The Vampire And The Maid
21 Lady of the night.
Notas iniciais
primeiramente agradeço muito a todos que estão comentando e acompanhando a fic tão lindamente.
segundamente, como comentei com alguns leitores, tenho sim um projeto para uma segunda temporada da fic -uma continuação e tals- BUT ainda é um simples projeto rabiscado em uma folha de papel, verei se consigo dar vida a ela
terceiramente, vi homem de ferro e mano, TÃO FODA QUANTO OS VINGADORES cof cof, 3d cof cof
quartamente -q saudades net e gc
quintamente, aos leitores fantasmas que ainda não comentaram nenhum cap. meu coração chora purpurina com isso
enfim, leiam
Sayuki ~
Já estávamos preparados para qualquer ação do inimigo. Escondemos nossa presença ao máximo. O quartel do inimigo ficava imergido na floresta, que tinha inicio na mansão de Gerard, em outras palavras, esse quartel foi montado aqui estrategicamente. Como daqui até a mansão é um caminho de linha reta, não será muito difícil achar o caminho, até mesmo para esses lobisomens burros. Já se podia notar uma leve movimentação. Nossa missão é simples; esperamos eles saírem e, quando a maior parte do esquadrão estiver fora do covil, nós invadimos e destruímos o local. Se nossas suspeitas se confirmarem, o líder deles deverá estar dentro do quartel e, se derrotarmos ele, a guerra já estará ganha.
Aoi estava com outro esquadrão, posicionado na direção oposta. Sob o alto de uma das árvores eu observava qualquer movimento do inimigo. A principio, as ações deles estavam a cima de qualquer suspeita, mas logo trataram de mostrar a que vieram. O quartel parecia uma casa qualquer, grande – parecia ter dois andares – e seu aspecto era de ser um imóvel abandonado. Dois homens de vestes negras e armados até os dentes saíram da casa. Um deles parecia falar ao telefone. Embora minha audição seja incrivelmente boa, não dava para ouvi-los da distancia em que eu me encontrava. Por um momento, pensei em me aproximar, mas logo renunciei tal ato; esconder a presença quando se esta a poucos metros de um bando de vampiros é mais difícil do que parece, até mesmo para uma sangue puro como eu.
Enfim o homem desligou o celular e entrou novamente na casa e, quando este voltou, estava acompanhando de outros homens, todos igualmente vestidos e armados. Um deles, que parecia estar no comando, caminhou até uma área próxima ao lado da casa. A principio parecia ser um estábulo ou algo assim – caindo aos pedaços como a própria casa – mas logo revelou-se ter algo mais. Este tal estábulo tinha um chão falso que dava acesso a uma passagem subterrânea. Alguns rapazes acompanharam o tal homem pela passagem. Eles demoraram alguns minutos lá dentro e quando voltaram seguravam correntes incrivelmente grossas. Nesse momento a áurea do local ficou significativamente mais pesada, alguns rugidos sonoros ecoavam pela passagem.
Então surge das sombras uma criatura semelhante a um demônio. Seu tamanho era inacreditavelmente maior do que de um lobisomem comum, seu desejo por sangue era tão evidente que me fez congelar. Seus olhos tinham uma escuridão nunca vista antes, dava para se perder dentro deles. Aquilo sem dúvida não tinha mais traços do humano que já fora um dia. Foi preciso mais de três homens para guiá-lo através da corrente, que envolta no pescoço do animal, já não parecia tão grande. Através de puxões e muita força, eles foram guiando o primeiro animal, mas logo depois apareceram mais dois tão igualmente assustadores quanto o primeiro. Da casa, mais homens saiam e, em poucos minutos, um esquadrão inteiro já estava formado.
Seguindo os comandos de um homem alto e cabelos cinzas — este com vestes vermelhas, o único a se vestir dessa forma – o pelotão começou a marcar em direção a mansão de Gerard. Os gigantescos lobisomens foram os últimos a sair. Encarei o estábulo, a passagem estava aberta, talvez esta seja nossa única chance de entrar.
