Notas iniciais
Não tenho ideia de que nome dar a esse capítulo, então é isso! Ficou só capítulo XXI! kkkkk — Vamos aos três lindos que insistem em comentar e que estão me motivando a continuar, embora que a passos de tartaruga. Seus lindos do Sket! Guilherme, Ikedah e Klarisse, vocês são os três lindos que insistem em comentar e eu agradeço muito por isso! — Quer ser um lindo do Sket? Comentem e me façam um autor sorridente!

Já tinha anoitecido.

Bernardo dirigia sua moto até o prédio residencial que Alberto morava. O ator tinha autorização para entrar em qualquer horário sem ser avisado, o moreno esperava que Alberto ainda não tivesse tirado aquela autorização que ele tanto se aproveitava. O moreno chegou até a guarita de entrada e tirou o capacete para que o porteiro pudesse o ver e o mesmo deu um aceno de mão para o ator, que sorriu sem dentes. Bernardo seguiu com a moto para o estacionamento, estacionando ao lado dos caríssimos três carros de Alberto. O ruivo como era um grande esbanjador, possuía três carros e cinco vagas na garagem do grande edifício residencial. Bernardo deixou o capacete por ali e já subiu. Usando sua típica jaqueta de couro e um dos velhos jeans que ele amava.

Alberto morava na cobertura, então Bernardo tinha tempo suficiente para se olhar no espelho. O moreno passou a mão pela barba de um dia que estava ali e pelo cabelo meio espalhado.

—Esse demônio ruivo vai me ouvir... –Fala pra si mesmo, enquanto o elevador ia à sua velocidade. A porta abriu e o moreno apertou o membro com força. –Vamo lá, força!

O moreno atravessou o hall, naquela cobertura só tinha o único apartamento de Alberto. Felizmente Alberto não tinha olho mágico e logo Bernardo ouviu o barulho da tranca e da porta sendo aberta... Alberto abriu e viu logo o corpo do maior ali. Bernardo logo pôs uma das mãos espalmada na porta, para evitar a batida da porta.

—Que merda tá fazendo aqui, Bernardo? –Reclamou o menor soltando a porta e se encaminhando para dentro, sem bater a porta na cara do maior, o que o deixou surpreso. Bernardo entrou e fechou a porta. A sala estava até arrumada, tirando o copo de vodca em cima da mesa de centro e o paletó do advogado jogadono sofá. Alberto sentou-se novamente e colocou os dois pés descalços sobre a mesa de centro e pegou o copo de vidro.

Bernardo adorou aquela cena. Alberto apenas com a calça do terno meio larga nas pernas, com a camisa de botões toda fechada até a altura do peito, a gravata tão jogada quanto o blazer.

—Você não acha que a gente precisa conversar, Beto?

—Conversar o que, Bernardo? –Alberto apertou os cabelos vermelhos e coçou a barba ruiva. –A gente acabou qualquer contato que a gente tinha antes, é melhor assim... Você fica com seus milhões e eu sigo a minha vida e ninguém fica infeliz...

—Eu fico infeliz! –Interrompeu o moreno fazendo o ruivo o olhar. Bernardo sentou ao lado do advogado. –Você sabe que eu gosto de você e eu sei que você gosta de mim e não tô sendo arrogante em dizer isso, estou sendo verdadeiro...

—Não, eu não gosto de você! –Alberto levantou e Bernardo o puxou pela mão o que acabou quase ocasionando um acidente, se o corpo do maior não estivesse sentado no sofá.

Alberto tropeçou nos próprios pés e quase caiu no chão, mas Bernardo segurou seu corpo e Alberto acabou sentando no colo do maior. As mãos do ruivo estavam na camisa de Bernardo, enquanto as do moreno estavam nos braços do advogado.

—Fala agora que não gosta de mim, bem na minha cara! –Desafiou Bernardo.

Alberto levou as mãos até a nuca do maior e inconsequentemente puxou Bernardo para um beijo. As mãos do maior apertaram as costas arqueadas do ruivo e tentavam segurar o corpo com mais força contra o seu peito.

