Notas iniciais
Ok, eu demorei! Reconheço esse erro, mas tá chegando ao fim do semestre e eu tenho que caprichar né pessoal? Espero que gostem desse capítulo! Que é o segundo maior da fic, até agora! — Vamos aos agradecimentos? Obrigadão! Yume, Gabriela, Giovana, Ariela, Matheus, Ângela, Klarisse, Keiko, Lucão e Junio! Lindos do Sketcher! — Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo! — Sintam-se a vontade de comentar e recomendar!

O frio começava, mais uma vez, naquela manhã em Londres. Max já havia acordado e estava terminando de arrumar o seus belos fios loiros. Os olhos cinzas estavam focados no espelho. O garoto londrino usava o belo terno do uniforme da escola e já estava arrumado bem cedo. O loirinho foi até o banheiro, onde iria escovar os dentes para poder tomar o café da manhã. O loiro fechou a porta e começou a fazer o que já tinha previsto.

A porta se abriu e o belo corpo do brasileiro se mostrou ali. Guilherme havia acabado de acordar, estava de cueca, apesar da manha fria e seu membro estava bem desenhado no tecido, demonstrando a excitação do castanho. Os olhos cinzas se perderam no volume aparente do castanho e Guilherme reparou.

O castanho levou a mão até a cueca e começou a retirá-la com velocidade e logo estava ali, próximo ao loirinho e pelado. O loirinho olhava o corpo, particularmente delicioso, do castanho pelo espelho e os olhos se arregalaram quando viram Guilherme tirando a cueca e ficando completamente pelado. O corpo do loiro tremeu e na sua mente só conseguia pensar em como era lindo o corpo de Guilherme pelado.

Max nunca tinha visto um homem pelado, apenas a si próprio, e estava encantado com o corpo perfeito e o membro lindo de Guilherme. Mesmo estudando em um internato quase que a vida inteira e tendo vários garotos belos ao seu redor, nenhum exalava a desejo como Guilherme, aquilo devia ser algo que apenas brasileiros possuíam. Pensava o jovem loiro.

Max nunca havia dado um beijo na boca, nunca havia se masturbado e nunca havia transado na vida. E nunca sentiu seu corpo responder tanto por alguém como respondia para Guilherme e aquilo assustava o jovem garoto de cabelos loiros e olhos acinzentados.

Guilherme entrou no Box e logo ligou o chuveiro numa temperatura quente. Os olhos cinzas acompanharam o corpo do castanho, Max sabia que aquilo era errado, sabia que não estava sendo discreto, mas seu corpo não conseguia ser discreto quando Guilherme estava a poucos metros de si. Será que isso é amor? Pensava o jovenzinho.

Max nunca havia sido molestado em nenhum de seus internatos, simplesmente por ser membro da Nobreza Inglesa, nenhum garoto ousou se aproximar de Max, sem que ele quisesse essa aproximação. Todos reverenciavam Max quando passava, ser neto da Rainha da Inglaterra era chato para o loiro. Guilherme ainda não havia descoberto nada e Max não gostaria de contar, afinal o castanho o trataria diferente, o trataria como nobre.

O loiro saiu do banheiro e sentou-se em sua cama. Continuou arrumando algumas coisas na mochila, ele iria esperar Guilherme terminar de tomar banho para que juntos fossem para o café da manhã. Guilherme saiu do banheiro enrolado em uma toalha, mas logo jogou a toalha na cama e foi até o armário para se vestir. Lá estava ele, pelado novamente na frente de Max e o loiro olhando o corpo do castanho.

—Você não se incomoda de me ver pelado, não é? Afinal somos homens...

—Uhum... –Sussurrou completamente fora de si. –Tudo bem!

—Como é seu nome, Max? Seu nome completo? –Perguntou vestindo a cueca e pegando a calça do uniforme.

—Meu nome é Arthur Philip Henry Max, da Casa de Windsor... –Guilherme ficou nervoso, aquele sobrenome era de membros da Nobreza Inglesa. Max reparou no nervoso de Guilherme e sabia que aquilo mudaria.

—Essa não é a casa da família da Rainha? Você é nobre, Max?

—É... Eu sou neto da rainha...

—Mas, porque você não tem um quarto só para você, sabe? Você é nobre, talvez o único nobre daqui!

—Eu quero ser tratado normal, sabe? Como um garoto normal... Já basta todos tendo que me fazer referência e eu ter milhões de vantagens que os outros não tem... Não quero você me trate como nobre, me trate como Max, como o garoto que você conheceu aqui!