Desci da árvore e me escondi entre os arbustos. Quando estava me aproximando, senti uma mão sobre meu ombro. Se meu coração funcionasse, eu teria infartado naquela hora. Me virei pronta para atacar quem estivesse atrás de mim, mas logo parei quando percebi que o dono da tal mão era ninguém menos que o Aoi:
–Porra, você quer me matar de susto! – quase gritei. O menor sorriu travesso. Ele me assustou de propósito, esse brotinho de travesti.
O sorriso do menor se fechou e ele passou a assumir uma postura séria: — O que você pensa que esta fazendo? Perdeu a sanidade? Entrar lá sozinha?
–Então venha comigo – disse rapidamente, me afastando um pouco dele. Olhei para a casa, a calmaria ainda reinava. O menor me encarava como se não acreditasse no que eu havia dito – Vamos Aoi, essa pode ser nossa única chance – reforcei meu convite.
O menor não parecia nem um pouco feliz com minha proposta, mas por fim ele assentiu e passou a me seguir. Era meio engraçado vê-lo nessa situação, principalmente por que suas vestes pouco combinavam com a situação.
Com muito cuidado e rapidez, entramos no estábulo, mas hesitamos em entrar na passagem. Era um corredor de escadas que dava para um local escuro. Olhei para o menor, este mordia seu lábio inferior, como sinal obvio de nervosismo. Ameacei dar o primeiro passo, mas travei novamente ao ouvir um rugido vindo da escuridão. Pensando bem, isso não foi uma boa idéia, não? Estava prestes a recuar quando senti as mãos de Aoi se apoiarem sobre minhas costas, me empurrando na direção das escadas:
–Você não queria entrar? Agora vá em frente! – embora o menor quisesse empregar um tom autoritário à voz, ela saiu fraca e rouca; ele estava com tanto medo quanto eu.
Com cautela desci os primeiros degraus sendo seguida por Aoi, que dava curtos passos. Assim que descemos a escada, que era menor do que aparentava, demos de cara com um enorme galpão cheio de celas. O local tinha um odor insuportável, o chão tinha poças de sangue em todos os cantos. Na primeira cela havia uma mulher, ou o que sobrou dela; um crânio aberto, restos do que parecia ser um vestido branco e algumas partes de seu corpo. Continuei a andar pelo corredor e fitar as celas. Aoi parou depois de ter visto a primeira cela.
O chão próximo das celas – e dentro delas – havia uma mistura de fezes e entranhas. Nas outras celas, apenas cadáveres destroçados e alguns órgãos jogados ao chão. Apenas as ultimas celas estavam habitadas. Lobisomens parecidos com aqueles que saíram estavam dentro delas. Eles rugiam e estendiam suas garras em minha direção, na esperança de me pegar.
–Sayuki, vamos sair daqui – Aoi, que ainda estava parado perto da saída, me suplicou.
–Não antes de deixar um presentinho – me virei para o menor e puxei uma granada que eu tinha guardada – Não achou que eu entrei aqui só pra observar né? – o menor deu um sorriso.
A grana que eu tinha era uma especial, a base de prata. Quando eu estava prestes a jogá-la, ouvimos passos vindo das escadas. Aoi veio correndo em minha direção, parando ao meu lado:
–O que faremos? – sussurrou ele.
Estávamos encurralados. Nada bom! Puxei Aoi pelo braço e nos escondemos em um vão entre a parede e um pilar quebrado, não era o melhor esconderijo do mundo, mas no momento, era tudo o que nos restava.
Usui ~
Já havia voltado ao esconderijo do meu esquadrão quando uma movimentação estranha fora vista na mata. Rugidos eram ouvidos de longe e um vento gélido acariciava meus cabelos. Parece que a hora chegou. Nos escondemos e ficamos apostos com nossas armas. Em alguns minutos já dava pra ver os primeiros “soldados”. Todos vestidos de preto e fortemente armados. Quando eles estavam bem em frente à mansão, a primeira parte do esquadrão de Gerard os atacou.
