The Vampire Diaries: The Originals
4 Witches Business
Notas iniciais
Desculpem mesmo a demora, prometo recompensar com dois capítulos ! :)
Cena 1:
Marcel andava apressadamente pelas ruas movimentadas de Nova Orleans à procura de Alice. Depois de uma longa e agitada noite ele havia levado Alice para fazer compras. Marcel sorriu quando as lembranças voltaram a sua mente. Ele havia conseguido. Finalmente tinha um trunfo que poderia destruir Klaus. Sim, ele seria capaz de destruir seu próprio criador se isso fosse dar a ele total poder. E, além de tudo, ele gostava da companhia de Alice, ela era a parceira perfeita. Marcel foi tirado de seus devaneios com o toque de seu celular. Ele parou de andar para atender. – Fale. – ele continuou olhando para os lados procurando sua futura “rainha”. – O que? Bruxas? Com Klaus? Está certo disso? – ele parecia surpreso. – Não faça nada até eu apurar melhor isso. E fique de olho nele. – Marcel desligou e sentiu uma presença atrás dele. – Atrapalho? – ela sorriu cinicamente e ele tocou seu rosto. – Você nunca me atrapalha, querida. – ele olhou fixamente para o cabelo da moça. – Eu gostei da mudança. O loiro caiu bem em você. – os dois riram. – Eu já estava enjoada daquele cabelo, resolvi mudar. – piscou e deu uma voltinha para que Marcel visse suas roupas. – Gostou? – Você está linda. – ele sorriu abertamente. – Posso fazer uma pergunta? – ele assentiu. – Com quem estava falando? Eu ouvi o nome do meu irmão. – Não precisa se preocupar com isso, é só uma suposição. – Então me conte. – ela o fitou e Marcel sorriu. – Vamos, eu vou te contar tudo que você precisa saber. – ele estendeu a mão para ela e Alice a pegou. Alice sorriu.Cena 2: Klaus estava acabando de se alimentar quando ouviu batidas na porta. Ele xingou mentalmente por não ter uma empregada e foi caminhando lentamente até a porta. Klaus abriu a porta e sorriu. – Irmãzinha. – Rebekah apenas sorriu e entrou na casa. – Rebekah. – Elijah saiu do escritório ao ouvir a voz da irmã. – O que houve Elijah? Por que você me chamou aqui? – Acho que já está na hora de você conhecer uma pessoa. – ele sorriu e nem Rebekah e nem Klaus entendiam nada. Eles ouviram batidas na porta. – Deve ser ela. – os dois ficaram observando Elijah que foi até a porta e a abriu. – Sophie. Minha bruxa preferida. – indagou Klaus com sarcasmo e entusiasmo. Sophie apenas o encarou e entrou na casa. – Rebekah esta é Sophie, Sophie esta é minha irmã Rebekah. – as duas se fitaram e assentiram. Klaus riu. – Mulheres, sempre iguais. – todos os encararam e ele levantou as mãos em rendição. – Então você é a bruxa que trouxe Alice de volta? – Sophie sorriu. – Eu estava devendo ao seu irmão. – ela encarou Elijah e os dois se lembraram de quando o vampiro salvou Sophie dos vampiros seguidores de Marcel. Elijah sorriu. – E por falar em Alice, onde ela está? – Rebekah perguntou observando a enorme casa para ver se avistava a vampira. – Ela está com Marcel. – indagou Sophie e todos a fitaram. – Parece que sua irmã é a nova rainha de Nova Orleans. – ela encarou Klaus que deu um sorriso sombrio. – Alice nunca mudará. – ele se aproximou da bruxa. – Sophie, por que não me conta por onde andou? – Klaus apontou para ela. – É um assunto de bruxas, não é seguro falar aqui. – ela o fitou. – Tem a ver com Marcel? – Sophie apenas assentiu e os três originais ficaram pensativos. – O que temos que fazer? – Elijah finalmente quebrou o silêncio. – Preciso que me acompanhem.Cena 3: Alice e Marcel estavam em uma lanchonete esperando a garçonete trazer o café que Alice havia pedido. A moça não demorou. Alice sorriu e agradeceu. Marcel também sorriu e a garçonete o fitou profundamente. Alice tomou um gole de seu café e observou Marcel acompanhar o