—Não... Tudo bem, se você deseja assim, Alteza! –Riu o castanho, Max atirou um travesseiro no maior também rindo.

—Deixa de bobagem... Guilherme, eu também quero que você seja sincero... Porque seu pai te mandou para cá? –O castanho travou, ele tinha em mente um plano, mas descobrir que Max era membro da Nobreza Inglesa dificultava tudo, mas ele só tinha intimidade com Max, tinha que ser ele ou não conseguiria voltar a ver Emanuel tão cedo.

—Max, eu era garoto de programa, eu transava por dinheiro, por isso que meu pai me mandou para cá, para que eu deixasse disso...

—Mas seu pai é rico! Pra você conseguir estudar aqui, tem que ser muito rico...

—O dinheiro do meu pai é sujo... Eu queria ganhar meu próprio dinheiro e só com a prostituição eu consegui!

—Te entendo...

—Não vai me condenar?

—Pelo contrário... –Guilherme não entendeu, Max levantou e foi até ele, os dois eram quase da mesma altura, Guilherme era um pouco maior. O loiro levou a mão até o abdômen liso do castanho e massageou a região. Guilherme não entendia nada... –Eu quero ficar com você, quero que você seja meu primeiro tudo...

—Mas...

—Eu te pago, não importa Guilherme... Eu sinto coisas contigo que eu não senti nunca... Quero que você namore comigo, aqui em Londres! Eu te dou tudo que você quiser... –E depois disso, Guilherme sabia exatamente o que tinha de dizer.

[...]

Depois de sairmos de Londres voltamos à nossa querida Belo Horizonte. Alberto estava em seu escritório, cheio de papelada para ler, mas aquilo não estava acontecendo. O ruivo não conseguia se concentrar no trabalho. O estresse estava tomando conta da sua cabeça e corpo e em tudo que ele conseguia pensar era que tinham descoberto seu romance com o ator pornô e seu mundo cairia de vez. Se a mídia descobrisse tudo aquilo, seu escritório que era motivo de orgulho seria motivo de chacota, sua carreira que era brilhante viraria lixo e todos os louros que ele havia ganhando naquela carreira seriam extintos pelo simples fato dele ter um romance com um ator pornô.

Alberto jogou a cabeça para trás e bufou alto. Sua cabeça mais parecia uma bomba a ponto de explodir. E estava tudo confuso quando o coração começava a se meter na história. Sua cabeça nas melhores saídas para que se livrasse daquele boato, que não era boato, mas seu coração negava de todas as formas, afinal o coração sabia sempre o que sentia e Bernardo era o dono daquele coração.

Qual seria a melhor saída para Alberto? Sua mente pensava e pensava, mas seu coração negava todas, pois todas excluíam Bernardo de sua vida. Alberto pensava em se casar, arrumar uma esposa e fazer logo um filho para que todos esses boatos fossem jogados fora, mas Bernardo não se encaixa nesse plano.

O telefone da empresa tocou e Alberto teve que parar sua mente para atender a ligação.

—Pois não?

—Doutor, tem um senhor aqui dizendo que tem uma reunião importante com o senhor, mas ele não está marcado para hoje... —De imediato, Alberto se lembrou do telefone do dia anterior e gelou. —Então doutor, ele diz que é importante, eu permito ou não?

—Claro, mande-o entrar e eu não quero interrupções!

—Claro, doutor!

Um homem negro de alto estava em frente à secretária e sorriu esperando a resposta. Era um sorriso galanteador.

—Posso entrar, senhorita?

—Sim senhor, tenha uma boa reunião.

O jornalista foi em direção à porta da sala de Alberto. Abriu a porta da sala e foi entrando sorridente e olhando para a figura do ruivo. Sua paixão de universidade. Os fios estavam mais bem cortados, diferente do período do curso de Direito, e a barba estava um pouco crescida, mas a beleza de antes que era jovem agora estava madura.

Já Alberto ainda não havia reconhecido o colega de Direito, pelo menos não até ver o típico sorriso descarado e vitorioso de Mauro. Alberto levantou assustado e encarou o outro homem na sala. Mauro estava mais encorpado que no período da faculdade, naquela época usava um rastafári negro e longo e agora usava um cabelo raspado e sério, como um jornalista e advogado exigia que fosse.

—Mauro Mendonça...

—Alberto Duarte, o mais excêntrico e bem-sucedido da história de BH.

—O que você quer aqui?

—Ué, esqueceu-se do nosso telefonema de ontem, meu ruivinho... –O maior caminhou pela sala e logo sentou. –Ahh, nem perguntei se poderia, mas como amos tratar de longos assuntos, acho que foi melhor eu ter sentado!

