The Truth About Love!
10 X- Verdades
Notas iniciais
—Bom dia, Carlito! –Pulou sobre a cama do amigo o loiro maior. Emanuel foi visitar o amigo e acabou por encontrá-lo dormindo. Carlos havia chegado tarde durante aquele dia, afinal havia ficado até tarde no restaurante com o chefe e logo depois veio todo contente para casa. –Nossa, te conheci menos preguiçoso!
—Que droga, Manu! –Resmungou o loiro menor com os cabelos espalhados e todo coberto. –O que você quer aqui, em pleno sábado?
—Exatamente por isso! Hoje é sábado! Não tenho trabalho nem nada do tipo e estava com saudades do meu amigo, já que nem no Facebook ele entra mais!
—Eu trabalho demais!
—Ahh claro, o secretário trabalha demais! E eu o misero professor que passo o dia todo sem fazer nada.
—Você passa o dia todo namorando o seu aluninho que eu sei! –Falou querendo parecer enciumado.
—Era exatamente sobre isso que eu vim aqui... Estou muito encrencado...
—Deixa eu ver... –Carlos sentou-se na cama e Emanuel também, os dois estavam com as costas apoiadas na cabeceira e com as pernas a mostra, Emanuel usava apenas uma bermuda curta e Carlos estava apenas com a samba-canção que usava para dormir. –Você está se envolvendo com um menor que não sabe transar direito e você veio até aqui saciar suas vontades sexuais com o ex-namorado. Acertei?
—Não!
—Que droga! Estou super a fim de transar, mas com o Fernando o ritmo é muito lento! –O maior gargalhou alto e sorriu ao lembrar-se do jeito brincalhão e atirado do amigo loiro.
—Quer dizer que o nosso super empresário é lerdo na hora de transar?
—Eu ainda não sugeri nada e você sabe que eu estou só brincando, ele é um cavalheiro e eu adoro os cavalheiros!
—Por isso nosso namoro não vingou...
—Claro, você não é cavalheiro... Você é o cavalo! –E os dois riram alto novamente, como era bom ver o melhor amigo depois de muito tempo sem ter contato. –Me conta, qual o problema com o de menor?
—Um garoto descobriu nosso rolo e parece que vai contar para o pai do Gui...
—Ué, mas esse guri não é assumido?
—Nem em sonho, o pai do Guilherme além de violento é um tremendo monstro preconceituoso!
—Que mal...Você pagou a língua, Manu... –Tossiu aquecendo a voz. –O meu próximo relacionamento vai ser com um cara bem resolvido e assumido... —Falou o loirinho imitando a voz mais grave do amigo. –Agora pegou um menor cheio de problemas...
—Verdade, devia ter dito que iria pegar um menor e não assumido que assim eu conseguiria um cara bem resolvido... É a vida, mas me diz como anda o seu rolo com o chefinho?
—Devagar, como eu disse... Ontem ele me levou para jantar e foi incrível...
—Jantar é? Nossa, tá tudo indo tão bem assim?
—Pelo visto sim, foi um delicioso jantar num restaurante de comida italiana que tinha um Carpaccio delicioso, nossa eu acho que engordei uns dez quilos só ontem...
—E como seu homem é lento, nem deu para gastar os dez quilos num motel depois... –Ironizou o professor.
—Dá um tempo, Manu. E depois do jantar, nós dançamos no salão e nos beijamos... –Carlos deitou sobre o colo do amigo, para lembrar-se dos belos momentos da noite anterior. –E ficamos lá aos beijos e abraços e dançando, foi maravilhoso...
—Espera! Deixa eu ver se entendi... Vocês ficaram aos beijos num salão aberto cheio de pessoas, é isso? Você já foi mais recatado, Carlito... –Reclamou o maior mexendo nos fios loiros do secretário.
—Ele fechou o restaurante... Apenas para nós dois não é romântico?
O maior parou de massagear os fios do loiro menor, fazendo assim Carlos o olhar, Emanuel encarava a janela e Carlos sabia que isso indicava que o loiro estava pensando. Emanuel tirou a cabeça do loiro de seu colo e levantou como se já fosse embora.
—Onde você está indo? –Perguntou o loirinho sobre a cama, sem entender nada.