andar da moça. – Você não muda, Marcel. – ela bufou. Marcel riu e desviou seu olhar para Alice. – Isso tudo é ciúme? – ele perguntou de forma irônica. – Me poupe. – ela tomou mais um gole de seu café. – Mas eu poderia matá-la, seria divertido. – Alice piscou para ele e Marcel afundou na cadeira sorrindo. – Então, você vai começar a falar ou vamos ficar jogando conversa fora? – eles se fitaram. – O que quer saber? – Tudo que tenha a ver com Niklaus. – Marcel encostou novamente na cadeira e começou a falar. – Sabe Alice, seu irmão apareceu aqui procurando uma bruxa. Janne-Anne Deveraux. – Alice estava atenta as palavras do vampiro. – Acontece que essa bruxa quebrou minhas regras. Eu não permito bruxarias na minha cidade. – ele respirou fundo e continuou. – Janne-Anne pagou pelo seu erro, mas seu irmão foi atrás da irmã dela, Sophie. – Está dizendo que meu irmão se uniu a bruxas? – Alice apontou o dedo indicador para Marcel. – Como eu disse, minha querida, são apenas suposições. – ele pegou a mão de Alice. – Mas eu preciso que você esteja ao meu lado se elas forem confirmadas. Posso contar com você? – ele acariciou a mão de Alice levemente com a ponta dos dedos. – É claro que pode. – ela sorriu. – Só tenho mais uma pergunta. – ele fez um gesto para que ela falasse. – Como você sabe quando as bruxas praticam magia na cidade? – ela o fitou. – Elas temem você, Marcel. Digamos que eu sou de uma época onde as bruxas eram um perigo para os vampiros. – ela arqueou uma sobrancelha e ele sorriu. – Digamos que eu tenho algo que possa mudar isso de uma vez por todas. – Por que não me conta? – ela perguntou e ele sorriu ironicamente. – Tudo a seu tempo, Alice. Todos temos alguns segredinhos não é? – ele colocou o dinheiro sobre a mesa e se levantou. Alice o fitou ferozmente, aquela não seria uma tarefa fácil.Cena 4: Sophie levou Klaus, Rebekah e Elijah até um cemitério bastante afastado da cidade. Ela abriu um enorme portão e eles entraram em algum tipo de mausoléu. Rebekah observou todo o local que estava apenas iluminado por velas. Ela ouviu um barulho e se virou rapidamente. – Tem mais alguém aqui? – perguntou Rebekah nervosa. Os quatro se fitaram então ouviram passos. Klaus atacou a pessoa e os dois caíram no chão. Alice começou a rir e Klaus baixou a guarda. – Alice, você me assustou. – Rebekah indagou e Alice assentiu. – Desculpe Bekah, mas eu não resisti. – Rebekah revirou os olhos. – Quem te avisou que estaríamos aqui? – foi a vez de Klaus se pronunciar. – Ela. – Alice apontou para Sophie. – E, à propósito, desculpe por me alimentar de você, mas eu estava faminta. – seu tom parecia debochado, mas Sophie simplesmente a ignorou. – Aposto que seu namorado adorou seu novo cabelo. – Klaus provocou Alice, que se virou para ele e sorriu ironicamente. – Por falar nele, como foi a noite de núpcias da realeza? – ele sorriu ironicamente e Alice o lançou na parede. – Não me provoque, Nik. – ele foi até ela e a segurou por trás. – Eu deveria dizer o mesmo. – ele sussurrou no ouvido da moça e ela se livrou dele. Os dois se fitaram intensamente, era óbvio que ele detestava aquela situação, ele jamais gostou de ver Alice com Marcel. Hayley entrou no mausoléu assustando a todos. – O que ela faz aqui? – Klaus perguntou enquanto se afastava de Alice, ele parecia estar louco para sair dali. – Eu a chamei. – Sophie finalmente se pronunciou. Rebekah e Alice ficaram encarando Hayley estáticas. Elas ainda não haviam tido contato com a jovem que carregava o filho de Klaus e se assustaram ao ouvir o coraçãozinho da frágil criatura. – Então é verdade? – perguntou Alice. Rebekah estava claramente emocionada enquanto ouvia o coração do bebê. – Ela está mesmo grávida? – Alice se virou para Klaus que