou certa? – perguntou digitando algo em seu computador – Ele está a sua espera.

– Obrigado.

Ele se dirigiu a sala indicada pela moça arrumando seu terno, bateu duas vezes na madeira e ouviu quando o homem do outro lado disse-lhe que poderia entrar. Quando abriu a porta foi recebido por um homem de pele morena, alto e magro, vestia um terno marrom barato que não combinavam em nada com sua gravata roxa ameixa, estava ao lado da janela com uma pasta preta em mãos. O típico estereótipo de conselheiro.

Os olhos de Edward varreram a sala por alguns segundos notando a desordem do local. Muitos livros de psicologia estavam jogados por todos os lados, em cima da mesa centenas de papeis estavam revirados junto com canetas e até mesmo uma xícara de café com o logotipo “eu amo NY”. O advogado franziu o nariz insatisfeito com a desordem. Como alguém conseguia trabalhar em um ambiente tão bagunçado como aquele?

– Fico contente por ter atendido a minha ligação tão rapidamente, Senhor Cullen. – o conselheiro fechou a porta e a jogou em cima de uma mesa, caminhou com passos desleixados até a mesa e se sentou na poltrona de couro que parecia ser tão antiga quanto os avos do mesmo.

– Tenho meu filho como prioridade em minha vinha, senhor. – Edward sentou-se em uma das cadeiras vagas em frente à mesa de madeira mesmo sem ser convidado. Abriu os botões de seu paletó para ficar mais confortável e encarou o homem a sua frente. – Embora eu espere que o motivo da sua ligação seja algo realmente grave já que cancelei uma serie de reuniões importantes apenas para vir aqui conversar com o senhor.

– Realmente senhor Cullen, é algo que eu considero bastante grave, ainda mais na idade em que seu filho se encontra. – Laurent colocou ambos os cotovelos em cima da mesa e apoiou a cabeça em suas mãos com dedos cruzados, sua expressão ganhou alguns vincos de preocupação. – Ultimamente eu venho lidado mais diretamente com alguns alunos para orientá-los nessa reta final que estamos vivendo e tenho que dizer que alguns resultados são desanimadores.

– Poderia ser mais direto? – pediu Edward ainda sem entender qual o ponto do outro homem.

–- Senhor Cullen, o seu filho vem apresentando um comportamento que não é nada comum para sua idade. Eu tenho tido conversas com ele e visto suas pinturas e eu tenho visto um adolescente mergulhado em uma tremenda depressão, sem contar que ele vem sofrendo chacota constante de seus colegas.

Edward fitou Laurent perplexo ainda tentando assimilar as informações que lhe foram ditas. Masen um garoto deprimido? Seria mesmo algo tão grave que ele teria que se preocupar?

A principio ele pensou que poderia ser apenas uma fase, que logo ele estaria saindo com garotas e mais garotas, até por que ele era um Cullen, todos os Cullen tinha fama de garanhão. Agora os problemas com outros colegas era algo que ele realmente não tinha ideia de que poderia estar acontecendo já que seu filho nunca deixou transparecer que algo estava errado.

O advogado ajeitou sua postura para não deixar transparecer sua surpresa, Laurent então continuou.

– Eu não estou certo se o senhor percebeu, mas eu tenho que dizer que seu filho tem estado dessa maneira por conta de sua sexualidade.

Edward não conseguiu que uma risada escapasse de seus lábios. Aquilo só poderia ser alguma piada de mau gosto ou algo do gênero. Masen, um Cullen, gay? Nenhum Cullen nunca foi um gay. Era simplesmente inadmissível. Sem lógica alguma.

– Olhe senhor, eu não acredito que seja isso. É apenas uma fase de garoto. Logo ele estará indo para a faculdade e vai estar com toda a energia que um rapaz tem. – Edward se levantou e abotoou seu terno mais uma vez – Mesmo assim não se preocupe, eu irei conversar com meu filho hoje à noite.

– Senhor Cullen se você pudesse me ouvir... – o conselheiro insistiu.

– Desculpe-me, mas tenho uma reunião importante.

Edward se retirou da sala e caminhou pelos corredores vazios da escola, uma das mais caras e renome de Nova Iorque, a mesma escola que ele e seus irmãos frequentaram na adolescência. A mesma escola em que ele conheceu a mão de Masen.