—Deixei o Gui sozinho lá em casa, tenho que ir ver se ele está bem...
—Calma, Manu. Guilherme é um adolescente, mas não é uma criança que não pode ficar sem supervisão, o que aconteceu?
—Carlos, eu tenho mesmo que ir... –Falou convencido de que deveria ir embora.
—Eu te conheço, o que aconteceu? No que está pensando?
—Carlito... Esse homem tem vergonha de você! –Revelou o professor.
[...]
Guilherme acordou sobre a cama do professor loiro, o quarto estava até organizado e o menor coçou os olhos vendo no display do aparelho celular que já era quase dez da manhã. Levantou e foi a procura do professor que era sua paixão. Rondou toda a casa, mas não encontrou nenhum sinal do loiro, apenas um bilhete sobre o criado-mudo.
“Vou dar uma volta, eu volto logo. Beijões!”
O menor então se encaminhou ao banheiro e tomou um banho quentinho para despertar melhor. O apartamento pequeno de Emanuel era perfeito para os dois, Guilherme se sentia em casa ali, embora não fosse sua casa e não estivesse acostumado com o pouco.
Ser filho de um rico empresário nunca foi a melhor coisa que aconteceu na vida de Guilherme. Seu pai lhe dava de tudo, mas não dava amor e carinho e Guilherme era tão carente. O castanho saiu do banheiro e se vestiu com algumas roupas que ele e o loiro compraram para ele. Uma camiseta preta, mostrando os braços pouco malhados e um jeans qualquer.
O castanho queria conversar, mas não poderia ir para casa. Com certeza, se Nathan já soubesse de tudo que aconteceu com ele, o seu pai já estaria em uma busca incessante por sua cabeça e lhe mataria de tanta pancada. Pegou o aparelho celular e discou o número conhecido.
Num bairro tão pobre quanto o de Emanuel, Bernardo estava se perfumando em frente ao espelho. Iria gravar duas cenas especiais naquele sábado. Uma seria em cima de uma arranha-céu de Belo Horizonte, em que ele transaria sob o sol, uma típica transa de verão e na outra ele transaria em cima de uma mesa de bar, sexo no bar.
O aparelho celular começou a tocar e o moreno foi até o aparelho vendo o número do sobrinho.
—Fala, sobrinho!
—Bernardo... Você está em casa?
—Saindo, o que houve?
—Preciso conversar, não pode adiar?
—É meu trabalho, garoto! Tenho dois gringos para comer. Não podemos conversar depois?
—Temo que talvez você seja a última pessoa que eu possa ver...
—Você tá metido com drogas, garoto?
—Não... Por favor, adia seu compromisso e deixa-me ir aí conversar contigo?
—Ok... –Respondeu o ator. –Vem depressa, talvez eu ainda grave hoje a tarde.
—Valeu, estou indo!
Guilherme penteou os cabelos e pegou o papel onde Emanuel havia escrito o pequeno recado, virou e escreveu na parte em branco.
“Vou para casa, me deseja sorte! Beijos e depois eu te ligo!”
O garoto saiu pela entrada do prédio onde morava o professor, o apartamento do seu tio também era ali perto, afinal ambos não tinha muito dinheiro e não moravam em um bairro tão valorizado como Guilherme. O estudante caminhou por alguns longos minutos até chegar à entrada do prédio onde se tio morava. Era um prédio melhor que o de Emanuel, mas também era de uma classe menos favorecida.
O garoto pegou o elevador e logo chegou ao andar onde ficava a casa do tio. Bateu na porta e pela primeira vez seu tio abriu a porta devidamente vestido.
—Você? Vestido? –Ironizou o menor. Bernardo sempre foi bonito, mas vestido chegava a ser mais. Talvez, pelo fato de ele sempre estar sem roupa, quando estava vestido ficava mais interessante.
—Sem piada, vamos logo pretendo gravar ainda hoje. –O ator abriu passagem para o menor entrar no apartamento bagunçado e Guilherme foi direto para o sofá. –Quer algo?
—Só conversar mesmo...
O moreno sentou próximo ao castanho, sempre despojado. Jogado sobre o sofá com as pernas bem abertas.
