The Vampire And The Maid
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Notas iniciais
—Você não pode simplesmente dar as costas para tudo! Você tem obrigações a cumprir – seu tom de voz já havia se alterado há algum tempo, Igarasi agora mostrara suas reais intenções –Deixar seu irmão arcar com todas as responsabilidades quando na verdade era para você o fazer!
—Nós já havíamos conversado sobre isso, certo? Eu não irei me envolver nisso... – permaneci calmo apesar do clima pesado que havia se formado
Sim, sou um puro sangue, e por causa disso, segundo as “regras” da sociedade vampiresca, eu devo cuidar dos assuntos da família junto com o meu irmão, mas eu não estou nem um pouco a fim de me meter nesse mundo. Tenho minha vida simples, por assim dizer, longe deles para evitar o máximo de problemas, será que eles não endentem?!
—Mas estamos em crise, você não pode simplesmente-
—Igarasi! – a voz do meu irmão o fez calar imediatamente – Se ele não quer, não podemos fazer nada a respeito, isso é simples. – Mesmo frustrado, Igarasi apenas se sentou sussurrando um “esta bem”. Ele olhou para mim – Respeito sua opinião Takumi, mas pense em reconsiderar sua decisão. Os tempos não estão fácies, você seria de grande ajuda
Fui caminhando até a porta, mas parei: - what is causing them so many problems? (o que esta lhes causando tanto problema?)
Pude ouvir uma leve gargalhada e então ele respondeu: — No sense to hide, right? Werewolves. (Não há sentido esconder, não é? Lobisomens.)
Tal resposta me surpreendeu, já faz mais de um século que não se ouvia falar de lobisomens e agora eles ressurgem do nada causando mil e um problemas? Isso chega a ser meio insano.
Sem dizer mais nada abri a porta e sai, pra inicio de conversa, acho que errei em ter perguntando. Já chega disso, vou procurar Misaki e Miyazono e irei sair daqui. Mas, falando nisso, onde elas estão? Percorri meu olhar pela multidão, acho até que o salão esta mais cheio que antes. Não estou tão preocupado pois sei que nenhum vampiro em sã consciência mexeria com ela, não no castelo de Igarasi e não depois que todos viram que estávamos juntos. No mínimo devem achar que ela é minha namorada.
Fui caminhando meio sem rumo, realmente não sabia aonde procura-la. A Miyazono eu não faço tanta questão de achar, isso porque ela deve estar por ai enchendo a cara e também, ela sabe se cuidar. Esta totalmente sem rumo quando ouvi uma mulher passar por mim cochilando para outra: -É, parece que lá atrás estão fazendo torneio de virar copos e ninguém conseguiu tirar à humana
A humana? Misaki! Sai correndo, passando por todos e quando cheguei lá nos fundos mal pude acreditar no que vi. Um grupos de vampiros formando um circulo e no meio uma mesa e Misaki e outro vampiro que não conheço, um de cada lado da mesa, ambos virando um copo generoso de bebida goela a baixo enquanto os outro gritavam um “vira, vira, vira!”
Sem pensar duas vezes eu puxei meu celular e comecei a gravar tal situação, até por que eu sei que se eu contar pra ela amanhã ela não vai acreditar mesmo, então quero ter provas.
—E mais uma vez Misa ganho! – havia uma vampira ao lado da Misaki pegando o dinheiro das apostas. – Quem é o próximo a enfrentar a deusa da bebida? Podem vir gente, estão com medo de uma humana? – dizia ela, encorajando os outros a apostarem
—É isso mesmo, bando de cuzões! Quem vai me derrotar! – Misaki berrava, isso sem largar o copo que, mesmo vazio, era erguido como se fosse um troféu
Me aproximei da Misaki, isso sem desligar a câmera, apenas focando nela: — Misaki-chan, você esta bêbada?
—É claro que eu to bebendo – disse ele virando o copo vazio na boca
—Misa, você conhece o Usui-sama? – perguntou a vampira que estava com ela
—É claro Yachi, ele da em cima de mim todo dia – respondeu ela com a maior cara lavada, eu não parava de rir
—Ei, vamos lá, eu irei ganha essa ae – outro rapaz chegou, esse já parecia ter bebido todas – tragam as garrafas, quem voumitar primeiro perdi
—Vishi, Misa, ele não é tão fraco, vai encarar
—Claro! Yachi, tira essa porra que eu vo virar varias! – a vampira retirou a “porra” que na verdade era o espartilho, me admira ela ter usado ele até agora. Desliguei a câmera e passei a olhar tudo atentamente, afinal, ver a Misaki bêbada não é algo que a gente vê todo dia.
—Ae, façam suas apostas seus merdas – Yachi, se é que esse era o verdadeiro nome dela, foi passando recolhendo as apostas e quando chegou em mim, ela indagou – Não vai apostar em ninguém senhor?
—Senhor? Ele não mereci tanto – disse Misaki, ela simplesmente não conseguia ficar parada, seu corpo tombava, era uma cena cômica
—Claro que irei apostar – mexi na carteira e retirei cinco notas de cem – aposto quinhentos na Misa – Sorri
—Já vi qui vo fica rico si ganha – gritou o vampiro que desafiara Misaki
—Borá então, preparar – cada um pegou sua garrafa – E virem!
