Notas iniciais
Esse cap. me lembrou da musiquinha de encerramento de D.Gray-man, por isso esse título x3 Abrigado mais uma vez por acompanharem, sempre os agradeço por isso, pq me aturar e aturar alguns atrasos meus é fods né? = a obs: Recaptulando algumas coisas: Misaki não chegou a ser presa, o spray de pimenta fora efetivo pq ela o acertou no rosto de e lobisomens tem um ótimo olfato, ou seja, ele se fuds -Q outra coisa, eles rastrearam a Misaki e a Miyazono pelo cheiro, ou seja, eles não seguiram elas, apenas acharam as depois de um tempo. E eles não puderam procurar a Misaki pq ela ficou cheiram a spray de pimenta. enfim, agora leiam e sejam felizes ♥

Usui ~

Uma reunião de ultima hora fora marcada para agora. Na enorme sala do segundo andar estavam eu, meu irmão, Sayuki e alguns anciões e vampiros influentes, entre eles o porta-voz de um sangue puro da área vizinha e Igarasi, que mesmo sendo um babaca, tem bastante influencia entre os vampiros. Sayuki passava as informações que coletou do seu espião, esse que ninguém chegou a ver, segundo a ruiva, é melhor mantê-lo em anonimato por um tempo. Segundo tais informações, esses lobisomens não só são fortes, como estão super armados.

Ao que parece, eles tem tantos conhecidos quanto nós e, alguns deles, estão diretamente ligados a caçadores de vampiros, isso explica de onde vieram as armas, mas o que mais nos intriga agora é: como eles ficaram tão fortes? Segundo a fonte da Sayuki, eles são geneticamente modificados, como eles conseguiram mudar seu DNA ou como eles conseguiram ter acesso a tão mudança genética ainda é um mistério e isso nos preocupa. Outra informação recém chegada é que eles pretendem nos atacar amanhã. Tão coisa era de certa forma esperada, já que amanhã é o primeiro dia de lua cheia.

—Então – Igarasi passava a mão na testa, aparentemente preocupado – Estão dizendo que é melhor ficarmos aqui e enfrentar eles?

—Claro! – Sayuki disse determinada – Não iremos recuar, vamos voltar o ataque surpressa contra eles

—Concordo com a Sayuki – eu mal me pronunciava, preferia apenas ouvir e analisar

Seria uma grande idiotice se nós recuássemos agora, seria como se estivéssemos dizendo que estamos com medo, que desistimos. O mais certo é realmente contra-atacar

—E se nós atacássemos primeiro? – disse um dos anciões

—Não seria muito prudente – Gerard respondeu – Ir até a toca deles sabendo que estão armados até os dentes? Acho melhor esperar eles virem até aqui, convictos de que nos pegaram de surpresa, e ai, nós os atacamos – completou.

Meu irmão parecia calmo, mas isso só por fora. Se eu o conheço bem, ele deve estar super nervoso, mas ele sabe manter a postura, afinal, ele é um homem diplomático e civilizado não? Deve ser por isso que eu não consigo imaginá-lo em uma batalha como essa que esta por vir.

Sayuki suspirou, ela estava mesmo focada nisso tudo, o que é muito bom, já que ela esta sendo de grande ajuda: -Agora, como nós temos três sangue puros – antes que ela pudesse terminar, o porta voz que mencionei antes a interrompeu.

—Com licença, mas meu mestre decidiu vir com os reforços que virão amanhã à tarde – disse simplório

—Esta dizendo que o Aoi virá para o campo de batalha? – disse Sayuki alegre. Até onde eu sei, ela e o Aoi são amigos de longa data. O porta voz assentiu e ela prosseguiu com um leve sorriso – Então, melhor ainda. Mas como eu dizia. Seria melhor separar os outros vampiros por esquadrões e deixar um sangue puro comandando o esquadrão.

Todos assentiram, é uma jogada inteligente separar em esquadrões. No momento temos pouco mais de trezentos e alguns homens, mas com os reforços de outros sangue puro, incluindo é claro o Aoi, poderá triplicar esse numero. Bom, isso é o que temos em mente, mas ainda não sabemos ao certo quantos homens virão para nos ajudar.