—Não sei o que você faz aqui... Acha que aquele telefonema foi capaz de me assustar? –Blefou o advogado.

—Tenho certeza disso, olha só para sua carinha... As sobrancelhas arqueadas, o rosto levemente rubro... Duarte, eu te conheço melhor do que você acha... Sei que está assustado!

—Você não se acha muito pretensioso?

—Olha, é simples o que eu tenho que te dizer... Eu, Mauro Mendonça, o cara que você humilhou na maior festa da história do curso de Direito da UFMG... Acha que me esqueci disso?

—Claro que não, eu me lembro da sua cara quando eu disse que a última coisa que eu faria na vida era colocar o seu pau na boca, ou colocar qualquer pau na boca!

—Acho que você pecou pela língua, afinal você anda chupando outros paus por ai, não?

—Mendonça, quem é você para vir até o meu escritório e dizer que eu ando chupando paus?

—Eu, sou o dono do jornal de maior circulação do estado de Minas Gerais e também dono da maior emissora do nosso estado, não acha que eu poderia dar um fim nessa sua carreira de merda?

—Quem liga para essas especulações baratas? Mauro Mendonça, você mais do que ninguém sabe que não provas contra mim!

—Você é que pensa... Eu tenho um depoimento verídico do jovem Macarto e o seu namoradinho, Bernardo Guimarães não é? –O negro sorriu. –Qual é o cara mais oportunista que você conhece? Não precisa responder, é óbvio que é ele, basta eu oferecer alguns milhões e ele diz quantas vezes e em quais posições já te fodeu! –O negro levantou rápido e logo a porta foi batida com força.

Bernardo havia acabado de entrar, estava com a parte de cima de um terno e um jeans surrado. O moreno olhava sério para o homem negro e parecia que iria voar naquele homem.

—Quem é esse cara, Alberto? –Perguntou já se aproximando, os dois eram da mesma altura e o clima pesado começou a baixar quando Bernardo se pôs ao lado de Mauro.

—Ele é um idiota qualquer...

—Esse idiota qualquer está te ameaçando e você tá deixando barato? Porque não deu um soco na cara dele? –Perguntou olhando com desprezo para o jornalista.

Mauro levantou a mão e deu um forte soco no rosto de Bernardo que caiu com o impacto.

[...]

O professor loiro estava nervoso. Havia caído na cilada de Bernardo e Nathan, talvez já estivesse demitido, mas ainda não sabia. Havia tirado licença e ainda não tinha voltado a escola, Nathan poderia ter ido até o interior de Minas e destruído a família do loiro.

Mas como Emanuel não era bobo, ele iria se acertar com o lado mais fraco da família, ou o lado menos rico. O loiro se encaminhava para o apartamento de Bernardo na expectativa de encontrar o moreno lá e resolver seus problemas como um homem sempre acaba resolvendo.

Bernardo era alto e forte, mas Emanuel não estava muito atrás, era também alto e forte e ele resolveria aquilo no braço.

O loiro chegou ao prédio residencial do ator pornô e entrou, a segurança e portaria daquele prédio eram terríveis, o loiro subiu e seguiu direto para o corredor do apartamento de Bernardo, logo que ele saiu do elevador engoliu em seco.

Nathan Mark estava em frente à porta da casa de Bernardo e reclamava alto, alguma coisa. O loiro gelou e tentou transparecer normalidade. Foi em frente à porta de um apartamento qualquer e mexeu no bolso da calça, como se procurasse uma chave.

—Professor Cavalieri... –Cumprimentou Nathan se aproximando do professor. –Não sabia que o senhor morava nesse prédio...

—Ah... Senhor Mark acabei de me mudar para cá e o senhor, o que faz por aqui?

—Eu? Vim visitar um amigo de longa data... Um amigo dos tempos de escola...

—Seu amigo é um ator pornô, porque o senhor estava em frente à porta da casa de Bernardo... –Insinuou o loiro e logo o moreno se irritou.

Nathan tinha o sangue quente e a mais simples das palavras era capaz de deixá-lo fora de si.

—O que o senhor tem haver com isso? Eu não sou preconceituoso... Se ele quis seguir esse rumo, eu não posso julgá-lo.

—Claro, aliás, por onde anda o seu filho, ele anda faltando minhas aulas... –Comentou o loiro como se estivesse por fora do assunto. Talvez Mark ainda não tinha descoberto que o professor foi visitar a mãe de Guilherme, Emanuel achava que ele vinha exatamente atrás de Bernardo para saber disso.

—Guilherme foi visitar alguns parentes distantes em Londres.

