The Vampire Diaries: The Originals
5 The Power
Notas iniciais
Cap extra :)
Cena 1:
FLASHBACK (NEW ORLEANS, 1920)“Alice acabara de entrar no bar mais movimentado da Bourbon Street. Ela caminhou lentamente até o balcão e pediu um Whisky duplo. O garçom sorriu e serviu Alice. Ela queria se controlar naquela noite, não estava com vontade de matar ninguém. Na verdade, Alice estava receosa. Nova Orleans era como um santuário de bruxas e ela temia bruxas, talvez por sua mãe ter sido uma. Ela observou o lugar lotado e sentiu uma certa nostalgia. Depois de anos ela estava novamente em casa. Klaus e Rebekah estavam em Chicago junto com Stefan Salvatore, ou, como ela gostava de chamar, o Estripador de Monterey. Alice sorriu e bebeu todo seu Whisky de uma vez, pedindo para que lhe desse a garrafa. Não foi difícil conseguir após compeli-lo. Alice bufou e caminhou até um lugar bem afastado. No meio de tantas pessoas ela reconheceu um rosto mais do que familiar. O rapaz sorriu para ela e ela retribuiu levantando a garrafa como se estivesse brindando. Em poucos segundos o rapaz estava ao lado dela.– Veja só quem voltou. – ele sorriu. – Parece que alguém cansou de correr atrás do Niklaus. – ele a fitou e Alice soltou uma risada irônica. – Kol. – ele parou na frente dela. – O primeiro e único amor. – Kol piscou e Alice mordeu o lábio inferior. – Soube que está andando com bruxas. – provocou e ele soltou uma risada. – Aprendi muitas coisas andando com bruxas. – ele pegou a garrafa da mão dela e bebeu. – Como o quê? – ela cruzou os braços. – Silas. – O que? Silas é uma lenda, ele não é real. – Silas é muito real minha doce vampira. – ela ouviu uma voz atrás de si e estremeceu. Alice se virou e deu de cara com Madeleine. Kol sorriu e envolveu seu braço na cintura da jovem. Madeleine era a bruxa mais temida de Nova Orleans e Kol sabia o quanto Alice temia bruxas. – Silas é o bruxo mais poderoso que já existiu e o primeiro imortal da história. Silas está enterrado há mais de dois mil anos e não deve ser acordado. – ela os fitou. – A menos que você queria desencadear o Inferno na Terra. – Alice se assustou. Bruxas lhe davam medo. Kol a abraçou de lado fortemente. – Madeleine me contou muitas histórias sobre Silas e seus seguidores. – Se Silas é tão perverso como ele pode ter seguidores? – Alice questionou e Kol sorriu. – Silas pode manipular a mente das pessoas. – Madeleine encarou Alice intensamente. – Ele diz que pode trazer os mortos de volta com um tipo diferente de magia. – Que tipo de magia? – Alice fitou Kol e Madeleine repetidas vezes. – Expressão. – Alice se assustou, sua mãe já havia falado com ela sobre Expressão, havia dito que era algum tipo de magia negra. Kol percebeu que a vampira estava desconfortável. – Acho que já chega de histórias de terror por hoje. – Kol deu a deixa para que Madeleine partisse e assim ela fez. Kol parou na frente de Alice. – Com medo? – ela fitou o chão para esconder que estava assustada com tudo que havia escutado. – Malditas bruxas, sempre tão sombrias. – ele riu e ela deu as costas a ele. Kol a abraçou por trás e beijou o pescoço da jovem. – Não fique tão assustada, amor, você mesma disse que Silas é apenas uma lenda. – ele a virou de frente para si. – Você discordou lembra? – ele riu e segurou o rosto de Alice. – Esqueça isso, está bem? – Kol arrumou uma mecha do cabelo de Alice e eles se fitaram intensamente. – Senti sua