Notas iniciais
Advinha quem veio para setembro? SIM!!! Essa autora pirou a cabeça e está escrevendo um gênero totalmente do que vocês estão acostumados!
Peguem os seus lencinhos e se preparem, porque isso vai mexer com suas mentes e corações.

{LEMBRANDO QUE ESSA FANFIC APESAR DE BASEADA EM UMA MÚSICA, ELA É DE MINHA INTEIRA AUTORIA, CONTENDO A HISTORIA E PERSONAGENS ORIGINAIS. PLÁGIO É CRIME!}

Agradecendo minha adorável @DorySuuk pela capa maravilhosa que ela fez pra mim!!!! DORY TE VENERO ♥

Sem mais delongas, aproveitem com carinho, doçura e emoção.

Enjoy.

Eu nunca havia visto nada, além dos muros do castelos. Constance cuidou de mim desde pequena, e me disse que quem me vissem, jamais me aceitariam. Algo relacionado a beleza. Então eu me contento com sua presença e sabedoria. Eu sempre acordo cedo. Constance prepara uma rotina para mim. De todas as atividades ao longo do meu dia, tinha uma que sempre me dava paz de espírito: O Jardim. Eu podia me deixar no chão e sentir o ar puro daquele lugar me invadir. Se não fosse essa máscara que eu usava para cobrir meu rosto, eu me sentiria mais livre. Ainda sim, quando o sol se preparava para se esconder, ele ousava penetrar dentro da máscara. Talvez fosse o único que apreciasse de fato o horror por dentro. Constance costumava dizer que, a maldade da espécie que habitava fora do castelo, era tão grande, que não se podia confiar em nada que viesse lá de fora. Eu vivia com medo. E se eles um dia não respeitarem o nosso espaço, a ponto da maldade deles, se infiltrar em nossas paredes reforçadas e de certa forma nos machucar. Constance me treinou para ser muitas coisas. Do serviço de casa, até se houver uma grande batalha. Eu nunca a chamei assim, mas ela era uma mãe para mim.

—Ainda aqui…

Ela vinha batendo as mãos na roupa em reprovação ao meu comportamento. Eu havia adormecido no meio do jardim.

—O Jantar está quase pronto. Você está imunda e seus cabelos embaraçados.

Me pegou pelo braço e foi me puxando como se eu tivesse uns cinco anos de idade.

—Me perdi em pensamentos e dormi. Nunca se perdeu em pensamentos Constance?

—Desde que você nasceu Helena, eu não sei o que é pensar sozinha.

Ela sorriu do comentário. Adentramos as portas do meu quarto, e meu banho estava pronto. Ela me ajudou a me despir e a me limpar. Escovava meus cabelos, como se apreciasse a mais bela seda. Eu apenas encarava pela minha máscara, o espelho. Levantei a mão até ela, na intenção de tirar, mas Constance me impediu. Suspirei fundo.

—Não existe nada de interessante ai, Helena.

Ela tocou o lado esquerdo do meu peito.

—Aqui sim, aqui possui algo valioso.

—Você vai à cidade amanhã.

—Sim, como sempre vou.

—Me leve com…

—Não! Eu já disse, lá fora é um lugar muito cruel. Sua mãe sabia disso. Por isso recebi ordens expressas para não deixar você sair daqui nunca.

—Você me treinou para me defender, eu sei quase tudo.

—Menina…

Ela disse fazendo um laço em meu cabelo.

—Você não sabe de nada.

Depois do jantar eu subi a torre mais alta do castelo, lá eu podia ver as luzes, ouvir a música e sonhar com o que poderia ter do outro lado. Mas eu tinha tanto medo. Segurei a correntinha em meu pescoço, presente deixado pela minha mãe. Ela devia ter um motivo para ter me deixado aqui com a Constance. Fui para o meu quarto, retirei a máscara sem olhar para o espelho. Me despi. A lua afagava minha pele pálida. O que eu era? Por que eu queria tanto sair? Pensando nessas coisas, me deitei e a luz da lua, adormeci.

Na manhã seguinte, Constance saiu bem cedo para ir a cidade. Ao chegar próximo a janela, percebi que havia chovido a noite anterior. Me vesti, coloquei a máscara e fui direto para o jardim aproveitar o cheiro da chuva que havia molhado o mesmo na noite passada. Ao chegar no jardim, tirei meus sapatos, para sentir o encontro da terra com meus pés. Começou a chuviscar novamente, aproveitei para sentir a lavar o meu corpo. Ouvi um barulho próximo as rosas, como um gemido de dor. Peguei minha adaga que sempre está comigo e comecei a me aproximar. Não nego, estava trepidamente assustada, mas era para momentos como esse que Constance estava me treinando a anos. As rosas estavam belíssimas, porém as brancas, estavam tingidas de vermelho… Foi quando eu o vi pela primeira vez. Um homem. Já havia lido sobre eles nos livros, mas nunca havia visto um pessoalmente. Esse estava com um ferimento a espada um pouco abaixo de seu peito. Tinha cabelos negros, lábios grossos, era grande de aparência ocidental. Não sei ao certo se falaria a verdade, mas ele era belo, como as rosas florescidas em nosso jardim. Ouvi o trotar do cavalo de Constance.