O ruivo sabia que talvez aquele fosse o último beijo que daria em Bernardo, porque ele mesmo não sabe o que fazer. E talvez o fim fosse positivo pra ele. Bernardo arrancou a camisa de botões do advogado com força, atirando a maioria dos botões para fora.

Bernardo levou as mãos até os mamilos rosados e pequenos de Alberto, alguns pelos ruivos também estavam no pelo do menor e o ator apertou os dois com afinco, fazendo Alberto se libertar um pouco do beijo para suspirar e gemer com as ondas de prazer trazidas pelos apertos. O beijo não havia parado, mas Alberto estava assustado com o nível que aquilo estava se aproximando e embora ele estivesse gostando muito, o ruivo optou por sair de cima do colo do ator com rapidez.

—Não... Chega, Bernardo...

—Beto... –O moreno quis insistir.

—Olha... –Alberto se encaminhou para a cozinha, tirando a camisa e vestindo o paletó sobre o corpo, apenas para esconder. –Você me esquece e deixa tudo isso pra lá... E ah... Não esquece de colocar os trinta por cento do que prometeu na minha conta, tá?

Alberto soou frio, como era advogado aquilo era bem comum, mas por dentro seu coração basicamente estava batendo com toda a força, como se a raiva e a vergonha por não conseguir resolver aquela situação a contento estivessem lhe deixando louco, talvez o pior sentimento apareceu quando ele viu a expressão de Bernardo. O ator não parecia emocionando e nem com vontade de chorar, apenas os seus olhos estavam frios e era como se todo o ódio de uma vida estivesse agora dentro do ser humano, Bernardo.

—Então era só isso que você pensava o tempo todo, não é mesmo? –Bernardo levantou revoltado, mas não se encaminhou para Alberto. Seu corpo tremia, mas ele não deixaria o ruivo perceber. O ator caminhou para a porta do apartamento e simplesmente saiu de lá, batendo a porta com toda a sua força e indo embora.

[...]

Emanuel destrancava a porta de entrada do seu apartamento. O loiro e o namorado voltaram para o apartamento de Emanuel, como ninguém sabia do paradeiro de Guilherme ainda, os dois achavam que talvez o adolescente pudesse passar alguns dias ali, enquanto Emanuel contatava Bernardo e o moreno poderia ajudar ambos. Guilherme entrou e viu Carlos sentado no sofá lendo e logo Emanuel entrou atrás e fechou a porta.

—Boa noite! –Carlos saudou e logo deixou o livro sobre o sofá. –Conseguiu conversar com ele, Manu?

—Sim, Carlito...

—Vou deixar minhas coisas no quarto de hóspedes... –O castanho que carregava uma mala com suas poucas roupas se encaminhou para o corredor onde deixaria as coisas no quarto.

—Não... Eu estou dormindo no quarto de hóspedes... –Carlos deixou claro e aquilo de certa forma tranquilizou Guilherme.

Embora o castanho soubesse que Emanuel era sincero e que os dois loiros realmente não deviam estar tendo nenhum caso, esse tipo de constatação o deixava feliz, afinal se Emanuel acordasse excitado e Carlos também e ambos dormindo na mesma cama, facilitaria todo o serviço.

—Coloca suas coisas no meu quarto, Gui... –Falou Emanuel sentando-se ao sofá e passando a mão pelos ralos e quase inexistentes cabelos loiros. –Caramba, o que eu vou fazer da minha vida? –Falava baixo para que Bernardo não pudesse ouvir.

—Calma... –Sibilou o secretário. –Vai dar tudo certo, ok?

—Manu... –Disse o castanho ao voltar do quarto. –Você tem comida aqui?

—Eu comprei “China In Box”... –Falou Carlos. –Deixa que eu mesmo ponho pra você! –O secretário levantou e tocou na mão de Emanuel. –Manu... Você devia tomar um banho antes de comer também... Amanhã, você estraga seus miolos matemáticos pensando...

