The True Love
1 Isso é tão nojento!
Coloquei a roupa de volta no cabide e vesti minha blusa. Estava tão feliz, acabamos de apresentar um comeback, não houve erros graves na coreografia, não desafinamos ou escorregamos na voz, estava perfeito.
— Hey, maknae! — Jinyoung interrompeu meus pensamentos. — Vamos sair para comer ramyun.
— Sim, hyung! — respondi sorrindo e correndo até os outros.
Você já sabe quem sou, certo? Gongchan, o maknae do B1A4. — Todos estavam felizes, Sandeul pulava e cantarolava, Baro sorria a toa, CNU estava com aquela carinha sorridente de sempre, Jinyoung hyung não parava de sorrir. Fomos num restaurante pequeno, quase sem clientes e ficamos por lá, comendo ramyun e bebendo Soju.
- Acho que estou tonto... — Disse Sandeul pousando a cabeça no ombro de Baro.
Baro por sua vez, passou a mão por sua cintura o abraçando e trazendo-o mais para perto, depositou um beijo em sua testa e sorriu. Depois de tanto fan servise, eles acabaram namorando de verdade.
— Vou pedi um taxi... — Disse CNU sonolento.
— Sim... — Falou hyung colocando a cabeça sobre a mesa.
Logo o taxi chegou e nos deixou em casa, Baro se jogou no sofá pegando no sono. Sandeul sentou em cima dele.
- Ei, seu porco. — ele disse dando um selinho no outro. — Ao menos tome banho, ou não dormirei com você.
Entrei no banheiro, tomei banho e enrolei do tronco para baixo com a toalha. Fui escovar os dentes quando a porta abriu. Jinyoung-hyung entrou cambaleando e vomitou no vaso sanitário.
— Hyung, você está bem? — perguntei desesperado tentando ajudá-lo.
— Não se preocupe, maknae... — ele disse. — só bebi demais. — ele falou dando descarga. Jinyoung me olhou de cima para baixo. — Você... Tem um belo corpo,maknae. — ele falou por fim.
- Obrigado, hyung! — Falei sorrindo.
Ele continuava me analisando, mordendo o lábio inferior, até que se deu conta do que estava fazendo, balançou a cabeça e saiu do banheiro.
Fui para o quarto que divido com CNU, antes dormia com Sandeul e Baro, ele dormia sozinho, mas com as coisas que acabaram acontecendo entre os dois, mudei para o quarto de CNU. Jinyoung tem quarto sozinho.
-maknae, o que aconteceu no banheiro com o Jinyoung? — ele perguntou já mais sóbrio.
— Ele vomitou, — respondi pensativo. — acho que não esta acostumado a beber... Será que ele vai passar bem durante a noite?
— Não sei... Maknae, porque não vai dormi com ele? Só por esta noite, acho que ele não está bem.
— Hm... Tudo bem. — Vesti meu pijama e fui saindo do quarto carregando meu travesseiro. — Hyung... Está acordado? — perguntei batendo na porta de leve.
— Sim, maknae, entre.
Obedeci. De costas para mim, ele estava com a toalha pendurada nos ombros, com a cueca ainda na altura dos joelhos deixando revelar a parte de trás um pouco carnuda. Uma sensação esquisita subiu sobre meu corpo, a vontade mais estranha que já tive em minha vida: Morder o bumbum do hyung. Ele levantou a cueca e se virou para mim.
— O que há de errado, maknae?
— Nada... — respondi depois de respirar fundo. — CNU pediu que dormisse com você. acho que ele quer falar com a namorada. — Ele riu. — O hyung também...
— O que?
— O hyung também tem um belo corpo.
Ele riu e fez sinal positivo. Pegou uma blusa e vestiu-se. Era uma cama de casal, dormimos juntos pela primeira vez. Jinyoung apagou a luz e deitamos na cama.
— Hyung... — falei sem graça.
— Fale, maknae... — Ele respondeu sonolento.
— Seu bumbum... Tive vontade de morde-lo. — Disse sem graça.
— Você quer fazer isso maknae? — Ele perguntou.
— Não é isso, hyung! — Quase gritei. — Só... Tive vontade...
— Se você tiver esta vontade de novo... Eu deixo. Boa noite maknae. — Ele disse depositando um beijo no canto dos meus lábios.
Não, eu não deveria ter aquela vontade de novo. Ah, se eu soubesse que tais coisas aconteceriam de qualquer jeito não teria adiado.
Acordei com o barulho que a casa estava fazendo, minha cabeça estava escondida
no peitoral do hyung, o cheiro da sua colônia invadia minhas narinas, minha perna atravessava seu corpo e ele estava com o braço em volta do meu corpo. Suspirei fundo.
— Bom dia, maknae. — Levantei num salto ao ver que ele estava acordo.
— Ah, Jinyoung-hyung! Não sabia que estava acordado! Me desculpe por ter falo coisas estranhas na noite passada e por ter te abraçado durante seu sono, é que não consigo dormi sem abraçar algo...
