Notas iniciais
Primeiramente, fora Temer kjdnfgk Segundamente (?), olá ♥ tudo bem com vocês? Obrigada por estarem lendo a The Usurper ♥ A fic tá sendo repostada pq eu acabei excluindo a primeira. Então, esse capítulo é mais pra falar um pouco sobre o que aconteceu durante a invasão dos rebeldes e sobre a Viktoria descobrindo à respeito da existência de Hans. Leiam as notas finais, são muito importantes!

Aquilo que uma pessoa realmente é só fica aparente quando vem o teste, ou seja, no momento em que se fica firme sobre os próprios pés ou se tomba.

— Hercule Poirot

Dollhouse — Melanie Martinez

*Illéa, 12 de agosto de 2214, 1:22AM FLASHBACK ON

Viktoria dormia tranquilamente, até que um barulho estridente a fez dar um salto para fora de sua cama. Gritos eram escutados do lado de fora do castelo. A garota olhou pela janela, e viu que algumas torres do palácio pegavam fogo. Assustada, foi consultar os guardas que ficavam em sua porta durante a noite. Abriu-as, cuidadosamente, mas não havia ninguém ali. Estranho, eles não costumavam largar seus postos. Decidiu então correr para a suíte de seus pais. Chegando lá, a porta estava aberta, e não haviam guardas. Cuidadosamente, espiou por entre a pequena fresta, e viu seus pais ajoelhados no chão. Sua mãe, Helisa, chorava aos soluços enquanto Dmitri, seu pai, tentava acalmá-la em vão.

— Você causou isso a si mesma e à sua família, Helisa — uma voz dizia. O sotaque era parecido com o da rainha, um pouco português. Viktoria não conseguia ver quem falava tais palavras, mas parecia alguém familiar.

— Não, não culpe minha mulher pelos seus erros — Dmitri levantou o olhar para a figura em sua frente. — Tentamos fazer de tudo pelo bem do reino, se os rebeldes estão insatisfeitos, podemos pagá-los com ouro. Mas não machuque nossa família.

Um riso de escárnio ressoou pelo quarto.

— Você acha que eu deixaria barato tudo que vocês fizeram? Nosso plano original não incluía matar toda a sua família, admito. Todavia, essa nova versão me parece mais agradável — e terminando sua fala, o cano de uma arma foi apontado para a testa do rei. O homem atirou, e o corpo de Dmitri caiu sem vida no chão. Viktoria teve vontade de gritar, mas tapou sua boca com as mãos. Lágrimas começavam a rolar pelas suas bochechas rosadas, e a mesma tentava em vão fazer com que elas parassem.

Surpreendentemente, Helisa estava calma. Não expressava nada, o que assustou a princesa.

— Pode ir embora agora, Christopher. Seus serviços não são mais necessários — falou, começando a levantar-se.

— Não, não — o homem apontou a arma para ela — você também morre.

Helisa arregalou os olhos.

— Isso não faz parte do plano, eu não te paguei para... — sua fala foi interrompida por uma bala sendo alojada em sua cabeça.

Viktoria congelou. Não sabia o que pensar, mas percebeu que precisava correr, e assim o fez. Tropeçando em seus próprios passos, engasgando com próprio choro e se perguntando o motivo de tudo aquilo, esbarra com alguém. Torceu para que não fosse um rebelde, e felizmente, era Kai, seu irmão mais velho.

— Kitty? O que aconteceu — o menino era três anos mais velho que ela. A chamava deste apelido desde que a mesma nasceu. Seus olhos castanhos demonstravam preocupação, por mais que a garota soubesse que ele sinceramente não se importava.

— Meu pai e minha mãe — dizia, em soluços — um homem os matou, e está vindo atrás de nós — ela tentava não atropelar as palavras, mas não sabia exatamente o que dizer. Na verdade, ela ainda não tinha processado o que havia acabado de acontecer.

— Viktoria, fale devagar — ele pôs as mãos sobre os ombros da garota e começou a caminhar com ela. Sua calma era irritante.

— Kai, você não entende, nós não temos tempo — a menina começava a correr, o que obrigou o príncipe a fazer o mesmo. — Precisamos ir para a sala do pânico.

O garoto não podia fazer muito além de segui-la. Ao chegarem na porta da passagem secreta, Viktoria entrou e esperou pelo irmão, que permaneceu parado.

— Eu já volto, fique aqui e não abra para ninguém além de mim.

A garota abriu a boca para contestar, mas Kai saiu correndo antes que pudesse. E assim o fez, trancou a porta e o esperou. Passaram se horas e seu irmão não voltava. O desespero tomou conta de Viktoria, e ela permaneceu parada na mesma posição, chorando, até cair no sono.

FLASHBACK OFF

*Illéa, 27 de junho de 2218, 7:45AM

O som do sapato de salto de Viktoria ressoava apressado ao bater contra o mármore frio do corredor. Seus cabelos loiros eram esvoaçados pelo vento que adentrava imensas janelas. Sua mente estava cheia com assuntos da coroação. Decorativos, comida, roupas, convidados. Tudo isso precisaria ser resolvido em poucos dias, o que estava levando a menina à loucura. Perdia em pensamentos, esbarra, distraída, em uma criada.

— Oh, perdoe-me, Alteza — a garota apressou-se em desculpar-se. A princesa sorriu meigamente, se não lhe faltava a memória, o nome dela era Marjorie.

— Não se preocupe, eu que andava sem atenção — e pôs se a andar novamente. Todavia, uma voz masculina ao final do corredor a fez parar.