O professor deu um leve sorriso e Gui sorriu junto. Talvez Carlos não fosse tão ruim quando parecesse no começo, aliás, talvez o loiro nem fosse a ameaça que Guilherme sentia. O castanho sacudiu a cabeça, balançando o cabelo. Talvez tudo aquilo fosse apenas inseguranças de garoto. Afinal, Guilherme tinha apenas dezoito anos recém completados. Perto de Carlos e Emanuel, ainda era bem jovem e bem imaturo. Embora Carlos e Emanuel nem fossem tão mais velhos assim. Emanuel foi até o quarto onde pegaria uma muda de roupa, de preferencia uma de suas camisetas para dormir e uma toalha, comeria e os problemas ficariam para o outro dia.

Carlos colocou um prato recheado de comida chinesa para o adolescente que preferiu tomar o banho depois que comece para dormir. No fim daquela noite ainda, o secretário e o aluno ainda iriam rir juntos, quando Carlos contasse como conheceu e virou amigo de Emanuel.

[...]

Já era um novo dia. Ali perto Emanuel insistia em ligar para Bernardo, mas o telefone do moreno não era atendido. O loiro saiu com a desculpa de que iria procurar emprego e até iria depois que conseguisse conversar com Bernardo sobre o castanho, saiu deixando Guilherme tomando café e Carlos já quase saindo para o trabalho.

Emanuel estava numa padaria próxima a sua casa, ela era pequena e aconchegante, a maioria das pessoas só entravam, compravam seus pães e saiam, poucas ficavam e faziam a refeição como ele estava fazendo. A cabeça do loiro continuava uma bagunça, os antidepressivos ajudavam a controlar a ansiedade, os principais motivos de todo aquela crise eram a demissão do trabalho, o peso de ter que se virar sozinho e, claro, o amor. Como sempre era ele, o amor.

Primeiro foi o fato de Guilherme estar longe e sozinho, aquilo preocupava o ex-professor, agora era a volta de Guilherme, os problemas com o pai dele e a falta de moradia. Emanuel sempre foi um ser pensante e racional, não era atoa que a matemática tinha sido algo que sempre lhe encantou, e era aquelas características que destruíam sua vida. Quem disse que ser racional era melhor que ser emocional?

—Ai Bernardo, atende essa porra! –Reclamou até um pouco alto e a mulher que estava sentada lhe olhou feio. –Desculpe, senhora! –Emanuel seguiu comendo seu pão e tomando seu café até que o jornal que passava na TV lhe chamava atenção.

Era apenas a jovem mulher do tempo informando o possível temporal que apareceria depois do almoço, mas o tempo sempre foi algo interessante para Emanuel. Apenas a notícia posterior se mostrou mais interessante.

“E agora notícias internacionais. A polícia britânica pousou hoje em Belo Horizonte, para a busca do jovem garoto Guilherme Mark, filho do empresário Nathan Mark. Depois do depoimento do colega de quarto do garoto, que o governo britânico se nega a informar o nome, foi descoberto que o garoto brasileiro retornou ao país, mas a polícia ainda não se sabe se ele voltou por si ou por alguma forma de sequestro internacional. O trabalho agora é entre o serviço secreto britânico e a polícia federal brasileira. Se a opção de sequestro for confirmada o sequestrador será julgado na corte britânica, mas será preso em seu pais de origem.”

Se sem falar com Bernardo tudo já estava ruim, agora tudo ficava ainda pior para Emanuel.

[...]

O horário de almoço estava chegando e a zona comercial da cidade começava a ganhar vida de carros e pessoas indo se alimentar. Alberto estava sentado num de seus restaurantes favoritos. Era bem frequentado e caro, na maioria das vezes que ele ia estava com poucas pessoas, o que não deixa o lugar com um aspecto de baderna.

—Desculpe o atraso. –Falou Fernando que já se sentava em frente ao ruivo. Alberto nem havia visto o amigo e antigo cliente chegar, estava atento vendo a rua pela janela de vidro que ficava ali perto. –Alberto?