Embora quisesse empurrar as memórias para longe, elas ainda estavam vivas em sua mente, ainda mais enquanto caminhavam por aqueles mesmos corredores pelos quais ele caminhou ao lado dele, onde todos viam o quão perfeitos eram juntos e como todos os invejavam por causa disso. Lembrava-se perfeitamente de como os rapazes olhavam para sua mulher com cobiça e inveja e como as garotas pareciam querer comê-la viva por ter roubado o solteiro mais cobiçado, mas também lembrava os olhares admirados das garotas que os viam como um lindo conto de fadas da vida real. O rei e a rainha da escola.

Quando saiu do estacionamento avistou o carro de seu filho parado muito próximo ao seu, ele estava encostado nele com as mãos no bolso, os cabelos estavam uma bagunça rebelde assim como os seus eram na adolescência, o suéter azul marinho estava amassado.

– O que foi que o senhor Reed disse? – Masen perguntou assim que Edward se aproximou.

– Depende, o que acha que ele falou? – rebateu o homem colocando a maior parte do seu peso em sua perna direita, as mãos indo para o bolso da sua calça social preta milimetricamente passada. Sua postura estava semelhante ao do filho, quem os visse deduziriam que eram irmão e não pai e filho.

– Olha pai...

Edward ergueu a mão para calar o filho.

– Eu pensei que tivéssemos uma relação real aqui, rapaz. Eu confio em você e pensei que você fiava em mim também.

– Eu confio pai. – O garoto sentiu suas bochechas corarem. – Só me sinto uma criança tendo que contar tudo para você.

– Nunca na historia da nossa família um Cullen foi vitima de outros colegas – a voz de Edward saiu baixa e controlada, porém poderia se perceber a raiva por trás dela – Eu só quero saber o por que.

– São só idiotas pai, sem preocupação. – o rapaz deu de ombros com um suspiro pesado.

Edward ergueu o queixo e encarou o filho com desconfiança. Se tinha uma coisa que Masen não sabia era mentir, embora não muito evidentes, ainda podia se notar alguns gestos que ele fazia quando estava mentindo como passar a mão no cabelo (ato que ele também se repetia quando estava nervoso) assim como ele mesmo. Para Edward, felizmente, ele não parecia mentir.

– Ele também me disse que você tem duvidas.

– Duvidas? – Masen engoliu em seco e apertou os dedos dentro da calça jeans – Que duvidas?

– Sobre sua sexualidade.

Edward prendeu a respiração quando esperou a resposta do filho e ficou surpreso quando mesmo desatou a rir de maneira escandalosa chamando atenção de alguns dos alunos que ainda estavam pelo estacionamento. Demorou alguns segundos para que o rapaz fosse capaz de se recompor e finalmente responder ao pai.

– Essa foi uma excelente piada, pai. – o rapaz finalmente disse quando se controlou. – O que será que fez o senhor Reed pensar isso hein?

– Não sei, mas se eu parar para pensar, você nunca me apresentou uma namorada antes.

– O que é isso pai? Uma inquisição? – Masen debochou se afastando do carro e dando a volta nele para abrir a porta do motorista.

– Você é... – a palavra pareceu ficar presa na garganta de Edward, apenas imaginar que seu filho fosse gay parecia fazê-lo sentir-se estranho. Não que fosse um homofóbico, nunca se considerou, nunca teve problemas com homens que se relacionavam com outros homens, na verdade, mas era completamente diferente quando se trata de seu filho.

– Não pai. – o rapaz respondeu parando de abrir a porta do carro e encarou o pai com seriedade – Não acredito que acha isso só por que o senhor Reed te disse isso. Eu confio em você e pensei que você fiava em mim também. – Masen tratou de carregar a ultima frase com ironia.

– Eu confio filho. – Edward suspirou – Te vejo no jantar?

– Tudo bem.

Então Masen entrou em seu carro e deu partida tirando o veiculo da vaga e logo em seguida do estacionamento deixando Edward para trás.

Notas finais
N/ SOMEDAYROBSTEN: E aí, o que acharam? Por favor, estamos querendo saber! Bom, só pra uma apresentação formal aos meus leitores, eu me chamo Letícia e sou amiguinha da Eddie e pá, quando resolvemos postar uma fic juntas. Eddie me contou a ideia, e então passamos a escrever juntas. Quando postamos o prólogo eu tinha acabado de voltar da minha formatura, cansada e quase não tinha nada a lhes dizer. Porém, aqui, agora, eu só tenho a agradecer por todos os comentários e todo o carinho de vocês! Juro que vou responder os comentários assim que eu puder, mas sabe toda aquela bagunça fim de ano + começo do novo ano? Pois é. Obrigada por nos acompanharem! Beijoquinhas da Lets