— Viktoria — um homem alto se aproximava dela, passando a mão em seus cabelos negros. Seus olhos azuis e calorosos encaravam a menina, até que o mesmo abre um belo sorriso.

A garota virou, encarando o seu primo.

— Edward — bufou, com certa impaciência —. O que deseja de mim?

Como não tinha idade o suficiente quando seus pais morreram, a princesa não pôde assumir o trono. Edward era o único herdeiro além dela, e por ser homem e de idade adulta, Illéa foi governada por ele nos últimos quatro anos, até que o 18º aniversário de Viktoria chegasse.

— Ansiosa para sua coroação? — A pergunta parecia óbvia e um tanto idiota, porém a menina encontrou boa vontade para responde-lo.

— Esperei por este momento desde a morte de Kai. Bem, e dos meus pais.

Edward semicerrou os olhos e bufou.

— Temo não ter notícias muito boas. Encontre-me em meu escritório após o café da manhã, sim? — O homem pôs a mão esquerda sobre o ombro de Viktoria, e logo pôs se a caminhar em direção à sala de jantar.

A princesa revirou os olhos e o acompanhou, perdida em pensamentos.

*Illéa, 27 de junho de 2218, 9:02AM

Após se alimentar, Viktoria encaminhou-se até o escritório do rei regente, tal como o mesmo havia pedido. Estava um tanto preocupada a respeito do assunto que iriam conversar. Ao citar a coroação em sua fala, seu primo havia mostrado incerteza na voz. Em pouco mais de um mês, a garota viraria Rainha de Illéa, e não precisava de mais nenhuma preocupação em sua cabeça.

Chegou na porta e um guarda a abriu, fazendo menção para que a mesma entrasse. O lugar era um tanto agradável. Várias estantes com livros e pergaminhos importantes rodeavam o aposento. Quadros, esculturas e pinturas ornamentavam o local. Ao centro, uma mesa de mogno cheia de papéis empilhados e um tanto bagunçada. Sentado atrás dela, Edward, que estava com um olhar perdido olhando para um papel em especial.

— Ela chegou esta manhã.

— Desculpe? — Viktoria não entendeu sobre o que o primo se referia.

— Esta carta — ergueu a mão com o papel. — Chegou da França nesta manhã.

— Ah, só pode estar de brincadeira — a princesa sentou-se e pôs uma de suas mãos na cabeça —. Olha, se a rainha Nicoletta estiver achando que eu vou mudar a data de minha coroação apenas porque ela já tem algum compromisso ou algo parecido, ela está muito enganada.

Edward riu.

— Não, Viktoria. O assunto é bem mais sério — o sorriso desapareceu do rosto do rei regente.

— Alguém morreu?

— É este o exato problema. Alguém não morreu — o homem viu o olhar confuso da garota e prosseguiu —. Antes de Kai, seus pais tiveram um filho. Seu nome era Hans.

— Impossível, não me lembro de nenhum irmão — a garota levantou uma sobrancelha.

— Ele foi morar na França quando você tinha apenas quatro anos. Seu pai, o rei Dmitri, o mandou para lá. Algo sobre uma viagem diplomática, ou até mesmo uma moeda de troca. Hans serviu para fortificar as alianças entre Illéa e França. Ele passou os últimos quatorze anos lá, esperando que a princesa Adélie atingisse a maioridade.

— Mas Adélie já tem dezenove anos, porque os dois não estão casados?

— Eis que surge o problema: o escândalo da traição de Dmitri é revelado — ao ouvir a palavra “traição”, Viktoria se encolhe na cadeira. — Pelo visto, seus pais tinham um sério problema de fidelidade. O rei traiu a rainha e ela traiu Illéa, olha que coisa engraçada — o olhar mortal da princesa fez com que o mesmo continuasse. — Antes de Helisa casar-se com ele, o mesmo teve um caso com Nicoletta. Sim, sim: seu pai gerou um filho fora do casamento. Acontece que ela estava prometida ao príncipe Thimoté, e não podia engravidar. Adivinhe o que aconteceu? Seu pai trouxe Hans para casa e alegou que o mesmo era um órfão de rua que havia resgatado — vendo que a princesa entendia, continuou —. Todavia, sua mãe, assim como você, era uma mulher muito esperta. Por mais que tivesse demorado dez anos para descobrir a traição de Dmitri, ela bolou um plano para tirá-lo de perto, mandando-o assim, para França.

Parecia muita informação para processar. Durante os últimos três anos, Viktoria havia achado que Edward era sua única família, seu único parente que ainda estava vivo. Sua cabeça latejava, e ela havia entendido o problema: após perder a chance de virar rei da França, seu querido irmão iria se arrastar até Illéa e tentar governar o reino. Mas é claro que ela não deixaria um bastardo tomar seu lugar.

— Não.

— Desculpe? — Agora Edward que parecia confuso.

— Se Hans acha que eu vou deixar um estrangeiro usurpar meu trono, ele está muito enganado. Eu morrerei antes de ver isso acontecer.

Notas finais
Então, gostaram? Contem pra mim tudinho ♥ Aqui está o link do tumblr da fic, onde vocês acharão as regras e fichas Ah, LEIAM OS EXTRAS ANTES DE COMEÇAR A FICHA e dêem uma olhadinha no tumblr da fic! Ele vai te ajudar a entender bem melhor o universo de The Usurper. http://fic-theusurper.tumblr.com/ Comentem antes de mandar as fichas também (que são enviadas por MP) Só isso, até o próximo capítulo! Espero ver a ficha de vocês logo. Kissus ♥