apenas desviou o olhar. Hayley caminhou até o lugar mais afastado e encostou na parede e Rebekah se recompôs. Hayley ficou observando atentamente todos os traços de Alice, ela era exatamente como haviam lhe dito, a não ser pelos cabelos, agora loiros. – Sophie, por que não explica o motivo de ter nos chamado aqui? – a lobisomem foi tirada de seus devaneios pela voz distante de Elijah. – Precisamos da ajuda de vocês. – ela foi direta, não queria prolongar aquela conversa mais do que o necessário. – Precisamos? – Rebekah perguntou um pouco confusa. – Eu e as bruxas. – elas se fitaram e Sophie continuou. – Estamos de mãos atadas nessa cidade e precisamos que nos ajudem. – O que você quer dizer? – Elijah questionou. – Marcel sempre sabe quando praticamos magia em Nova Orleans. – Como? – perguntou Elijah realmente confuso. – É exatamente isso que queremos descobrir, e por isso precisamos da ajuda de vocês. – ela fitou cada um que estava ali. – Eu não vou participar disso. – Hayley finalmente falou alguma coisa. Todos a encararam confusos. Ela caminhou até a saída do mausoléu e parou ao lado de Klaus. – Vocês não entendem? Ele é mais forte que todos nós, estamos no território dele. – Está preocupada com seu bebê, amor? – Klaus perguntou debochadamente e fitou Hayley. Os dois estavam tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro. Hayley se virou e tentou sair, mas Sophie a impediu. – Me deixe ir embora bruxa! – ela exclamou e Sophie não esboçou nenhum tipo de expressão. – Ir embora não é uma opção. – Hayley a fitou com uma expressão assassina.
Cena 5: Alice já tinha voltado para a casa de Marcel há algum tempo e enquanto ele tomava banho ela pensava nos planos que estavam armando contra ele. No fundo ela sentia pena de Marcel. Ele nunca tivera nada e quando provou do poder ficou obcecado. Ela o havia ajudado há alguns anos atrás. Os dois haviam se tornado amigos e ela prometeu que não deixaria que nada o machucasse. E agora, lá estava ela, tramando a morte dele. Ela se virou na cama e ele estava encostado na porta. – Vai a algum lugar? – ela perguntou vendo-o muito bem arrumado. Alice foi até ele em questão de segundos e Marcel envolveu a cintura da moça com seus braços. – Vou resolver alguns assuntos, prometo que não demoro. – ele sorriu e ela fez o mesmo. – Posso saber que assuntos são esses? – ele soltou uma risada. – Você anda muito curiosa, querida. – ela então se lembrou do “interrogatório” que havia feito a ele naquela manhã sobre as bruxas. – Me desculpe. – ela fingiu. – Pode se desculpar mais tarde. – ele encostou seus lábios nos dela. – Sendo assim eu também vou sair. – ela arrumou a camisa dele. – Para onde? – ele acariciou a cintura da vampira com as mãos. – Vou visitar um velho amigo. – ela o fitou intensamente e Marcel sorriu.Cena 6: Hayley estava andando pelas sombrias ruas de Nova Orleans, era um fato incrível que as ruas estivessem tão vazias sendo que não era nem tarde. Ela arrumou seu casaco, o vento estava gelado e a fazia se arrepiar. Hayley pensou na “quase ameaça” de Sophie naquela manhã, ela não queria se envolver naquela confusão, mas não tinha escolha. Hayley então sentiu que estava sendo seguida e olhou para trás, mas não havia ninguém. Ela começou a andar mais rápido e sentiu alguém parar ao seu lado. – Então, você é a garota do Klaus? – ela olhou para o lado e viu Marcel. Ela poderia correr, mas seria estupidez, então simplesmente continuou andando. – Não sou a garota do Klaus. – ela respondeu rispidamente e ele gargalhou. – Do que está rindo? – ela não queria morrer, mas nunca dispensava uma boa briga. – Você é uma lobisomem. – ele segurou o riso. – Pensei que vocês, cachorros, só andassem em bando. – ela o fitou ferozmente. – Não sou