The Vampire And The Maid

19 Prayers for my dear.


Notas iniciais
Leiam as notas finais ♥

Gerard ~

Estava encostado na janela encarando a lua. Em geral eu nunca tive motivos para odiá-la... Até agora. Suspirei, não é como se eu desprezasse os lobisomens ou algo do gênero. Só queria viver pacificamente, mas né... Pode parecer uma frase infantil, mas foram eles que começaram!

Suspirei, nem sei quando eu comecei a me envolver com isso tudo, só sei que quando me dei conta, já estava em uma reunião com meu irmão e tantos outros vampiros. E falando nele... O Takumi já deveria ter chegado. Em tempos normais eu nem me preocuparia, mas estamos em um período de pré-guerra, qualquer minuto a mais nas ruas pode significar um ataque inimigo ou coisa do gênero. Olhei para o relógio na parede, já estava tarde. Ele deveria ter chegado faz um tempão!

Já chega, eu vou atrás dele! Peguei meu celular que estava sobre a cômoda e fui caminhando em direção ao salão. É preciso passar pelo salão principal para poder ir até os fundos, na saída secreta que o Takumi tomou.

Estava disposto a sair sem dar satisfações, mesmo que me encham de perguntas. Esses nobres sempre tentam intervir nas minhas decisões, não porque se preocupam com meu bem estar, mas sim por puro egoísmo, afinal eles podem precisar de um puro sangue para inúmeros assuntos. É uma triste ironia isso. Nós, que viemos de uma linhagem pura, somos tão fortes, mas ao mesmo tempo somos tratados como simples marionetes. Os nobres nos mandam resolver todo o tipo de assunto, alegando ser para o bem da espécie. Bem, no fundo somos apenas bonecos que de enfeite manipulados por um títere. Foi por esse motivo que meu irmão se afastou da família e dos assuntos da corte dos vampiros. Eu deveria fazer o mesmo, mas acredito que não teria tanta coragem como meu irmão teve.

Assim que eu desci as escadas, fui despertado de meios devaneios por um cheiro peculiar, um cheiro de sangue incrivelmente forte. Todos que estavam no salão sentiram tal cheiro que, apesar de forte, parecia impossível de identificar de quem era. Então começou um alvoroço. Vampiros que estavam em outros cômodos começaram a correr para as escadas, todos começavam a cochichar. Até Sayuki, que estava dormindo, veio ver o que estava acontecendo. A enorme porta se abriu e assim todos se calaram. Lá estava Takumi, parado, totalmente coberto de sangue, com cara de poucos amigos e segurando uma cabeça com uma das mãos. Seu rosto estava manchado com o liquido rubro, assim como seu cabelo e roupas, principalmente a blusa, que antes era branca, agora estava tingida de vermelho, mas aparentemente, ele não parecia ferido.

Agora que ele estava mais próximo podia-se notar o cheiro de seu sangue. E aquela cabeça, aparentava ser a cabeça de um humano, mas fedia a lobisomem. Ninguém se pronunciou a respeito, apenas Sayuki que soltará um “que porra é essa?” em alto e bom som. Na verdade nem eu sabia qual reação ter ou o que falar, eu apenas fiquei lá, estático.

O loiro então caminhou até Lóris, a médica que eu havia contratado. Ela parecia tão surpresa quanto todo mundo. Ele entregou a cabeça para ela, que a pegou imediatamente.

—Quero que examine esse crânio – disse ele sério – Ele é um dos lobisomens modificados – ele disse um pouco mais alto, para todos ouvirem – Mesmo não sendo lua cheia, ele tinha parte do corpo transformado – a surpressa estava na expressão de todos ali. Takumi então se virou para a médica é completou – Se precisar de mais amostras, o corpo dele esta dentro do meu carro. – Lóris assentiu e assegurou que começaria imediatamente.

Lóris é uma médica cientista e tem uma vasta experiência na área de vampiros e lobisomens, ela é uma das mais competentes para realizar esse trabalho, seja como for essa mutação, ela descobrirá, sem sombra de dúvidas.

Depois disso, Takumi se virou para mim, sussurrou um “preciso falar com você, urgente!” e saiu andando até o corredor térreo, mesmo meio abalado, eu o segui prontamente. Fomos até um escritório, cômodo esse que é o mais reservado da mansão. Ele parecia totalmente desnorteado, ele andava de um lado pro outro e parecia na saber por onde começar.

—Takumi, você não quer descansar primeiro? – sugeri, mas ele negou com a cabeça e então parou de andar.

—Fomos atacados por aquele desgraçado – ele começou, ele fitava o chão e parecia estar procurando as palavras certas para dizer – Ele estava esperando por nós na saída do túnel – antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me encarou – Eu sei que não tem nada com isso, sei que jamais me trairia – engoli a seco. Eu nunca faria nada para feri-lo, mas aquelas palavras soaram tão ríspidas, que mesmo assim ainda parecia que eu tinha uma parcela de culpa. – Eu tenho certeza que há um traidor entre nós

Eu não respondi de imediato, tentei pensar em quem estava no momento que eu passei aquela informação para o Takumi. Aquilo aconteceu em uma reunião reservada, mas mesmo assim, a sala estava um pouco cheia:

— E você desconfia de alguém? – perguntei

Ele passou a mão pelo cabelo, bagunçando-o ainda mais: — Talvez – ele sorriu meio amargamente – No momento desconfio de todos. – ele deu uma pausa, tentando se acalmar – O que temos que fazer é mudar toda a tática de guerra e só avisar das mudanças em cima da hora. – ele foi caminhando até a porta e parou perto da mesma, se virando para me encarar. – Eu deixarei essa parte para você. Avise a Sayuki também

—Não desconfia dela? – indaguei antes que ele pudesse sair

—Não. Você e ela não teriam motivos pra fazer isso – disse ele se virando em seguida.