—Oi... –Falou o advogado saindo de seus pensamentos. Fernando sorriu.

—Não vai me esculachar? Me chamar de estúpido, dizer que eu sempre me atraso, gritar comigo, ser histérico? –Riu de novo e sabia que agora o ruivo ia se irritar, afinal odiava o adjetivo de histérico.

—Ahh, tudo bem. Você devia tá ocupado!

—Realmente deve ter algo te perturbando... –Falou Fernando tirando os óculos escuros e olhando para o rosto de Alberto diretamente. –Sabe que pode se abrir comigo, amigo. –O paletó do maior estava no encosto da cadeira, dois botões da camisa tinham sido abertos devido o calor da rua, mas Fernando não havia fechado ainda.

—Você que tem que contar como tá sendo lá na empresa? E o seu relacionamento de assédio sexual? Tem certeza que não quer que eu faça um contrato de namoro pra esse garoto assinar? Fernando, ele pode te roubar grana suficiente...

—Ok, ok, ok... Já entendi! –Fernando suspirou. –Você perguntando assim, deve tá acontecendo algo muito sério... –Vamos conversar primeiro antes de comer, ok?

—Nando...

—Eu que mando aqui, Alberto. Cala a boca e vamos conversar! –Alberto bufou. –Tem alguma coisa haver com Bernardo? Ele fez alguma coisa estúpida...

Aquilo era até engraçado, para Alberto. Bernardo é definitivamente o tipo de pessoas que podem estragar qualquer coisa, por causa de sua postura pouco recatada e por ele mesmo não ter problemas em dizer ao mundo que é gay, mas quem havia estragado tudo havia sido o próprio Alberto. Ter caído no jogo de Mauro Mendonça e agora estava ali, com sua cabeça explodindo sozinha.

—Nando... Eu não sei como começar...

—O que esse cara fez?

—Ele não fez nada... –Alberto tomou um gole de água, havia pedido antes de Fernando chegar. –Eu que estraguei tudo! Lembra de Mauro Mendonça?

—O Mendonça? Do jornal da cidade?

—Sim... Ele descobriu sobre meu envolvimento com Bernardo e começou a plantar notícias sobre meu envolvimento com ele na mídia...

—Sim, eu vi algumas coisas... Mas vocês estavam em processo, tinham álibi para estar juntos.

—Exatamente. O problema todo está no seguinte. Ele descobriu e eu caí na mão dele. Enquanto o processo estava em desdobramento o meu álibi era válido. Eu poderia ser visto em qualquer lugar e hora com Bernardo que ninguém poderia afirmar com toda a certeza do nosso caso, apenas especulariam, mas o caso já se findou. Bernardo já ganhou, nossa relação estritamente profissional acabou e nosso envolvimento amoroso também...

—Mas... Tem que haver alguma saída! Você é muito inteligente, Alberto... Não tem outra saída?

—Eu estava tentando resolver amigavelmente com Mendonça, mas Bernardo invadiu meu escritório e eles dois tiveram uma briga feia. Mendonça não vai me largar nem que eu tente matar Bernardo e Bernardo não vai parar de me azucrinar enquanto eu não explicar tudo para ele, só que eu estou numa cilada. Mauro já deixou claro que vai me espionar e qualquer contato que eu tenha com Bernardo vai estragar minha carreira e você sabe como são hipócritas os advogados... –Fernando percebia as lágrimas que já umedeciam os olhos do ruivo. –E como eu posso me manter perto do Bernardo assim? Se eu explicar pra ele, ele não vai entender... Pra ele é muito fácil resolver essas coisas, é só jogar logo na mídia que eu sou gay e assunto encerrado, mas o trabalho dele não implica em ele ser assumido, o meu implica!

—Mas talvez se você conversar com ele, ele opine por respeitar... –O empresário tentava propor uma solução para o amigo, mas como Alberto, Fernando também estava mantendo seu primeiro relacionamento homoafetivo. –Ele continua fazendo pornô? –Quis mudar de assunto.

