O motorista do taxi nos reconheceu, pediu um autografo para as sobrinhas, é claro que demos e tiramos fotos, mas a intenção era não sermos reconhecidos. Jinyoung falou que no parque terá mais pessoas, será difícil de nos reconhecerem então.

— Obrigado, senhor! – Ele disse pagando ao taxista.

— Tenham um bom dia! – O motorista respondeu sorrindo.

— O mesmo para o senhor! – Disse puxando o hyung para dentro do parque.

Eu queria me diverti hoje, afinal, é o nosso dia de folga e só temos um desses 2 vezes no maximo durante a semana, alguns dias quase não tem nada para fazer, só dar autógrafos e tirar fotos, já outros são muito corridos!

— Qual brinquedo você quer ir primeiro, maknae? – Ele perguntou colocando o braço em volta do meu ombro.

— Podemos ir à montanha-russa, hyung? – Perguntei olhando o parque.

— Tudo que o maknae quiser. – Ele disse sorrindo. – Mas depois vamos ao trem fantasma, ok?

— Mas eu tenho medo, hyung! – Disse, quer dizer, quase gritei.

— Eu vou está do seu lado. – Ele disse segurando minha mão.

Fomos para a fila da montanha-russa, que estava quase vazia e entramos no brinquedo. Jinyoung não havia soltado minha mão ainda, eu estava... Gostando disso?! Não! Eu só estou confuso, estou confundindo as coisas, deve ser isso, não devo está gostando de tê-lo perto de mim, de poder segurar sua mão enquanto ando, de ter sua atenção só para mim agora. Não. – Depois de três voltas o brinquedo parou e nos descemos.

— Sabe, hyung... Eu queria nesse momento não ser famoso... Para que ninguém pudesse nos interromper nesse dia. – Falei olhando para o chão enquanto andávamos.

— Você quer isso, Gong? – Ele perguntou curioso.

— Acho que sim... – Respondi sem graça.

— Então eu vou te dar isso! Ninguém vai nos reconhecer hoje! – Ele disse sorrindo, sorri junto com ele.

Fomos comprar sorvete, quando percebi que de longe havia duas garotas nos olhando curiosas, primeiramente pensei: Elas devem está olhando para outro lugar. Mas ai vi suas camisetas: I ♥ B1A4. Droga.

— Hyung, não olhe agora, mas na sua esquerda tem duas garotas nos olhando com a camiseta da banda. – Disse no ouvido dele, pude ver seus pelos da nuca se arrepiarem, ou foi apenas impressão minha.

— Tudo bem... É... Maknae, — ele disse. – Está pronto para correr? – Ele perguntou.

— Mas se corremos, vai ser óbvia que somos nós. – Disse.

— Realmente... Veja, uma loja de presentes bem aqui do lado. – Ele apontou para a loja de presentes ao lado da barraca de sorvete. – Vá para lá enquanto pego o seu sorvete, morango, certo?

Acenti com a cabeça e entrei na loja. Fiquei mexendo nas coisas, então vi um daqueles óculos com nariz e bigode, eu os acho muito engraçados. Jinyoung entrou na loja com meu sorvete.

— Está tudo sobre controle, maknae! – Ele disse me entregando o meu. Agradeci e dei a ele um óculos. – Para que isso, maknae?! – Ele perguntou rindo.

— Eu já paguei, é para ninguém nos reconhecer, e também, será divertido andar assim com você, hyung! – Falei sorrindo. Ele sorriu e colocou os óculos.

— Como estou? — Ele perguntou fazendo uma cara sedutora de brincadeira. Mesmo sendo de brincadeira, poderia de fato seduzir se não fosse pelos óculos.

— Lindo, hyung! – Falei rindo.

— Está esperando o que para colocar o seu?! – Ele disse o pegando em minhas mãos e o colocando em meu rosto, deu um beijo em minha testa e virou. – Agora, o trem fantasma, Gong. – Ele disse levantando os braços numa espécie de “Eba”.

— Sim, hyung! – Falei o seguindo.

Eu realmente tinha medo, acho que talvez ainda seja uma criança, tenho medo de coisas bobas como um simples brinquedo, sou ingênuo para muitas coisas e ainda tenho cara de criança. Entramos no brinquedo, Jinyoung falou que podíamos tirar os óculos, afinal, é escuro e rápido. Fiz o que ele falou. O hyung passou o braço em volta do meu corpo, fazendo-me apoiar minha cabeça no seu peito. O passeio do terror começou, eu estava apavorado, com todas aquelas pessoas fantasiadas de coisas feias e ainda tinha ouvido várias lendas sobre esses trens fantasmas. Agarrei Jinyoung pela camisa e escondi minha cabeça no seu peito, inalando assim sua colônia.

