The Vampire And The Maid
17 lost
Notas iniciais
enfim, obrigado aos lidx que eme seguiram no tumblr ♥
e muito obrigado aqueles que acompanham a ifc =3
Ah e rolaram comentários sobre a sexualidade do meu Ronan, estou de olho -QQ xD
ah https://twitter.com/zenkainohana/status/307638460041265152/photo/1
fotinha marota do meu Ronan delicia ahshashhas
-se bem que agora ele ta com o elmo kumi,mas tudo bem
leiam
Usui
Troquei uma ou duas palavras com meu irmão depois do telefonema, fui até a garagem, lá estava um conhecido meu, sem dar muita explicação, peguei seu carro dele emprestado. Entrei no carro e fui direto para o shopping que a Miyazono havia dito que estaria. Não sei qual velocidade cheguei, só sei que em questão de minutos já estava lá. Pedir para Miyazono sair com a Misaki para esse local foi uma saída estratégica, já que era bem afastado e, se eu conheço a loira bem, ela não foi seguida até aqui. Eles devem ter as encontrado de outra maneira.
Cheguei ao estacionamento totalmente desorientado, desesperado. Tinha ódio e medo ao mesmo tempo e não sabia o que fazer. Passei a mão pelo cabelo, bagunçando o mesmo, sai andando pelo estacionamento, que estava estranhamente vazio. Eles devem ter amado alguma para manter o lugar tão vazio. Senti o cheiro do sangue da Miyazono e fui logo tratando de seguir o rastro do mesmo.
O cheiro do sangue dela ficava cada vez mais forte, sai do estacionamento, caminhando até um beco que dava para um terreno baldio. No final do beco e na entrada do terreno havia marcas de sangue, as primeiras que avistei. O terreno tinha uma grama alta, lixo e algumas arvores. Andando entre elas, vi Miyazono. Gelei, foi ai que o ódio me consumiu por completo. A loira estava amarrada a arvore, estava machucada, suas pernas estavam com feridas profundas. Aqueles malditos me pagaram, nem que seja ao ultima coisa que eu faça na vida.
Sai correndo na direção dela, chamei por seu nome, ela estava desacordada. Eu só pensava nas maiores torturas possíveis, mas por hora, tenho que me concentrar. Tenho que ajudá-la e depois, procurar a Misaki. Assim que a desamarrei, percebi que suas costas estavam encharcadas de sangue. Parece que pegaram uma faca ou algo do tipo e saíram cortando a pele dela e, pela gravidade dos ferimentos, acredito que fora algo banhado em água benta. Pegue a nos braços e rapidamente a carreguei para o carro. Deitei-a no banco de trás e sai rapidamente, voltando para a mansão do meu irmão.
Quando cheguei alguns seguranças vieram para me ajudar, eu sabia que meu irmão havia contratado uma média particular, afinal, nossos ferimentos não são tão simples para serem resolvidos em um hospital para humanos. Assim que entrei na sala – que mais parecia um salão pelo tamanho e porte – todos os vampiros que ali estavam pararam para fitar. Eu apenas continuei caminhando com a loira nos braços. Um dos seguranças me levou até o quarto e a médica logo veio ao nosso encontro. Fitei os lados à procura de meu irmão e vejo Sayuki
- Meu irmão, onde ele esta? – indaguei enquanto deixava Miyazono aos cuidados da médica.
A loira se deitou em uma maca que ficava no cômodo e a médica olhava seus ferimentos.
Sayuki então me olhou meio confusa: -Ele foi atrás de você
Passei minha mão por meus cabelos, que a esta altura já deveriam estar mais do que descabelados e, antes que eu pudesse responder, fui interrompido pela média que pediu para que nós nos retirássemos.
Assim que sai do quarto encostei-me à parede e bufei. Puxei meu celular e tratei de ligar para meu irmão. Sayuki estava do meu lado. Assim que ele atendeu, já fui o enchendo de perguntas:
-Aonde você esta? Por que não me esperou? Quando vai voltar? – perguntei de uma vez
-Calma, já estou voltando, não se preocupe.
Antes que eu pudesse retrucar, o maldito desligou. Fechei o celular e sai bufando.
-Aonde você vai? – indagou Sayuki
- Vou atrás da Misaki!
A ruiva então me puxou pelo braço: -Não diga besteiras, vai sair se rumo? E depois? Se topar com uma matilha? Já não basta a imprudência que cometeu deixando as sozinha? – aquelas palavras me atingiram. Ela tinha razão, mais uma vez, estou tomando decisões precipitadas. Ela bufou e continuou – Olha, eu sei que você é mais esperto que isso. – ela me soltou – Então, coloque a cabeça no lugar, assim que seu irmão chegar, vamos nos reunir de novo. – ela foi caminhando e antes de entrar em um dos quartos, completou – Antes de vocês convocarem a reunião, deixei um espião seguindo uns suspeitos e hoje ele voltou com novas informações
Eu dei um leve sorriso: — Sempre pensando mais rápido que todos en? – ela sorriu e entrou no cômodo
Eu apenas sentei ali mesmo, no corredor, encostado a parede. Se alguma coisa acontecer a Misaki... Eu não sei o que vai ser da minha vida.