—Sim, mas nem ligo mais... –Alberto lembrou que aquilo havia lhe feito fazer a burrada de beijar Roberto Macarto e tudo isso aconteceu por causa disso. –Isso não é algo crucial, é só o trabalho dele e ele pretende largar.

—Por causa do processo?

—É...

—E o que você vai fazer? –Insistiu em perguntar o empresário.

—Isso é algo a se pensar... –O ruivo suspirou e tomou mais um gole de sua água. –Vamos almoçar logo? Não aguento mais essa conversa! –E mais uma vez o impaciente Alberto aparecia jogando o seu ar de impaciência e constante pressa.

[...]

Nathan dirigia como louco, as ruas pareciam uma pista de corrida de alta velocidade. O pai de Guilherme estava apressado, Bernardo, o maldito irmão, ia ter que pagar. Nathan tinha a passagem livre para entrar no edifício quando quisesse.

O empresário bateu a porta do carro com força, se encaminhou para o elevador e logo deixou o pequeno cubículo ao chegar no andar de Bernardo, onde bateu a porta com força.

—Bernardo, abre! –Gritou quase derrubando a porta. –Abre seu idiota!

Logo um moreno descabelado e só de cueca abriu a porta, deixando Nathan ainda mais revoltado.

—Onde ele está, seu filho da puta? Eu já sei que ele tá no Brasil? Ele tá aqui? –Invadiu o apartamento. Olhando por todos os lugares em busca de Guilherme, entrou no quarto de Bernardo e revirou tudo ali e nenhum sinal de Guilherme.

—Que porra é essa, Nate? –Perguntou Bernardo, coçando um dos olhos e mexendo no cabelo. –Ele quem?

—Eu sei que Guilherme está no Brasil, Bernardo! A porra da polícia veio da Europa pra cá, me dizer que a droga da escola que eu pus o garoto é muito irresponsável e agora ele conseguiu voltar ao Brasil, sem nem ninguém saber e é óbvio que tem dedo seu! Cadê a porra do meu filho, Bernardo?

—Nate, você tá doido! –Nathan empurrou o irmão com fora que acabou por cair no chão. Bernardo tentou levantar, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, um revólver já estava apontado pra sua cabeça. –Nate... Calma!

—Cadê o Guilherme?

—Mano, eu não sei... –Bernardo levantou as duas mãos em sinal de rendição. –Nathan, abaixa essa arma... Lembra-se do que a mamãe falava...

—A mamãe morreu tem anos, Bernardo! Você vai ficar sem sua mesada até me dizer onde escondeu meu filho! Eu não sei o que faço contigo se souber que você levou ele pro seu mundo de sexo de viado!

—Nate, eu não sei onde o Gui tá, assim como você...

—Isso não é mais um caso só meu, Bernardo! –Nathan se encaminhou para a saída, já havia guardado a arma e agora iria embora. –Só pra constar, a polícia vai vir atrás de você também, acho bom você dizer a verdade!

E assim Nathan foi embora, deixando Bernardo sem nem saber o que pensar. A polícia estava envolvida e mesmo que ele não tivesse absolutamente nada haver com o sumiço de Guilherme, Nathan faria isso cair sobre si, como sempre fazia no passado.

—Cara, preciso de um banho de mar! –Falou para jogar a má sorte longe. –Pelo menos agora eu não preciso mais do dinheiro do Nate!

[...]

Andreia estacionava o carro em uma das duas que eram destinadas a Fernando naquele prédio. A mulher havia acabado de ir buscar a filha para terem um dia de mulheres, nada que Maria Luiza realmente quisesse, porém a perua tinha um plano. Andreia voltou para o prédio com a desculpa de que tinha esquecido o telefone no sofá de Fernando, enquanto esperava a filha trocar de roupa.

—Ai meu amor, desculpa... A mamãe tá ficando maluca.