— Gong, olhe nos meus olhos. – Ele disse fazendo cafuné em mim. Levantei minha cabeça, meus olhos estavam trêmulos e com medo, mas mesmo assim olhei em seus olhos. – Desculpe-me, eu não sabia que você teria tanto medo assim, sinto muito. – Ele disse triste. Eu me senti bem naquele momento, olhando fundo nos olhos do hyung, algo bom me apareceu, era como se eu tivesse encontro meu ponto de paz, meu ponto seguro, bem nos olhos dele.

— Não se preocupe, hyung. Eu estou bem só de olhar para seus olhos. – Falei mais calmo. Ele sorriu, contente.

Eu não tinha mas medo, não com ele do meu lado. A mão dele desceu até o meu bumbum e permaneceu lá até o passeio do terror acabar. Ele era corajoso e ousado, corajoso, pois: Ele permaneceu com a mesma expressão que entrou no brinquedo até o momento que saiu. E ousado, pois: Que pervertido! Ok deve ter sido pura coincidência, mas pelo amor! Ele não sabe diferenciar um bumbum de uma coluna?! – Mas ok, sem problemas, ele não fez por mal, certo? Errado! Eu teria acreditado nessa teoria se isso viesse a se repetir mais vezes, e pior: Ele ainda acariciava!

Ah, quem estou enganando? Eu estava me sentindo bem com aquilo, eu queria ainda mais, estava sentindo prazer.

A manhã já estava indo embora e meu estomago roncava pedindo por comida, cai no banco de madeira, Jinyoung sentou do meu lado.

— Quer ir almoçar? – Ele perguntou colocando uma mecha do meu cabelo atrás do meu ouvido.

— Sim. – Respondi cansado.

Ele pediu um taxi e fomos para um restaurante.

— Vamos comer o que, hyung? – Perguntei olhando para o cardápio.

— Ah, maknae! Tem um prato que o Dongwoo me contou que é muito bom, podemos pedir? — Ele perguntou empolgado. Acenti.

Jinyoung pediu ao garçom a refeição e logo colocaram sobre a mesa. Ele começou a virar a carne que estava sobre a grelha, tinha uma aparência estranha, não parecia ser bom.

— O que é isso? – Perguntei com nojo.

— Prove primeiro ou ficará com mais nojo ainda. – Ele disse ao virar mais um pedaço para cozinhar igualmente. – Venha, tome esse. – Ele disse esticando o braço e colocando o hashi na minha boca.

Era realmente muito bom, suculenta e macia. Um gosto diferente e muito saboroso.

— Delicioso! – Exclamei. – O que é hyung?

— Estomago de vaca. – Ele disse divertido. Se ele falasse isso antes, eu não teria provado. Mas agora que provei e gostei, não senti nojo, senti vontade de comer mais. – É como a relação de Baro e Sandeul... – Ele disse me deixando confuso. – Preste atenção, quando você viu essa carne, achou nojento, não queria provar, do mesmo jeito que você agi com eles. Mas ai você provou e gostou e então não sentiu nojo mesmo sabendo o que realmente é certo?

Ele não estava errado, era realmente como a relação dos dois, mas eu não queria admitir isso, eu não quero provar e gostar, eu não sou gay, sou hetero, certo? Ah, mas eu odeio mentir.

— Bom... – Comecei. – Não está completamente certo isso... Eu não...

— Tudo bem, deixe para lá.

Passamos o resto do dia todo juntos, ele era divertido, me protegia e cumpriu com sua promessa de não deixar ninguém nos reconhecer. Fomos ao zoológico e a noite ao cinema.

— Vai querer pipoca, maknae? – Ele perguntou sorrindo, que sorriso lindo... Tão encantador... Epa, para com isso!

— Sim, hyung! – Respondi sorrindo.

Entramos na sala do filme e sentamos nos nossos lugares bem no fundo. Não tinha mais ingressos para os filmes de ação do cinema, teve que ser uma comédia romântica. Eu queria assistir ao filme segurando a mão dele, nas cenas de beijos eu queria beijá-lo. Porque tudo ficou tão confuso? Quando meu coração começou a bater forte pelo Jinyoung-hyung? Isso está errado, certo? Aego! Um dia juntos e olha como eu acabo me sentindo!

Notas finais
O segundo capítulo já é um pouco mais romântico e demonstra como o nosso querido maknae se sente sobre Jinyoung. Espero que gostem !