Notas iniciais
helou pessoas! estou aqui apenas de passagem, então serei rápida desculpem a demora e tudo mais, fiquei um bom tempo sem internet e agora que a tenho estou enfrentando problemas com meu teclado problemático mas pretend postar o proximo em breve atééé´

Era uma loura completa, mas alguém tinha de faze-lo

Caminhávamos pelas sombras. Já estávamos dentro e ninguém nos havia visto. Tinha barro por toda minha roupa, instruções de Hinata para não ser detectada. Eu vestia uma espécie de sobretudo negro, cortesia de Aoi, que quase me bateu ao ver que eu iria de calça jeans e blusa normal. “Tem que se vestir a caráter”. A roupa parecia um pouco com a que ele havia usado no enterro da tia, o que era fúnebre, porem esta era curta, então mais parecia uma capa de chuva a meu ver. Por baixo tinha uma saia azul e um top, ambos “presentes” de Aoi. Ele havia insistido por aquele visual, disse que a saia me ajudaria a me movimentar livremente, já que a mesma era de um material leve, e o top seria uma boa escolha já que eu tinha pentes de diversas armas sobre o manto negro.

Nas costas eu tinha uma metralhadora e na cintura duas pistolas. Usui vestia uma camisa social de mangas compridas e uma calça negra. A tira colo tinha sua espada e essa parecia ser sua única arma. Eu tinha vindo bem preparada, alem das armas, tinha mais alguns truques.

Abaixei-me atrás de uma pilastra; estávamos em um salão a céu aberto. O vento era gélido e havia um aroma estranho ali, embora eu não soubesse o que poderia ser.

–Ali – sussurrei ao avistar os enormes portões de grade reforçada. Estavam fechados.

Levantei-me ainda usando a pilastra e sua sombra para me ocultar

–Esta tensa de mais – sua voz se fez próxima. Aquele maldito pervertido.

Estava atrás de mim, perto de mais. Usava o pretexto de estar se escondendo para me irritar.

–Você deveria se acalmar, Ayuzawa – sussurrou novamente.

O esmurraria se pudesse. Mas tínhamos de ser discretos:

–Como posso me acalmar com você tão perto?! — virei minimamente, apenas para olhá-lo

Ele sorriu, eu deveria estar vermelha; ele parecia se divertir com isso. Tão irritante, mas a certo ponto já havia me acostumado.

–Parece que estamos com sorte – ele apontou para os portões

Um leve estrondo se fez presente quando as grades começaram a se abrir. Mais pilastras estavam por ali, eram muitas e todas sustentavam um teto que só era presente nos corredores, o centro do salão nada tinha sobre si. Fomos rápidos. Alguns homens, cinco, saíram e antes que os portões se fechassem, entramos. Usui puxou um mapa, dali não seria difícil chegar até Naraku; isso se Hinata realmente estiver certo.

Os corredores eram largos e tanto em mapa quanto fisicamente aquele lugar mais parecia um labirinto gigante. Evitamos as escadas, eram muitas e não sabíamos para onde essas levariam, já que nosso mapa tinha apenas as dimensões do primeiro andar. Estava realmente tensa, vez ou outra olhava para trás, tinha uma leve sensação de que estávamos sendo vigiados, mas não havia ninguém e nem se quer havia câmeras.

–Não acha estranho? — começou Usui, depois de um bom tempo no silêncio

–O que? — perguntei olhando para trás pela centésima vez

–Não tem ninguém, não acha estranho toda essa calmaria? — disse serio. No fundo eu já havia me acostumado ao tom brincalhão dele, mas sua expressão séria ainda me era um pouco estranha.

Estávamos em um enorme cômodo do primeiro andar. Era extenso e bem largo, como uma clareira em uma floresta densa. No centro do cômodo havia uma pilastra única e grossa que sustentava o meio da estrutura do segundo andar que era bem alto. Nos cantos haviam corredores superiores, que lembravam muito o salão do lado de fora, porem haviam dois corredores que passavam pelo centro, se cruzando exatamente sobre a pilastra; corredores esses que mais pareciam passarelas. Era um lugar, no mínimo, estranho a primeira vista. Quadros enormes eram ostentados nas paredes e algumas armas brancas também estavam penduradas entre um quadro ou outro.