—Constance!

Gritei. Ouvi o cavalo trotar mais rápido até o jardim. Seus passos em minha direção era de puro desespero.

—Helena…

Ela arregalou os olhos. Sua expressão era espantosa.

—Pegue pelos ombros, vamos levar ele para dentro.

Constance pegou ele pelos pés e carregamos o estranho para dentro de um dos quartos no interior do castelo.

—Ferva água, pegue alguns panos limpos, eu vou até a estufa ver se tem algumas ervas.

Fui a cozinha buscar o que Constance havia me pedido. Os lábios dele não saiam da minha mente, seria então esse o espécime do outro lado do muro? Ele era tão belo, como poderia ser mal?

—Rápido menina! Isso são horas de se perder ai dentro?

Constance esbravejou. Ela rasgou o tecido que cobria seu tórax, meu corpo ficou estranho. Não sei o que estava sentindo naquele momento, era estranho. Constance lavava o ferimento e comprimia com ervas. Em seguida pegou a linha mais forte que tínhamos em nossas costuras, uma agulha e costurou o local aberto.

—Isso deve funcionar. Agora ele precisa descansar. E você precisa se trocar e ir fazer as suas coisas.

—Mas…

Olhei um pouco indignada para ela.

—Mas nada Helena. Mais tarde nas duas sentaremos para conversar. E ele quando acordar nos contará o que houve. Tomara que não seja um ladrão.

Eu respirava fundo, nervosa pelo que ela acabara de falar.

—Agora Helena!

Nesse dia eu fiz todas as minhas tarefas com pressa. Eu precisava saber o que aconteceria. Quem era ele e o que ele fazia dentro do meu céu. Andava em direção ao meu quarto quando o ouvi chamar. Olhei para um lado e para o outro para ver se Constance estava por perto. Havia um candelabro aceso, ele olhava para a porta.

—Helena, não é?

—Sim, senhor.

—Senhor não.

Ele sorri tímido.

—Kim Seok-jin. Mas pode me chamar de Jin.

—Não devíamos estar conversando.

—Acho que a sua mãe ficaria brava, não é?

—Ela… Sim, ela ficaria muito brava.

—Eu só queria agradecer, por não ter me deixado na chuva.

Dei mais dois passos para dentro do quarto.

—Não poderia, você está machucado. Por que está machucado?

Seus olhos negros ficaram distantes e frios. Ele respirou.

—Você deveria já estar pronta para o jantar, Helena. Vá para o seu quarto, se limpe. Eu vou ajudar o Senhor Kim a se limpar.

Sai pela porta. E ouvi Constance advertir ele.

—Aqui você pode ficar, até se curar. Vai ter roupa, comida, o que precisar Sr. Kim. Mas não se aproxime da minha menina. Ela é diferente, das mulheres que você possivelmente deve ter conhecido. Ah, e jamais, jamais, peça que ela retire a máscara.

—Tudo bem, Sra. Constance, não se preocupe.

Enquanto tomava banho Constance entrou. Não tinha uma cara muito boa. Estava pálida e mal humorada.

—Me ouça com atenção, Helena. Ele é daqueles a quem te conto uma vida. Não posso impedir sua curiosidade, sem que percebesse, você se tornou uma mulher, uma mulher muito…

Ela parou. Se aproximou.

—Não devo me aproximar? Conhecer ele?

Pisquei perplexa e confusa.

—Só tome cuidado. Eles não te aceitariam… Eles machucam o que não entendem.

Isso me fez lembrar quando Constance uma vez trocou de roupa próxima a mim. Havia várias marcas em seu corpo, eu vi em um livro, era como marcas de um animal marcado por seu dono.

Constance não nasceu com a dádiva de dar a luz, portanto o homem com quem ela tinha um compromisso, a marcou a ferro. As lágrimas desceram aos olhos da senhora a minha frente. Eu a abracei. Tirei seus cabelos negros dos seus olhos, cabelos esses que viviam em um coque, mas hoje em particular estavam bagunçado.

—Tudo bem… Eu vou ser prudente.

Enxuguei suas lágrimas, dei um beijo em sua testa. Ela me ajudou a me vestir. Tirou o vestido mais lindo que havia feito para mim. Penteou meus cabelos e trançou ele enraizado. Caminhando em direção a cozinha, passamos pelo quarto de Jin, e eles estava devidamente vestido. Arrepios subiam e desciam pela minha espinha como impulsos, minha boca estava seca, minha mãos frias, suadas e meu coração acelerado. Ele veio andando devagar atrás de nas duas. Eu podia sentir o seu olhar.

Eu sei que todo começo, tem uma estrutura, mas esse é o começo, que mudaria, toda a nossa história.

Notas finais
Aqui está meus vermelhinhos, espero que aproveitem o máximo.
Se puderem, deixe sua doce opnião.
Se você é ARMY, quero que saiba, eu te amo e essa fanfic é pra vocês (É para todos na verdade, mas também fiz para minhas parceiras de sofrência).

Amo todos vocês.

Xoxo - Ruiva (Red).