—Então ele vai perder o ano escolar?

—Não, eu já transferi toda a papelada e ele está estudando em Londres agora, até porque o ensino de lá é bem melhor que esse ensino brasileiro...

—Espero que ele esteja se dando bem...

—Ele está... Guilherme é um Mark! E um Mark sempre se dá bem no que faz!

E assim, Nathan Mark foi em direção do elevador para o alívio de Emanuel e o loiro permaneceu ali, iria esperar o ator aparecer e resolver suas pendências.

[...]

—Bom dia, Carlos! –Gritou a jovem filha de Fernando entrando na sala do loiro.

Carlos estava terminando de arrumar uma papelada incrivelmente chata e que estava o deixando tonto de sono, mas aquele dia seria atípico, Maria Luiza havia feito uma briga com o pai, pois queria ir até a empresa ver o pai. A jovem estava com saudades do loiro e o pai, como não conseguia controlar a filha, resolveu levá-la até a empresa.

—Oi, Maria Luiza! Como você está? –Perguntou o loiro indo até a garota e a abraçando, a morena retribuiu, mas não estava a fim de ficar ali.

—Estou bem, mas pode ficar melhor! Vamos até o shopping? Estou pensando em te comprar umas coisas e também para mim!

—Hã? –E lá estava o loiro sendo levado pela menina, saindo da sala de trabalho e já indo para o corredor. –Mas eu sou empregado, não posso sair assim... Seu pai vai me demitir!

—Você acha mesmo que ele vai despedir o namorado dele? –Perguntou à garota desafiando, Carlos olhou nervoso ao redor e reparou que não tinha ninguém naquele momento. –Vamos ao shopping, se divertir, gastar o dinheiro do papai. Ele nem vai sentir falta!

—Eu não vou gastar nada, tá louca Maria Luiza?

—Completamente louca, se você não gastar eu gasto para você! –A morena virou e encarou o loiro. –E se você não aceitar eu vou ter que dizer para o papai que você não aceitou meus presentes e eu fiquei muito desapontada... E você sabe que os pais dão bastante importância aos filhos, não é?

—Garota, você é fogo, né?

—Vamos logo!

Os dois foram até o elevador que logo começou a descer por todos os andares até o térreo. Carlos estava de terno, como trabalhava todos os dias. Já Maria Luiza estava dark como sempre, usava um vestido curto negro e uma meia-calça preta e rasgada, uma maquiagem pesada e all star nos pés. Os dois entraram num carro negro e novo, modelo atual e com um motorista. Era o carro que Fernando havia colocado para fazer todos os gostos de Maria Luiza. O carro seguiu pelo trânsito incessante de Belo Horizonte. Maria Luiza ia comentando sobre como havia conseguido convencer o pai a deixar Carlos livre para ela. E tudo não passou de chantagem emocional barata. Quem diria que Fernando seria tão bobo ao se tratar da filha?

—Você quer ter filhos, Carlos? –Perguntou a jovem saindo do carro. Já haviam estacionado no shopping e o motorista permaneceu imóvel, ele esperaria os dois ali. Carlos e Maria Luiza se encaminharam para o shopping.

—Eu queria, mas a minha condição de homossexual não me permite.

—Ué adota! Papai é rico, fica fácil adotar assim...

—Eu não sei... É difícil e eu não sou muito paciente! –Os dois foram juntos até o interior do shopping. Maria Luiza carregava Carlos pela mão, afinal ela sabia exatamente aonde iria. –Onde estamos indo?

—Uma surpresa, mas me conta como é que você conheceu aquele seu amigo que vimos no outro dia aqui no shopping?

—O Manu? Ahh agente era amigo de escola... Foi o meu primeiro romance homossexual, mas depois reparamos que éramos apenas amigos que trocavam beijos e voltamos a ser só amigos.

—Nossa, mas ele é lindão Carlos!

—Uhum, eu sei, mas eu prefiro os morenos! –O loiro riu com o próprio comentário.

—Por isso você está com o papai! –A morena parou em frente a um sex shop escondido dentro do shopping. –Chegamos!

Carlos encarou a fachada da loja e arregalou os olhos surpreso. Olhou para a garota que sorria.

—O quê? Você tá maluca, eu não vou entrar ai não!

—Claro que vai, olha... Papai é meio maluco... Parece que a história de mandar na empresa subiu a cabeça dele e minha mãe disse que no sexo ele é igual. –Carlos ficou vermelho, ele nunca viu uma garota tão jovem falar daquilo como se estivesse falando de bonecas. –Então vai lá e compra umas coisinhas legais... Pra vocês usarem juntos... Vocês já...? –E ela deixou implícito o que diria.

