The Vampire- My Chronicles
1 I - Prima amissione
Notas iniciais
primeiro cap ta akiii
espero que gostem!
Boa leitura!
Eram cinco horas da tarde… E lá estava ela, linda, graciosa; estava sentada ao meu lado. Seus cabelos esvoaçavam ao vento, seu vestido voava. E esta tarde, seu espartilho estava tão apertado que podia ver que ela estava com falta de ar.
Estávamos em cima de um muro, seus cabelos longos e loiros esvoaçavam ao vento, como uma cortina de ceda cedendo aos encantos do vento, era uma imagem espetacular, o sol já no horizonte batia em seu rosto, mostrando toda sua beleza, seus olhos banhados pelo sol ficavam ainda mais verdes, como uma esmeralda, cada detalhe de seu rosto parecia perfeito, ela era espetacularmente bonita! Meu coração batia por ela! Parecia que íamos ficar juntos para sempre. Ela olhou pra mim meio constrangida por perceber que era para que aquele tempo todo meu olhar se dirigia, mas mesmo assim lançou-me um sorriso encantador, como seu sorriso era lindo! De uma beleza indescritível.
Suas roupas hoje eram azuis, um longo vestido rendado e um corselet branco que deixava sua cintura mais fina do que o normal.
Ela usava uma sapatilha rosa que estranhamente combinava perfeitamente com o resto da roupa. Como sempre, estava coberta por jóias.
Ela se chamava Giulia, era uma arquiduquesa. Grande cargo, se ela fosse seguir as regras da época ela não devia estar andando sozinha durante o fim da tarde com um homem. Mas ela já me conhecia, estávamos noivos há dois meses, só nos casaremos daqui a seis meses.
Bom, agora devem estar curiosos para saber em que ano estamos, ano de 1808, século dezenove. Enquanto Portugal fugia da França como frangotes, eu e Giulia cuidávamos de nosso casamento na Itália.
Eu nasci na Inglaterra, sou um arquiduque fugido temporariamente para resolver meu casamento. Logo estaria ao lado de minha linda arquiduquesa.
− Edward, o que acha de jantar em minha casa amanhã? − minha querida perguntou-me delicada como sempre.
− Bom... Acho maravilhoso. Teus pais aprovam?
− Sim... Eles pediram para que eu te convidasse, farão um grande jantar recebendo muitos duques, duquesas... Terá muita gente lá. Gostaria que tu fosses, para que eu não fosse cortejada por inúteis.
A olhei com doçura − Sendo assim eu irei.
Ela sorriu e me abraçou.
− Tenho de ir antes que mamãe perceba que sumi de suas vistas. − ela disse sorrindo. − Te amo. − disse ela se levantando.
Então ela se foi, me levantei e olhei para o ocaso. O brilho do sol estava lindo, seus raios laranjas e amarelos davam um tom especial a tudo.
Cheguei a minha casa e fui ao banho.
Giulia tinha apenas quatorze anos, eu tinha trinta e um. Isso era comum em minha época. As garotas eram casadas bem cedo.
Saí do banheiro e vesti uma roupa decente.
Sentei-me a frente do piano, toquei nas teclas como quem não quer nada. Comecei a tocar Sinfonia nº9 em Ré Menor de Beethoven.
-x-
Arrumei-me e fui para a casa de Giulia.
Ao chegar lá ela pulou em mim e me agradeceu por ter ido. Entramos e eu cumprimentei todos por quem passava. Fui seguindo até achar os pais, eu tinha que cumprimentar eles especialmente.
Era importante para a minha imagem que fosse agradável com os pais de minha noiva, do contrário, nunca me casaria com ela. Fiquei impressionado com o quanto aquele salão estava cheio, até parecia uma convenção; não era para menos na verdade, os pais de Giulia eram muito ricos e tinham muitos contatos, o que tornava ainda mais difícil meu casamento com ela. Muitos contatos, igual a muitos pretendentes.
− Venha. − Giulia me puxou quando avistou seus pais.
Logo nos encontramos.
− Sr.ª Sara Agostini, Sr. Francesco Agostini, como vão? − fiz uma mensura e os perguntei.
− Muito bem Edward. E você? − Sr. Francesco perguntou educado.
− Bem.
Sr.ª Sara permanecia me olhando seriamente, fiquei um tanto quanto envergonhado com seu olhar penetrante. Fiquei quieto, pois não havia assunto. Giulia começava a ficar envergonhada com a situação. Então, para quebrar o clima ela me puxou em direção aos jardins.
Nunca havia visto ela tão bonita como nesta noite.
Ela vestia um longo vestido rosa, que lhe caía muito bem, por ser um pano fino ele descia revelando algumas curvas de seu corpo. Usava um corselet também rosa, só que este não estava tão apertado como o de ontem. Seus sapatos pareciam feitos de cristal.
Ela como sempre se movia graciosamente, como um cisne. Seus cabelos loiros estavam presos em um coque com alguns fios soltos balançando a leve brisa. Agora que era noite, seus olhos pareciam azuis. Ela sorriu a perceber que eu a observava com curiosidade.