nenhuma cachorra, seu sanguessuga. – ele parou na frente dela e a impediu de passar. – Tem alguma coisa de errada com você garota-lobo. – Marcel a observou de cima a baixo tentando decifrar o que tinha de diferente nela e pela primeira vez Hayley sentiu medo. – Marcel. – ele sorriu ao ouvir aquela voz tão conhecida e se virou para trás. – Deixe a garota em paz. – era Klaus. Hayley suspirou aliviada. – Não sabia que se preocupava tanto com ela Klaus. – os dois se fitaram. – Quando quiser arrumar uma briga é só falar. – Klaus se aproximou de Marcel e o mesmo sorriu. – Vou me lembrar disso. – dizendo isto Marcel o atacou. Marcel jogou Klaus do outro lado da rua, mas o híbrido se apoiou no chão e o contra-atacou. Klaus segurou Marcel pelo pescoço contra a parede. – Fique longe dela. – Você não me da ordens, Klaus. – Marcel estava juntando o pouco fôlego que lhe restava para falar. – Não mais. – Klaus simplesmente o observou e quebrou seu pescoço.Cena Final: Alice andava vagarosamente pelo imenso cemitério procurando o túmulo que desejava. Ela se ajoelhou ao ler o nome de seu amigo na lápide. “Jeremy Gilbert. Irmão e amigo.” Ela sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. – Olá Jer. – ela forçou um sorriso. – Acho que você sabe que eu vim procurando as palavras certas de Nova Orleans até aqui... E não encontrei, é claro. Então só posso dizer que eu sinto sua falta seu fedelho. – ela sorriu entre as lágrimas. – Eu jamais pensei que diria isso. O mais irônico é que eu queria te matar e agora estou chorando a sua morte. – ela respirou fundo. – A verdade é que eu nunca quis te matar de verdade, porque você era como um irmão pra mim. Um irmão irritante e teimoso. – ela já estava em prantos. – E eu odeio o fato de não ter conseguido me despedir de você. E odeio mais ainda não poder ter te ajudado quando você precisou. Então, eu só posso pedir que você me perdoe pelas coisas horríveis que eu fiz. – ela tocou a lápide tristemente. – Adeus, Jeremy. – Alice então ouviu passos atrás dela. A vampira se virou rapidamente e viu um rosto conhecido. – Stefan? – ela se levantou e limpou as lágrimas. – O que faz aqui? – Devo fazer a mesma pergunta. – ele sorriu. – É uma longa história. – ela passou a mão no cabelo. – Veio se despedir do Jeremy? – ele apontou para a lápide e Alice assentiu fitando o chão. – Eu não vou ficar na cidade, pode ficar tranquilo. – ela forçou um sorriso e os dois se encararam. – Suponho que esteja em Nova Orleans com Klaus. – Touché. – os dois riram e então Stefan a atacou. Stefan imprensou Alice numa árvore e apertou o pescoço dela. – Stefan o que está fazendo? – Alice estava quase sem ar. Ela era uma original, era mais forte que Stefan, o que estava acontecendo com ela? Aquele não era Stefan. – Stefan, esse não é você. Por favor. – Você não faz ideia de quem eu sou. – ele sorriu quase malignamente. – Mande um recado meu para seu irmão, querida. Diga a Klaus que ele está me devendo. – ele enfiou uma estaca na barriga de Alice e ela caiu no chão. Ele ouviu um barulho e só teve tempo de desviar de uma estaca de madeira que voou em sua direção. Stefan sumiu. Alice estava fraca mas mesmo assim conseguiu ouvir passos se aproximando dela. Alguém tirou a estaca de sua barriga e segurou sua mão. Ele não conseguia acreditar que era ela, ele pensou que jamais a veria novamente. – Alice? – ela abriu os olhos devagar e viu o rosto familiar do rapaz. Ela não conseguia entender, ele não poderia estar ali. O rapaz ajudou ela a se levantar. – Jeremy? – ela chorava e Jeremy sorriu. – Oi. – ele tocou o rosto da moça e ela o abraçou fortemente.
Notas finais
Música do Cap.: http://www.kboing.com.br/fall-out-boy/1-1227943/
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