—Já o quê? Já... Aquilo? Não! Quer dizer, ainda não! Quer dizer... Você não pode saber dessas coisas...

—Eu já descobri a resposta... –Disse a morena vitoriosa. -Então... Você entra compra umas coisas legais e depois vocês usam...

—Garota, você tá louca... Eu não vou fazer isso!

—Olha pra mim, Carlos! –O loiro olhou para a morena, Maria Luiza era um pouco menor do que ele, mas tinha a fibra e a autoridade do pai. –Sabe por que meus pais se separaram? Segundo minha mãe porque eles não inovavam no sexo. Acho bom você entrar aí e comprar alguma coisa interessante e vê se faz aquele homem feliz, afinal ele está apostando todas as fichas em vocês! Seguinte, eu vou comprar umas roupas e daqui à uma hora eu volto aqui para ver como você se saiu! Se quiser fisgar o coração de Fernando Malfitano de vez, está mais do que na hora! Tudo depende de você, Carlos! –Maria Luiza entregou um cartão de crédito em seu nome e a morena saiu e se encaminhou para a loja próximo dali, uma loja de roupas femininas.

Depois de alguns minutos embasbacado, Maria Luiza reparou que Carlos entrou na loja e ela sorriu, mas logo o sorriso da menina sumiu. Carlos saiu da loja, envergonhado e a menina correu para o encontro do loiro.

—Carlos! Porque você saiu?

—Eu não tenho coragem de entrar num sex shop! Vamos embora?

—E o relacionamento com o papai?

—Olha, Maria Luiza... Se seu pai gosta de mim, tem que ser do meu jeito... E eu sou muito careta nesse aspecto. Acho melhor irmos embora!

—Ok... –Concordou a menina e seguiu logo em seguida.

[...]

—BERNARDO! –Gritou Alberto ao ver o corpo do moreno ao chão e o sorriso extravagante do jornalista, o advogado foi rápido. Rodeou a mesa e foi direto para o lado onde o moreno estava, Bernardo levantou depressa e o ódio era notável em seu rosto. Um filete de sangue escorria pela boca do moreno e sua boca estava cortada pela parte de dentro.

O moreno quis atacar o jornalista e advogado negro, mas Alberto se pôs na frente e mesmo sendo menor, o ruivo segurava o corpo do moreno que bufava.

—Saí daqui! Não acha que você está sendo audacioso demais, em bater em um dos meus clientes no meu escritório?

—Tem certeza que ele é só cliente? –Ironizou.

—Qual é, cara? Tá pedindo pra apanhar mesmo, é? –Bernardo continuava impulsionando o corpo para frente e o ruivo segurava seus braços com o máximo de força que podia.

Alberto sabia que se o maior ficasse nervoso poderia querer partir para cima de Mauro e como o negro era advogado sabia exatamente o que fazer para criminalizar Bernardo e o moreno certamente iria preso. Alberto não poderia defender o amado, afinal não era advogado criminalista e sim, advogado em direito internacional.

—Vem, cara! Você acha que eu tenho medo de um atorzinho pornô que tem que usar o pau pra poder ganhar dinheiro...

Bernardo surtou depois daquela, empurrou o corpo do ruivo e o mesmo caiu no chão. Alberto quis se levantar e segurar o amado, mas era tarde demais. Bernardo já havia dado um soco no estômago do jornalista que se curvou com a dor, facilitando assim um segundo soco de Bernardo, esse no rosto, o negro caiu no chão e cuspiu sague no carpete caro de Alberto.

—Curtiu, seu otário? É bom não é ficar no chão?

—Era exatamente o que queria... –O jornalista se levantou com dificuldade e logo se encaminhou para a saída, abriu a porta e virou. –E o que você acha de falar para o seu suposto affair sobre seus beijos com os outros clientes! –Alfinetou o jornalista e fechou a porta saindo.

O ruivo ficou desconcertado, se levantou e foi direto para sua cadeira. Bernardo o encarava e mesmo conhecendo o ruivo há alguns meses, sabia como ele ficava quando um assunto lhe perturbava.

—Affair com clientes? Que história é essa, Alberto?

—Você vai acreditar nele, Bernardo? –Desconversou, o ruivo pegou alguns papéis na gaveta e começou a folear como se aquilo fosse à coisa mais normal do mundo.

—FALA A VERDADE, PORRA! –Gritou o moreno. Bernardo pegou os papéis da mão do ruivo com grosseria, assustando o ruivinho e jogando todos os papéis ao chão. –Que história é essa?!