–Ei vocês! — um homem armado nos gritou. Mas o homem estava no superior.

Dali ele tinha uma boa visão do corredor inferior, já que o superior era mais estreito. Ele apontou a arma:

–Identifiquem-se! — apontou a arma para nós

–Ta feliz agora? — perguntei ironicamente

–Claro, afinal Ayuzawa esta comigo – retrucou

Usui foi rápido, antes que a rajada de tiros caísse sobre nós, ele foi até o homem, aparecendo como uma sombra atrás do mesmo. A katana do loiro atravessou o homem como se o mesmo fosse feito de papel. Sangue tingiu o aço e eu sabia que aquele era o estopim; o cheiro logo traria outros lobisomens até nós. Puxei uma das pistolas, não poderia ser pega de surpresa. E logo os cães vieram.

Brotaram como baratas e, quando percebemos, já havia mais do que poderíamos contar. Esse atiraram sem aviso prévio, desviei das balas, escondendo-me atrás de uma pilastra. Já não tinha a visão de Usui, mas eu sabia que estava bem. No bolso do enorme casaco negro havia uma bomba, era pequena, mas era um de meus truques. A arremessei entre os guardas e, assim que a mesma tocou o chão, uma nuvem de fumaça se ergueu. A fumaça era densa e tinha um cheiro forte, não me incomodava, mas lobisomens tem um olfato melhor e aquilo era suficiente para fazer daquela pequena bomba um bom obstáculo para eles.

Corri até a cortina de fumaça, meus olhos já estavam vermelhos e eu sabia onde cada um estava. Com tiros certeiros, fui derrubando um a um. Um deles tentou me acertar, deu dezenas de tiros em direções aleatórias; nenhum deles se quer raspou em mim. A fumaça já estava quase no seu fim quando apareci na frente dele, era o ultimo daquele grupo. Ele só percebeu minha presença quando encostei o cano da pistola em sua testa. Não dei lhe tempo para reagir, foi um único disparo.

A fumaça que antes era densa, agora se limitava a uma mínima névoa que mal passava da altura de meus joelhos. Olhava meio perdida em pensamentos para o cadáver sangrento no chão, era estranho matar alguém, mas isso é uma questão de sobrevivência. Procurei por Usui e foi só então que percebi que o mesmo estava parado, olhando-me. Não saberia dizer quanto tempo ele ficou a me fitar, porem só de ter a idéia dele me olhando fixamente acabou deixando-me com vergonha. Ele provavelmente viria com alguma piada ou provocação, mas fomos interrompidos por um leve bater de palmas; sarcástico a meu ver.

–Realmente incrível – seu tom era debochado. Viramos para encarar o autor, embora uma parte de mim pudesse ter idéia de quem poderia ser.

Um homem alto, cabelos negros que lhe iam até a cintura, tinha um sorriso ostentado nos lábios e olhos que pareciam poços negros; já havia visto olhos assim. Pude sentir uma áurea pesada vindo dele e, ao mesmo tempo, senti Usui tenso. Era ele, sem duvidas.

–Naraku – sussurrei seu nome, um tanto inconsciente.

Ele me respondeu com uma reverencia um tanto exagerada:

–Fico lisonjeado que saiba meu nome, bela dama

Recarreguei minha pistola, puxando a segunda logo em seguida. Nervosismo e adrenalina me tomavam e, se meu coração batesse, tenho certeza que estaria a mil. Ele não tinha armas e sua roupa parecia antiga, cota de malha que deixava seus braços nus, calça, capa, parecia ter saído de um jogo medieval, embora sua capa parecesse digna de um rei e não de um guerreiro.

–Eu daria as boas vindas a minha humilde mansão, mas vejo que já estão à vontade – ele deu alguns passos a frente. Usui logo veio até mim, ficando na minha frente, a preocupação era visível em sua expressão.