—Fala o que te aflige... –Ironizou o maior como se fosse um psicólogo.
—Tio... Meu pai vai descobrir tudo...
—Tudo? Sobre o seu relacionamento com o professor?
—É... Um amigo meu viu e disse que iria contar tudo para ele...
—E esse garoto ainda te chama de amigo?
—Era meu amigo, Otávio, você conhece, aquele garoto que dormia lá em casa nos dias que meu pai estava viajando...
—Aquele moleque encrenqueiro? Sabia que ele ainda ia aprontar para cima de você, mas se ele contar tudo... Seu pai vai te matar e ainda vai fazer de tudo para o professorzinho ser preso, você conhece o Nathan!
—Eu estou uma pilha de nervoso... –Revelou o castanho quase aos prantos. –Nem dormi em casa, mas eu tenho que voltar hoje... Ele disse que se eu passasse mais de vinte e quatro horas longe de casa eu ia ter problemas. O que eu faço, tio?
—Vai pra casa e torce pra esse moleque não ter aberto o bico... Você é menor, Guilherme!
—Só por mais um mês!
—E Nathan tem dinheiro suficiente para por meio mundo na cadeia. É melhor você dar um jeito desse guri não abrir o bico, sabe que isso seria o fim de tudo... Imagina só o seu professorzinho na cadeia?
—Ahh Deus! Maldita hora que o Otávio viu tudo!
—Agora você vai ter que arcar com as consequências... Pronto, seu tempo acabou!
—Grande ajuda a sua, Bernardo! –Reclamou o menor.
—Eu tenho que trabalhar e qualquer coisa me liga que eu vou tentar te dar uma força com o dono do mundo!
[...]
—Maria Luiza, que inferno! –Gritou Fernando correndo atrás da filha. A cena seria até cômica. O pai descabelado e apenas com um moletom correndo atrás da garota gótica que segurava uma nota de restaurante...
—Fala logo, com quem você foi jantar ontem? –Perguntou a menina ainda correndo, ela era esperta entrou no quarto dela e logo trancou a porta.
—Abre essa porta! Seu pai está mandando!
—Responda minha pergunta, com quem você foi jantar ontem?
—Foi jantar de negócios, você não conhece meus sócios.
—Não acredito... Você saiu ontem perfumado e muito bonito! Não iria se arrumar para ver um bando de homens, você só se arrumaria para ver um...
—O que você está insinuando, garota? Sua mãe maluca deixa você ver muita TV. Me dá essa nota, Maria Luiza!
—Qual é pai! Revela logo que você estava tendo um jantar romântico com o Carlos!
—MARIA LUIZA! Para de inventar coisas... Abre essa porta.
—Você pode morrer negando, mas eu passei em frente a esse restaurante ontem e vi seu carro lá. Fui até o vidro das janelas e vi vocês dois juntos!
—OK! Foi um jantar de negócios!
—Não sabia que você dançava agarradinho em jantares de negócios!
—INFERNO! Porque eu tive que ter uma filha xereta.
—RECONHEÇA! Vocês tiveram um jantar romântico...
—Certo, tivemos um jantar romântico e estamos quase namorando se é isso que você quer ouvir, agora abre essa porta e me devolvi à nota!
A garota abriu a porta e entregou o pedaço de papel que segurava, que era um pedaço de papel qualquer apenas para saber a verdade do pai.
—Um pedaço de papel qualquer? Como você consegue me enganar?
—Eu te conheço, papai! Será que eu posso chamar o Carlos de mamãe? –Perguntou agarrando o pai para um abraço apertado.
—Claro que não, espera... Você não está irritada por seu pai ser gay?
—Não... Eu sempre quis ter dois pais! E agora eu consegui!
—Você é uma figura sabia?
O empresário abraçou a filha com carinho e se espantou com aquela reação da filha.
[...]
—DROGA, DROGA, DROGA! –Gritava irritado o advogado no escritório que ele tinha em casa. Alberto estava mexendo nas papeladas dos processos e completamente confuso com tantas páginas para leitura. –Maldita hora que eu disse, para mim mesmo, que dava conta de dois casos grandes!