Eles não pareciam supressos e armaram um bom contra ataque. Pelo que parece, Igarasi conseguiu avisá-los da alteração do plano, sendo assim, não faz sentido ficar a espreita. Mandei uma parte de meu esquadrão atacar e assim a guerra começou. Se essa floresta não fosse tão afastada da cidade, a policia provavelmente já estaria aqui, afinal começaram as rajadas de tiro. Haviam muitos lobisomens, mas todos pareciam estar em seu estado normal, ou no primeiro estagio – o que ainda não alterava muito seu tamanho e força.
Em poucos segundos, o chão da floresta já estava tingido de rubro. A selvageria dos primeiros ataques fora tão exagerada que se via órgão e entranhas sendo arremessadas ao longe. Os lobisomens podem ser mais selvagens, mas nós somos muito mais inteligentes e isso nos deu uma vantagem. Eu permanecia sobre uma árvore, apenas esperando o momento certo para atacar; aqueles soldados não passavam de peões, eu queria alguém de patente e força maiores.
A principio estávamos em vantagem, nosso armamento nos deu bastante vantagem. Quando eu estava começando a ficar seguro de nossa vitoria, me dei conta que aquilo só estava começando. Mais um grupo de soldados apareceu, tão igualmente armados e ferozes. Uma parte do esquadrão deles ficava de longe atirando enquanto a outra se transformava e avançava para um ataque direto, uma boa estratégia, tenho que admitir. Percebi que Gerard decidiu entrar na guerra, eliminando muitos lobisomens transformados. Ele olhou para minha direção com um meio sorriso; um simples convite para que eu entrasse na “festa” também. Não poderia recusar.
Saquei a katana e desci da árvore. Um lobisomem transformado veio na minha direção, tão feroz e cego pelo ódio. Não tive a menor dificuldade de esquivar e contra atacar; um corte rápido que dividiu o crânio do monstro em dois. Esses cães não tem a menor chance contra nós, sangue puros, mas não é com eles que eu me preocupo. Estava a cortar mais alguns lobos e soldados armados quando percebi uma presença bem mais assustadora. Ao olhar para a direção em que os soldados vieram, percebi que havia um homem de vestes e sobretudo encarnadas e sorriso sádico nos lábios. Logo atrás deste homem, três lobisomens gigantescos enlaçados a uma enorme corrente que lhes rodeava o pescoço.
O homem sorriu, em seguida disse num rugido que ecoou por entre as árvores: — Que a festa comece – dando um salto pra a copa das árvores ele saiu da frente dos lobisomens, que foram soltos.
Sem a menor prudência ou raciocínio, eles saíram atacando tudo e todos que estavam na frente – atacavam até mesmo outros lobisomens. Não importa o que fosse, se estivesse em sua frente, seria atacado. Correndo entre as arvores, tomei impulso em um tronco caído e passei a subir, indo atrás do curioso homem.
Parei em um galho, próximo ao que ele estava. A principio, ele não portava nenhuma arma, parecia estar de mãos limpas. O rapaz de pele escura e olhos brilhantes, manteve-se atento a todos os movimentos dos animais que soltara. Eu estava prestes a atacá-lo quando sua voz se fez presente:
–É lindo vê-los em ação, não é? – o sorriso sádico ainda estava em seus lábios.
–Eles não passam de demônios selvagens – disse ríspido.
Ele me olhou, seu sorriso agora dera lugar a uma expressão amarga: -E como você se sente sabendo que sucumbirá diante do poder deles? – ele levou a mão ao bolso, retirando um objeto que não consegui identificar – Como se sente sabendo, que vai virar comida deles? – um novo sorriso brotou de seus lábios, este era macabro.