Um coro de “vira, vira, vira, vira” começou e eu acabei participando do mesmo. O vampiro parecia ser um bêbado convicto, mas Misaki virava a garrafa como se fosse água. Tudo estava uma confusão, na verdade essa roda de apostas nem parecia estar no mesmo castelo de vampiros finos no qual a festa continuava. Era uma tremenda favela. Peguei uma garrafa e comecei a beber também.
O homem já estava no final da garrafa quando a retirou de seus lábios, deixando parte do liquido cair sobre ele. –Se vomitar, perdeu! – gritou Yachi
—Vai cara, você consegue – a torcida do rapaz não parava nem um segundo sequer, mas a torcida da Misaki era maior e mais barulhenta.
Misaki virou a garrafa toda, em seguida dando um grito –É, EU SOU FODA, PORRA! – E em sua comemoração, me abraçou. Retribui o abraço, meio surpresso
—Vai vomitar, vai vomitar, vai vomitar! – um coro se fez, e Misaki logo começou a participar
Por fim, o homem não aguentou e um jato de puro álcool foi lançado. Ainda bem que não pegou em ninguém, mas a mesa fora totalmente encharcada pelo liquido nojento. E no fim das contas o homem saiu sendo carregado pelos amigos.
—Mandou bem Misaki – parabenizei ela
—É, eu sou foda, não sou? – ela se aproximou de mim e antes que eu pudesse ao menos responder ela roubou um beijo meu, um selinho, mas me surpreendeu bastante
—Vamos la, quem será o próximo?! – Gritou Yachi
O tempo foi passando e eu acabei ficando mais do que o esperado, só decidir ir embora mesmo quando vi que Misaki estava no seu limite, mas quem disse que ela queria ir embora?
—Nem vem, eu posso derrotar mais filhos da puta, eu não vo embora! – gritava ela
—Esta bem... Yachi, eu serei o próximo oponente dela. – vi os olhos da jovem vampira se arregalarem
—Será um momento épico! AE, USUI-SAMA VERSOS MISA! FAÇAM SUAS APOSTAS!
Nunca vi tanto tumulto, escolhi copos maiores que os normais, eu sabia que não poderia vencê-la, mas ela já estava mais do que bêbada, mais um copo e ela vomitaria tudo. Assim que Yachi gritou para começar, ela foi cheia de cede e na metade do copo já o retirou da boca e cuspiu todo o liquido, não chegou a ser um vomito, mas ela não conseguia mais beber e assim eu venci.
Levantei e pequei ela pelo braço, mesmo perdendo uma, ela saia como vitoriosa. Yachi chegou perto de nos e cochichou para mim: -Aqui esta a parte dela – uma grande quantidade de dinheiro estava nas mãos dela. – Ela merece – Yachi sorriu
Sorri e pegue o dinheiro das mãos dela. Misaki deu um adeus para a amiginha que fizera e assim fomos embora. No caminho ela acabou dormindo encostada em mim. Já estou até vendo que amanhã ela ficara com uma enorme resaca.
Assim que o carro parou, foi uma luta para acorda-la e assim que eu consegui ela levantou feito um furacão. Parecia até que eu tinha invocado um demônio.
—Não era pra você ter me tirado de la, eu ganharia todo mundo! – Ela andava e gritava
—Espera, aonde você vai? – indaguei quando vi ela se dirigindo para o portão da garagem
—Para a porra da minha casa
Não discuti, apenas me aproximei dela e peguei no colo a força. Não ia deixar ela ir para a casa naquele estado. Ela se debatia e me xingava de tudo, desde viado ate uma palavra que eu nem sabia que existia.
Fui carregando-a até meu quarto, joguei ela na cama e tomei um chute na barriga. Sim, ela me deu um chute e doeu.
—Certo Misaki-chan, acho que esta na hora de você dormir – disse enquanto massageava minha barriga.
—Você não manda em mim! –ela parecia uma criança – Eu vo tomar banho – ela saiu da cama e foi direto para o banheiro.
Fui atrás dela, não com más intenções, mas estava com medo dela cair e bater a cabeça. Assim que eu entrei vi ela debaixo do chuveiro de roupa e tudo.
Bufei, ela já estava molhada mesmo. –Eu vo pegar uma toalha e-
—Usui- sua voz me silenciou – Vem aqui – me aproximei
Numa ação rápida, ela me puxou e me jogou contra a parede. Fiquei paralisado, eu realmente não esperava esse tipo de reação dela. Seu corpo estava todo molhado e o vestido meio transparente, dava para ver parte dos seus seios, seu cabelo estava bagunçado sua expressão era provocante. Uma cena realmente tentadora. Ela se aproximou de mim e encostou a testa no meu peito.
—Eu estou carente... – disse com uma voz meio doce
—Ah Ayuzawa... Não faça isso comigo – sussurrei. Desejava ela mais do que tudo, mas não quero me aproveitar dela bêbada.
Tentei afasta-la sutilmente, mas ela pressionou seu corpo contra o meu, a Ayuzawa, se você estivesse sóbria... Com muita, mas MUITA força de vontade consegui afasta-la e sair dali.
Segui para meu quarto, deixando-a antes que eu fizesse alguma besteira. O inferno mesmo foi conseguir dormir.
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