—QUEM TE DEU A AUTORIDADE DE TOMAR MEUS PAPÉIS ASSIM! –Gritou e ficou em pé. Bernardo segurou o rosto do ruivo e colou as duas testas, olhando nos olhos do ruivo.

—Fala, olhando nos meus olhos! Diz quem foi o desgraçado!

—Bê...

—SEM ENROLAR, CARALHO! Fala na minha cara, quem foi?

—Eu fiquei com ódio por você ter ido gravar num dia que eu estava querendo ficar contigo! Isso me deixou louco de ódio e então... Eu... Eu chamei o Roberto...

—Desgraçado! –Bernardo explodiu, mais uma vez, empurrou o corpo do ruivo com toda a força que o ódio havia lhe dado e o ruivo quase caiu da cadeira. Bernardo nunca havia sido agressivo. –Como você pode me trair, Alberto? Cara...

—VOCÊ ME TRAÍ TODAS AS VEZES QUE FAZ UMA CENA DE FILME E NEM POR ISSO EU ESTOU TÃO PUTO CONTIGO!

—Isso é meu trabalho! Eu ganho dinheiro com isso!

—Mas...

—Mas o quê? Você acha que eu vou viver vida de dondoca? Você pagando tudo que eu preciso e me dando tudo o que eu quero? Desculpa, Alberto, mas se você quer uma pessoa assim, tem milhares de solteiras loucas por um marido rico, então vai atrás dela!

—Bê...

—Eu tenho honra sabia? Eu carrego um pau entre as pernas e eu tenho que honrar pelo menos isso! E se a única forma que eu tenho de ganhar dinheiro é usando ele, eu vou continuar ganhando!

—Bernardo, desculpa...

—Desculpa, que mané desculpa, Alberto? Eu achei que no começo, antes de você ter fugido, você não gostava de mim, mas depois que você voltou eu já pensei que você me amava, mas me enganei... E eu que burro que eu sou? –E sem querer uma lágrima solitária saltou de um olho do moreno. –Eu te amo, mas traição é a coisa mais imperdoável do mundo!

E sem querer ouvir mais uma palavra o moreno abriu a porta e se retirou quase que correndo dali. Estava nervoso, mas acima de tudo estava decepcionado. Já Alberto? O ruivo ficou embasbacado sobre a cadeira. Embasbacado com a declaração, meio torta, de Bernardo e principalmente embasbacado por não tido uma gota de consideração para com o moreno.

[...]

Enquanto terminava a manhã no Brasil já estava à tarde em Londres. Guilherme não havia dado a resposta que o loiro de olhos cinzas havia pedido. O castanho passou o dia todo assistindo aulas e pensando em que resposta daria ao loiro. Ele pensava, principalmente, nas consequências, Max parecia ser sensível e pelas próprias palavras do loirinho, ele nunca havia tido nada. Nem beijo e nem sexo... E mesmo que a oportunidade de conseguir uma grana fácil e a chance de voltar ao Brasil estivesse gritando, o castanho pensava em como poderia magoar o pequeno coração do loiro.

Para piorar mais ainda a situação. Max havia sumido o dia todo. Guilherme assistiu todas as aulas sem a presença do loiro e os professores todos nem comentaram sobre a falta do loirinho, parecia que aquele tipo de falta era comum.

Depois de todas as aulas, já no final da tarde, Guilherme voltou ao quarto, com a cabeça cheia de coisas e encontrou o loiro sentado na cama dele, com uma mala imensa cheia de coisas. Guilherme olhou com desconfiança para o loiro. O garoto sorriu com o olhar do companheiro, Max estava espetacularmente bonito aquela tarde. O sol que entrava pela janela do quarto iluminava o rosto branquinho do loiro. Os olhos cinzas ficavam mais brilhantes com a luz do sol e o casaco verde claro que ele usava ficava incrivelmente ajustado ao corpo magrinho do loiro.

—Não, eu não estou fugindo... Se é que você está pensando... –Explicou o loirinho sorridente. Ele colocou a última peça de roupa e fechou a mala. –A Nobreza Inglesa gosta de doar roupas para instituições de caridade daqui de Londres e os belos trajes londrinos de um dos netos da Rainha são muito cotados, sabia disso?

—Estou pensando em roubar algumas peças de roupa dos membros da Nobreza que eu conheço...

—E quantos membros da Nobreza você conhece?

—Contando com você? Bem... Acho que só um!

—Ahh, então você pretende roubar minhas roupas? Sabia que isso é considera alta traição a Coroa? Dá uns belos anos de cadeia nas penitenciarias de Londres...