falta, Kol. – ela sussurrou com a esperança de que ele não ouvisse. Kol apenas sorriu e a beijou carinhosamente.”END FLASHBACK Cena 2:Jeremy sentou ao lado de Alice no chão do enorme cemitério. Ela ainda estava fraca devido ao ataque repentino de Stefan. Alice estava muito confusa. Jeremy estendeu o braço para ela e Alice entendeu o que ele queria dizer. – Não, Jeremy, eu não posso me alimentar de você. – ela virou o rosto. – É claro que pode, Alice, você está fraca. – ela o fitou e Jeremy a encorajou com o olhar. Alice pegou o braço de Jeremy com cuidado e mordeu o pulso do rapaz. Em alguns segundos ela já estava forte novamente então deu de seu sangue para que a ferida de Jeremy curasse. Os dois sorriram. – Foi assim tão difícil? – ele brincou e ela o empurrou. – Idiota. – os dois riram. – O que estava fazendo em uma cemitério, pequeno Gilbert? – ela fez uma cara irônica. – Espairecendo depois de tantos acontecimentos. Esse é o lugar mais quieto de Mystic Falls. – eles se fitaram e ficaram em silêncio por alguns segundos, mas uma pergunta ainda rondava a mente de Alice. – Por que Stefan me atacou, Jer? – eles se encararam. – Stefan? Como isso é possível? – Eu também não sei, mas foi ele Jeremy, eu o vi. – os dois se fitaram confusos. – Ele parecia o Estripador novamente. – Alice, eu não acho que tenha sido o Stefan. – Pare com isso, Jeremy, que eu saiba Stefan não tem nenhuma doppelganger. – ela riu, mas Jeremy não estava brincando. – Alice, acho que você foi atacada por Silas. – ela o encarou completamente horrorizada. – Silas? Como assim? – Ele pode ser qualquer um, pode ter se passado pelo Stefan. – Então como posso saber que você não é ele? – ela se afastou. – Eu não sou ele, Ally. – eles se encararam e Alice soube que era realmente ele, Jeremy era o único que a chamava assim. Mas ela ainda não sabia como aquilo era possível. – Como você está aqui então? Elijah me disse que você havia... – ela não conseguiu terminar a frase. – Eu estava. – ele suspirou. – No entanto, Bonnie fez o feitiço para abaixar o véu que dividia o lado dos vivos com os dos mortos. – Alice o encarou surpresa se lembrando das histórias que ouvia das bruxas e de Kol. – Que tipo de feitiço? – ela arqueou uma sobrancelha. – Um feitiço de Expressão. – ela se assustou e levantou rapidamente. – Bonnie abaixou o véu e depois me trouxe de volta com a Expressão. Ela também petrificou Silas. – Alice sentiu uma ponta de esperança nascer. Se Bonnie trouxe Jeremy de volta ela também poderia trazer Kol. – Se ela petrificou Silas como ele me atacou? – ela estava nervosa. – Feitiços tem brechas. Quando a bruxa que fez o feitiço morre o feitiço se desfaz. – Jeremy abaixou a cabeça e Alice sentiu toda a esperança sair de si. – Bonnie está morta? – ela se assustou. Ele apenas assentiu. – Eu sinto muito, Jer. – ela segurou as mãos deles e Jeremy deu um fraco sorriso. – Está tudo bem, eu posso ver fantasmas, ainda consigo vê-la. – ela sorriu. – Mas não gosto de pensar que ela deu a vida por mim. – As pessoas fazem isso por quem elas amam. – ela tinha algo em mente. – Você sabe me dizer se a Bonnie tinha algum parente vivo? – Jeremy ficou confuso com a pergunta. – Não, não que eu lembre. Por quê? – ela se afastou dele. – Por nada... – ela disfarçou. – Tenho algumas coisas para resolver em Nova Orleans, mas eu prometo que volto. Mais cedo do que você imagina. – ela sorriu e Jeremy a viu desaparecer.