~ Misaki
Perdida, confusa, suja e fedendo a spray de pimenta. Andava meio sem rumo, mas sempre olhava para trás, para e ter certeza de que ninguém estava me seguindo. Minha saia estava suja e meio rasgada na ponta, minha blusa estava manchada, até meu cabelo estava uma bagunça. Algumas pessoas até deveriam achar que eu era uma mendiga ou coisa assim. Se eu me lembrasse por onde havia vindo, voltaria para procurar a Miyazono ou... Sei lá. Tinha medo de pedir informação, e minha bolsa havia ficado para trás. Olhei para o céu, as nuvens estavam carregadas e alguns trovões já estavam anunciando a chegada de uma futura chuva.
Bufei, tenho que me achar antes que alguém me ache. Olhei as placas, nunca estive nesse lugar, eu nem sei pra que direção fica a minha casa. Uma gota caiu na minha cabeça e assim o céu começou a desabar. Que ótimo, alem de suja e perdida, agora molhada também, eu mereço!
Tinha tanta raiva que se eu encontrasse o Usui agora, o socaria! É, eu não parava de pensar no loiro, não sei por que. As pessoas começavam a abrir seus guarda-chuvas e eu lá, sozinha sem nem um celular ou dinheiro para transporte. Andava pela principal quando um carro começava a diminuir a velocidade e se aproximar de mim. Foi ai que eu vi que a rua estava um pouco mais vazia, apertei o paço. É hoje que eu morro, sem nada pra se defender, sem ninguém a recorrer, é hoje que eu viro ração pra cachorro!
O carro parou do meu lado e a porta abriu. Já estava pronta para larga um grito sonoro, mas acabei me surpreendendo. Era o rapaz que eu havia visto naquela festa, o que tinha o sobrenome do Takumi. Ele sorriu de orelha a orelha
-Oh Misaki! – parecia até uma criança cumprimentando sua professora ou algo do tipo – Vamos, entre! – disse ele se acomodando e dando leves tapinhas no lugar ao lado dele
Em uma situação normal eu recusaria o convite, a final, eu mal o conheço, mas essa não é uma situação normal e ele é o mais próximo de um conhecido que eu encontrei, então entrei no veículo sem retrucar. A principio fiquei meio receosa, já que estava suja e molhada e o carro parecia novo. Mas o rapaz parecia não se importar.
Ele olhou para mim e sorriu: — Ainda bem que eu a encontrei – eu o encarei confusa – Meu irmão esta muito preocupado e –
-Irmão? – o interrompi quase que automaticamente
-Ah sim, sou o irmão mais velho de Usui Takumi – ele sorriu. Minha cara quase foi ao chão. Ele parecia sim com o Usui, mas só fisicamente – Ele saiu que nem um louco a sua procura – ele começou a assumir uma postura mais séria – Eu tentei segui-lo mas acabei o perdendo e no fim, eu acabei se perdendo. Mas foi até bom, já que eu a encontrei não é? – ele sorriu
Sussurrei um “é” e passei a fitar o paisagem pela janela do carro. Usui preocupado comigo... Aquilo ficou na minha cabeça o caminho todo e olha que o caminho foi longo. Rodamos um pouco, nem mesmo o motorista sabia o caminho de volta. Depois de umas meia hora, enfim achamos o caminho de volta.
Assim que entramos na enorme casa – a mesma que serviu de salão para a festa – demos de cara com um grupo enorme de vampiros. Tava na cara que não era uma festa nem nada do tipo, mas parecia um tipo de reunião ou algo assim. Quando íamos subir as escadas, um Usui cuspindo fogo veio como um cometa falar com o irmão
-Mais de meia hora, eu não sei se te mato ou esfolo! Por que não atendeu o telefone?! – ele parecia super tenso e estressado
-Calma irmãozinho, eu trouxe um presente – ele sorriu e foi só então que ele percebeu que eu estava ali
Antes que eu pudesse ter qualquer tipo de reação o loiro se aproximou e me deu um abraço. Não um simples abraço, mas um sim um caloroso e apertado abraço. Ele sussurrou algo que não entendi. Nos braços dele eu me sentia tão segura, tão forte. Ele me faz sentir tão forte. Afundei meu rosto no peito dele. Era como se eu tivesse acordado de um pesadelo e agora estivesse no céu. Ficamos assim por um tempo, e por esse tempo, todos ficaram em completo silêncio. Gerard deu uma leve tossida e foi ai que eu percebi que estávamos abraçados há muito tempo. Empurrei o loiro e fitei o chão. Todos na enorme sala pareciam estar nos olhando e eu meu rosto parecia ferver.
Na esperança de mudar o ar do local indaguei: — Onde esta a Miyazono? -A expressão de Usui se fechou e meu coração ficou falhou. Ele hesitou em me responder então insisti – Ela está bem?
O loiro enfim respondeu meio hesitante: — Não sei, a médica esta examinando ela
Fiquei apreensiva. Mas antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, uma ruiva desceu as escadas e disse meio ríspida:
-Deixem o momento feliz pra depois, temos assuntos mais importantes!
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