—Se o que eu mais quero é ir embora de Londres, ficar aqui não é uma opção!

—Você sabe o que deve fazer se quiser ir embora daqui rápido... –Insinuou o loiro. Pegou a grande mala cheia de roupas e caminhou com ela até o lado de fora. Colocou colada junto a porta e logo um segurança gigante pegou a mala e se retirou com a mesma.

—Esse cara estava ai o tempo todo?

—Se não estava, deveria! Ele veio aqui com ordens restritas de ficar na porta pegar a mala e ir embora.

—Eu estou com medo da Nobreza Inglesa...

—Então, você pensou no que eu disse? –Perguntou o loiro se sentando ao lado do castanho, Guilherme estava na ponta da cama e Max ao seu lado o loiro colocou as mãos sobre o próprio e encarou o chão. –Sobre a minha proposta...

—Acho que isso vai responder... –O castanho se aproximou da boca do loiro e esperou o suspiro pesado do loirinho passar, era óbvio que Max estava nervoso, aquele seria seu primeiro beijo, mas logo levou as mãos até o pescoço branco do castanho e os dois encostaram os lábios.

Guilherme comandou o beijo, a língua do brasileiro entrava devagar pela cavidade do loirinho, as mãos do londrino desciam pelo pescoço e foi até os braços do castanho. O inglês puxou o corpo do castanho para cima de si e o corpo dos dois caiu sobre o colchão e o loiro levou as mãos até a barra da camisa do castanho e tentou puxá-la.

—Não... Não...

—Porque não? –Perguntou o loirinho. Guilherme saiu de cima do corpo do menor e ficou perambulando pelo quarto.

—Isso não vai acontecer entre nós?

—Ma-mas, eu achei que você aceitou o nosso trato?

—E eu aceitei, mas eu-eu não posso te usar, Max... Você é incrível merece alguém que te ame e não um puto como eu...

—Guilherme...

—Olha. –O castanho se aproximou e pegou as duas mãos suadas e pequenas de Max. –Você é um garoto lindo, maravilhoso e você merece ter a primeira vez com uma pessoa que te mereça... Eu já amo outro cara e eu preciso voltar pro Brasil por causa dele... Quando você amar alguém e essa pessoa te amar, vocês vão fazer isso... Não faça isso com alguém que não mereça você, não com alguém como eu...

—Você ama outro?

—Com todo o meu coração... E eu só quero dinheiro para voltar para o Brasil por ele... E se você me ajudar, nós não passaremos de beijos!

[...]

Bernardo voltava para casa com ódio descomunal, o moreno pensou em ir atrás do tal Roberto Macarto e mostrar para ele o que um homem de verdade deve fazer quando é traído, mas isso era idiotice até para ele. Após, uma ligação de seu empresário e alguns conselhos o moreno resolveu seguir e voltar para casa, esfriar a cabeça.

Alberto ligava incessantemente e o moreno ignorava. Ignorou uma chamada, duas, três, cinco e depois da décima ligação tirou o aparelho telefone do bolso do jeans e ainda dirigindo sobre sua moto, atirou o telefone no meio da avenida. O aparelho se partiu em vários pedaços e ainda alguns carros passaram por cima.

O maior estacionou a moto no seu prédio residencial e subiu, o elevador estava quebrado. Bernardo jogou as mãos para o céu e subiu para as escadas, sorte que seu apartamento, não era em um andar muito alto.

O moreno saiu da escadaria e deu de cara com Emanuel ali na porta de seu apartamento. O loiro encarou o moreno com uma cara de poucos amigos e Bernardo sabia que seria mais uma bomba no seu dia, que por sinal já estava maravilhoso.

—Qual é cara? Veio terminar de foder com o meu dia? –Esbravejou o moreno, já indo abrir a porta de sua casa, que nem estava trancada. Bernardo apenas abriu e entrou.

—Não vai me convidar para entrar? –Ironizou Emanuel e Bernardo estendeu a mão, no típico gesto de reverência.

—Claro, vossa senhoria! –Foi a vez do moreno ironizar. Emanuel entrou e se encaminhou para o meio da sala, Bernardo fechou a porta e virou para o loiro. –Fala o que você quer!

E tudo aconteceu muito rápido, Emanuel avançou em Bernardo, segurando forte na camisa do moreno e jogando o corpo do ator contra a porta. Emanuel ficou apertando o pescoço do moreno que logo reagiu, empurrando o corpo do loiro para longe e massageando o pescoço.

—Como você teve coragem de trair o Gui e me jogar contra o monstro do seu irmão?