—Algum problema, senhor? –Perguntou Joana, a empregada da casa do advogado. Joana era negra e trabalhava há anos com o advogado.
—Nenhum... Quer dizer tem sim! Ligue para o Roberto e diga para vir aqui em casa urgentemente, ele já tem o endereço, diga que é muito urgente! O telefone dele está na agenda na estante perto do sofá vermelho.
A mulher saiu e logo foi ligar para o garoto.
[...]
—Como assim, vergonha? –Carlos perguntou se pondo de pé assim como o amigo que já estava. –Claro que não, estamos muito bem, Manu! Você deve estar alucinando...
—Carlito... Ele fechou um restaurante para vocês dois... Porque ele faria isso?
—Privacidade...
—Você tá pensando com o coração não com a cabeça! Se fosse por privacidade vocês jantariam na casa dele, pra que melhor privacidade?
—Você está enganado a respeito dele, Manu!
—Você sabe que não! Ou ele faria isso por vergonha, ou para mostrar para você que ele tem muito dinheiro... E ele não precisa mostrar isso, você já sabe!
—PARA DE COLOCAR PILHA NO MEU RELACIONAMENTO! –Gritou o menor.
—Não se altera! Pensa direito, pelo amor de Deus, Carlos.
—VAI EMBORA! –Gritou o menor alterado. –A ÚLTIMA COISA QUE EU QUERO É MEU MELHOR AMIGO DANDO ZICA NO MEU NAMORO!
Carlos deitou-se chorando na cama e Emanuel saiu cabisbaixo, o loiro pensou no que disse e acabou por reconhecer que errou. Não deveria ter dito com tanta certeza que o outro tinha vergonha dele, mas Carlos sempre seria seu primeiro namorado e ele nunca deixaria alguém magoar o seu pequeno loirinho.
[...]
—Bom dia, senhor Duarte! –Falou Roberto, o loiro logo chegou à casa do ruivo e foi direto para o escritório resolver as pendências.
Roberto estava despojado e ele até lembrava Bernardo, se ele não fosse loiro e mais novo que o ator, mas tinha o mesmo rosto expressivo e o sorriso meio safado, além de um corpo bem conservado.
—Pode se sentar, senhor Macarto.
—Qual o assunto de tamanha urgência, doutor?
—Bem... O senhor sabe eu estou envolvido em outro processo, esse outro é internacional o que dificulta ainda mais, principalmente pela justiça norte-americana ser mais ágil que a brasileira. E como o processo do senhor ainda vai demorar a entrar em julgamento, eu vou focar no meu outro cliente... Então, só queria mesmo pedir para o senhor não procurar outro advogado e esperar, afinal você não encontraria outro advogado tão bom quanto eu...
—Não encontraria mesmo... –Sugeriu o menor, o loirinho comia o ruivo com os olhos, com certeza aquela afirmação foi num sentido mais inapropriado.
—Desculpe? Não entendi o que o senhor tentou dizer...
—Não vamos nos fazer de bobo, doutor! Toda a mídia sabe do seu envolvimento com o Bernardo, não adianta se fazer de hetero mais... Eu sei que você gosta disso! –O garoto levou a mão até o membro e deu um forte aperto naquela região, inevitavelmente Alberto olhou para o aperto no membro e se sentiu constrangido com a situação.
—Você deve estar enganado!
—Ahh claro! –O garoto levantou e foi até o outro lado da mesa. –Vamos ver?
O garoto sentou sobre o colo do advogado e o ruivo acabou perplexo, mas não acabou por ai. O loirinho beijou os lábios rosados do advogado, um beijo ágil e cheio de volúpia, mas sem paixão. O ruivo tentou sair daquele beijo forçado, mas o menor só parecia fraco, conseguia segurar o pescoço do ruivo com maestria e logo sua língua estava entrando na cavidade bucal do ruivo. O advogado tentou se mexer mais não conseguiu se libertar do beijo do menor.
—Uau! –Separou-se do ruivo o loirinho. –Que beijo!
—Vou te processor por assédio...
—Nossa, pra que isso? Isso só vai aumentar os rumores sobre sua sexualidade...
O garoto saiu de cima do advogado e foi logo pegando sua pequena mochila que estava na cadeira.
—Bem, até depois!