Cena 3: – Essa lanchonete é mesmo muito boa. – Matt indagou enquanto acabava de comer seu sanduíche. Rebekah riu. – E você está mesmo com fome. – ele soltou uma risada um pouco envergonhada. Matt e Rebekah tinham passado a manhã inteira juntos. Os dois finalmente estavam tendo um momento divertido juntos. – Eu estava pensando em te levar para conhecer a cidade, afinal, sou sua guia turística. – ela bebeu um gole de seu café. – Onde pretende me levar? – É surpresa. – os dois sorriram e Rebekah ouviu seu celular tocar. Era uma mensagem. – É a Alice. Ela quer falar comigo. – Rebekah respondeu rapidamente. – Ela está vindo. – Acho melhor eu ir embora. – Matt limpou a boca com um guardanapo. – Não, por favor, fique. – Rebekah sorriu e ele assentiu. Em alguns minutos Alice estava entrando na lanchonete. Ela sentou ao lado de Rebekah. – Quarterback. – ela piscou para Matt. – O que você quer, Alice? – Serei rápida, eu prometo. – ela fitou Rebekah. – Preciso de sua ajuda. – Rebekah encarou Matt e voltou seu olhar para Alice. – Com o que? – Quero que me ajude a achar uma bruxa. – Temos Sophie. – Não esse tipo de bruxa. – ela encarou Matt. – Uma bruxa Bennet. – o rapaz se assustou assim como Rebekah. – Procure Bonnie Bennet. – Rebekah indagou com desdém. – Receio que ela não possa ajudar estando morta. – os olhos de Matt se encheram de lágrimas. – Bonnie morreu? – Matt passou as mãos no cabelo e se afundou no banco. – Como você sabe disso Alice? – Eu fui até Mystic Falls. Se serve de consolo, querido, seu amigo Jeremy está de volta a vida. – ela fitou Matt. – Como isso é possível? – a curiosidade de Rebekah aumentava a cada palavra de Alice. – Bonnie fez um feitiço para trazê-lo de volta antes de morrer. – Matt a encarou e Rebekah puxou Alice pelo rosto. – Para o que você quer uma bruxa Alice? – Alice riu. – Não é óbvio irmãzinha? – Rebekah a largou e Alice os fitou repetidas vezes. – Eu quero trazer Kol de volta. Cena 4: Rebekah levou Alice para fora da lanchonete após a última revelação da moça. Matt estava assustado demais para segui-las. Rebekah puxou Alice pelo braço para um beco e a empurrou quando viu que ninguém estava observando. – Quanta agressividade maninha. – Alice ironizou a situação e Rebekah a levantou pelo pescoço. – Cala essa boca. – disse antes de jogá-la no chão. Alice riu e se levantou. – Deveria estar feliz Bekah, eu vou trazer seu irmão de volta. – Talvez eu considerasse a ideia se para trazê-lo de volta você não precisasse trazer todos os seres sobrenaturais mortos. – ela estava nervosa. – Rebekah, querida, eu só quero abaixar o véu, trazer Kol de volta e irei levantá-lo novamente. – E se não der certo, o que você vai fazer? – elas se encararam. – Nada vai dar errado. Eu só tenho que achar a bruxa e pronto. – Você está se ouvindo? Parece uma louca. – Rebekah a fitou. – Ele é seu irmão, Rebekah. – ela foi dura com as palavras. – Você vai ou não me ajudar? – É claro que não. – Então farei sozinha. – ela deu as costas a Rebekah. – Você não vai fazer, Alice, porque vou te impedir. – Tente, minha doce Rebekah. – ela não encarou Rebekah. – Você não faz ideia do poder que eu tenho nessa cidade. Eu sou a rainha de Nova Orleans. – ela olhou para Rebekah com um sorriso vitorioso e mais três vampiros apareceram. Rebekah os encarou, todos estavam prontos para atacá-la. Ela procurou Alice, mas ela já não estava mais lá. – Estão defendendo sua rainha bobos da corte? – as presas dela cresceram. – Isso vai ser divertido. – Rebekah os atacou e com apenas alguns golpes arrancou o coração dos três. Ela respirou fundo e seu rosto voltou ao normal. Rebekah chutou o corpo morto de um deles e entrou na lanchonete novamente. Cena 5: Marcel havia acabado de chegar em casa, ele esteve pensativo durante o dia inteiro. Agora ele sabia que Klaus se preocupava com a lobisomem, ele agora tinha dois trunfos contra o híbrido. O problema era que um de seus trunfos havia sumido. Marcel estava preocupado com Alice. Ele subiu as escadas de sua casa rapidamente e parou na porta de seu quarto a abrindo lentamente. Levou um pequeno susto ao ver Alice deitada na cama. Ela apenas sorriu para ele e Marcel suspirou aliviado por ela estar de novo ali. – Onde esteve? – ele perguntou enquanto jogava seu casaco numa cadeira. – Eu disse que iria