Num gesto simples, ele arremessou o tal objeto próximo a mim. O movimento foi tão simples que eu pensei não ser nada além de uma simples distração, mas logo me enganei. Era uma pequena bomba que estourou do meu lado. A explosão não foi muito grande e nem chegou a me machucar, mas quebrou o galho que eu estava, me fazendo cair.
A queda foi grande, mas antes que eu chegasse ao chão, girei meu corpo, fazendo-me cair de pé. Voltei meu olhar para a direção que eu estava antes, o tal rapaz já não estava lá. Franzi meu semblante, ele fugiu? Antes que eu pudesse tirar qualquer conclusão fui alertado por um grito de Gerard:
–Cuidado Takumi! – apesar do aviso, nada pude fazer. Assim que me virei para fitar o que estivesse atrás de mim, me surpreendi por um golpe forte que me fizera literalmente voar até atravessar uma das janelas da mansão de Gerard. Cai no salão do segundo andar quase inconsciente.
Gerard ~
Vi meu irmão cair de cima da árvore, mas ele estava bem, o pior ainda estava por vir. Um dos lobisomens alterados estava atrás de Takumi. O tamanho de uma das mãos podia nos cobri por completo, era o dobro de um lobisomem comum. Eu gritei para que meu irmão saísse dali, mas já era tarde. O enorme lobo deu um golpe com sua mão em Takumi; golpe esse que o arremessou até a mansão, o fazendo atravessar uma das janelas sem dificuldade alguma. As garras do monstro agora estavam tingidas pelo sangue de meu irmão. Ele não podia estar bem depois de ter recebido tal golpe a queima-roupa.
Sai correndo em sua direção, mas outro daquelas bestas pareceu no meu caminho. Entre seus dentes, o resto de uma carcaça destroçada. Parece que quando um deles avista seu alvo, não para até matá-lo. Ele veio em minha direção passando por cima de tudo. Eu devia ir ver o Takumi, mas ir até lá tendo um monstro em meu encalço não seria muito inteligente. Corri para outra direção, trazendo o monstro comigo, só espero que o outro que atacou meu irmão não decida ir atrás do mesmo.
Usui ~
Minha visão estava trêmula, meu tronco tinha cortes profundos – provavelmente deixados pelo ataque que recebi. Levantei a muito custo, até minha cabeça doía. Levei a mão até a testa, parecia que tinha uma cachoeira de sangue nascendo ali. Se eu não fosse um vampiro, já estaria morto. Tentei erguer um dos braços, mas parei quando senti uma dor insuportável vindo da minhas costas. Em resumo, estou todo fudido. E pensar que isso foi resultado de apenas um golpe.
Mas antes que eu pudesse suspirar aliviado pelo fato de estar vivo, o mesmo monstro que me atacara entrou no salão pelo teto. O ato foi tão bruto que metade do teto fora ao chão junto com o animal, que nada sofreu. Rapidamente peguei minha katana e passei a ignorar a dor que sentia. Aos poucos minhas feridas já começavam a fechar. O salão agora era iluminado pela lua que ficou perfeitamente posicionada sobre a mansão.
Ele veio em minha direção, esquivei de um golpe e tentei cravar minha katana em seu braço, inútil, pois a mesma mal atravessou sua pele. Antes que ele pudesse me atacar novamente, tirei a katana de sua pele – a muito custo – e esquivei novamente. Corri até ficar atrás da fera, iria atacá-lo pelas costas, mas sua calda me golpeou. Meu corpo bateu contra a parede e minha katana voou, caindo fincada sobre uma das partes que restara do que um dia foi o teto.
Droga! Agora estou desarmado também e o pior, praticamente encurralado. Já não via mais esperanças para mim quando vi uma silueta interessante. Parada lá, sobre a ultima parte do teto quebrado, sendo iluminada pela lua, estava a me olhar e seu sorriso fora o mais belo de todos.
Notas finais
até o próximo *sia de carro #likeg6
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