— Relaxa, Gongchan. — Ele disse sorrindo e levando-se da cama.
Ele vestiu uma calça e saiu do quarto. Voltei para meu quarto.
— Bom dia, CNU-hyung. — Falei jogando-me na minha cama.
— Oi, maknae. — Ele respondeu colocando os óculos. — Como dormiram?
— Bem... — Respondi, até que a imagem do traseiro do Jinyoung veio na minha cabeça. — CNU-hyung... Posso falar para você um segredo?
— É claro!
— É que... — comecei e logo me arrependi. — Ah, que nojo! — exclamei saltando da cama. — Deixa para lá, CNU.
Fui para a sala, Sandeul estava preparando o café da manha enquanto Baro estava com a cabeça abaixada sobre a mesa. Sandeul depositou Um beijo em sua cabeça, o que o fez levantar e puxar o outro pela gola da camisa dando um beijo calmo e longo.
Eu gostava dos carinhos que Baro fazia em Sandeul, deve ser bom ter alguém com que se possa depositar carinho, dar beijos longos e lentos, quentes e rápidos, conversar, desabafar, alguém que esteja contigo mesmo quando o resto do mundo não está. Eu queria viver um amor assim, estou disposto a viver. Talvez não como eles... Com um homem, talvez não, há não ser que me apaixone mesmo. Só que não há ninguém que fique comigo. Já namorei antes, com uma garota, seu nome era Kyuwon, ela era linda, tinha tudo que se pode querer em uma mulher, como diria minha mãe: “Uma mulher para casar!”, mas já não estava dando certo, ela tinha ciúmes demais, o que eu achava bonito, mas uma hora ultrapassou, ela ameaçou minhas amigas, então terminamos, mas na verdade, nunca a amei de verdade.
— No café da manhã não, por favor! Eca né?! — Disse os separando.
— Para com essa coisa boba, Gongchan! — Falou Baro.
— Mas isso é nojento, com tanta mulher no mundo vocês ficam um com o outro?! Eca, Né?
— Estamos felizes juntos, não é isso que importa? – Sandeul veio falando cheio da razão. – Você está sendo preconceituoso ou está com medo de também querer, maknae?
— Eu?! Querer?! – Ri nervoso. – Não!
— Por que não experimenta? – Jinyoung perguntou sentando na bancada com seu leite. – Eu também tenho medo de gostar disso, mas estou com a mente aberta, você deveria fazer o mesmo.
— Vocês estão ficando malucos?! – Perguntei rindo nervoso de novo.
Sentei-me o mais longe possível, fiquei na sala e liguei a televisão, passava Bob Esponja – calça quadrada. Não sou preconceituoso ou tenho medo de gostar... Mas não vejo razão para eles serem assim. Não sei. Eu quero me envolver com alguém, mas as garotas gostam de mim porque sou bonito e sou famoso, não quero isso, mas devo tudo as minhas fans, só não... Namoraria com uma delas, a não ser que me apaixone, é claro. Meus pensamentos foram interrompidos quando Jinyoung sentou ao meu lado esticando uma tigela de cereal com leite.
— Coma. – Ele disse sorrindo.
— Obrigado, hyung. – Disse pegando a tigela. – O que você acha realmente deles dois?
— Ah, maknae, eles são nossos amigos e... – Ele falou gesticulando.
— Não estou falando disso, hyung! – Falei o interrompendo. – A relação deles dois.
— Bom, Gong... Eles são felizes juntos, eles se gostam e dá para ver que é de verdade. Parece que são feitos um para o outro, se encaixam. Isso que é importante, não tem nada mais importante que o amor, não importa se os dois são homens ou são mulheres, o importante é que eles se amam.
— Não acha nojento?...
— Não, maknae, um dia você também não achará. Tenha uma mente aberta e verá. – Ele sorriu, depositou um beijo na minha bochecha e se levantou indo de encontro com os outros.
Eu gosto muito do B1A4, eles são como minha família, já fui mais chegado a Baro, mas quando ele começou a namorar o Sandeul fiquei com um pouco de nojo dele, me aproximei então do CNU ainda mais, ele é como um irmão mais velho, o tipo de pessoa que você pode contar todos os seus segredos e ele não contará a ninguém, um conselheiro. Sandeul é o mais energético, ele pula, dança, canta, o dia inteiro, alegra todos aqui, sempre consegui deixar qualquer um para cima. Jinyoung é como um amigo de infância, ele está sempre do meu lado, eu gosto muito dele, é um grande amigo.
— Vamos fazer o que no nosso dia de folga? – Baro perguntou se jogando no sofá.
— Podemos ir ao parque? – Jinyoung perguntou.
— Meninos, eu vou sair. Ok? – CNU falou entrando na sala já arrumado.