Apesar de nervosa, eu tentava observar bem e, principalmente lembrar-se do plano. Não o plano de Hinata, mas sim o meu. Eu tinha um plano, olhei para Usui, ele provavelmente não me deixaria fazê-lo se soubesse, mas...

Um vulto, e quando vi, Usui e Naraku estavam cara a cara. Naraku viera em nossa direção tão rápido quanto Usui foi ao intervir. A katana do loiro estava entre os dedos do lobisomem – foi assim que ele se defendera do golpe de Usui, a ponta da mesma esta a centímetros do pescoço do moreno. Alguns filetes de sangue escorreram pelos dedos finos de Naraku, mas seu sorriso parecia inabalável.

–Tão perigoso – zombou ele, sem se importar com ferimento

Aproveitei que ele estava preso e atirei em sua direção e mais uma vez ele foi mais rápido do que meus olhos, soltou a katana e desviou dos tiros.

–Ora ora, parece que a situação não esta equilibrada – andou até uma das armas na parede e a pegou, era uma katana negra, um pouco maior que a de Usui – Agora, vamos brincar!

O que veio depois foi muito confuso, pelo menos pra mim. Tudo que conseguia ver eram vultos e faíscas que vez ou outra saiam do impacto das katanas, era tudo muito rápido. Senti um leve aroma de sangue, embora não soubesse dizer de quem tão pouco a direção de onde vinha. Se as coisas continuarem assim, não poderei fazê-lo. Guardei minhas pistolas, por um lado, se Usui estava lutando contra ele, seu foco estaria todo no loiro; essa poderia ser minha chance. Tirei do bolso mais um de meus truques, parecia um dardo, mas um pouco maior, eu só tinha um; apenas uma chance.

Quando ambos pararam, pude enfim enxergá-los. Usui tinha sangue na camisa e arranhados em vários lugares, o lobisomem estava em estado semelhante. Todos os cortes pareciam superficiais, em ambos. Um filete de sangue escorreu de um corte abaixo de um dos olhos do lobisomem, ele deixou que escorresse até seu lábios, passando a língua sobre o liquido rubro. Seu olhar veio até o meu, apertei o dado entre meus dedos, mas mantive-me firme.

–Não fique acanhada, venha participar

Em um segundo ele me olhava e no seguinte, Usui estava em sua frente. Golpes foram trocados, mas agora podia vê-los. O lobisomem apenas se defendia dos golpes do loiro, era minha chance. Deu um salto, o mais alto que consegui, e fui até o corredor superior, eles ainda trocavam golpes, tinha de me apressar. Corri até a direção deles, Naraku revidou um dos golpes fazendo Usui recuar, nesse momento pulei arremessando o dardo.

O dardo caiu perto dele, quebrando e no mesmo instante ele parou. O dardo era de vidro e dentro dele havia sangue humano fresco, eu sabia que ele pararia no instante que sentisse aquele cheiro e era o que eu precisa, uma brecha – mesmo que pequena. Seu braço estava erguido sobre a cabeça, talvez ele fosse atacar Usui, mas parou. Cai sobre ele, cravando meus dentes e unhas no braço erguido, penetrando o máximo que eu pude. Quando meus pés alcançaram o chão, ainda tinha sua carne em minhas presas. Passei a sugar o sangue como se fosse o liquido mais doce do mundo; um doce veneno. Naraku me olhava, surpreso, mas logo mudou sua expressão – um sorriso indecifrável.

–Parece que Hinata andou contando meus segredinhos

Com um gesto brusco, ele me arremessou contra a parede mais próxima. Seu braço tinha furos e feridas enormes, e sangue pingava aos montes. Estava preparada para enfrentar um músculo duro, ou peles reforçadas, mas me surpreendi ao ver que eram músculo e peles normais. Meus lábios estavam banhados em sangue demorei a levantar, o impacto contra a parede foi bem forte. Quando tentei levantar, senti minha cabeça explodir e minha mente foi tomada por uma névoa negra. Dor e desespero nunca foram tão indistinguíveis.

Notas finais
depois responderei as reviews