Conhecíamos-nos há algum tempo. Tempo o bastante para que amássemos um ao outro com uma intensidade extraordinária. Giulia era minha vida, e eu sabia que um dia seria minha morte; pois um dia eu morreria de tanto a amar.
Queria que ela sempre estivesse comigo.
− Edward, fico envergonhada quando tu me olhas assim. − disse ela corando.
− Desculpe-me, mas não posso parar de te olhar assim.
Ela sorriu, estava realmente com vergonha.
O jardim da casa de Giulia era mais parecido com um bosque. Muitas árvores e o chão era às vezes de grama às vezes de pedra. Pedras que nesta época de chuva estavam cheias de limo; os troncos das árvores também estavam no mesmo estado das pedras, conferindo ao bosque um aspecto assustador à noite, quando as sombras tomavam conta de tudo.
Caminhamos furtivamente adentrando ao bosque. Giulia sorria para mim, ela estava feliz, isso me deixava mais feliz ainda.
− Olá! − disse uma voz estranha.
Me virei agarrando Giulia e a protegendo entre meus braços. Ela olhava assustada para o homem.
− Quem é você, não me lembro de estar na lista de convidados. − disse Giulia desafiadora, era por isso que eu a amava.
− Não estou na lista, só vim fazer um lanchinho.
Giulia fez cara feia e eu permaneci com ela entre meus braços. O homem se aproximou mais de nós.
− Não se aproxime! Quem é você? − eu disse raivoso finalmente reagindo.
− Bom, me desculpe por minha insolência, chamo-me Yorran. − disse o homem parecendo até ser legal.
− O que quer aqui?
− Fazer um lanchinho. Só isso. − disse ele com uma cara maliciosa olhando para minha Giulia.
Fiquei muito desconfiado com tudo isso, o que aquele cara queria dizer com “Fazer um lanchinho”? Um temor crescente passava a tomar conta de meu coração. Meus instintos me diziam para não baixar a guarda com ele, algo dentro de mim me dizia que eu era a caça; só não sabia o que me dizia isso.
− Quem quer ir primeiro? Você ou ela?
Olhei com estranheza.
− Como assim? − Giulia se adiantou na pergunta que eu faria.
− Vou fazer um lanchinho, e o lanchinho da noite são vocês! − disse o homem.
De repente olhei para a boca do homem e tive a impressão de que seus caninos eram mais alongados do que o normal. Na verdade eram gigantes. Ele deu uma rosnadinha baixa e começou a andar em nossa direção.
Fui puxando Giulia comigo, íamos dando passos para trás. Eu não tinha atitude, não sabia o que era aquilo, ou melhor o que era aquele homem chamado Yorran.
− Vamos, quem quer ser o primeiro? − ele parou e olhou como que se esperasse uma resposta. − Ninguém? Então vou seguir minha preferência.
O que veio a seguir foi tão rápido que eu nem pude evitar. Yorran pulou com uma rapidez extrema até onde estávamos, ele puxou Giulia para si mais rápido ainda.
Eu, desesperado, corri até ele e pulei em suas costas enquanto ele imobilizava Giulia. Tentei puxá-lo para que ele a largasse, mas logo vi que era impossível; o homem era muito forte. Olhei ao redor procurando uma saída, como que instantaneamente vi uma tora de madeira; corri para pegá-la.
Eu estava desesperado, eu via o sangue pingando no chão, sabia que era o sangue de minha Giulia. Tirei forças de todo meu corpo, eu precisava matar aquele homem que tentava tirar a vida de minha amada.
Eu sentia os músculos de meus braços enrijecerem, tirando forças quase que do nada. Como minha ultima tentativa quebrei a tora de madeira na cabeça dele, a força que fiz surpreendeu até a mim mesmo. Yorran caiu desfalecido no chão, seu crânio estava completamente amassado e quebrado, porem não havia sangue algum.
Me assustei momentaneamente, então corri para minha amada.
Giulia jazia jogada no chão, o sangue lhe escapava pelo pescoço. Comecei a chorar ao vê-la daquele jeito. Me ajoelhei ao lado dela
Estava morta.
Eu estava sozinho. Sozinho no mundo... Havia quase um buraco negro em meu coração... se é que depois disso eu ainda tinha coração...
Meu mundo ficava negro, ela era a luz de minha vida, e agora se apagara...
− Desgraçado! − era Yorran!
Me virei, tarde de mais...
Yorran me pegou de surpresa e descobriu meu pescoço com meu cabelo que batia nos ombros, logo senti duas picadas em meus pescoço... Talvez assim fosse melhor, assim eu morreria, era melhor morrer do que viver sem minha amada.
Senti meu corpo ficar mas leve, minha visão ficava turva. As picadas já não doíam. Vi Yorran a minha frente.
− Achou mesmo que eu ia te matar? Ah! Ah! Ah! Ah! NÃO, passei para ti a maldição. Agora passará a eternidade sem tua amada.
A ultima coisa que ouvi foi sua risada...
E então... Tudo escureceu...
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