— Posso ir com você, Dongwoo-hyung? – Perguntei saltando do sofá e colocando a tigela na mesa de centro. CNU pareceu pensar, olhou para os outros, principalmente para Jinyoung e então respondeu:
— Sinto muito, pequeno. Vou passar o dia com minha namorada. – Ele falou dando um tapinha nas minhas costas.
Eu sabia que CNU tinha uma namorada, era uma estrangeira chamada Rose, ela era da Inglaterra e morava em Seoul a três anos. Era muito bonita, meiga e simpática, eles sim se encaixavam.
— Ah, tudo bem. – Falei com um sorriso amarelo e voltei a me sentar. – Manda um beijo para ela.
— Ok. Tchau meninos. – Ele disse saindo.
— Então, vamos ao parque? – Jinyoung voltou a perguntar.
Depois de pensar sobre isso, decidi que não teria problema, afinal, Baro e Sandeul não poderiam ficar naquele “Love” na rua.
— Por mim tudo bem. – Falei sorrindo.
— Vão vocês dois, eu e Sandeul temos muitas coisas para fazer hoje. – Baro disse mordendo o lábio inferior, Sandeul rio envergonhado.
— Tudo bem, vamos nos vestir, né, Gong? – Jinyoung disse e com o olhar falou “Deixe-os sozinhos! Rápido!”, mas tudo num tom divertido.
Acenti com a cabeça e saímos rindo da sala. Jinyoung foi ao seu quarto trocar de roupa e eu fui ao meu. Vesti uma roupa qualquer e coloquei por cima um casaco roxo com olheiras. Baguncei o cabelo e sai do quarto. Jinyoung estava vestido normal, uma blusa branca por cima de uma calça jeans e o cabelo bagunçado.
— O típico do maknae. – Ele disse divertido tocando na olheira direita. Ri envergonhado. – Não acha que vai chamar muita atenção e te denunciar? – Ele perguntou.
— Você acha? – Perguntei.
— Acho que sim... Venha, vamos trocar sua roupa. – Ele disse pegando minha mão e me puxando para o quarto. Fechou a porta e sentou-se na cama. – Vá, tire a roupa.
Não seria problema ficar sozinho e sem roupa no quarto com o Jinyoung-hyung, mas isso era antes. Agora eu já não sei, sempre que ficamos sozinhos ou falo dele a imagem que vi naquele dia surge em minha mente, o que talvez não seja agradável, mas é uma sensação boa. Mesmo assim, obedeci. Tirei minha roupa ficando apenas com a cueca Box. Jinyoung respirou fundo e apertou os olhos, como se tivesse mandando algum pensamento embora, pelo que sei, ele já namorou uma garota antes, terminaram quando ele entrou na banda, ele não era gay, certo?
Ele se levantou e pegou uma calça jeans e uma blusa lisa preta. Sorriu e deu para mim. Sorri em troca. Ele voltou a sentar na cama e olhar para mim.
— Maknae, posso te fazer uma pergunta muito pessoal? – Ele disse sem graça.
— Claro que sim, hyung! Somos amigos!
— Você é virgem? – Ele perguntou tapando o rosto com as mãos, como se isso o tornasse invisível.
— De que jeito?! – Brinquei, ele abriu um pequeno espaço entre os dedos e me olhou com tédio. – Sim, eu sou virgem. E você? – Eu tinha certeza que ele não era, o Jinyoung é um pervertido anônimo, ele com certeza deve ter feito sexo com sua ultima namorada.
— Na verdade, sim. – Ele disse tirando as mãos do rosto. Aquilo de fato, me surpreendeu muito! Dei um passo para trás tropeçando na roupa que eu havia vestido antes, cai no chão e bati minha cabeça no guarda-roupa.
— Aego! – Exclamei alto fazendo massagem na minha cabeça. Jinyoung riu e me ajudou a levantar. Ele puxou minha mão com força, levantando-me num salto, o que fez nossos lábios ficarem a centímetros de distancia. Eu senti meu rosto queimar, era claro que eu estava vermelho. Virei rápido e vesti minha roupa. Sorri. – Obrigado, hyung!
— Você está se guardando para alguém especial? – Ele perguntou procurando bonés.
— Acho que sim, não quero perder com qualquer uma. – Falei sentando na cama. – E você?
— Eu já achei meu alguém especial, só que ele ainda não notou que eu existo e o quero. – Ele disse, espera... “O”, “ele”, calma, ele está se referindo ao alguém, não a um homem, né?
— Por que não fala para ela? – Perguntei olhando para os meus pés.
Ele se virou para mim e jogou um boné. Riu alto.
— Ah, maknae, você é tão ingênuo! – Ele disse saindo do quarto.
Não sei se sou tão ingênuo assim, mas as pessoas falam isso o tempo todo, então, apenas as deixo pensar isso. Na verdade, eu sou ingênuo, ok, mas não tanto assim.
Jinyoung-hyung pediu um taxi, Baro e Sandeul já estavam no quarto, não quero nem imaginar o que estão fazendo, isso é tão nojento!
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