Takumi estava pronto pra sair, mas antes que ele saísse uma pergunta me veio à cabeça, e sem pensar muito, indaguei: — E a Misaki?

Ele parou e deu uma longa pausa e enfim me respondeu, permanecendo de costas: — Ela morreu. – saiu em seguida.

Ela... Morreu? Então é por isso que ele esta tão perdido. Queria poder ajudar mais. Não conheci Misaki direito, mas sei que meu irmão gosta muito dela. Suspirei. Bem, no momento eu tenho que me concentrar no que o ele pediu.

Miyazono ~

Posso dizer uma coisa? To amando essa minha fase de machucadinha. É serio, comida na cama, altos gatinhos que vem me visitar, e como sou amiga do Takumi, sou tratada como paciente vip! E a doutora Lóris fez milagres em mim, acho até que ela é pastora nas horas vagas. Em pouquíssimo tempo, já estou pronta pra outra. Mas não, ficarei fingindo que estou mal, já fechei com ela, ficarei aqui de férias até esse tumulto todo passar. E sabe o que é mais legal no meu quarto? Sky baby, e o controle é monopolizado por mim. Compro vários filmes e foda-se por que não serei eu que irá pagar no final do mês. Na minha casa não tem Sky não, com o salário que o Takumi dá, só gato net e olhe lá. Que situação, uma vampira do meu porte, tendo que ver televisão via fio do vizinho. Mas deixe só isso passar que eu entrarei em greve! Se o Takumi não me pagar uma Sky eu me demito. Deitada na cama com um copo de suco em uma mão e na outra o controle.

To toda enfaixada, parecendo uma múmia, mas vamos combinar que eu sou linda até de cosplay de múmia. Estava assistindo Os Vingadores, babando no Thor, que homem! Quando veio um cheiro forte de sangue. Ai meu Deus! Que não venha ninguém atacar a mansão, ainda to na metade do filme!

Tentei ignorar aquele cheiro, que parecia ficar mais forte, mas como não estava escutando ninguém gritar nem nada, continuei assistindo a TV, tranquilinha saboreando meu suco de sangue, delicia. Depois de alguns minutos, a porta do meu quarto é praticamente escancarada e dela passa o Takumi, todo sujo de sangue. Ai meu caralho, não sei o que aconteceu, mas sei que vai sobrar pra mim. Comecei a gemer fingindo estar com dor nas costas. Não quero trabalhar, me julguem!

—Para de teatro, eu sei que você já esta bem – Takumi, patrocinado por corte rápido Tramontina.

Bufei, já que ele era o único que realmente não podia saber. Comecei a tirar as bandagens do meu braço, não faz mais sentido mentir: — O que você quer? Seu grosso! – eu parecia uma criança

Ele sentou na cama, que estava vazia, e afundou seu rosto nas próprias mãos. Foi ai que eu percebi que tinha algo de errado. Bem, isso não seria de estranhar já que ele esta coberto de sangue e, agora que parei pra perceber, é de lobisomem. Pode não parecer, mas eu e o Takumi somos amigos já faz um bom tempo. Alguns séculos pra ser meio precisa e, embora nossa relação possa parecer fria ou confusa, nós nos entendemos assim.

Virei-me, sentando de lado na cama, de frente pra ele. Levei uma das mãos até sua cabeça e indaguei ternamente:

—O que aconteceu?- pra falar a verdade, eu tinha medo da resposta.

Ele demorou um pouco pra responder, quando levantou seu rosto, seu semblante era de um misto de cansaço e tristeza.

—Você é a única pessoa que eu confio no momento. Então eu preciso que você faça uma coisa pra mim.

~

Gerard ~

Enfim o dia da guerra, se é que podemos chamar isso de guerra. Era pouco mais de duas da tarde, para nossa sorte, o tempo estava totalmente fechado, nem sinal do sol. Eu já havia conversado com a Sayuki e, mesmo tendo nossas desconfianças, decidimos apenas seguir as instruções do meu irmão e fingir que nada esta acontecendo, o que no fundo me incomoda.

Nossos reforços finalmente chegaram e já estava na hora de nos aprontarmos para o começo da luta.

Notas finais
Não era pra ter um atraso absurdo, mas fiquei sem net por 3 semanas e pra ser sincera ainda estou. meu pc ficou sem o adaptador de wi-fail, e agora que comprei outro, não quis instalar esse miserento. em poucas palavras, estou fodida -desculpe a expressão- mas é isso, queria dizer que não ocorrera outro atraso semana que vem, mas vai depender da boa vontade dos presentes aqui de casa. as reviews não serão respondidas hoje por motivos de não dá. mas eu aas li, e as responderei assim que poder. desde já agradeço aqueles que, mesmo com meus atrasos e falta de atenção continuam me acompanhando. e rezem por mim, não importa pra que Deus, mas rezem, pq eu choro com isso tudo q amo vcs e espero que tenham gostado ♥