O tempo foi passando e os assuntos foram sendo resolvidos. Eu, vez ou outra parava de prestar atenção, não por que queria, mas às vezes, meu pensamento viajava até Misaki. A felicidade que me tomou quando a vi sã e salva e o medo que eu fiquei de perdê-la foram tão intensos. A principio eu não sabia ao certo o que estava sentindo por ela e, mesmo agora, não tenho certeza. A cada dia que passo descubro um novo sentimento que tenho ao estar com ela. Descubro novas coisas que parecem tão estranhas, mas ao mesmo tempo tão comuns. Enfim, a cada dia que passo estou chegando mais perto de uma conclusão que nunca havia chegado: estou mesmo apaixonado por ela.

Estava em meio aos meus devaneios quando Sayuki quase gritou meu nome: — oh, acorda! – disse ela, sussurrei um desculpa e ela continuou – É o seguinte, como eu dizia enquanto o senhor viajava, não pode deixar aquela humana aqui.

É verdade, como eu pude me esquecer disso. Ela á uma humana, não posso deixá-la no meio do fogo cruzado. Como pude esquecer de algo tão obvio.

—É mesmo, irei levá-la para algum lugar seguro – disse meio envergonhado por ter esquecido.

—Quanto a isso – meu irmão se pronunciou – Tem uma passagem subterrânea que pode servir para leva-la. É uma lugar grande o bastante para ir de carro e a saída é perto da estrada, de lá você pode chegar na cidade vizinha em poucos minutos – completou

Tava ótimo, ele me passou o endereço de onde ela irá sair e como farei para pegá-la, eu o agradeci e assim a reunião continuou. Passavam das seis e alguma coisa quando a reunião enfim chegou ao fim. Mal disse um com licença e já sai à procura de Misaki. Mesmo tendo a deixado em um lugar infestado de vampiros, eu sabia que ela estaria segura. Afinal, que vampiro em sã consciência mexeria com ela sabendo a mesma esta sob meus cuidados?

Perguntei para alguns vampiros que estavam na sala e descobri que ela estava no quarto com a Miyazono. Ótimo, eu passaria lá mesmo, para ver como a loira está. Ao chegar lá vejo Miyazono deitada, com parte do tronco enfaixado, mas com um sorriso no rosto. Deu uma leve batida na porta, para que ambas visem que eu estava lá. Cheguei perto da loira e sorri.

—Vejo que esta bem – estava feliz e aliviado por vê-la bem.

—Claro – ela sorriu – vaso ruim não quebra. Sorrimos e trocamos algumas palavras. Depois chamei a Misaki e ambos nos despedimos da Miyazono.

Estávamos prestes a sair quando vi Igarasi na porta da sala. Pedi para Misaki esperar e fui até ele. Geralmente eu não ligo pra ele, mas como ele parecia nervoso, fui ver se algo de ruim havia acontecido.

—Aconteceu algo? – indaguei. O Igarasi agiu estranhamente, negou com a cabeça e deu um sorriso torto dizendo que estava tudo bem.

No fim, assenti e fui embora.

~~

Estávamos na metade do caminho. A passagem secreta era um túnel que começava na enorme garagem da mansão do meu irmão e terminava perto de uma estrada. Durante o caminho, o silencio reinava. Apenas eu e Misaki estávamos no carro, a jovem parecia inquieta, mas ao mesmo tempo, quieta.

Quando estávamos próximos do fim do túnel, a jovem decidiu quebrar o silencio:

—Então, o que vai acontecer nos próximos dias? – indagou, ela tinha seu olhar fixo à janela do carro.

—Uma guerra – respondi simples e fiquei em silencio por um tempo – Não quero que te envolver mais nisso – completei

—Já estou envolvida – seu tom de voz soou tão estranho. Tão triste, não sabia o que dizer, até por que, ela estava certa.