ver um amigo. – eles se encararam e Marcel soltou uma risada irônica. Ele foi até a cama em poucos segundos e ficou em cima de Alice. Ela sorriu. – Você é muito misteriosa. – Eu sempre fui. – ela sussurrou e ele passou a mão no cabelo dela. – Sabia que seu irmão quebrou meu pescoço ontem? – ela apenas o fitou. – E por que ele fez isso? – Porque eu ataquei a garota lobo que ele tanto adora. – Marcel sorriu e se levantou. Alice permaneceu deitada. – Você conhece o Nik, ele odeia que mecham nos brinquedinhos dele. – ela falou com desdém e Marcel riu. – E o que você pretende fazer agora? – ele a olhou. – Nada. – Alice o encarou confusa. – Por enquanto, nada. – ele piscou e ela revirou os olhos. – Preciso de um favor seu. – ela sentou ao lado dele e acariciou a nuca de Marcel. – Qual seria? – Marcel, sei que não vai me contar seu segredo, no entanto, preciso que me ajude. – ele tirou o sorriso do rosto. – Sei que você pode rastrear qualquer magia nessa cidade. Será que você poderia rastrear em qualquer lugar do mundo? – ele a fitou apreensivo. Alice fez um olhar pidão e ele abaixou a guarda. – Minha querida, primeiramente, não sou eu que rastreio a magia. – Então o que rastreia? – A pergunta certa não seria “o que” e sim “quem”. – ele sorriu. – Mas por que quer saber? – Alice sorriu maliciosamente. – Preciso que encontre uma bruxa para mim. Cena 6:Klaus estava esperando por Rebekah no local que ela havia marcado. Ele não sabia o que a irmã queria e estava impaciente, ele odiava ficar esperando. Klaus tinha várias coisas com as quais se preocupar e Rebekah não chegava nunca. Ela estava atrasada. Ele sentiu uma presença e se virou. Era Elijah. – Rebekah também te chamou aqui? – perguntou, porém não estava se importando com a resposta. – Sim. – Elijah observou o lugar. – Sabe o motivo de estarmos aqui? – Klaus apenas negou com a cabeça e então Rebekah chegou. – Rebekah seja breve, você já me fez esperar demais. – ele encostou em uma parede e Rebekah revirou os olhos. – Depois de ouvirem o que eu tenho a dizer saberão que valeu a pena terem esperado. – ela os olhou repetidas vezes. – Fale irmã. – Elijah a encorajou a falar e Rebekah respirou fundo. – Parece que nossa irmãzinha Alice está ficando obcecada. – eles se encararam. – Obcecada com o que? – Elijah perguntou, ele, assim como Klaus, estava confuso. – Pelo que sei, ela esteve em Mystic Falls e teve uma conversa com nosso velho amigo Jeremy Gilbert. – os dois vampiros se assustaram. – O garoto Gilbert não estava morto? – Klaus perguntou, ele estava nervoso. – Bonnie Bennet fez um feitiço quando o véu estava abaixado e o trouxe de volta de vez. Alice pretende fazer o mesmo feitiço. – Por quê? – Elijah perguntou já sabendo qual seria a resposta. – Ela quer trazer nosso irmão Kol de volta, no entanto ela terá que abaixar o véu novamente, se não der certo todos os seres sobrenaturais voltarão a vida. Elijah, eu amo Kol, mas não podemos arriscar. – ela estava assustada. – Você tem razão, temos que avisar Bonnie, ela é a única que conhece o feitiço. – Não, Elijah. Bonnie morreu. Alice está a procura de outra bruxa Bennet. – eles se encararam. – E eu sei exatamente a quem ela vai pedir ajuda. – Klaus os fitou confiante. Cena Final: Alice estava confiante. Marcel havia conseguido a localização da bruxa Bennet. Lucy Bennet. Mas, ainda assim, ela precisava de ajuda e sabia bem a quem pedir. Ela caminhou pela rua escura e finalmente chegou a casa que queria. Já fazia algum tempo que ela não havia estado lá, mas a enorme mansão continuava a mesma. Ela sorriu e foi até a porta em poucos instantes. Alice sabia que ele não negaria um pedido seu, ele a devia. – Hora de quitar sua dívida, querido. – ela indagou para si mesma enquanto sorria malignamente. Alice bateu na porta e esperou alguma resposta. Ela olhou para o céu, ele estava completamente negro, apenas uma estrela brilhava. – Estou perto Kol, vamos ficar juntos novamente, eu prometo. – ela passou o dedo indicador nos lábios como se lembrasse de algo e sorriu. Alice ouviu o barulho da porta se abrir e se virou. Ela sorriu ao ver a figura que esperava. – Olá velho amigo. – sussurrou antes de atacá-lo.
Notas finais
Música do EP.: http://www.kboing.com.br/afi/1-1008150/
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