—O quê?

—Não se faz de desentendido, seu oportunista! Você e o Nathan se juntaram para me mandar atrás da mãe do Gui, só para você ganhar uma grana fácil e o seu irmão destruir minha família.

—Você se drogou, seu idiota!

—Idiota é você, seu filho da puta! –E o moreno se estressou de vez, foi firme em direção de Emanuel e desferiu um soco contra o rosto do loiro, que logo reagiu dando também um soco no rosto do ator.

Bernardo segurou o loiro pela camisa e jogou sobre o sofá, o loiro rolou pelo sofá e caiu no chão, próximo a pequena mesa que tinha ali. Em cima da mesa, tinha um singelo vaso e Emanuel agarrou o objeto e jogou forte contra o moreno. Com agilidade, Bernardo colocou o braço em frente ao rosto para evitar um futuro corte, e o vaso estilhaçou em seu braço cortando o mesmo.

—Porque diabos você veio cheio de razão na minha casa e me acusa de algo que eu não fiz? –Falou o moreno indo até o chão onde o loiro ainda estava deitado e agarrou o mesmo pela camisa, suspendendo seu corpo.

—Você tá compactuando com o vadio do seu irmão, Dona Amélia me disse tudo!

—O quê? O que aquela louca disse pra você? –O moreno jogou o corpo do loiro no sofá e sentou-se no outro.

—Não vem bancar o desentendido, Bernardo! Ela mesma me contou que você foi o filho da puta que destruiu o carro dela e que a deixou naquela cadeira de rodas.

—Droga! –O moreno levou as mãos ao cabelo, seu braço escorria sangue, mas ele nem tinha notado. –Eu devia ter pensando que ela ia falar isso mesmo... Olha cara... Isso foi uma época da minha vida, em que eu infelizmente não sabia de algumas coisas que hoje eu sei! Foi em um período em que dinheiro era mais do que tudo pra mim...

—E por isso você destrói a vida de uma mulher?

—Olha, eu sei que eu errei e eu errei feio, mas você não pode me julgar... Você acha que é certo se envolver com um moleque menor e ainda por cima seu aluno? –O loiro se calou, suas costas eram tomadas por fortes pontadas de dor devido as pancadas. –O Gui mesmo pediu para que eu te ajudasse, eu nem sei por que eu te dei o endereço daquela mulher e sei... Guilherme é esperto, logo ele voltará e escondido... Ele tem a inteligência do pai...

—E porque você virou bonzinho assim? Da noite para o dia?

—Cara, isso são coisas que nem eu quero dizer... –E na mente do ator, o advogado veio em seguida. E a raiva voltou. –Olha, professor... Você pode ir embora? Eu não estou nos meus melhores dias... Aliás, você vai pagar esse vaso, ele foi da minha vó!

—Quando o Guilherme voltar eu te dou... Só não conta para o Nathan que eu fui ver a mãe do Guilherme...

—Palavra de escoteiro! –O loiro saiu sorridente logo em seguida e o moreno levantou e pegou a vassoura para limpar a bagunça da casa. Havia sido um dia cheio, um cara desconhecido no escritório, à descoberta da traição e ainda a explosão do professor de Guilherme. –Que dia, meu Deus! Acho que vou ligar para o Igor. –O moreno pegou o telefone fixo e discou o número do patrão. –Igor, cara tem algum vadio aí que eu possa comer? Estou cheio de problemas...

Notas finais
Vamos ao nosso questionário básico? Gostaram do capítulo? Bem, o Max ficou safadinho hein? Parece que agora ele e o Gui vão dar um passo, o que vocês acham? Do Gui com o Max? Descobrimos o nosso chantagista, e agora, como o Alberto vai lidar com um ex-colega de curso de direito e que ainda por cima foi humilhado pelo nosso ruivo? Um encontro entre Nathan e Emanuel, alguém gelou? Maria Luiza quase convenceu o Carlito a ir no sex shop! E então, ele devia ter comprado algumas coisas ou não? Bernardo e Mauro aos tapas e no final o nosso moreno descobriu a traição do ruivinho... E agora, como vai ficar o nosso casal? E Guilherme beijou o Max! Alguém quer me matar por isso? Please não, o que vocês esperam desses dois? Bernardo e Emanuel, aí Deus é muita testosterona! Algo me diz que esses dois ainda vão ser amigos, o que vocês acharam dos dois? Alguém sentiu falta do Nandinho? No próximo ele vem com tudo! — Sugestões para o futuro da fic? — COMENTEM, PLEASE! E beijokas do Sketcher...