—Se fosse por mim seria até nunca mais, pena que eu prometi que ajudaria no seu caso! –Falou irritado o advogado.
—Ahh, não seja malvado! Sabe bem que eu não fiz por mal, você é lindo e gay... Eu precisava desse beijo, estou indo!
O loirinho saiu do escritório do advogado deixando ele estupefato e logo desceu para o térreo do prédio. O garoto sacou o aparelho telefônico e ligou para um conhecido.
—Tenho novidades... O advogado é mesmo gay, acabamos de nos beijar e com certeza, ele ficou excitado... Sei... Claro, vou seguir o plano... Tentar transar?... Bem isso vai aumentar o preço... Ok... Ok... Um prazer negociar com você...
[...]
Guilherme acabava de chegar ao prédio onde morava com o pai. Passou o caminho todo torcendo para que o amigo tivesse repensado e desistido de contar tudo sobre sua sexualidade. O garoto morava no mesmo prédio que o amigo então resolveu ir até o andar onde moravam os pais do amigo para tentar convencê-lo.
O castanho foi pelo elevador e parou em um andar antes do seu e bateu na porta onde morava o amigo.
—É... Bom dia, Otávio está? –Perguntou a empregada que já era sua conhecida, mas que não lembrava o nome.
—Olá, Guilherme! Não... Otávio saiu! Eu aviso que você veio aqui?
—Não, não precisa... Valeu mesmo, tchau!
A doce empregada fechou a porta e Guilherme teve de subir para então enfrentar a fera que já deveria saber ou fingir ser um bom filho para evitar o pior quando o papai soubesse.
Logo o menor parou em frente a porta do apartamento e a abriu. Guilherme gelou com a visão que teve. Otávio estava frente a frente com seu pai. O garoto tinha a cabeça abaixada e mesmo sendo mais alto que o senhor Nathan, ele parecia um garotinho em frente ao agressivo pai de Guilherme.
Os olhos de Nathan demostravam ódio e esse ódio só piorou quando o pai viu o filho ali na porta do apartamento como se nada estivesse acontecendo. Nathan ficou possesso, correu com agilidade até o garoto e agarrou com força seu braço, pouco malhado.
—VIADO! –Gritou o pai completamente alterado, jogando o garoto na parede mais próxima e dando um forte chute na perna direita do filho. Guilherme caiu sem forçar no chão e mal conseguia visualizar a ira do pai. Nathan estava com os olhos arregalados e completamente expressivos. Guilherme chorava devido à força com que foi jogado contra a parede e também pelo recente machucado da perna. –VIADO, GUILHERME!
—Calma, senhor Mark!
—VAI EMBORA DAQUI, GAROTO! –Nathan olhou enfurecido para o amigo do filho que logo saiu, talvez assustado pela fúria do pai do amigo. –VOCÊ NÃO MERECE O PAU QUE CARREGA!
Nathan chutou com força o membro de Guilherme que gritou com o golpe, levou as duas mãos ao membro e chorou, se fosse feito de ossos, com certeza estaria quebrado agora!
—SEU DOENTE! –O moreno agarrou o cabelo do filho e o puxou levantando o garoto que só gemia e chorava. –TEM OS MESMOS PROBLEMAS QUE, SEU TIO!
O homem possesso agarrou a cabeça do filho e deu duas fortes batidas contra a parede dura, fazendo o menor ficar tonto, a ponto de desmaiar. Com o corpo enfraquecido, Guilherme quase caiu ao chão, mas o pai agarrou seus dois braços e o jogou, como um boneco sobre o sofá.
—PREPARA SUAS MALAS! AMANHÃ, VOCÊ IRÁ PARA A INGLATERRA!
—In-Inglaterra? –Gemeu o menino.
—Para um colégio interno! Talvez assim, você aprenda a ser homem e deixar de ficar dando a bunda por ai...
—Mas... Pai!
—NÃO ME CHAMA DE PAI! EU SÓ NÃO TE MATO PORQUE EU IRIA PARA A CADEIA. SEU VIADO IMPRESTÁVEL!
E assim o empresário saiu de casa, antes que pudesse fazer uma grande besteira, deixando o filho todo machucado sobre o sofá.
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