O final do túnel já estava próximo. Peguei a mão dela, ela se virou meio confusa: -Vai dar tudo certo, não vou deixar nada de ruim acontecer com você – eu disse e a assisti corar.

Ela desviou o olhar e eu sorri. Assim que saímos do túnel algo estranho aconteceu. Uma arvore caiu bem na nossa frente, impedindo nossa passagem. A sorte é que deu pra frear na hora. Pedi para Misaki ficar no carro e sai pra ver o que era. O ar estava pesado e eu pude sentir, não estava sozinho. Quando eu virei para falar com a Misaki, senti um golpe muito forte, me arremessando floresta à dentro.

Misaki ~

Ver o Usui ser arremessado depois de tomar um simples soco foi algo assustador. Abri a porta e sai correndo, mas o mesmo homem que o atacou, parou na minha frente. Seus olhos eram amedrontadores e a principio eu só consegui ficar paralisada. Não tinha spray de pimenta nem nada para me defender. Deu uns passos para trás, recuando sutilmente, mas em um piscar de olhos ele se aproximou e me levantou pela gola da minha roupa. Seu sorriso foi sombrio, ele estava se divertindo com meu desespero. Num golpe rápido ele perfurou minha barriga, dai pra frente, apenas imagens retorcidas povoaram minha mente.

/ /

Usui ~

Levantei meio tonto, tinha batido a cabeça. Meu supercílio fora cortado na queda e estava sangrando muito, mas nada muito grave para mim. Minha perna havia deslocado, foi um golpe e tanto, logo a consertei e levantei. Grande parte das minhas feridas já haviam sido curadas. Com um salto parei próximo ao carro, onde eu estava. Logo de cara vi o lobisomem segurando Misaki, mas antes que eu pudesse tomar qualquer atitude, o mesmo a atacou.

Minha mente escureceu por uns segundos e quando me dei conta já estava atacando o lobisomem, com um simples golpe cortei seu braço. Peguei Misaki em meus braços e a levei para longe, mas logo em seguida voltei para atacá-lo, não podia deixá-lo lá, vivo e impune. Foi tudo muito rápido, e meus movimentos pareciam automáticos. Eu o atacava, mas alguns golpes apenas o feriam superficialmente. Parecia que a pele dele era revestida por algo mais grosso. Mas isso não fora o suficiente para me parar. Eu estava cego de ódio e o atacava como um bicho, uma besta sedenta por sangue. Depois de alguns golpes graves, ele se enfraqueceu e assumiu sua forma humana.

Caído no chão, envolto por uma poça de sangue, ele suplicou por sua vida. Parecia até outra pessoa. Lagrimas desciam dos olhos dele enquanto implorava por misericórdia. Mas não o perdoei. Depois de tantos anos eu mesmo havia se esquecido de minha natureza e de como eu posso ser cruel. Afinal, nós os vampiros, não somos muito diferentes dos demônios, não é?

Puxei seus cabelos, erguendo seu corpo e, com as minhas garras, perfurei seu pescoço, em seguida, arrancando sua cabeça. Seu corpo sem vida caiu no chão. Eu fiquei por alguns segundos a fita-lo, mas depois o larguei ali e fui ver como estava Misaki.

A pequena respirava com muita dificuldade. Seus olhos vagavam perdidos, seus lábios estavam manchados de sangue. A ferida fora muito profunda. Também havia me esquecido de como os humanos eram tão efêmeros. Passei meus dedos por sua face, não posso perdê-la. Ela é importante pra mim... Minha mente foi preenchida por todos os nossos momentos juntos. Como uma vida tão frágil pode me trazer tanta felicidade? E como eu não pude protegê-la, mesmo depois de ter prometido a ela!? Fui tomado por sentimentos que mal conhecia e, em um ato desesperado de tentar mantê-la ao meu lado, perfurei seu pescoço. Talvez ela me odeie por isso, mas essa era a única saída.

Notas finais
NÃO ME MATEM, ainda virão muitas surpresas por ai, isso eu garanto, e a fic esta chegando ao final maroto e tals, e até lá, vcs ainda terão algumas surpresas e algumas respostas ♥