—Dá pra ver! –Comentou a garota permanecendo no banco sentada. –Toma! –Maria Luiza entregou a chave do apartamento e logo a perua desceu do carro, com a bolsa do lado e caminhou para o elevador.

—Mamãe já vem...

Andreia não era uma mulher burra. O plano dela não poderia depender apenas de Mauro Mendonça, seria muito unilateral. A mulher teria que fazer algo por si só e era isso que ela estava ponto em prática nesse momento.

Andreia subiu até o andar e entrou no apartamento de Fernando. Naquele momento Fernando estaria trabalho, a empregada já teria ido embora e o terreno estava pronto para por seu plano em prática. A mulher abriu a bolsa e tirou de dentro o celular e três mini câmeras. Era um plano idiota, mas talvez ela desse sorte o suficiente de pegar Fernando fazendo algo antes da emprega limpar toda a casa. Era quinta-feira e Andreia sabia que a empregada só fazia uma faxina geral nas segundas.

Andreia logo começou a montar o aparelho, as câmeras eram imperceptíveis à distância. O aplicativo já estava instalado no computador dela e todas as imagens iriam direto para o seu computador. A primeira ia ser instalada na sala de estar com vista para o sofá. Primeiro ela tirou os cabos e conectou na câmera e na tomada que tinha ali perto. A câmera ficava ao lado de dois porta-retratos que tinham ali. Um era de Fernando com os sócios da empresa e outra era uma festa em que Maria Luiza estava emburrada como sempre. A segunda seria instalada na sala de jantar, dando vista para a mesa de jantar. Perto da mesa tinha uma cristaleira clássica que era bem a cara de Fernando. Andreia sempre odiou aquele móvel. Abriu a portinha de vidro e colocou a pequena câmera ali dentro.

Aquela segunda câmera não era necessariamente ligada na tomada, apenas a bateria serviria e Andreia teria que capturar algo útil antes que a bateria acabasse. A mulher se encaminhou para o quarto de Fernando e tentou abrir a porta, mas ela estava trancada.

—Maldito!

Reclamou consigo mesmo e torceu para que as duas câmeras fossem suficientes para seu plano dar certo, era uma ideia arriscada, mas quem disse que Andreia Castillo era uma mulher equilibrada? Logo começou a retornar para o carro antes que a filha desconfiasse de logo, Maria Luiza era inteligente o suficiente pra isso.

Notas finais
Gentes, está aqui o capítulo de TTAL! Eu sei que demorei, mas tenham paciência comigo! Vamos lá? Comentem! Primeiro a briga do Bernardo e do Alberto, quando esses dois não estão brigando hein? Alguma ideia de quando eles vão parar e finalmente vão ficar juntos? Carlito e Gui parecem finalmente estarem se entendendo, imagina o quão feliz o Manu deve tá com os dois homens que ele ama se entendendo? Mas a felicidade não dura muito quando você vê o nome do seu namorado no noticiário e que muito possivelmente ele foi sequestrado... Será que o Emanuel vai ser preso? Hum, isso é algo a se pensar... O que vocês acham? Quis fazer uma cena mais relex e ai pensei num almoço entre o Beto e o Fê e ainda assim deu drama... Alberto sendo Alberto, né? E ai, gostaram da conversa dos dois? Os dois pseudo-heteros da fic, como vai ser quando finalmente saírem do armário, se é que vão sair né? Bê e o irmão maluco dele... Nathan apontou uma arma pra Bernardo, parece que esse sumiço ou sequestro do Gui vai dar um trabalhão ainda hein? O que vocês apostam? Bê vai ser preso? Emanuel vai ser preso? Lembrem-se, tem policia britânica no meio... Os gringos não são tão fáceis de dar a volta, não! E por fim, outra grande vilã está sendo mostrada. Não bastava o Mendonça e seu lacaio, Roberto. Agora temos a grande Andreia Castillo e ela não veio pra brincadeira, pôs logo as câmeras pra funcionar, será que ela pega alguma coisa? — Comentem e recomendem, babys!